terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Frankestein

Assisti Frankestein (2025) de Guillermo Del Toro na Netflix. Tem muito tempo que estou vendo esse filme, muito tempo mesmo. Gostei muito do livro de Mary Shelley, mas não estava com vontade de ver mais uma adaptação, mesmo adorando o diretor.


 

A direção de arte é maravilhosa, embora tenha me incomodado um pouco os truques. E achei desnecessárias, pra não dizer cansativas, as mais de 2 horas de duração. A parte que Victor fica construindo o monstro é enorme e arrastada. Oscar Isaac está bem como Victor Frankestein, embora muito caricato. O tom do filme é muito caricato.

Eu demorei demais pra passar do começo. Como é chato. Frankestein está apavorando as pessoas de um navio em uma geleira. Atiram muito nele e conseguem salvar o seu criador que passa a contar a sua história. No meio do filme é a criatura que começa a contar a sua. E sim, os dois passam horas contando as suas versões dentro de barco, que chatice. E a tripulação aguardando de pé do lado de fora, que forçado. O final inclusive é de uma pieguice insuportável.
O diretor tentou fazer um filme épico. Acho que o que mais incomoda é ele tentar justificar porque Victor Frankestein fica aquele monstro. Ele era um bom menino, mas tinha um pai violento, que o torturava. Tanta criança tem pais abomináveis e não ficam abomináveis. Sim, é uma possibilidade, como não ser também. Essas verdades prontas me incomodaram profundamente. Estranhamente o diretor fala muito de bíblia e religião no filme, o que me incomodou muito também. Uma graça o garoto que faz Victor criança, Christian Convery. Ele tem uma rivalidade pavorosa com o irmão. O pai é o Charles Dance. Mia Goth faz a mãe e a noiva do irmão. Isso achei interessante. Os dois irmãos ficam fascinados pela amada que é a cara da mãe. O pai dela que patrocina o Victor e é Christoph Waltz
Eu amo a Mia Goth, ela tem uma participação pequena mas muito marcante. O monstro é feito por Jacob Elordi.

David Bradley faz um velho cego. O monstro fica muito tempo, até demais, na casa desse senhor e sua família. Por um período ficam só os dois, é quanto o monstro passa a ler, ter informações. Ok, poderiam estar nas partes dos corpos dos outros homens que o construíram, mas achei tudo muito falso ele aprender a ler, fica fluente, enfim. E os animais dessa parte, além de insuportáveis as violências, eram muito, mas muito falsos.

Muita gente disse que esse foi o melhor filme do ano de 2025. Sim, a direção de arte é belíssima, fotografia, figurinos, mas o filme é arrastado e forçado. Tanto que não levou prêmio algum no Globo de Ouro.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Globo de Ouro 2026

Assisti o Globo de Ouro na TNT. O canal exibia simultaneamente na HBOMax. Que emoção! O Agente Secreto, que vergonhosamente ainda não vi, ganhou Melhor Filme Estrangeiro.

E Wagner Moura ganhou Globo de Ouro de Melhor Ator de Drama. Vou por a foto com quem ele concorreu. Foi o primeiro brasileiro a ganhar nessa categoria.



Foi muito divertido que eles ganharam um santinho da sorte com a Fernanda Torres com o Globo de Ouro na mão.


Pecadores que gostei muito ganhei dois prêmios, Melhor Destaque em Bilheteria e Melhor Trilha Sonora, merecidíssima porque é belíssima. Tem na Spotify.

Também adoro olhar os vestidos no Tapete Vermelho e isso é possível pelo E! Kate Hudson estava com meu vestido preferido da noite, ela usou um Giorgi Armani.

Gosto que Golden Globes premia séries. As que mais amei não levaram prêmios esse ano, só no ano passado. White Lotus e Ruptura. Inclusive White Lotus está a caminho e dessa vez será em um hotel que fica em um castelo na França, ansiosa. Algumas séries e filmes que levaram prêmios estão a caminho. Estou assistindo.

E que venha o Oscar!!!



Beijos,
Pedrita

domingo, 11 de janeiro de 2026

O Amor é Fodido

Assisti O Amor é Fodido da Cia João Garcia Miguel no Teatro Commune. O espetáculo abriu a 1ª Mostra Gargalhão de Teatro Cômico e Máscaras. Sim, o amor é fodido nos avisa o ótimo ator português João Garcia Miguel. Muito chique a mostra começar com um espetáculo de Portugal. O excelente e afiado texto é de Miguel Esteves Cardoso.

E no palco ainda está Teresa, a presença dela é vista em desenhos. O protagonista conta que Teresa é morta, está nessa caixa da foto. É a versão do protagonista que ouvimos. Ele vai contando essa história de amor fodido. Segundo ele, todos os amores são fodidos. A foda dos dois era muito boa, mas no resto, a relação era muito conflituosa. O texto é irônico, sarcástico, rimos de nervoso muitas vezes, é realmente engraçado em outras, nos constrangemos pelo protagonista, momentos trágicos, enfim, um espetáculo e tanto. E foi um sucesso, o teatro estava praticamente lotado.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Duetto

Assisti Duetto (2022) de Vicente Amorim no Canal Brasil. Eu gosto muito desse diretor. O canal tem colocado filmes que quero muito ver. Esse eu pus pra gravar quando estava passando e vi um pouco depois. O roteiro é de Rita Buzzar e João Segall. Gostei bastante!

O elenco é incrível. O personagem de Rodrigo Lombardi morre logo no começo do filme de acidente de carro. O filme se passa na década de 60. Ele deixa a viúva, a filha e a mãe, as três são as maravilhosas Marieta Severo, Maeve Jinkins e Luisa Arraes. A avó decide ir com a neta para a Itália resolver uma questão de um terreno. A mãe da  jovem não gosta, mas a jovem vai.

É quando entra as paisagens e o elenco italiano. A avó tem uma irmã, Elisabetta de Palo, e seu marido, Giancarlo Giannini. A avó pede que a neta não conte que o pai morreu. Percebemos muitos segredos. Tem 40 anos que a avó não ia mais a Itália.

Na cidade vai acontecer um festival de música com o cantor Marcello Bianchini de Michele Morrone que a jovem é fã. Gostei que a personagem da Thuanny Parente aparece, é uma candidata ao festival e canta uma música.
O casal italiano tem um filho adotivo de Gabriel Leone. São lindos os figurinos.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Long Bright River

Assisti a série Long Bright River (2025) na HBOMax. Essa série figurava em várias listas de melhores séries do ano, resolvi ver. É baseado no livro de Liz  Moore. É policial e gostei bastante de falar de modo realista de dependentes químicos, sem idealizá-los ou condená-los. Só mostrando um pouco da realidade de quem convive com dependentes na família, como os dependentes mal sobrevivem e como tentar lidar com a questão.

Amanda Seyfried está ótima. Ela é uma policial e faz ronda em um ponto de dependentes químicos. Ela acaba de mudar de parceiro de trabalho, Dash Mihok.

Jovens dependentes químicas começam a desaparecer e aparecer mortas. Para conseguir sustentar o vício muitas se prostituem e alguém as está colocando em risco. Com o tempo descobrimos que a irmã da policial, Ashleigh Cummings, está desaparecida. A policial não conta a ninguém, mas é ela que percebe que as mortes não são por overdose. Fala pra legista, Britnet Oldford, que descobre que é verdade.
A policial procura seu antigo parceiro, agora afastado da polícia, para ajudá-la. Ele é o ótimo Nicholas Pinnock. Ele sabe um pouco da família disfuncional dela. O final desanda um pouco. É bom, bem realizado, mas fiquei com a sensação que tentaram soluções para garantir que Pinnock não estivesse em uma possível continuação. Isso acontece bastante. O ator não quer continuar no projeto, então encontram uma solução para afastá-lo. Na série, a solução é artificial. O nome da série cai meio de paraquedas ao final, bem forçado.
Muito bonitas as cenas finais com as dependentes químicas.

Beijos,
Pedrita