sexta-feira, 28 de novembro de 2025

A Idade Dourada - 3ª Temporada

Assisti a 3ª Temporada de A Idade Dourada (2025) de Julian Fellows na HBOMax. Gosto dessa série. Tem bons personagens, bons atores, edição, fotografia e direção de arte impecáveis!

O mais chato dessa temporada é a parte western. O novo rico Russell de Morgan Spector resolve investir em ferrovias e viaja para aquelas regiões sem lei dos Estados Unidos. E as tramas de traições, negociações são bem maçantes. Também não gostei da fórmula mágica do filho, comprar terras com cobre, sem checar devidamente e dar certo, muito artificial para negociantes tão tarimbados. Eu andei bem devagar com essa temporada. Está longe de ser a minha preferida.
Mas os romances são bonitos e falam muito da dificuldade na época da aceitação na família de pessoas de ascensão social diferente. O pai da personagem de Denée Benton é um farmacêutico bem sucedido, mas o fato dele ser um ex-escravizado, faz a família do pretendente rejeitar a moça. O pai tem uma botica e a família vive bem. Ela se apaixona pela médico de Jordan Donica, mas a mãe dele acha que ela não é uma mulher ideal porque não tem a mesma nobreza da família deles.

Divertido que Jack de Ben Ahlers fica rico com sua invenção ajudado pelo vizinho novo rico. Ele tem dificuldade de aceitar a mudança de status e de abandonar a família que são os empregados e patrões da casa que trabalha. A casa dos ricos também tem um espião que vende histórias picantes para sair como fofocas em jornais.

A personagem da Taissa Farmiga é a que mais sofre nessa temporada. Ela amava um bobão que desaparece na menor pressão e rejeita o pretendente escolhido por sua mãe, o duque, Ben Lamb, muito mais digno dela que o outro bobão. Bonita a condução dessa trama. É com as divergências desse casamento que o casal principal se desentende e os dois terminam brigados ao final dessa temporada.

O final termina com um baile caprichadíssimo. E a Sra. Russell da maravilhosa Carrie Coon convida as divorciadas causando um alvoroço. A série fala muito da condição da mulher na sociedade, tem reuniões das sufragistas. Sempre impecável!
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

French Lover

Assisti French Lover (2025) de Lisa-Nina Rives na Netflix. Eu não sou muito fã de filmes românticos. Esse tem sido muito elogiado e é com o maravilhoso Omar Sy, resolvi ver. É uma versão invertida de Notting Hill. Nesse, ele é o famoso.

O casal protagonista é muito carismático. Sara Geraudeau é uma graça. Ela está de garçonete, se desentende com o ator e ele passa a desejá-la e ser rejeitado. Como no filme espelho, eles tem um belo romance. Tem o clássico almoço com a família dela. Tem o amigo esquisito. Até a corrida de carro ao final é igual ao outro filme. Um carro estranho tentando chegar a tempo. Tem algumas peculiaridades, mas no geral o filme é muito similar ao outro. Engraçado que elogiaram o roteiro original, não só não é original como é cópia do outro, com poucas variações.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Boca a Boca

Assisti a Primeira Temporada (2020) de Boca a Boca de Esmir Filho na Netflix. Quando assisti Homem com H, uma crítica falou desse outro trabalho do diretor. Eu adoro o Michel Joelsas (Chico). É uma série que fala de preconceitos, intolerância, gostei bastante. A série não terá uma segunda temporada, foi cancelada. A primeira tem 6 episódios.

Chico se muda com o pai (Flávio Tolezani) e o irmão (Kevin Vechiatto) para uma cidade rural pra lá de preconceituosa. O pai é fanático religioso. Nem percebe o quanto o seu filho é íntegro. A diretora da escola é outra pavorosa, da Denise Fraga, ela inventa um monte de baboseira pra tentar controlar os alunos e claro que não dá certo.

O elenco todo é incrível: Caio Horowicz, Iza Moreira, Grace Passô, Tomás Aquino, Bella Camero, Bruno Garcia, Bianca Byington, Augusto Trainotti, Júlia Feldens e César Mello.

Uma doença acomete os jovens que começam a morrer, não há tratamento. Eles acham que foi transmitida pelo beijo depois de uma festa. Não fica muito claro que não era isso. São lindas as cenas na piscina ao final. A série tem momentos muito bonitos.


 

Beijos,
Pedrita

domingo, 23 de novembro de 2025

O Homem no Meu Porão

 

Assisti O Homem no Meu Porão (2025) de Nadia Latif da Hulu na Disney+. Quis ver esse filme pela Willem Dafoe mas quem brilha é Corey Hawkins, que ator, que personagem! Que filme desconcertante! O roteiro é baseado no livro de Walter Mosley que quero ler.


Corey é Charles. Ele vive em uma grande casa. Cuidou de sua mãe, de seu tio, e agora não procura trabalho. A casa está na família há muitas gerações. Os ancestrais estão enterrados no quintal. Descobrimos que a casa está hipotecada e ele está prestes a perdê-la, mas ele não reage.

Um homem passa, oferece um bom dinheiro para ocupar o porão. Charles reluta mas aceita, recebe uma parte, entrega para diminuir o valor da hipoteca. As caixas chegam, ele vai buscar o homem. Quando volta a descer no porão, o homem está em uma cela, entrega a chave e coloca todas as regras. Começa uma relação muito tóxica entre eles. Quem são essas pessoas, o que fazem, o que fizeram. Os diálogos são desconfortáveis! O desfecho é o de menos. A lógica é o de menos.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Silo - 2ª Temporada

Assisti a Segunda Temporada de Silo de Graham Yost na AppleTV+. A primeira parou em um momento muito impactante, Juliette, da incrível Rebecca Fegurson, saiu do Silo, está com roupa de astronauta e segue para a montanha. Quando desce da montanha, os integrantes do Silo não a veem mais. Ela encontra ossos pelo caminho e vê inúmeros Silos. O mais próximo tem porta está aberta, ela passa pela primeira, tem muita dificuldade de abrir a próxima e entra.

Tudo está escuro, só há luz em um lugar inacessível, com a passagem destruída. Muito interessante ela planejando a ponte. Juliette sempre foi muito habilidosa. 

A série passa a alternar os episódios no Silo fantasma e no Silo anterior que está em rebelião. O prefeito começa a gerar discórdia para que eles se destruam. Dois personagens da mecânica se destacam de Remmier Milner e Shane McRae. Nem todos os episódios me agradam, essa série é um pouco irregular. As cenas de luta me cansam. Mas é uma ótima série apesar disso.

Há dois momentos muito tristes. Da morte da juíza da maravilhosa Tanya Moddie e do médico de Ian Glen. Tim Robbins continua mais mal que nunca. Muito interessante a curva do personagem do Commom. As mulheres são as grandes determinantes dessa temporada, elas que vão mudando o pré-estabelecido. A esposa do personagem do Common e do xerife modificam muito o que estava designado, a coragem delas me surpreendeu. Elas são Alexandria Riley e Caitlin Zoz.

Steve Zahan é o sombra no Silo 2. Juliete tem muita dificuldade de se comunicar com ele que tem alguns problemas emocionais ou mentais. Mas ela entende que precisa voltar ao Silo e isso logo percebemos que deve acontecer porque ela acha que eles vão se rebelar e querer sair como nesse Silo que estava e vão morrer. E que ela tem que impedir. A série tem alguns furos, como ela nunca ter ouvido o choro do bebê. Os alimentos infinitos do cofre. Mas passam meio despercebidos a quem não está muito atento. De novo acaba em um momento crucial e não está disponível ainda a terceira temporada. Nem tem ainda no IMDB. Só sinalizam que terá uma terceira e uma quarta temporada, ansiosa.

Beijos,
Pedrita