sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Inimigo

Assisti a peça infantil O Inimigo no Centro Cultural São Paulo. O texto é inspirado na obra do suíço Davide Cali e a direção de Val Pires. Amei, que peça incrível. São dois atores em cena, Lendro Ivo e Thiago Ubaldo.

Os dois estão na guerra, acabam na mesma trincheira, cada um em seu canto. Incrível o espetáculo que mostra que O Inimigo é igual a todos nós. Faz as necessidades, tem fome, sono, precisa cantar o hino, colocar a bandeira.
Crédito da foto Val Pires.

Hilário o Manual do Inimigo. É igual para os dois, tudo é igual. Os dois tem um bichinho de pelúcia para dormir. A mensagem da peça é linda e é muito, mas muito engraçada. As crianças devem pegar algumas coisas, mas eu acho que os adultos se divertem mais pegando cada detalhe, ou tentando, acho que eu precisaria ver uma três vezes para pegar cada nuance, demais. Amei. O Inimigo fica em cartaz até 22 de maio.
Crédito da foto: Fernanda Oliveira
Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Sinal de Vida

Assisti a peça Sinal de Vida de Lauro César Muniz no Teatro Augusta. Dirigida por Heitor Saraiva fala do triste período da Ditadura Militar inspirada em dois personagens reais Verônica Lima e Marcelo Estradas. Começa com o sumiço de Verônica Lima. Marcelo começa então a procurá-la. A peça é com essas mulheres que passaram por sua vida. Dani Brescianini faz Verônica, Beto Bellini faz Marcelo. Os dois estão incríveis. Os textos deles são na maioria das vezes políticos. Ficamos sabendo que Marcelo escrevia para jornais, tinha muitos livros e é Marcelo que mostra os livros a Verônica, leva ela nas reuniões do partido. Ele é um militante da palavra. Ela se apaixona pela causa e passa a ser uma guerrilheira.

A peça é toda entrecortada com vários momentos sem ordem cronológica. O texto do Lauro César Muniz é incrível. Acho fascinante como ele escreve sobre relacionamentos e como os relacionamentos do protagonista são conflitantes. Ele se casa com Olívia, filha de militar, é inclusive o pai dela Major que ajuda Marcelo quando ele é levado para depor. A relação dos dois é baseada na força, na violência. Ele é interpretada por Deborah Graça.

Em contraponto ele tem um relacionamento com a zen Leda, interpretada pela Tatiana Passarelli

Seu último relacionamento é com a jovem Cláudia interpretada pela Fernanda Mammana. Aparentemente fútil, vamos aos poucos conhecendo os seus dramas. É uma peça de várias mulheres fortes em uma época que as pessoas se relacionavam como os seus temperamentos, sem a tentativa atual de nivelar todas as relações no amor romântico. Cada relacionamento de Marcelo tinha seus próprios códigos.


Dico Paz faz dois personagens, o pai militar do protagonista, e o filho que ironicamente deseja ser militar também. Os figurinos de Milton Fucci são de arrasar. Amei também o cenário de Thiago Capella Zanetta. Essas fotos maravilhosas foram clicadas por Demian Golovaty.  Adorei o espetáculo que foi escrito e censurado em 1972. Lauro César Muniz conseguiu liberar o texto em 1979 quando teve uma montagem histórica com Marcelo sendo interpretado por Antonio Fagundes. Sinal de Vida está em cartaz até 9 de junho.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 12 de abril de 2016

Histórias para a Hora do Não

Assisti a peça Histórias para a Hora do Não no Teatro Bibi Ferreira. A direção é de João Acaiabe e o texto de Carla Fioroni que está no elenco junto com Carla Pagani. Adorei a peça que é voltada pra criança pequena, naquela fase difícil, de falar não pra tudo, pro banho, pra comer, tudo é não.

É muito bonitinha. Duas amigas inseparáveis convivem. Uma é mais rebelde, me identifiquei mais com ela, interpretada pela Carla Pagani. Sua amiga é ultra, mas ultra organizada, interpretada pela Carla Fioroni. Ela conta histórias para a amiga lidar melhor com o não. Fofo demais. A outra até entende e tenta arrumar as coisas, mas não tem jeito algum, me achei tão parecida com ela. Adorei o trabalho das duas atrizes, estão ótimas e a peça é fofa demais. Foi engraçado na saída ver mães conversando com os filhos, uma dizia para o garoto: - viu filho? não pode dizer não pra tudo, e ele respondeu, é. Bonitinho. Eu sou fã do João Acaiabe. Histórias para a Hora do Não fica em cartaz só esse mês, aos domingos, termina dia 24.
O crédito da foto é de Silvia Alves Takada.
Beijos,
Pedrita

domingo, 10 de abril de 2016

Muitos Homens num Só

Assisti Muitos Homens Num Só (2014) de Mini Kerti no Canal Brasil. Nunca tinha ouvido falar nesse filme. Vi o elenco, adoro o Vladimir Britcha e a Alice Braga, coloquei pra gravar. Só depois que vi que é um filme de época, amo filmes de época, adorei esse. Só no final que descobri que é baseado em uma história real. Começa com Vladimir Britcha roubando em quartos de hotéis. Logo ficamos sabendo que o apelidaram de Antônio, um homem sempre elegante, hospedado em hotéis onde vários hóspedes eram roubados, mas nunca a política pegava o homem.

Ele segue então para outro hotel para roubar ações e lá conhece a bela Eva. Ela é uma mulher infeliz, com um homem insensível, presa a um casamento. Adora desenhar. Vladimir Britcha tem participado de filmes incríveis. Alice Braga também está em excelentes produções. A reconstituição de época de Muitos Homens Num Só é impecável. Os móveis nos hotéis de luxo, os figurinos, os detalhes em cada espaço. Encantador e fascinante.


Caio Blat faz o policial que quer resolveu os crimes com a ciência. Inicialmente ele mede a cabeça, tamanho de pé, mas logo é informado da nova tecnologia das digitais. Silvio Guindane faz o jornalista que se interessa pela história de Antonio e que futuramente escreve o livro Memórias de um Rato de Hotel de João do Rio que inspirou o filme, quero muito ler.

O marido da Eva é interpretado por Pedro Brício. O dono das ações por Miele. O ladrão que ensina tudo ao Antônio por César Troncoso. Lindas as locações em lugares históricos de Petrópolis e do Rio de Janeiro. Muitos Homens Num Só ganhou 12 Calungas no Cine PE, de melhor filme, direção, atores principais, roteiro, direção de arte, entre outros.

Beijos,
Pedrita