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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Beleza Fatal Especial

Assisti ao Beleza Fatal Especial (2025) na HBOMax. Tenho adorado que o streaming tem ficado mais flexível em seus produtos. Adorei a ideia desse especial com entrevistas, lembranças, nos preparando pra 2ª temporada. Eu amei Beleza Fatal e foi uma delícia relembrar e saber curiosidades dos bastidores.
 

A edição foi ótima. Alternando imagens da novela com a do especial. As protagonistas chegando na bela mansão. Camila Queiroz gravidíssima, o bebê já nasceu. Como foi a escolha do Lolokito. Todos falaram que sabiam que o texto era bom, que ia agradar, mas que não tinham ideia que iria viralizar. O especial mostrou vários memes divertidos.

O autor também falou sobre o projeto. Adoro os textos do Raphael Montes. Ele contou que queria decidir qual seria o universo de Beleza Fatal. Ele pensou em rural, urbano, restaurante, empresa, até que viu um comercial e decidiu pela mundo da estética, mais atual impossível. Foi incrível falar desse exagero estético dos dias de hoje. Ele também decidiu fazer o contraponto entre médicos e profissionais de estética. Ele falou que também se surpreenderam com os memes. Que às vezes achavam que algo ia lacrar, mas de repente virava meme algo completamente imprevisível.

Amora Mautner falou da parceria que tem com o Raphael.

Juntaram a mesa alguns do elenco pra lembrar grandes momentos. Camila Pitanga lembrou do meme gay, que foi um da técnica que começou a dançar e falar gay, gay, gay, que ela copiou e virou um sucesso. Foi engraçado Inez Stockler e Marcelo Serrado falarem das seringas. Eles mostraram que é retrátil, em vez de entrar na pele, entra pra dentro da seringa. Os que não puderam participar do especial enviaram vídeos. Deu muita saudade. E o especial deu certo porque a série voltou a figurar entre as mais vistas. Ansiosa pela próxima temporada.

Beijos,
Pedrita

domingo, 20 de abril de 2025

Beleza Fatal

Assisti Beleza Fatal (2025) de Raphael Montes no Max. A direção é de Maria de Médicis. Que novelão!!! Em entrevistas, alguns atores disseram que sabiam que a novela iria bem porque o autor é ótimo, mas não tinham ideia que iria viralizar. Foi meme até não acabar mais, vivia nos trending topics. Foi tanto sucesso que a TV Bandeirantes comprou e está passando, já nas últimas semanas. Beleza Fatal teve 40 capítulos. Uns atores também disseram que preferem atualmente participar de projetos com menos capítulos. O tamanho da novela foi perfeito. O sucesso foi tanto que deixaram o último capítulo para ser ao vivo. Vários lugares promoveram festas para assistir ao último capítulo. Eu queria muito ter participado, mas estava atrasada nos capítulos, com muito trabalho, acabei vendo depois.

É uma clássica história de vingança. Vanessa Giácomo participa da primeira fase. Ela e sua filha pedem ajuda a prima que em um primeiro momento não quer acolhê-las, mas ela brigou com a empregada, vê uma boa oportunidade em ter uma empregada só dando casa e comida para mãe e filha e instala-se o trabalho análogo a escravidão. Melissa Sampaio está incrível. Camila Pitanga é a arquivilã da novela, a famosa Lola. Ela mata o marido policial e implora pra prima assumir, que vai proteger a filha. Até nós nos convencemos dos argumentos. A mãe é presa, a prima tira a menina da escola e a coloca nos trabalhos domésticos pra substituir a mãe.
Os mocinhos são a família Paixão. Trambiqueiros até. Brilhante colocar os mocinhos como verdadeiros trabalhões. O amor deles é lindo! O elenco então. Os pais são Giovana Antonelli e Augusto Madeira. Eles vivem de pequenos golpes, muito divertido. E é exatamente por serem craques nos truques, que ele se juntam a Sofia para vingar o que fizeram com ela e com a filha deles. Sofia agora é Camila Queiroz que está inacreditável e o irmão, Breno Ferreira. Acolhedores, os pais não param de acolher as pessoas. Sempre dividem o pouco que tem.
Lola percebe que terá mais dinheiro e futuro se juntando a família Argento, casa-se então com Benjamin, um dos grandes personagens de Caio Blat. Cirurgião plástico, ele tem muita dificuldade em convencer o pai do seu talento, já que se mete em muita confusão e questões éticas. A novela fala muito de falta de ética, inclusive na indústria estética. 

Outro que se casa com um Argento é o Dr. Peitão de Marcelo Serrado. Ele arrasa a pouco autoestima da inacreditável Julia Stockler, que personagem. E a novela passa a falar sobre relações abusivas.


O patriarca Argento é o incrível Herson Capri em um de seus melhores personagens. São tantos segredos que estamos o tempo todo curiosos. Ele teve uma filha sequestrada e todo aniversário dela, ele recebe um lírio e um cartão assustador. 

O moralista Argento tem um romance secreto com o gato Dr. Marcelo de Drayson Menezzes. Argento não deixa o genro operar trans em sua clínica, mas é gay de armário.

Murilo Rosa é o genro, ele que teve a esposa sequestrada e congela sua vida pessoal. Sua filha também é cirurgiã e é a bela Manu Morelli. Como é novela todos vivem na mansão dos Argento, até mesmo o genro não segue para uma vida independente.

É dele o casamento mais lindo da novela, com a bela Andrea, Kiara Felippe.


Outro lindo romance era de Lola e seu braço direito da incrível Naruna Costa. O tempo todo nos confundimos com os personagens. Naruna era policial e trabalhava com o marido da Lola, nós achamos que ela vai desvendar os horrores, mas ela se vende e se une a família Argento por muito dinheiro e por amor a Lola.


 
Eu demorei muito pra aceitar que Julia/Sofia tinha se perdido. Os personagens já falavam isso, mas eu relutava em aceitar, fiquei em negação por bastante tempo. Achava que ela tinha um plano, que todos iam entender depois, ela mesma dizia isso, mas era cada vez mais difícil bancar a personagem. Ela ganha roupas da Lola, passa a se vestir como ela, não só quando está com ela. Fiquei bem triste com o arco da personagem. O grande amor dela é o filho da Lola, do gato Enzo Romani. A novela alterna o tempo todo grandes atores de televisão e teatro e atores menos conhecidos. O elenco é estrelado e gigante: Marat Descartes, Patrícia Gaspar, Fernanda Marques, Georgette Fadel, Luciano Chirolli, Mariana Molina, Santiago Acosta, Bruna Luísa Gön e Mônica Torres. Em participações estão Martha Meolla, Rei Black e Leonardo Miggiorin. A trilha sonora é ótima e tem no Spotify.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

A Cabeça de Gumercindo Saraiva

Assisti A Cabeça de Gumercindo Saraiva (2018) de Tabajara Ruas na PrimeVideo. Fui ver na casa da minha amiga o que podia assistir desse streaming e escolhi esse. Amo Leonardo Machado e Murilo Rosa e amei Netto Perde sua Alma disse diretor. Ele é um pesquisador da história do Rio Grande do Sul, publicou vários livros. Esse filme é baseado na história e lendas do militar maragato Gumercindo Saraiva da Revolução Federalista. Que filme! Inteligente, cirúrgico, fala muito da loucura da guerra, da loucura que acomete seus exércitos, as pessoas, não importam que lado estejam. Do ódio que gera ódio.

Leonardo Machado interpreta um dos filhos de Gumercindo que foi morto. O filho vai com seu irmão e primo enterrá-lo, mas o exército corta a cabeça e designa um militar para levar a cabeça para um oficial em Porto Alegre. Adoro muitos atores. O irmão é interpretado por Marcos Pitombo e o primo por Allan Souza Lima. O amigo fiel da família por Sirmar Antunes. Há participações de Marcos Breda, José Victor Castiel, Rogério Beretta, Mariana Catallane e Marcos Verza.

A família começa numa caçada pra recuperar a cabeça e enterrar com o corpo. O texto é incrível, os embates nos viram do avesso, que filme lindo e profundo. E que fotografia de Alexandre Berra. Algumas cenas foram filmadas nas Missões. As paisagens do Rio Grande do Sul são deslumbrantes. O desfecho é catártico. O militar vai encontrar o oficial que está na ópera. e está passando uma ópera no Theatro São Pedro de Porto Alegre, que brilhante. Tudo é genial! Que filme!

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Vazio Coração

Assisti Vazio Coração (2013) de Alberto Araújo no Canal Brasil. É mais ou menos, mas tem umas questões interessantes. Murilo Rosa faz um cantor de música popular cafona e é bem famoso. As fãs gritam, correm. As músicas são baladinhas românticas melosas e ruins, medíocres mesmo, com letras e ritmos óbvios e Murilo Rosa canta bem mais ou menos. Vazio Coração é mais um filme melodramático.

Ele tem uma relação ruim com o pai que é embaixador e tenta uma reaproximação. Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. O pai é interpretado pelo excelente Othon Bastos. Acho que eu também seria muito desgostosa se tivesse um filho cantor de música romântica ruim, de sertanejo universitário. O pai não se conforma que o filho faça versos tão ruins e que ainda use a sua história para expor a família nas letras. Acho que eu teria pavor também. A música Vazio Coração que o filho faz ao pai é de chorar de ruim.

Gostei de saber que o filme foi realizado com incentivo a cidades fora dos grandes centros, visando um possível retorno turístico. Eu fiquei com muita vontade de conhecer Araxá. As cidades mineiras são lindas. O Brasil tem tanta cidade linda, é muito bom que elas tenham patrocínio para filmes.

Fazem participações Lima Duarte e Bete Mendes, são avós maternos do cantor. Larissa Maciel é a esposa do cantor. Oscar Magrini o braço direito do cantor. Patrícia Naves a mãe. 

Beijos,
Pedrita

domingo, 30 de setembro de 2018

Orgulho e Paixão

Assisti a novela Orgulho e Paixão de Marcos Bersntein na TV Globo. Dirigida por Fred Mayrink. A novela foi baseada em obras da Jane Austen. No começo me incomodou e parei de ver. Não me identificava com essas personagens saltitantes, alegres demasiadamente, tão diferente das obras da escritora. E me incomodei profundamente no que chamei de novela branca. No início inclusive não havia um único personagem negro no site da emissora. Pode ser que os autores quiseram ambientar na Inglaterra, então realmente seria estranho muitos negros na época, mas quando ambientaram no Brasil, ficou deveras estranho. A novela não tinha um tempo definido, mas tinham barões de café e dava a entender que seria após a abolição da escravatura, então porque não haviam inúmeros negros nas ruas em pequenos serviços? Os negros foram libertos, mas sem nenhum projeto, as fazendas trocaram a mão de obra escrava pela imigrante e milhares de negros ganharam as ruas sem saber outras funções, sem suporte, fazendo pequenos serviços, comércio nas ruas. Muito estranho a novela desaparecer com eles.
Mas Orgulho e Paixão foi uma novela solar e fundamental para os dias de hoje por dizer que as mulheres podem ser o que elas quiserem. Mesmo sendo uma novela de época, os personagens tinham comportamentos atuais e isso facilitou muito o discurso de que a mulher pode ser livre para fazer o que quiser. Parece surreal que atualmente uma novela precise dizer as mulheres dos dias de hoje que elas possam ser o que quiserem ser, mas os altos índices de feminicídio no Brasil mostram que muitas mulheres não só são privadas desse direito como ainda são ceifadas e mortas porque não atenderam ou não obedeceram ordens, muitas só porque quiseram se separar e seguir suas vidas, refazendo suas histórias. O pilar desse discurso foi Elisabeta (Nathália Dill). Ela queria ganhar o mundo, fazer algo que a inspirasse, tinha muitos planos e desejos. Foi lindo ela encontrar no amor por Darcy (Thiago Lacerda) a compreensão para realizar os seus sonhos. Eles se amaram, mas ela demorou para aceitar com receio que o casamento pudesse limitar os seus sonhos, na verdade o amor dos dois só ampliou as possibilidades. E não enrolaram no amor dos dois, logo já se relacionavam, viviam juntos. Era uma novela moderna em comportamento, não como era na época. Tanto que as mulheres eram sexualmente ativas, mas podiam escolher se queriam ou não ser mães, o que antes da pílula na década de 70 não era possível.
O casal mais amado era Ema (Agatha Moreira) e Ernesto (Rodrigo Simas). Ela sempre quis casar e fazia tudo para que todos encontrassem o seu amor. Filha do barão do café, viu a sua vida arruinada com a decadência financeira da sua família. Ernesto surgiria somente para fazer triângulo amoroso com Ema que estava destinada a triste história de Jorge (Murilo Rosa) e Amélia (Letícia Persiles). Mas a química do casal ganhou o mundo exterior e contagiou tanto, que eles se tornaram um dos grandes casais da teledramaturgia. Pobre, ela foi viver com amigas no cortiço. A novela foi muito inteligente em criar vários núcleos que se misturavam. Amo cortiços por permitirem muitas interações de personagens. 
E que trágica a história de Julieta. Um dos melhores personagens da carreira da Gabriela Duarte que pode debater o estupro, e principalmente o estupro do cônjuge, um tema tão delicado e que infelizmente é tão presente entre os brasileiros. A transformação da personagem foi linda demais. Muito bem feita a escolha de como Camillo conheceria a história da sua mãe. Seria mesmo muito difícil que alguém, até mesmo a mãe, contasse ao filho os horrores do seu pai e as condições da sua concepção. Delicado fazerem no confessionário, meio que por acidente. Até mesmo um pouco improvável, mas foi uma solução muito delicada. E lindo o desabrochar de uma amor saudável com Aurélio (Marcelo Faria), que teve paciência em respeitar o tempo de sua amada tão machucada pelas violências que sofreu.

Outra história que causou comoção foi de Luccino (Juliano Laham) e Otávio (Pedro Henrique Müller), que belos personagens e interpretações. Que lindo e delicado texto, que trama tão bem abordada. Luccino começa a perceber que gosta de Mário, não de Mariana (Chandelly Braz). Essa irmã Benedito se vestia de Mário para poder participar de corridas de motos e Luccino percebe que é de Mário que gosta, não de Mariana, até que aparece Otávio. Eles mesmos demoram a perceber e entender os seus sentimentos e a aceitar. Pela primeira vez teve um beijo entre pessoas do mesmo sexo na novela das seis. E vários outros depois. Em uma entrevista o diretor disse que desde o começo estava previsto porque a novela queria mostrar as várias formas de amar.
Então não entendi porque Tenória (Polly Marinho) ficou sozinha e não teve direito a um amor. Sua história foi linda. Ema descobre que Tenória era filha do barão, portanto sua tia. Os dois Tenória e Estilingue (JP  Rufino) ganham uma casa, mas fica só nisso, parece que basta. Estilingue não ganhou a oportunidade de estudar, não ensinaram sobre o café, expertise da família, não incluíram nos mosqueteiros, inclusive no final disseram que o café dos mosqueteiros deu certo apesar de Camilo (Maurício Destri) fazer tudo praticamente sozinho, então porque Estilingue não se uniu a ele? A trama dos negros das novelas ficaram demasiadamente de pano de fundo. Como a do médico da cidade (Thiago Justino) que mal aparecia e do jornalista da cidade. Inclusive esses dois ainda não aparecem nos personagens no site.
Foi linda a história do barão (Ary Fontoura). Ele ia ficar alguns capítulos e morrer no começo, mas o personagem agradou muito e ficou praticamente até o final. Depois da família perder tudo era divertido ver ele de casa em casa, pedindo abrigo, logo após a hospedagem ele passava a mandar em tudo e todos e a reclamar de tudo. Foi uma bela oportunidade de falar sobre o envelhecimento e a inclusão na sociedade. Lindo quando o neto diz que é feliz porque tem uma família normal, uma mãe que pega no pé e um avô ranzinza. Depois o barão ainda teve oportunidade de ser um mosqueteiro e com sua experiência ajudar os jovens no negócio.

Linda a história de Cecília (Anaju Doringon), a sonhadora que amava Rômulo (Marcos Pitombo). Pena que sua história estava ligada a muitos vilões que eram muito chatos e caricatos. Encantadora a de Mariana e que lindo casal com o coronel Brandão (Malvino Salvador). A da bela Jane (Pâmela Tomé) e do Camilo. Lindo também o amor maduro de Ofélia (Vera Holtz) e Felisberto (Tatu Gabus Mendes), amor quente, caliente, mas compreensivo. Como nos livros da Jane Austen, Felisberto é compreensivo, amoroso. Apesar de amalucada, Ofélia era uma mãe e tanto. Muito engraçada a fileirinha de Santos Antonios de ponta cabeça nos copos para cada filha.

O final de Josephine (Christine Fernandes) foi muito over, mas achei importante abordar a história dessa mulher, presa a um casamento que não desejava com Almirante Tibúrcio (Oscar Magrini). As formas como ela escolhe para se libertar do fardo são inadequadas pra dizer o mínimo, mas ela desejava ser livre, ter amantes, dinheiro, poder escolher o seu destino, viajar. Bela personagem. Fani (Tammy Di Calafioiri) também, oprimida por essa falsa mãe, acaba sendo usada, ficando amargurada boa parte da trama.

E que encanto a história da fogosa Lídia (Bruna Griphão). Ela acaba caindo na lábia do sedutor Uirapuru (Bruno Gissoni) e engravida. Resolve criar o filho sozinha e é apoiada por toda a família. Até que se apaixona pelo encantador Randolfo (Miguel Rômulo) que não só quer se casar com ela como assumir o seu filho. Lídia ganha vários números musicais em sonho que são verdadeiras preciosidades na novela. 
Natália do Valle surgiu quando Tarcísio Meira precisou se ausentar por problemas de saúde. Eu não gostava das inúmeras armações da novela, eram cansativas e repetitivas, mas tinham grandes atores. Alessandra Negrini e Grace Gianoukas estavam no núcleo cômico que agradou muito o público. Eu já achei repetitivo também. Outros vilões ainda foram interpretados por Jairo Mattos, Ricardo Tozzi e Giordano Bechenelli. 
Que linda história de Ludmila e Januário. Adoro esses atores Laila Zaid e Silvio Guindane. Ela uma mulher a frente do seu tempo diretora de uma fábrica de tecidos e de uma loja de moda feminina e ele um artista plástico. Também adorava o casal Charlotte (Isabella Santoni) e Olegário (Joaquim Lopes). Foram muitos personagens com ótimos atores: Rosane Goffman, Jacqueline Sato, Vânia de Brito, Nando Rodrigues e Emmilio Moreira. Os figurinos de Beth Filipeck eram de uma delicadeza impressionante, com uma riqueza de detalhes, bordados, lindos.


Beijos,
Pedrita

sábado, 29 de junho de 2013

A Casa das Sete Mulheres

Assisti em DVD a minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003) de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão. Direção de Jayme Monjardim e Marcos Schetman. A Casa das Sete Mulheres é inspirado no livro de Letícia Wiezchowski. Essa minissérie foi exibida na TV Globo e novamente por coincidência começou a ser exibida no Canal Viva. Outra minissérie que vi aconteceu o mesmo enquanto assistia. Eu gostei bastante e acho muito criativa a criação de um enredo pelas mulheres que ficavam aguardando em casa seus homens na guerra. E também gosto que a minissérie conte um pouco do que foi a triste Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul.

Mas eu me incomodo com a licença poética de algumas pessoas que realmente viveram nesse período. Gosto de personagens ficcionais entre os reais, mas que os reais tenham uma história muito diferente da real eu não gosto. O elenco é enorme e incrível. As mulheres dessa foto são atrizes incríveis: Camila Morgado, Mariana Ximenez, Daniela Escobar, Eliane Giardini, Bete Mendes, Nívea Maria e Samara Felippo.

O elenco masculino também é incrível: Werner Schünemann, Murilo Rosa, Rodrigo Faro, Antônio Pompeo, Tarcísio Filho, Thiago Fragoso, Marcello Novaes, José de Abreu, Bukassa Kabengele, Zé Victor Castiel, Luís Melo, Theodoro Cochrane, Dado Donabella, Bruno Gagliasso, Zé Carlos Machado, Douglas Simon, Carmo Dalla Vecchia e Maurício Gonçalves.




A Casa das Sete Mulheres tem uma fotografia belíssima. São incríveis as cenas de guerra, são muitas cenas de batalhas, imagino a exaustão que deve ter sido realizá-las. A quantidade de figurantes é monumental. Os figurinos são impecáveis e belíssimos. No núcleo italiano, chegam para incorporar a luta o lendário Giuseppe Garibaldi interpretado pelo Thiago Lacerda e seu companheiro interpretado por Dalton Vigh. Giuseppe Garibaldi se apaixona por Anita, que se torna outra figura lendária, a Anita Garibaldi interpretada por Giovanna Antonelli. Imagino que algumas histórias sobre essas figuras lendárias nos deixem na dúvida de sua veracidade já que ídolos e lendas ampliam os fatos. Giuseppe Garibaldi era um herói da liberdade.

Me incomodei muito com as histórias ficcionais das personagens Rosário e Manuela. A da Manuela me incomodou mais porque é baseada em uma pessoa real. As duas atrizes estão ótimas, mas as personagens são muito chatas. Enquanto a família toda sofria com as agruras da guerra e muitas mortes na família as duas só sabiam chorar e suspirar por suas mesquinharias. Essa minissérie precisou ser muito longa e se arrasta em alguns momentos.

O elenco é extenso e com muitas participações. Alguns destaques do elenco são: Rosi Campos, Christiane Triceri, Viviane Porto, Ana Beatriz Nogueira, Jandira Martini, Amandha Lee,  Carla Diaz, Heitor Martinez, Arieta Correa, Mary Sheila e Carla Regina. Fazem participações: Sabrina Greve, Ney Latorraca, Ariclê Perez, Tarciana Saad, Juliana Paes e Roberto Bomtempo. 



Beijos,
Pedrita