Mostrando postagens com marcador Reese Witherspoon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reese Witherspoon. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A Boa Mentira

Assisti A Boa Mentira (2014) de Philippe Falardeau na HBO Go. Esse filme conta a história de crianças do Sudão que precisam fugir de ataques em sua aldeia. O roteiro é de Margaret Nagle. Reese Witherspoon praticamente não aparece no filme, demora muito para aparecer e tem poucas cenas. O elenco mesmo são os atores que interpretam inicialmente as crianças do Sudão e depois eles adultos. Imagino que o filme só tenha conseguido verba porque foi atrelada a imagem dessa atriz. O trailer inclusive é focado no personagem dela que pouco aparece.

Apesar do nome ser estranho, ele é fundamental na trama. Na escola o rapaz aprende sobre a Boa Mentira e entende que o irmão fez uma boa mentira quando se passou por ele para salvá-los. Então o irmão faz outra boa mentira para agradecer ao irmão ter salvo a sua vida. O filme é muito difícil de ver. Eles fogem da aldeia e caminham dias e dias, quilômetros e quilômetros, passando fome e todo o tipo de provações. É um grupo pequeno que diminui mais ainda na dura caminhada. Eles seguiam para a Etiópia e logo fiquei em pânico por tudo o que li desse país que há décadas é controlado por soldados, há muita miséria e fome. No caminho eles encontram um grupo enorme voltando da Etiópia e falando dos soldados. Eles seguem então com esse grupo rumo ao Quênia, mas se separam deles um tempo depois. Esse grupo dessa aldeia está sempre junto, mesmo no campo de refugiados eles estão sempre juntos. A união deles é emocionante.

No campo de refugiados eles ficam dez anos até entrar na lista pra poder vir para os Estados Unidos. A adaptação é muito difícil. Eles não conheciam energia elétrica, água corrente, banheiros, restaurantes, então eles tem dificuldade de conseguir e se manter nos empregos. A irmã é separada do grupo e vai para outro estado. Os homens seguem para Kansas. Eles são os últimos a virem na lista para os Estados Unidos. Acontece a violência de 11 de setembro e ninguém do campo de refugiados passa a vir para os Estados Unidos. Até mesmo trazer a irmã de outro estado para o Kansas passa a ser difícil porque as regras ficam muito rígidas. Os atores que fazem os sudaneses adultos estreiam no cinema e vieram do continente africano. Do Sudão são Ger Duane, Emmanuel Jal e Kuoth Wiel. Arnold Oceng é inglês e da Uganda.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Uma Dobra no Tempo

Assisti Uma Dobra no Tempo (2018) de Ava DuVernay da Disney no Telecine Premium. Tinha ouvido muitos elogios. Esse filme foi dirigido por uma mulher e teve muita bilheteria. Ouvi vários comentaristas dizerem que há poucas mulheres dirigindo filmes, ainda mais filmes com grande bilheteria. Eu gostei do filme, mas achei que tem uma infinidade de clichês de auto-ajuda chatos e fórmulas de bolo dos filmes americanos medíocres. O roteiro é da obra de Madeleine L´Engle que não tenho vontade de conhecer. Achei o roteiro superficial e óbvio.

Quando começa a parte da fantasia o filme fica bem bonitinho. O pai some, ele e a mãe são cientistas, tem dois filhos. Uma biológica e um garotinho adotado. Os pais são interpretados por Gugu MBatha-Raw e Chris Pine.

Na viagem para procurar o pai um colega da escola da garota se junta aos irmãos. Seguem na busca a menina, o irmãozinho e esse amigo. Uma graça a menina interpretada por Storm Reid. O irmãozinho dela também é um fofo, interpretado por Deric Mccabe. O garoto por Levi Miller.

As três bruxas lindíssimas são interpretadas por Oprah Winfrey, Reese Witherspoon e Mindy Calling. O filme procurou mesclar bastante as origens de cada personagem. Só uma bruxa me incomodou, a que falava frase e citava os autores. Me incomoda muito esse costume recente de ficar que nem papagaio dizendo frases de efeito fora de seu contexto. Vários amam, mas ler um livro na íntegra que é bom não leem. Também achei o final meio arrastado. Na verdade tem algumas cenas um pouco longas e cansativas como nas pedras balançantes, na escuridão e no começo. Uma edição encurtando um pouco as cenas ficaria bem mais dinâmico. As cenas no colégio são muito clichê.
Outro clichê de filme americano é transformar alguém em herói.
Esse artifício no filme menosprezou dois personagens, o irmãozinho e o amigo do colégio para que fosse só a protagonista a heroína. Transformaram em fracos os dois outros personagens. Esses recursos velhos empobreceram muito a trama. Deveriam ter buscado caminhos mais originais. Os três sendo fortes e desbravadores seria bem mais interessante. A música é muito bonita.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 30 de março de 2017

Tudo é Cópia

Assisti ao documentário Tudo é Cópia (2015) de Jacob Bernstein no Max. Faz tempo que a Liliane do Paulamar me falou desse filme e coloquei para gravar na época. Muito obrigada pela indicação, gostei muito! É sobre Nora Ephron, é o filho que faz o documentário após a sua morte.

Logo que começou achei que aproveitaria muito pouco porque não lembrava de Nora Ephron, nem de seus filmes, muito menos de seus livros. Realmente acho que nunca li nada dela, mas aos poucos vi que assisti alguns filmes baseados em seus roteiros. Que eu me lembre que vi com roteiros dela foram os fofos Sintonia de Amor e Mensagem para Você. Tanto que Meg Ryan e Tom Hanks falam de Nora Ephron. Meg Ryan lê ainda um trecho de seus textos, outros atores também. Outros filmes não sei se vi, não lembro.

Nora Ephron era filha de Henry e Phoebe Ephron, dois dramaturgos. Eles foram autores de roteiros de grandes filmes como Carrossel e Papai Pernilongo. O documentário conta que depois de um tempo eles se tornaram alcoólatras. 

Fiquei surpresa em saber que Nora Ephron foi casada com o jornalista do caso Watergate, Carl Bernstein, pai do diretor desse documentário. Aos poucos o documentário foi desconstruindo a escritora. Ela gostava de falar de sua vida em seus livros que viravam filmes depois. Eu teria pavor de ser parente de uma pessoa que vivia expondo publicamente a vida das pessoas em livros e filmes. Ainda mais que muitos de seus filmes eram comédias, e colocava cenas de modo cômico. Difícil rir de sua própria história. É uma coragem vendo de fora, mas ser a pessoa retratada devia ser quase insuportável. Não sei se lidaria bem com isso. Carl Bernstein também falou de Nora Ephron, algumas de suas irmãs e ainda Meryl Streep, Steven Spielberg, Gay Talese, Myke Nichols, Bob Balaban e Reese Whiterspoon. Entre tantos outros. E trechos de entrevistas antigas com a própria Nora Ephron.
Nora Ephron morreu aos 71 anos de leucemia. Ironicamente não quis que ninguém soubesse de sua doença. 



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Vício Inerente

Assisti Vício Inerente (2014) de Paul Thomas Anderson no Max. Eu adoro esse diretor, quando vi que tinha esse filme coloquei pra gravar e vi logo. É uma piração só, fascinante, confuso e não há interesse em desatar os nós. O roteiro é baseado no livro do Thomas Pynchon que fiquei com vontade de ler agora. Falam que esse escritor é autor de livros longos e complexos.

Nosso protagonista é um hippie na década de 70. Ele recebe uma visita da ex que é amante de um milionário. A esposa tem um amante também e procuram a moça para ela participar em um golpe no milionário. O ex é detetive e ela quer saber se deve aceitar. A bela jovem é interpretada por Katherine Waterston.


O detetive é interpretado pelo Joaquin Phoenix que está incrível. É a época da explosão das drogas, sexo e bebidas. O detetive usa drogas. Nas investigações aceita tudo o que oferecem, ácido, cigarros, bebidas, ficamos o tempo todo na dúvida se realmente descobriu aquele fato ou teve alucinação. Tudo muito inteligente. 

Reese Witherspoon faz uma pequena participação. Ela é a atual namorada do detetive. Eric Roberts interpreta o milionário e aparece muito pouco, apesar de ser o personagem de todas as ações do filme. Serena Scott Thomas, irmã da Kristin Scott Thomas, interpreta a mulher do milionário.

Só quando fui ver as fotos é que me toquei que esse momento era uma paródia a santa ceia. Eu lembro claramente dessa cena, tem uma descoberta importante nela, mas no filme não percebi que era uma ironia com a santa ceia.

Vários bons atores participam de Vício Inerente. Josh Brolin faz um excelente policial perturbado desde que perdeu o seu parceiro. Owen Wilson e Benicio Del Toro interpretam personagens bem importantes na trama. No elenco ainda: Shannon Collis, Martin Dew e Hong Chau. São muitos atores, mencionei só alguns. E claro, a trilha sonora é ótima. A ambientação da década de 70 é incrível, bem como os figurinos.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sem Evidências

Assisti Sem Evidências (2013) de Atom Egoyan na HBO. O nome original é Devil´s Knot. O diretor é egípcio. É baseada em uma história real monstruosa contada no livro de Mara Leveritt. Começa com a personagem da Reese Witherspoon indo buscar seu lindo filho na escola. Em casa ele pede para ir com o amigo brincar de bicicleta, ela pede que ele volte antes dela sair para trabalhar. Ele não volta, ela pede para o marido procurar o menino. O marido vai buscá-la à noite e fala que o menino ainda não apareceu. Começa então a agonia dessa mulher.

Os policiais acham as crianças mortas dentro do lago, nuas, amarradas com cadarços, violentadas e com muitos machucados. Esse fato aconteceu em uma cidade muito provinciana. A polícia desesperada pela pressão social e da imprensa, acha logo uns culpados. Três garotos adolescentes. Sem provas, com argumentos frágeis, condena esses três a morte. 

O personagem Colin Firth é um investigador de outra cidade. Ele resolve ajudar no caso porque ele acha que as três crianças não podem ser vingadas com a morte de três adolescentes sem indícios realmente significativos de que foram eles. E o personagem do Colin Firth é contra a pena de morte. Esses três rapazes gostam de ocultismo, de autoflagelação, rituais macabros, mas nada os liga ao caso. Tudo na investigação dos policiais da cidade é frágil, as testemunhas que investigaram alguns fatos, tudo é feito de forma irregular. Uma dessas testemunhas tinha problemas mentais, a outra era uma criança. Infelizmente o máximo que os advogados de defesa conseguem é que eles não sigam para o corredor da morte. Hoje os rapazes já estão soltos, mas o caso segue sem solução. A mãe de uma das crianças começa a desconfiar nos tribunais de que há muitas falhas na investigação e passa a duvidar da versão da polícia local. Até hoje essa mulher investiga para tentar achar uma resposta.

Os adolescentes são interpretados por James Hamrick e Seth Meriwether. O marido por Alessandro Nivola. Participam ainda do filme: Amy Ryan, Robert Baker, Rex Linn e Bruce Greenwood.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Vida em Preto e Branco

Assisti A Vida em Preto e Branco (1998) de Gary Ross na HBO. Sempre quis ver esse filme desde que vi trechos na tv a cabo e o nome na legenda. Na HBO está como A Tela em Preto e Branco. O nome original é Pleasantville, que é o nome de um seriado, e claro em preto e branco que o rapaz nos dias de hoje adora assistir, ele sabe as falas de cor. É um seriado de uma vida perfeita, do estilo americano de viver. Tudo plácido e tranquilo. No dia da maratona ele e a meia-irmã vão parar no seriado e passam a viver naquela cidade.

Não chega a ser um filme original, mas é bem realizado e os protagonistas Tobey Maguire e Reese Witherspoon estão muito bem. Também gostei muito da atriz que faz a mãe na ficção, Joan Allen. Gosto muito do ator que faz o pai da ficção, William H. Macy. Outros do elenco são:  Jeff Daniels,  Marley Shelton e  Jane Kacmarek. 









Beijos,



Pedrita

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Vanity Fair


Assisti Vanity Fair (2004) de Mira Nair no Telecine Premium. Uma co-produção entre Estados Unidos e Inglaterra. A estética desse filme é maravilhosa! Figurinos lindíssimos de Beatrix Aruna Pasztor, que ganharam o prêmio Golden Satellite Award, cenários impecáveis e uma fotografia maravilhosa de Declan Quinn. Vanity Fair é baseado no livro de William Makepeace Thackeray que não li, vou tentar achar para ler. Essa obra foi filmada várias vezes, 1915, 1922, 1923, 1932, 1935, 1967, 1987 e 1998, mas não vi nenhuma versão. Gostei muito da estética dessa.

Nossa protagonista é a bela e talentosa Reese Witherspoon. Em todas as chamadas do filme e textos que li falam de uma alpinista social, mas essa vesão do livro não me deu essa sensação. Só se coloriram demais e mudaram o perfil da protagonista. Quero ler a obra para comparar. Na verdade ela me pareceu uma mulher muito determinada que viveu em 1820. Filha de uma cantora de ópera, o que era considerado péssimo socialmente, artistas eram marginalizados e mulheres eram consideradas fáceis e de um pintor e sonhador. Quando ela fica órfã, vai para um orfanato e lá aprende vários ofícios e consegue alcançar a função de governanta, já que era muito prendada, cantava, tocava piano, pintava, falava francês.

Ela começa então a procurar um bom partido rico ou nobre para casar. Não vi nada demais nisso, já que todas as mulheres da época procuravam bons casamentos. Na maioria das vezes seus pais que resolviam essas questões. E as ricas e nobres faziam bons casamentos arranjados e garantiam o seu futuro. Nossa protagonista sendo órfã e filha de pais humildes não teria a mesma sorte, só se fosse inteligente o suficiente para aceitar condições não tão favoráveis, mas casar e se colocar socialmente. Não acho que isso seja uma alpinista social, pensar isso dessa mulher, nessa versão do filme, é ser preconceituoso com a mulher. Querer que uma mulher pobre não possa fazer um bom casamento e viver na miséria por toda a vida. E que pobre tem que definitivamente ficar no seu lugar e se tentar uma ascensão, e a mulher só era possível por casamento, era visto como uma alpinista social, quando na verdade ela só buscava uma sobrevivência mais confortável. Mas preciso ler o livro para ver se não romancearam muito nossa protagonista.

O elenco é extenso e com muitos atores bonitos: Gabriel Byrne, James Purefoy, Roger Lloyd-Pack, Ruth Sheen, Lillette Dubey,
Romola Garai, Tony Maudsley, Deborah Findley, John Franklyn-Robbins, Paul Bazely, Rhys Ifans, Jonathan Rhys Meyers, Bob Hoskins, Douglas Hodge, Meg Wynn Owen, Tim Preece, Geraldine McEwan, Natasha Little, Eileen Atkins, entre outros. Gostei bastante de Vanity Fair.


Beijos,
Pedrita