sexta-feira, 4 de setembro de 2026

The Runner

Assisti The Runner (2026) de Kevin MacDonald na PrimeVídeo. Eu gosto muito da Gal Gadot e gostei do filme, é um pouco forçado, mas funciona e tem um desfecho bem surpreendente! O roteiro é de Mark Gibson.

Tem alguns filmes semelhantes onde a personagem passa o filme correndo. A protagonista deixa o filho (Rory Wilmot) na escola e vai correr. Ela vive em Londres. Um homem liga, diz que está com o filho dela e ela precisa matar alguém pra ele pra conseguir salvar o filho que é diabético e está sendo medicado pra entrar em coma. O mais interessante é mostrar como alguém consegue ter o controle dos nossos sistemas eletrônicos, ele responde por ela mensagens, acompanha por onde ela passa. Um pouco forçado, mas é interessante!
O sequestrador que dá as regras. Ela tem que ir correndo até um hotel para matar o homem. Ela vira uma super mulher, bem exagerado ela dar conta de toda a trajetória. E já imaginam que pela foto nem sempre dá certo. As cenas no metrô são as piores, tudo bem impossível para um ser humano, mesmo que um grande atleta o que não é o caso, ela é uma advogada que corre. E tem umas cenas bem constrangedoras como a dos barcos.
O filme é praticamente ela. Alguns personagens aparecem em seu caminho com Alfred Enoch, Phoenix Di Sebastian, Kenton Lloyd Morgan, Aaron Gil e Damian Lewis. Achei bem forçado as pessoas fazerem exatamente o que ela pede e é esquisito o que ela pede. A personagem deu muita sorte porque podia encontrar um ser indiferente que ignorasse o que ela pedia. Por sorte é filme, então dá certo. Gostei da reviravolta final, funciona muito bem, mesmo sendo bem forçada.
 
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 1 de setembro de 2026

O Verão de 1936

Assisti a série O Verão de 1936 (2026) de Marie Deschaires e Catheribe Touzet na Netflix. Descobri essa série por um acaso. É uma ótima série policial de seis episódios tendo pano de fundo o período entre guerras.

O verão de 1936 foi o primeiro que assalariados tiveram férias remuneradas e lotaram a Riviera junto com a elite. São muitos personagens, é difícil se organizar no começo. Um casal de operários ativistas vai a Riviera com o filho e o irmão do marido. O elenco todo é ótimo e a trama é muito bem construída. Eles são  Simon Ehrlacher e Sofia Essaïdi.

Os ricos ficam no hotel luxuoso. Os empregados também são personagens importantes. A governanta é Nolweenn Leroy e está muito envolvida nas mortes. Ela é sempre uma forte suspeita. Mas o que não faltam são personagens e suspeitos.

A direção de arte é impecável, a edição é ótima. Logo no primeiro episódio acontece o primeiro assassinato, sim, são vários. E muitos personagens são destacados como suspeitos. É uma série muito feminina, as mulheres são determinantes. E Miou-Miou está no elenco.
Constance Gay é a detetive, ela se infiltra na polícia para tentar inocentar o seu pai que está preso e será executado em breve. São muitas tramas e sub tramas.
O personagem de Clément Albert é judeu, ele avisa a esposa de Julie de Bona que eles estão em perigo. Que eles precisam partir, ele comprou passagens pra família ir aos Estados Unidos. Li que em 1934 Hitler se tornou o Fuhrer e que intensificaram as restrições aos judeus.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Women Talking

Assisti Women Talking (2022) de Sarah Polley na PrimeVideo. O filme é baseado no livro de Miriam Towes sobre uma comunidade na Bolívia. As mulheres e crianças passaram a ser drogadas e estupradas. Péssimo o nome no Brasil, Entre Mulheres, porque tudo o que o filme não é, é entre mulheres. Os fatos se desencadeiam pelas atos abomináveis dos homens. Elas não tinham voz e nada mais lógico que o título ser Women Talking.

Não sabemos a época. Elas usam saias no joelho, são muito religiosas. Foi inteligente utilizarem só Deus nas rezas, não definindo nenhuma religião. Elas foram drogadas e estupradas, os homens foram presos, mas se pagarem a fiança, eles serão soltos e vão voltar. Elas resolvem se reunir e ver o que fazer. Só os meninos podiam estudar. Elas não sabia ler, mas criam uma votação com desenhos e X. Se elas vão ficar, lutar ou partir. Dá empate lutar e partir, então elas resolvem conversar para decidir. O elenco é inacreditável!
A personagem de Rooney Mara não sabe de quem está grávida. Elas não sabiam nunca de quem eram seus filhos. O professor de Ben Whishaw que anota o que elas conversam. Em uma conversa ele fala da época da guerra, então achamos que está após a guerra. Só quando aparece uma caminhonete tocando um rock é que imaginamos que é mais recente. Elas que vivem no passado. E fiquei estarrecida que essa comunidade na Bolívia existia em 2009. Frances McDormand está no elenco em uma pequena participação, a personagem se recusa a conspirar contra os homens. A atriz está na produção.
A personagem de Jessie Buckley está muito revoltada e não teria como não estar. Além da proibição de estudar, elas não tinham acesso a médicos, remédios, viviam no maior atraso e privação. Não tinham elos com outros lugares, não conheciam nada além do que viviam. Imagino a dificuldade de decidir partir, largar casa, sustento e partir ao desconhecido.

São as mulheres mais velhas que percebem que não é hora de divergências e sim de união. Que umas não devem julgar as outras. O filme é muito emocionante! Judith Evey é uma dessas mulheres. Claire Foy também está no elenco.
Sheila McCarthy é outra.
Alguns outros do elenco são Michelle McLeod e Abigail Winter. Tem muita adolescente e criança no elenco, já que elas não usavam métodos anticoncepcionais; Elas não sabiam de quem eram seus filhos.


Beijos,
Pedrita

domingo, 30 de agosto de 2026

Canto e piano no recital do Centro de Música Brasileira

Assisti ao recital de canto e piano do Centro de Música Brasileira no Mackenzie Higienópolis. Primeiro José Carlos Vasconcellos tocou lindamente. O pianista disse que o repertório que o escolhe e enquanto preparava o programa lembrou de um CD de Eudóxia de Barros e resolveu homenageá-la. Ele tocou sem pausas e as músicas pareciam se unir, se ligar, impressionante. E que precisão!


Ao todo os músicos tocaram obras de 16 compositores diferentes. Segue o belo repertório interpretado por José Carlos Vasconcellos:

Sequência “Este Brasil que tanto amo” (Tributo a Eudóxia de Barros)

Alberto Nepomuceno – Prece (transcrição de Barrozo Neto)

Henrique Oswald - Valsa Lenta

Leopoldo Miguez - Noturno opus 10

Ernesto Nazareth - Coração que sente

Babi de Oliveira - Tu, doce poema

Osvaldo Lacerda - Metrônomo dodecafônico (de Cromos, vol. 5)

Villa-Lobos - Canto do cisne negro (transcrição de Mignone)

Francisco Mignone - Prelúdio nº 6 (Caiçaras)
Improviso (transcrição de J. C. Vasconcellos)
Na segunda parte se apresentaram Adriana Bernardes no canto e Antônio Eduardo ao piano. Foi um belo e encantador repertório: 

Emílio Correia do Lago - Último Adeus de Amor  (poesia de A.B. Júnior)

Carlos Gomes - Quem sabe!? (poesia de Francisco Leite de Bittencourt Sampaio)

Xisto Bahia - A Mulata

Villa-Lobos - Melodia Sentimental (poesia de Dora Vasconcelos)

Chiquinha Gonzaga - Lua Branca de (poesia retirada da peça Forrobodó)

Osvaldo Lacerda - Ponteio nº 10 – piano solo
Receita para o Amor (poesia de Marina Tricânico)

Gilberto Mendes - A Mulher e o Dragão  (Fragmento de “O Apocalipse” de São João)

Branco Bernardes - Canção (poesia de Paulo Leminsky)

Claudio Santoro - Acalanto da Rosa (poesia de Vinícius de Moraes)

Nesta Rua – folclore popular – harmonização de José Siqueira

Camargo Guarnieri - Azulão (poesia de Luiz Peixoto)

O recital foi gratuito.
Beijos,
Pedrita

sábado, 29 de agosto de 2026

O Drama

Assiti O Drama (2026) de Kristoffer Borgli na PrimeVideo. É um filme estranho. Já tive contato com arte que fala do tema bem melhor, fiquei pensando se a abordagem é adequada, se o filme é americano demais, com dificuldade de ter uma opinião. Gosto demais de Zendaya e Robert Pattinson, o filme é desconfortável, não dá pra analisar os seus desempenhos.


 

O filme começa com o rapaz contando em narração como conheceu a jovem. Ele fingiu que tinha lido o livro que ela estava lendo, a enganou na primeira abordagem. E esse é o tom do filme, o que é ser ético, se podemos julgar os outros, se há como perdoar e seguir. Agora eles estão prestes a se casar e apaixonados. Eles se encontram com outro casal. Em uma brincadeira bem idiota, eles pedem que cada um conte algo horrível que teria feito e de certa forma todos fizeram coisas horríveis. 
A jovem não fez, mas passou um bom tempo pensando em fazer. Na adolescência ela pensou em entrar na escola atirando. Treinou com o rifle do pai. O filme acaba falando dessas facilidades aos armamentos no país, no caso dela o pai é um militar, mas eu particularmente não conheço ninguém que tenha um rifle em casa. É importante que ela fala a facilidade como era achar vídeos sobre ataques, conversas que estimulavam esses atos. Ele fica muito perturbado, mas mantém o casamento e seus preparativos. Dá muita agonia eles seguindo com a escolha das músicas, comidas, em meio a crise sobre o relato dela. Ele vai forçando ela contar detalhes, ela acaba dizendo que em algum momento é escolhida oradora de um grupo ativista contra às armas, se sente incluída e desiste do que ia fazer. O filme tenta debater e mal sobre a questão de manter ou não um relacionamento depois de uma revelação como essa, mas é bem mais complexo que continuar um casamento ou não. Simplificaram muito um tema tão complexo.

Beijos,
Pedrita