sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O Presidente

Assisti O Presidente (2014) de Mohsen Makhmalbaf no Telecine Play. O diretor é iraniano, o filme foi filmado na Georgia. O Presidente é um ditador, começa ele brincando com o neto de pedir por telefone que todas as luzes da cidade sejam apagadas. Um golpe acontece, ele e a família vão para o aeroporto, mas O Presidente não quer ir, fala que se encontrará com a família depois. O neto queria ficar com a Maria e seus brinquedos, se agarra no avô e também não quer ir.

Dá muita agonia os dois tentando fugir e não serem reconhecidos. O fato de ter uma criança tão pequena, naquele frio faz não termos raiva desse ditador. Eles vão ouvindo então todas as maldades que o presidente e o regime ditatorial provocou. Mas as maldades continuam, os soldados matam sem piedade, os revolucionários também. Continuam oprimindo quem nada tem, tirando o pouco que todos têm. É um filme muito triste e forte. O Presidente é interpretado por Mikheil Gomishvili. O neto por Dachii Orvelaschvili. O menino é uma graça. Fiquei com pena do que o menino passa.

Beijos,
Pedrita

12 comentários:

  1. Ver de perto as pessoas que detêm o poder muitas vezes causa espanto. É que elas como que perdem inteiramente o contato com os valores reais. Morte e vida, elevação ou ruína são vistos como coisas distantes, não muito diferentes umas das outras.

    Beijoca e bom fim de semana

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    1. marly, é exatamente isso. começam a viver em uma bolha e perderem a noção do todo.

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  2. Interessante. Eu não conhecia o filme.

    bjus

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  3. Não conhecia. Vou querer assistir.

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  4. Olá Pedrita
    Assisti esse filme no cinema e de início peguei implicância, quando o avô brinca de apagar e acender as luzes fazendo o menino rir, o público começou a rir, não vi a menor graça :/
    Dizem que a pegada cômica do ditador "Vossa Majestade" é para que haja identificação com o que é "relativizado", não achei graça, como rir da dor do outro sem ser cruel?
    Qual era o limite desse homem?
    talvez o que há de relativizado na história é que nesse país fictício quando os rebeldes (supostamente) libertam o povo, depois de tanta opressão, reproduzem e perpetuam a violência que lhes foi imposta.
    É triste que a dor confira unidade ao ser (denominado)humano.
    Ainda não sei se gostei ou não.
    Mas amei sua resenha!
    Bjs Luli

    Café com Leitura na Rede

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    1. luli, eu não dei risada, fiquei chocada. o ditador criando o neto para ser um ditadorzinho. tanto que o menino o tempo todo tem atitudes ditatoriais. o ditador fica tão alheio que qd procura a sua maria, certo de q ela vai ajudá-lo descobre que a irmã dela foi morta na prisão e ele nada fez. ele diz que não lia as cartas dele. mas será? ou estava tão perdido no seu poder quem nem reparou q a carta era da sua maria? os textos finais são muito contundentes. o filme mais incomoda que agrada, mas acho que esse é o intuito.

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  5. Olá, Pedrita!
    Muitos ditadores fazem de tudo para se manterem no poder e quem paga o preço são as pessoas de bem.
    Pela resenha é um filme triste e forte mesmo, vou assistir mesmo sendo triste.

    Ontem eu assisti no Studio universal, Uma Nova Chance Para o Amor, eu sempre via a chamada, não me interessava, quando assisti, xonei! Rsrs...

    Beijinhos ♥

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    1. andréa, o filme mexe bastante. mostrou o quanto o ditador se distanciou tanto da população que não tinha a mínima noção de como viviam. muito interessante.

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  6. Gostei do trailler.
    E gostei de vê amizade do ditador-avô com o neto, que certamente, geneticamente falando, muito breve deverá ser um ditador.
    Mas eu penso que democracia não é para qualquer um.

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    1. liliane, a amizade surge depois, pq no início o avô só queria mesmo era ter poder sobre o neto. só depois q ele percebe e sente o neto. só qd perde o poder e vira humano.

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Bons comentários!