Eu divido o filme em duas partes. A primeira me promoveu reflexões muito interessantes. Depois o filme muda, vem muito, mas muito sangue, fica violento e muito bom também, mas acabou ficando em partes no meu pensamento. Nicole interpreta uma esposa exemplar. Ela é dona de casa, mãe, e dá aulas no colégio de culinária pras meninas. Os meninos aprendem marcenaria.
Ela tem uma família feliz. No começo ela é a narradora. O filme é todo muito inteligente. Ao final é o mesmo texto, mas dois narradores. Ela nos conta que o casamento a estabilizou, não entendemos muito bem porquê, não sabemos o passado dela. Que deu um sentido, uma unidade a ela. Essa paz que se instala no lar, os esfria. Eles se desinteressam por suas vidas medíocres, controladas e programadas. Um perde o interesse no outro. O marido é Matthew Macfadyen. O chato do filho é Jude Hill. É muito interessante como o castelo dessa dona de casa vai desmoronando. Logo no começo some um par dos seus brincos. Como não poderia deixar de ser, ela culpa e demite a funcionária. Só que ela continua procurando o objeto e começa a achar coisas estranhas do marido na casa.Ela então se desabafa com o personagem misterioso do Gael Garcia Bernal. Ele é colega dela na escola, é o professor de marcenaria e tem um passado secreto que não descobrimos. Como ele é latino é perseguido na escola. E o acusam de ser gay. Típico desse universo preconceituoso. Os dois começam a investigar os objetos do marido. Como disse, o filme da metade pro fim vira um incrível thriller, é um bom filme.






