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domingo, 27 de setembro de 2026

O Aniversário

Assisti O Aniversário (2025) de Jan Komasa na PrimeVideo. Queria muito ver esse filme de tanto que falam e vejam. É urgente e fundamental! Mas profundamente indigesto, desconfortável e assustador. Onde iremos chegar a tanto obscurantismo?
 

Um casal comemora o aniversário de casamento com a família e agregados. A mãe é uma acadêmica brilhante, respeitada e famosa. Ele é dono de restaurante promissor. Eles são Diane Lane e Kyle Chandler.

O filho leva uma nora que foi aluna da mãe, antidemocrática, arrogante e fascista. No início ela parece ainda muito inocente, doce e atenciosa e todos duvidam da mãe. Surge uma infinidade de: "deixa disso", "será que é bem assim?" "não vamos brigar". Eles são Phoeby Dynevor e Dylan O´brien. Ele é mediocre, está revisando os textos dela, a sombra dela. Ela, como uma erva daninha, vai contaminando tudo, a família e a sociedade. Ela escreve um livro que vira um best seller e uma bíblia. Os anos se passam, ela vai ficando influente, mas com o conservadorismo, é ele que passa a ascender e mandar nela. Fascistas nunca surpreendem. 
No decorrer dos anos a família vai se despedaçando, filhos na clandestinidade, desavenças. Outros se corrompendo ao luxo da violência. E o casal fascista prosperando em solo fértil, assustador. Tive muita dificuldade de ver, precisava de tempo para respirar.

No elenco ainda estão Ellen Taylor; Paul Taylorm Zoey Deutch, Daryl McCormack e Madeline Brewer.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Angela

Assisti Angela (2023) de Hugo Prata na PrimeVideo. Esse filme foi lançado muito antes da série. Apesar das críticas negativas, eu queria ver. O roteiro é de Duda Almeida.

O filme conta parte da história da Ângela Diniz. Começa quando ela conhece Doca Street em uma danceteria. Ela já está separada, vive no Rio de Janeiro e luta para receber as visitas de seus três filhos que ficaram com o pai em Minas Gerais. Ângela é interpretada muito bem por Isis Valverde e Doca é Gabriel Braga Nunes que está igualmente bem.

Quando os dois se conhecem, Ângela estava com Ibrahim Sued, colunista social, interpretado por Gustavo Machado. E Doca estava casado.
Os dois tem uma paixão avassaladora. Ângela compra uma casa em Búzios e começa a reformá-la para receber os filhos no verão. O filme foca bastante a relação do casal em Búzios. As cenas na praia foram gravadas em Porto Seguro. O filme mostra bem a escalada da violência. Começa com Doca querendo saber com quem Ângela falava ao telefone. Também mostra a tentativa de Doca de ter o controle do dinheiro dela. Quem tinha dinheiro e muito era a Ângela e ele tem que ficar pedindo pra pagar a reforma e outras questões, então pede uma conta conjunta e para administrar o dinheiro dela. Mas Ângela não cede.
Alice Carvalho faz a funcionária que é contratada por Ângela para cuidar da casa.
Bianca Bin é a amiga casada com Moreau de Emilio Orciollo Netto. A mãe de Ângela é a Chris Couto.
As brigas vão ficando cada vez mais violentas, tapa na cara, aperto nos braços, até violência física generalizada, quando Ângela manda Doca embora, fala que ele pode ir com o carro dela. Ele vai, mas volta um tempo depois tentando a reconciliação. Como não consegue, dá 4 tiros nela. É quando o filme termina. Depois vem textos falando do julgamento, de Doca receber uma pena branda por legítima defesa da honra, argumento que foi possível ser usado até bem recentemente. O texto fala do movimento quem ama não mata que surgiu logo após a pena branda do Doca e que permitiu um novo julgamento. Doca foi finalmente condenado pelo crime a 15 anos de prisão.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O Alecrim e o Sonho

Assisti O Alecrim e o Sonho (2022) de Valério Fonseca na PrimeVideo. Desconhecia por completo esse filme. Achei por um acaso. Amei esse pôster, é lindo, mesmo eu não sendo fã de passarinho na gaiola. É lindo e poético demais! Daqueles que quero indicar pra todo mundo!
 
Vicente é um professor aposentado e mora sozinho em um apartamento confortável, mas simples, no bairro de Alecrim, em Natal. Fernando Teixeira arrasa, que ator. O filme é ele, fiquei muito impactada. A filha e a neta mal o veem. Ele vai visitar a filha, uma vez ela não está, na segunda vemos ele sozinho em uma sala moderna, em um apartamento de dois andares. E depois no Natal elas o visitam. Mal convivem com ele. É de cortar o coração.
São as pessoas próximas que convivem com ele. A diarista que vem a cada 15 dias com a maravilhosa Vadinéia Soriano. A trama dela é muito impactante e triste. O porteiro de Zé Maria e sua família.

O animador de uma loja. É nessa loja que vemos a passagem do tempo. Alguns sonhos são com a maravilhosa Zezita Matos e compreendemos que é a esposa falecida.
E um senhor que vende algo em uma embalagem prateada que eu não sei do que se trata. Eles tomam café juntos, jogam dominó, é uma graça. Ele foi interpretado pelo Baixinho do Pandeiro. O protagonista é um homem muito generoso e afetivo. Stepan Nercessian faz uma participação.

Um funcionário do mercadinho e padaria é muito violento com o Vicente. Os abusos são frequentes e revoltantes.  O ator é Enio Cavalcante.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

The Runner

Assisti The Runner (2026) de Kevin MacDonald na PrimeVídeo. Eu gosto muito da Gal Gadot e gostei do filme, é um pouco forçado, mas funciona e tem um desfecho bem surpreendente! O roteiro é de Mark Gibson.

Tem alguns filmes semelhantes onde a personagem passa o filme correndo. A protagonista deixa o filho (Rory Wilmot) na escola e vai correr. Ela vive em Londres. Um homem liga, diz que está com o filho dela e ela precisa matar alguém pra ele pra conseguir salvar o filho que é diabético e está sendo medicado pra entrar em coma. O mais interessante é mostrar como alguém consegue ter o controle dos nossos sistemas eletrônicos, ele responde por ela mensagens, acompanha por onde ela passa. Um pouco forçado, mas é interessante!
O sequestrador que dá as regras. Ela tem que ir correndo até um hotel para matar o homem. Ela vira uma super mulher, bem exagerado ela dar conta de toda a trajetória. E já imaginam que pela foto nem sempre dá certo. As cenas no metrô são as piores, tudo bem impossível para um ser humano, mesmo que um grande atleta o que não é o caso, ela é uma advogada que corre. E tem umas cenas bem constrangedoras como a dos barcos.
O filme é praticamente ela. Alguns personagens aparecem em seu caminho com Alfred Enoch, Phoenix Di Sebastian, Kenton Lloyd Morgan, Aaron Gil e Damian Lewis. Achei bem forçado as pessoas fazerem exatamente o que ela pede e é esquisito o que ela pede. A personagem deu muita sorte porque podia encontrar um ser indiferente que ignorasse o que ela pedia. Por sorte é filme, então dá certo. Gostei da reviravolta final, funciona muito bem, mesmo sendo bem forçada.
 
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Women Talking

Assisti Women Talking (2022) de Sarah Polley na PrimeVideo. O filme é baseado no livro de Miriam Towes sobre uma comunidade na Bolívia. As mulheres e crianças passaram a ser drogadas e estupradas. Péssimo o nome no Brasil, Entre Mulheres, porque tudo o que o filme não é, é entre mulheres. Os fatos se desencadeiam pelas atos abomináveis dos homens. Elas não tinham voz e nada mais lógico que o título ser Women Talking.

Não sabemos a época. Elas usam saias no joelho, são muito religiosas. Foi inteligente utilizarem só Deus nas rezas, não definindo nenhuma religião. Elas foram drogadas e estupradas, os homens foram presos, mas se pagarem a fiança, eles serão soltos e vão voltar. Elas resolvem se reunir e ver o que fazer. Só os meninos podiam estudar. Elas não sabia ler, mas criam uma votação com desenhos e X. Se elas vão ficar, lutar ou partir. Dá empate lutar e partir, então elas resolvem conversar para decidir. O elenco é inacreditável!
A personagem de Rooney Mara não sabe de quem está grávida. Elas não sabiam nunca de quem eram seus filhos. O professor de Ben Whishaw que anota o que elas conversam. Em uma conversa ele fala da época da guerra, então achamos que está após a guerra. Só quando aparece uma caminhonete tocando um rock é que imaginamos que é mais recente. Elas que vivem no passado. E fiquei estarrecida que essa comunidade na Bolívia existia em 2009. Frances McDormand está no elenco em uma pequena participação, a personagem se recusa a conspirar contra os homens. A atriz está na produção.
A personagem de Jessie Buckley está muito revoltada e não teria como não estar. Além da proibição de estudar, elas não tinham acesso a médicos, remédios, viviam no maior atraso e privação. Não tinham elos com outros lugares, não conheciam nada além do que viviam. Imagino a dificuldade de decidir partir, largar casa, sustento e partir ao desconhecido.

São as mulheres mais velhas que percebem que não é hora de divergências e sim de união. Que umas não devem julgar as outras. O filme é muito emocionante! Judith Evey é uma dessas mulheres. Claire Foy também está no elenco.
Sheila McCarthy é outra.
Alguns outros do elenco são Michelle McLeod e Abigail Winter. Tem muita adolescente e criança no elenco, já que elas não usavam métodos anticoncepcionais; Elas não sabiam de quem eram seus filhos.


Beijos,
Pedrita

sábado, 29 de agosto de 2026

O Drama

Assiti O Drama (2026) de Kristoffer Borgli na PrimeVideo. É um filme estranho. Já tive contato com arte que fala do tema bem melhor, fiquei pensando se a abordagem é adequada, se o filme é americano demais, com dificuldade de ter uma opinião. Gosto demais de Zendaya e Robert Pattinson, o filme é desconfortável, não dá pra analisar os seus desempenhos.


 

O filme começa com o rapaz contando em narração como conheceu a jovem. Ele fingiu que tinha lido o livro que ela estava lendo, a enganou na primeira abordagem. E esse é o tom do filme, o que é ser ético, se podemos julgar os outros, se há como perdoar e seguir. Agora eles estão prestes a se casar e apaixonados. Eles se encontram com outro casal. Em uma brincadeira bem idiota, eles pedem que cada um conte algo horrível que teria feito e de certa forma todos fizeram coisas horríveis. 
A jovem não fez, mas passou um bom tempo pensando em fazer. Na adolescência ela pensou em entrar na escola atirando. Treinou com o rifle do pai. O filme acaba falando dessas facilidades aos armamentos no país, no caso dela o pai é um militar, mas eu particularmente não conheço ninguém que tenha um rifle em casa. É importante que ela fala a facilidade como era achar vídeos sobre ataques, conversas que estimulavam esses atos. Ele fica muito perturbado, mas mantém o casamento e seus preparativos. Dá muita agonia eles seguindo com a escolha das músicas, comidas, em meio a crise sobre o relato dela. Ele vai forçando ela contar detalhes, ela acaba dizendo que em algum momento é escolhida oradora de um grupo ativista contra às armas, se sente incluída e desiste do que ia fazer. O filme tenta debater e mal sobre a questão de manter ou não um relacionamento depois de uma revelação como essa, mas é bem mais complexo que continuar um casamento ou não. Simplificaram muito um tema tão complexo.

Beijos,
Pedrita

sábado, 8 de agosto de 2026

Perfect Sense

Assisti Perfect Sense (2011) de David Mackenzie na PrimeVideo. O roteiro é de Kim Fuqz Aakeson. Esse filme estreou no canal agora, é estranho ver esse filme agora e como será que os envolvidos encararam a pandemia quando foram percebendo as semelhanças com seu filme. Sim, os estudiosos das mudanças climáticas falam que várias pandemias irão acontecer, após a que vivemos, falam que virão outras, mas foi estranho ver o filme após a pandemia que vivemos. Imagino que o filme impacte muito mais hoje do que na época que foi lançado. E também foi estranho ver esse filme nesses dias de fenômenos climáticos adversos por aqui. O filme é uma coprodução com imagens realizadas no mundo todo. Cheguei a achar que eram imagens compradas, algumas eram, mas a produção usou equipes de vários países pra fazer as imagens.

O casal de protagonistas tem os maravilhosos Eva Green e Ewan McGregor. Ela uma epidemiologista que estuda esses fenônomenos e o que acontece no mundo e ele um chefe de cozinha. Os dois machucados pelo amor, tem dificuldade de lidar com os sentimentos que passam a ter um pelo outro. Eles se evitam inicialmente, até passar a ter um relacionamento. Os sentidos vão desaparecendo e só desaparecem após sentimentos explodirem. O primeiro é exatamente a perda do olfato que tivemos na pandemia e que conhecemos bem. O sentimento anterior a perda do olfato era uma tristeza profunda. A pessoa chorava muito e quanto parava não tinha mais olfato. Ela perde primeiro. Ninguém sabe como é feita a contaminação e o mundo todo vai passando pelos mesmos efeitos. Depois perdem o paladar. A audição é a perda mais violenta porque a pessoa fica muito perigosa e violenta.
Há uma narração e imagens do que acontece no mundo a cada evento da perda dos sentidos. E sim, termina com a perda da visão, é muito impactante. Antes da perda da visão, o sentimento que explode é o amor e as pessoas começam a se reencontrar, reconciliar, é muito bonito. É um filme muito impactante!

Beijos,
Pedrita

domingo, 12 de julho de 2026

Hedda

Assisti Hedda (2025) de Nia DaCosta na PrimeVídeo. Eu descobri esse filme em um instagram de indicações. Eu sigo instagram que são mais parecidos comigo, mas de vez em quando arrisco indicações de desconhecidos. Esse é baseado na peça Hedda Gabler (1890) de Henrik Ibsen. Eu quis ver porque adoro a Tessa Thompson que está majestosa como Hedda.

A direção de arte é inacreditável. Os figurinos são belíssimos! A mansão é Flintham Hall, em Notthingham, na Inglaterra. Enorme, cheia de cômodos, jardim, lago. Quero rever muitas vezes porque fiquei atenta a trama instigante e perdi detalhes da casa. A festa tem música ao vivo, as faixas são maravilhosas, e tem na Spotify. É um filme completo.

Hedda casou há pouco e quer uma festa para apresentar os seus amigos e os de seu marido de Tom Bateman. Ela contrata um séquito de empregados e prepara uma festa suntuosa. Ele está prestes a alcançar uma bela posição no meio acadêmico e a ostentação da festa pode ajudar. Hedda é muito ambiciosa, tanto que entendemos que ela está investindo e depois vai pagar tudo o q investiu na festa com a promoção do marido.
Uma ex de Hedda vem a festa. É uma escritora de sucesso e concorre ao mesmo cargo do marido de Hedda. A tensão se instala. Ela é a incrível Nina Hoss. Antes chega sua companheira tentando evitar o desastre, de Imoogen Poots.

Hedda é uma mulher livre e ambiciosa, que não mede esforços para conseguir o que quer. O juiz de Nicholas Pinnock é outro que ela seduz para conseguir o que quer. O filme é tenso, belo, incrível, inesquecível!
Beijos,

Pedrita