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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Rio, 40 graus

Assisti Rio, 40 Graus (1955) de Nelson Pereira dos Santos no Now. Falaram esse filme na novela Garota do Momento. A novela se passa na década de 50 e o filme tinha entrado em cartaz nos cinemas na época. Esses filmes clássicos nunca sei quais eu vi. Coloquei na busca no Now e achei, comecei a ver e percebi que não tinha visto. Não sei em que canal está o filme.

É um filme ousado em muitas questões. Além de um elenco talentoso numeroso, o diretor também colocava cariocas para atuar também. São inúmeras locações, Pão de Açúcar, Corcovado, Maracanã, praia, morro. São várias histórias.

Como as dos meninos do morro que saem pra vender no asfalto amendoins no balde quente. São muitos meninos explorados por homens maus, um é do personagem do Jece Valadão. Esses meninos não tem perspectivas. Não estudam e trabalham, trabalham muito. Hoje infelizmente não mudou muito. Há pessoas que alugam crianças pra pedir esmolas ou vender produtos em faróis. Crianças igualmente exploradas. Pelo menos agora é obrigatório a criança ir a escola, então diminuiu o número de crianças exploradas. No filme todos os meninos do morro descem para vender, pedir esmola e trabalhar. Ficam exaustos, trabalham demais e quase todo o faturamento ficam com seus aliciadores.
Tem história do morro, do asfalto, de jogador de futebol, político. Tudo entrelaçado como se fosse um único dia. Muito bom! Termina no morro com Carnaval!

O filme que eu vi está com excelente qualidade de imagem.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Saci

Assisti no cinema ao filme O Saci (1951) de Rodolfo Nanni na Cinemateca Brasileira. Esse filme participou das comemorações dos 60 anos de existência. Foi uma exibição especial onde estava o diretor e os atores que fizeram o Pedrinho e a Narizinho, Lívio Nanni e Olga Maria Amâncio. Lívio é hoje médico e Olga é nutricionista, que tinha na época só 5 anos. Tinham algumas poucas crianças na exibição. Contaram que nos outros dias crianças e pessoas da terceira idade assistiram ao filme e que eles se surpreenderam com a alegria e manifestação das crianças. Na sessão que eu fui as crianças também se manifestaram. Interessante que um filme realizado há 60 anos, sem os efeitos especiais de hoje, em preto e branco, ainda cativa e empolga o público.

Eu adorei O Saci, acho que me empolguei tanto quanto as crianças. O filme foi realizado na cidade de Ribeirão Bonito. Depois da exibição, Rodolfo Nanni contou um pouco sobre as dificuldades de realização do filme. Rodolfo Nanni tinha acabado de chegar de Paris onde estudou cinema. Como não tinham os recursos de hoje eles improvisavam as fantasias. O assistente de direção foi Nelson Pereira dos Santos. A trilha sonora é de Claudio Santoro. A Tia Anastácia foi intepretada pela cozinheira de Monteiro Lobato.  Eu amei a Sacizada só com crianças de Ribeirão Bonito, hilário o Saciólogo, lindo o menino. Outros do elenco são: Paulo Matozinho, Lívio Nanni, Otávio Araújo, Olga Maria, Maria Rosa Ribeiro e Aristéia Paula de Souza. E adorei conhecer essa versão do Sítio do Picapau Amarelo. O evento foi gratuito e ainda presentearam quem assistia com o DVD.

Beijos,
Pedrita


quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Brasília 18%

Assisti Brasília 18% (2006) de Nelson Pereira dos Santos no Canal Brasil. Queria muito ver esse filme apesar das críticas não elogiosas. É realmente difícil falar mal de um filme desse grande diretor, mas Brasília 18% é ruim.

Fala muito de corrupção, poderia ser o filme do movimento Cansei, mas tem muitos problemas de roteiro. Parece que propositalmente, mas não gostei da estrutura de liguagem de Brasília 18%.

Um médico legista chega em Brasília para dar um laudo sobre o corpo de uma mulher. Todos acreditam ser de uma assessora parlamentar desaparecida. O médico legista é interpretado pelo Carlos Alberto Riccelli.

Começa então um jogo enorme de corrupção. Envolvem o médico em toda a trama política. Cada partido deseja um resultado e faz tudo para que sejam prevalecidos. Nosso protagonista está muito perturbado, ele acaba de ficar viúvo e com isso tem muitos sonhos acordado. Sua mulher é interpretado pela Bruna Lombardi. Todas as mulheres que aparecem em seus sonhos estão nuas.

A coitada da moça desaparecida é a que mais aparece nua de corpo inteiro. Tudo é propositadamente confuso. Ela é interpretada pela Karine Carvalho. Os políticos da trama são só atores famosos como Othon Bastos, Bete Mendes, Malu Mader e Carlos Vereza.

O roteiro é do próprio Nelson Pereira dos Santos, mas não gostei, propositalmente confuso tem várias brechas e furos. Tenta criticar a corrupção, mas os sonhos malucos do protagonista enfraquecem a trama. Não é compreensível como o médico não aproveita a imprensa para revelar toda a pressão que estão lhe fazendo. Porque ele não entrega aos jornalistas a fita que mostra a moça sendo estuprada por vários políticos em uma festa. A fotografia de Edgar Moura é bem ruim. A música é de Paulo Jobim.

Também não entendi porque Nelson Pereira dos Santos desejou que todos os nomes dos personagens fossem de escritores famosos. Nosso protagonista é o Olavo Bilac. Outros são Machado de Assis, Marília de Dirceu e Rui Barbosa. Não vi sentido e achei inclusive constrangedor que aqueles personagens sórdidos trouxessem nomes de brasileiros ilustres da nossa literatura. Definitivamente não gostei de Brasília 18%.


Beijos,


Pedrita