E vem colecionando prêmios Melhor Filme – Júri Infantil no 43º Festival Internacional de Cinema do Uruguai; Menção Especial do Júri na Competição Ibero-Americana do 51º Seattle International Film Festival (SIFF); e o prêmio Outstanding First Feature no Frameline49, em São Francisco. Coelho de Ouro de Melhor Longa-Metragem Brasileiro no 33ª edição do Festival Mix Brasil e Coelho de Prata de Melhor Interpretação para Laura Brandão e Serena. 53º Festival de Cinema de Gramado, Prêmio Especial do Júri, Melhor Atriz Coadjuvante (Aline Marta Maia) e Melhor Trilha Sonora (Alekos Vuskovic). Melhor Roteiro e o Prêmio Sundance TV de Melhor Ópera Prima no 9º Santander International Film Festival. Prêmio do Júri Jovem de Melhor Longa-Metragem no Everybody’s Perfect Geneva 2025, o Best Achievement Award de Direção de Elenco no 19º Bravo Film Festival, além de dois reconhecimentos na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: o Prêmio da Crítica | Melhor Filme Brasileiro e o Prisma Queer | Melhor Filme Brasileiro. circulação internacional.
domingo, 15 de março de 2026
A Natureza das Coisas Invisíveis
Assisti A Natureza das Coisas Invisíveis (2025) de Rafaela Camelo na Netflix. Não conhecia esse filme, mas comecei a ver em listas e elogios entre os melhores filmes do ano passado. E é lindo mesmo! Que poesia! Que filme lindo!
E a vida se ilumina. Me emocionei inúmeras vezes. Livres, com galinhas, árvores, frutas no pé, a vida delas ganha nova perspectiva. E outro fator me emocionou demais. Essas mães nunca mais ficam sozinhas. O afeto e a solidariedade da comunidade emociona. Principalmente de mulheres. Que vão jogar conversa fora, ajudar nos afazeres. Visitar a amiga acamada. Não só vão, ficam um pouco dando acolhimento, afeto, ajudando nos afazeres. Vão e ficam, sempre tem gente na casa. Ajudando na cozinha, conversando, fazendo companhia. É um séquito de amigas, companheiras, mulheres solidárias. A solidão da vida da cidade grande acaba. Elas estão amparadas. E as rezadeiras, as tradições de remédios de plantas, enfim, tudo é lindo.
Só nos créditos que entendi uma das cenas. Há muita sutileza, tudo é milimétrico. Que filme! Que poesia!
O filme aborda tantas questões de modo sutil e sensível. Um aspecto é que fala muito de mães solo. A dificuldade de cuidar da filha sozinha. A protagonista é enfermeira, tem aqueles turnos pesados, então a filha fica no hospital com ela. A menina já está adaptada a dinâmica, conhece muitos pacientes, é afetiva. Tem uma beliche onde ela dorme. O filme tem vários momentos mágicos, encantatórios, fantásticos.
Outra menina com histórico parecido acaba se juntado a ela e sim, no hospital. Quem cuidava dela era a bisavó da incrível Aline Marta Maia, que está doente, e a mãe não tem com quem deixar a menina, que também passa a ficar no hospital. A amizade das duas emociona. A que já está habituada naquele ambiente ama as caixas dos que foram embora, os objetos. A outra acha que usar coisas de quem morreu é maldição. Com uma vida tão precária, não querer nada do passado, chega a ser burrice. A amizade das duas se fortalece. É lindo de ver. E gostei muito de ver crianças sendo crianças. As duas são Laura Brandão e Sofia.
As mães também se aproximam. Elas são as ótimas Larissa Mauro e Camila Márdila. Elas precisam dar conta de tudo sozinhas. A avó está com demência e pede o tempo todo para ir para o sítio. A neta acha que será complicado, mas a enfermeira sugere ir junto. Tudo é delicado. A mãe diz que não tem como pagar a enfermeira. E ela diz que quer que a filha tenha o resto das férias em algum lugar que não seja o hospital. Combinação feita, o quinteto segue para o sítio.
Uma delas sugere que precisa fazer a encomenda da morte de alguém que já sei foi. Ao final, nos créditos, diz que essas vozes das encomendadeiras da Alma da Santana dos Brejos da Bahia.
Pedrita
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Não conheço o filme, mas tenho história parecida de levar filhos para meus Plantões, principalmente os noturnos.
ResponderExcluirEles ficavam quietinhos no quarto.
Isso depois que me separei do pai deles.
Eles iam comigo até para reuniões do Sindicato Médico.
Junior não dava problema porque levava livros e revistas para ler.
Érica era menor e vez por outra aparecia da sala de atendimento. Aí era desesperador porque eu não deveria leva-los.
Mamãe me ajudava sempre, mas as vezes não dava para deixa-los com ela porque eu morava distante dela.
Mas, faz parte. Ou fez parte.
Sim, gosto muito de Documentários.
Beijo,