terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Noites Alienígenas

Assisti Noites Alienígenas (2022) de Sérgio de Carvalho na Netflix. Um amigo indicou filmes realizados na Amazônia, eu tinha visto alguns e ele insistiu que eu visse esse. É filmado no Acre, na periferia da capital Rio Branco, e fala do avanço das drogas em cidades sem oportunidades. É baseado no romance homônimo do diretor.

Gleice Damasceno, ex-bbb e do Acre, faz um personagem. Ela tem um filho e o pai da criança se enfiou nas drogas e não mora mais com ela. Adalino está incrível. Ela está ficando com um rapaz de 17 anos, Gabriel Knoxx, que vive de pequenos serviços em drogas. Ele canta e é o que salva um pouco esses jovens, eles participam de batalhas de rimas. Mas como disse, é uma região sem oportunidades e o tráfico e o dinheiro da venda de drogas é mais vantajosa que os poucos empregos. A jovem é garçonete de um pequeno bar restaurante. A comercialização e consumo de drogas tem invadido as cidades, inclusive as pequenas.
Chico Diaz faz um dos traficantes. Joana Gatis faz a mãe do adolescente. Chica Arara faz a avó paterna da criança.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Herolino, o Faxineiro

Assisti a peça Herolino, o Faxineiro do Circo Herolino na 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras no Teatro Commune. Queria muito ver esse espetáculo, tinha amado as fotos. E amei mais ainda a peça, que graça. Adoro espetáculos sem fala. Acho fascinante prender e agradar o público sem um único texto. Erickson Almeida arrasa, que controle corporal. E que difíceis as cenas.

Herolino chega no circo para limpar o espaço. Ele tem o maior orgulho de seu trabalho, mas como é atrapalhado, se enrosca em vassouras, baldes, objetos. E para se desvencilhar são inúmeras acrobacias, impressionante. E incrível a equipe que ajuda a realizar o espetáculo:
Cenário: Maria Zuquim
Figurinos:  Cleuber Gonçalves
Trilha sonora: Erickson Almeida
Iluminação e operação de luz: Giuliana Cerchiari
Técnico de som: Venâncio Ramos
Contrarregra: Fernando Castillo
Coordenação de produção: Cristiani Zonzini
Erickson contou que o espetáculo é uma homenagem a todos os profissionais do teatro, principalmente os invisíveis.


Beijos,
Pedrita

sábado, 24 de janeiro de 2026

A Grande Inundação

Assisti A Grande Inundação (2025) de Byung-woo Kim na Netflix. Tinha tempo que queria ver, adoro ficção científica e os cartazes são incríveis. Imaginei que não seria fácil e que precisava criar coragem. Nossa, que filme! Absurdamente impactada!

Começa com uma criança acordando a mãe dizendo que quer nadar lá fora. A mãe está ainda meio dormindo, reclama com o fofo filho e vai fazer café, até que ela sente água nos pés e vai olhar lá fora. Kim Da-mi arrasa e Kwon Eun-sung é muito foto. Aparece ainda no elenco Park Hae-Soo.

Ela percebe que a piscina que o filho queria nada estava ali ao lado do apartamento. Ela começa a arrumar a mala, mas uma ligação diz pra ela largar tudo e subir. A primeira escada de emergência está parada, inúmeros moradores. Ela vai para a outra e depois de alguns andares está tudo obstruído com móveis, plantas. É uma briga quem mora em apartamento fazer as pessoas entenderem que as áreas comuns precisam ficar livres, não pode nada, planta, cadeira, sapato, que dirá fazer a escada de quartinho da bagunça como está no filme. Que agonia!
Na metade do filme há uma reviravolta inacreditável. É melhor descobrir assistindo. E que impressionante! Que filme inteligente! Várias questões são sutis, tem que se prestar muita a atenção. Há críticas sobre o final, realmente é difícil encontrar uma solução para o filme, mas é o de menos, é tão incrível, fala de tantas questões, é tão profundo, que a solução final nem tem tanto peso, mas eu gostei até do final. Que filme inesquecível!
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Quiprocó de Cocó

Assisti a peça Quiprocó de Cocó da Duo Dégua na 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras no Teatro Commune.

Eu tinha ficado encantada com as fotos então quis muito ver. E que graça de espetáculo! Eu adoro histórias que lembrem de rádio e ainda lembraram de programas de rádio, que graça.

Foto de Amanda Areias

Nós entramos no teatro e eu não levei um susto que tinha uma pessoa embaixo dessa coberta? Muito divertido.

Uma graça a casa da protagonista. Os detalhes, e tudo é milimétrico, nada é ao acaso. E telefone com fio que muita gente não deve mais saber o que é. Bom, rádio também não.

E tem música. Os dois cantam muito. Atuam e cantam Tereza Gontijo e Anderson Spada. Anderson faz vários personagens. O simpático vizinho, o cozinheiro da rádio, o entregador das compras. E a galinha? E não é que ela vem com lencinho ao final? Muito fofo. Vou colocar os nomes de todos porque tudo é impecável.
Direção cênica: Ronaldo Aguiar
Trilha Sonora Original: Fernando Escrich e Alexandre Maldonado
Cenografia: Estevão Machado
Cenotécnico: Evas Carretero
Figurino: Cleuber Gonçalves
Iluminação: Giuliana Cerchiari 

São os últimos dias da Mostra Gargalhão que vai até domingo, um espetáculo diferente de um grupo diverso por dia. Sábado tem dois espetáculos. Sempre no Teatro Commune.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Uma Batalha Após a Outra

Assisti Uma Batalha Após a Outra (2025) de Paul Thomas Anderson na HBOMax. Eu só soube desse filme no Globo de Ouro. Muito estranho porque adoro esse diretor e costumo acompanhar produções. O filme ganhou Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia e o diretor ganhou Melhor Direção e Roteiro em Filme, confesso que não achei engraçado e bem dramático. Mas é incrível e urgente! O roteiro é baseado no livro de Thomas Pynchon que quero ler.

Teyana Taylor ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme, que interpretação e que personagem. Tecnicamente são quatro protagonistas com pano de fundo na violação dos Direitos Humanos. Leonardo di Caprio e Teyana são revolucionários e ficam juntos. Começam os dois em um grupo indo libertar imigrantes ilegais em acampamentos como campos de concentração.

Sean Penn é o militar dessa ação e enlouquece pela Perfídia. Ela engravida, não sabemos de qual dos dois. A família dela sempre foi de revolucionários que diz ao companheiro que é difícil que a filha pare as ações revolucionárias e é o que acontece. Ela é presa e consegue fugir para o México.

O tempo passa 16 anos. Pai e filha vivem no campo em uma cidade repleta de imigrantes. O militar é procurado para integrar um clube de pureza da raça, mas ele não pode ter nada que o desabone como relações inter-raciais. Ele resolve então usar a máquina do estado para caçar a suposta filha, para apagar essa mancha do seu passado e ingressar no clube. Chase Infiniti está muito bem. Ela é uma adolescente mala e rebelde, mas que foi muito bem treinada pelo pai, é fera no judô, sabe atirar.
Benicio Del Toro faz uma participação, ele é o professor de luta da jovem. Quando o exército invade a cidade, o pai vai pedir ajuda pra ele. Enquanto o ajuda, o professor avisa e ajuda os imigrantes ilegais a se esconderem, inúmeras mulheres e crianças pequenas. O filme o tempo todo mostra essa opressão. Eu só estranhei o final. Pai e filha voltam exatamente para a casa que viviam antes, que o exército já sabia onde ficavam.


Beijos,
Pedrita