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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sem Evidências

Assisti Sem Evidências (2013) de Atom Egoyan na HBO. O nome original é Devil´s Knot. O diretor é egípcio. É baseada em uma história real monstruosa contada no livro de Mara Leveritt. Começa com a personagem da Reese Witherspoon indo buscar seu lindo filho na escola. Em casa ele pede para ir com o amigo brincar de bicicleta, ela pede que ele volte antes dela sair para trabalhar. Ele não volta, ela pede para o marido procurar o menino. O marido vai buscá-la à noite e fala que o menino ainda não apareceu. Começa então a agonia dessa mulher.

Os policiais acham as crianças mortas dentro do lago, nuas, amarradas com cadarços, violentadas e com muitos machucados. Esse fato aconteceu em uma cidade muito provinciana. A polícia desesperada pela pressão social e da imprensa, acha logo uns culpados. Três garotos adolescentes. Sem provas, com argumentos frágeis, condena esses três a morte. 

O personagem Colin Firth é um investigador de outra cidade. Ele resolve ajudar no caso porque ele acha que as três crianças não podem ser vingadas com a morte de três adolescentes sem indícios realmente significativos de que foram eles. E o personagem do Colin Firth é contra a pena de morte. Esses três rapazes gostam de ocultismo, de autoflagelação, rituais macabros, mas nada os liga ao caso. Tudo na investigação dos policiais da cidade é frágil, as testemunhas que investigaram alguns fatos, tudo é feito de forma irregular. Uma dessas testemunhas tinha problemas mentais, a outra era uma criança. Infelizmente o máximo que os advogados de defesa conseguem é que eles não sigam para o corredor da morte. Hoje os rapazes já estão soltos, mas o caso segue sem solução. A mãe de uma das crianças começa a desconfiar nos tribunais de que há muitas falhas na investigação e passa a duvidar da versão da polícia local. Até hoje essa mulher investiga para tentar achar uma resposta.

Os adolescentes são interpretados por James Hamrick e Seth Meriwether. O marido por Alessandro Nivola. Participam ainda do filme: Amy Ryan, Robert Baker, Rex Linn e Bruce Greenwood.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Entre Dois Palácios

Terminei de ler Entre Dois Palácios (1956) de Nagib Mahfuz da Editora Record. É o primeiro volume da Trilogia do Cairo, esse autor é ganhador de Prêmio Nobel de Literatura. Foi uma leitura difícil. O patriarca da família retratada é austero. Me incomodo muito com essa estrutura familiar baseada na violência, na austeridade, no medo e na autoridade. Qualquer conversa é sempre com medo e regularmente se transforma em discussão, sempre com um mandando e outro sendo obrigado a obedecer, já que a obediência é outro lema. O medo permeia essas relações. A esposa é mantida em cárcere privado. Quando os filhos insistem em levá-la a um templo religioso e o marido descobre, ela é expulsa de casa.

Nessa época os casamentos são arranjados e as jovens mulheres não podem ser vistas. A falta de informação limita os temas das conversas que são sempre sobre austeridade, casamento e religião. Não falam de livros, não vão a atividades culturais, ficam tão fechados em suas casas que acabam só falando da vida alheia. Os homens costumam sair sempre para bares e para ter relações com prostitutas. A família retratada vive sem cultura externa, contato com os vizinhos e com uma religião exacerbada.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Através do Tempo

Assisti Através do Tempo (2009) de Julian Fellowes no Telecine Premium. Descobri esse filme por um acaso. Olhava no site do Telecine o que ia passar, fui ver o que era esse filme, adorei a foto, resolvi começar a ver. Achava que era um filme adolescente e decidi que se fosse muito juvenil talvez parasse de ver. Descobri um filme simplesmente maravilhoso! Logo no início vi nos créditos que é com a incrível Maggie Smith. O filme é baseado no livro de Lucy M. Boston, que quero ler. Através do Tempo é um filme inglês, dirigido por um egípcio e é ambientado em 1944.

Um adolescente de 13 anos chega na cidade onde mora a avó. O pai foi lutar na guerra e está desaparecido. A mãe do garoto vai procurar o pai e o filho precisa ficar com a avó que nunca conheceu. A relação é difícil. Ele leu uma carta que a avó escreveu ao pai dizendo que não aceita o casamento com uma plebeia, a mãe que esse garoto tanto ama. É uma belíssima mansão. A fotografia é lindíssima. Ele começa então a conhecer a história dessa família que desconhecia. Um dos recursos para conhecermos a história são fatos sobrenaturais, mas não é essa a tônica do filme e sim a história familiar. O elenco é lindo e talentoso. O menino é interpretado brilhantemente por Alex Etel. Outros do elenco são: Timothy Spall, Christopher Villiers, Kwayedza Kureya, Pauline Collins,  Elza Bennett, Dominic West, Carice van Houten, Douglas Booth e Hugh Bonneville.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Noites no Harém

Esta semana estou retornando ao mundo "normal", depois de uma imersão no mundo mágico da dança do ventre. É que nos últimos três domingos, eu estive entre o público das "Noites no Harém", da casa de chá egípcia Khan El Khalili.Antes de mais nada gostaria de dizer que a Khan El Khalili é um dos meus lugares preferidos aqui em São Paulo.

 Conduzida há 28 anos pelo proprietário Jorge Sabongi, que mantém um clima familiar agradável e um serviço de extrema qualidade, é a minha segunda casa, rs. Eles foram um dos primeiros a tratar o assunto da dança do ventre de um aspecto totalmente profissional criando uma própria escola de dança, hoje reconhecida como uma das melhores do Brasil. 

Dito isto, falemos agora sobre as Noites do Harém. O espetáculo as Noites no Harém é uma exibição de cerca de 1 hora e 15 de duração que consiste a apresentação de dançarinas do ventre, cada uma executando uma coreografia com 10 a 15 minutos. É um espetáculo extremamente bonito, e as danças são muito bem executadas, e o mais importante com a participação do público que bate palmas e acompanha a música árabe quando se faz necessário, tudo isso em um clima totalmente familiar, mesmo com o toque de sensualidade que a dança contempla. E quando digo que é um clima familiar estou sendo mais do que literal porque realmente muitas famílias aparecem pra apreciar e prestigiar os eventos. É um excelente programa para o final de domingo por um preço módico, que não comentarei o valor. Enfim, mais um programa imperdível.
Site: http://www.khanelkhalili.com.br/frame.htm



From Mata Hari e 007
Beijos,


















007

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Banda

Assisti A Banda (2008) de Eran Kolirin no Telecine Cult. Assim que vi o comercial desse filme no Telecine Cult quis ver. Depois vi os textos do Marcelo Janot e um pouco antes ele fala do filme no Telecine. É de uma delicadeza A Banda! Que filme lindo! Uma banda egípcia vai para Israel para fazer uma apresentação em um centro de cultura árabe. Essa banda é especializada em música tradicional árabe. Como os dois idiomas são diferentes e ninguém vai buscá-los, les tentam chegar na cidade falando em inglês, um sofrível inglês e sendo respondidos igualmente por outro sofrível inglês. Assim, por uma semelhança no nome de duas cidades eles vão parar em outra. Uma cidade no meio de um nada, perdida nesse mundo. Como não haverá mais um ônibus naquele dia, a cidade, que nem hotel tem divide, os integrantes em suas casas.
Começa então uma delicada relação entre essas pessoas. A Banda é sobre essa noite e nada mais. Um belo filme! Adorei os atores do elenco: Shlomi Avraham, Saleh Bakri, Ronit Elkabetz, Sasson Gabai, Uri Gavriel, Imad Jabarin, Ahuva Keren, François Khell, Hisham Khoury e Tarak Kopty. A Banda ganhou 40 prêmios, vários do Israel Film Academy, Festival de Cannes e European Film Awards. A trilha sonora é muito bonita, no vídeo do youtube você podem ver algumas imagens do filme e ouvir uma canção.

Youtube: The Bands Visit



Beijos,

Pedrita