domingo, 5 de julho de 2026

Uma Voz Humana

Assisti a peça Uma Voz Humana de Jean Cocteau no Teatroiquè. Eu adoro a Larissa Nunes, ela é uma artista completa, então queria muito ver esse espetáculo. A excelente direção é de José Fernando Peixoto de Azevedo. E também queria conhecer esse novo teatro pertinho de casa. Que peça maravilhosa! Genial! Inesquecível!

Fotos de José de Hollanda

Esse texto de Jean Cocteau é muito bom, uma mulher conversa com seu ex ao telefone. Eu tinha visto uma ópera de Francis Poulenc, a música é belíssima, queria muito ver essa adaptação. Gostei muito da utilização da tecnologia. 

O Teatroiquè é um estúdio, faz muitos vídeos, comerciais, então tem
equipamentos de ponta. A peça utilizou inúmeros recursos tecnológicos e ficou incrível! Há um telão e câmeras que pegam ângulos diferentes. Temos o teatro ao vivo e as câmeras com outros ângulos. Tem música ao vivo, a técnica também fica no palco. Uma enorme equipe para mostrar o sofrimento e tensão dessa mulher com seu ex ao telefone. Gostei muito da adaptação e atualização do texto. E como é ambientado aos dias de hoje, é tudo pelo celular, pelo fone de ouvido.
Larissa Nunes canta muito, então há algumas músicas que ela interpreta. Excelente escolha das músicas, diversas, intensas e diferentes entre si. A direção musical é de Eloiza Paixão. Tem uns vídeos do romance da protagonista que é interpretado por Sidney Santiago Kuanza, também responsável também pelo belíssimo e prático figurino. Tudo é muito milemétrico e excelente! Deram mais potência ainda a gigante Larissa Nunes. Uma Voz Humana fica em cartaz até 20 de julho.

O Teatroiquè tem tido uma programação diversa e interessante. A tecnologia e os equipamentos são os diferenciais. E é perto de casa. No terraço e no subsolo tem tido programação de festas. Tem bar com bebidas alcóolicas e música alta. Também realiza cursos. O espaço não tem acessibilidade.

Vou colocar um vídeo de uma interpretação da Larissa Nunes, não do espetáculo.
 

Beijos,
Pedrita

sábado, 4 de julho de 2026

Nossos Tempos

Assisti Nossos Tempos (2025) de Chava Cartas na Netflix. Achei que era filme de viagem no tempo, até é um pouco, mas o filme é mesmo um cafona filme romântico e bem equivocado. Foi uma profunda decepção. As críticas são muito elogiosas, que é um simpático o filme, pelo jeito só eu odiei.

Eu gostei muito da premissa. Um casal de físicos geniais desenvolve escondidos uma máquina do tempo. Ela é que praticamente cria tudo. Eles se amam muito, são parceiros, se admiram. Ela é bem ignorada e diminuída por ser mulher pelos homens. Não conheço o México, não sei se é machista como no Brasil, mas Madame Curie (1867-1934) ganhou Nobel de Física em 1903, acho difícil que uma Física renomada em 1966 fosse ignorada no meio acadêmico. Os dois são Lucero e Benny Barra.
A máquina dá certo, eles colocam 15 minutos depois, mas viajam até 2025. Os recursos daí pra frente soam muito falsos. Parece que quiseram simplificar e baratear custos. Mais fácil fazer um filme nos dias de hoje, sem precisar gastar e ajustar o período. Então é uma única viagem no tempo. Em 2025, o filme se arrasta em um romance meloso e cafona. O pior é o marido. Eles se amavam muito, os dois cientistas, ele adorava a genialidade dela. Ele se incomodar que em 2025 ela ficou mais em evidência que ele, eu entendo, mas de repente ele fica um babaca machista e burro. O poema pavoroso que ele lê ao microfone, ele era um homem inteligente. O filme se perde completamente e fica ridículo completamente. O envelhecimento dos dois ao final é constrangedor. Quem gosta de comédia romântica que atenta a sua inteligência pode ser que agrade.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Trabalhar Cansa

Assisti Trabalhar Cansa (2011) de Marco Dutra e Juliana Rojas no Canal Brasil. Mais um filme da Maratona Juliana Rojas que queria tanto ver. É genial! Que filme angustiante!

O filme é muito tenso, mas incrivelmente suave na execução, é uma genialidade inacreditável. Todos são calmos, até demais, falam baixo, até demais. O filme fala de inúmeras formas de abuso do trabalho. 
Marat Descartes é o marido, ele acabou de perder o emprego. O filme foi realizado na época que a especulação financeira nos Estados Unidos desabou a economia mundial. O Brasil foi seriamente atingido. Quem não perdeu emprego na época nem percebeu, mas quem perdeu, não conseguia se recolocar pela quantidade de candidatos. E ele mais velho, fica mais difícil. Genial colocar ele naquelas dinâmicas de RH absurdas para escolher candidatos.
Antes de perder o emprego, a esposa de Helena Albergaria tem a infeliz ideia de alugar um mercadinho de bairro. O local está abandonado, precisando de um bom trato, ela faz o pouco que dá, então continua caído. Contrata dois funcionários, Gilda Nomacce é um deles.
Como ela ia ficar muito no mercadinho falido, ela contrata uma funcionária de Naloana Lima pra também ficar com a filha. Diz que é um mês de experiência com meio salário, tem que dormir no emprego e depois um salário sem registro porque a vida não está fácil. É o explorado explorando o funcionário. O elenco todo é muito bom, a sogra é Lilian Blanc, o pedreiro, Luiz Serra. Ainda aparecem Clarisse Kiste, Ney Piacentini, Silvio Restiffe, Júlio Machado.

Pedrita

terça-feira, 30 de junho de 2026

Geologia da forma: obras dos anos 90

Fui a exposição Geologia da forma: obras dos anos 90 de Germana Monte-Mór na Galeria Leme. Eu tinha gostado muito da exposição Pinturas dessa artista, estava muito curiosa para ver esse trabalho.
 

Esse trabalho é bem diferente do anterior. Germana utilizou asfalto em várias superfícies: lona de algodão, papel manteiga, papel de arroz e papel de seda. Conforme o material, o efeito muda bastante, muito interessante. Ao todo são 36 obras na mostra.

Eu tenho muito fascínio em obras feitas em lona. Gosto muito do efeito. Geologia da forma: obras dos anos 90 fica em cartaz até 21 de agosto e a mostra é gratuita.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 29 de junho de 2026

O Mensageiro do Último Dia

Assisti O Mensageiro do Último Dia (2020) de David Prior na Disney+. Porque sábado é dia de fantasminhas! O filme é baseado no livro de HQs de Cullen Bunn e Vanesa Del Rey. E gostei muito! Foi uma grata surpresa!

Quatro adolescentes bem babacas vão fazer trilha até uma montanha muito alta. Seria em algum país oriental, mas foi filmado na África do Sul. Eles passam por vários lugares sagrados e desrespeitam o local, debocham. Até que um entra em transe. Tudo meio que se resolve rapidamente e eu fiquei pensando como o filme seguiria a partir dali. Vem a abertura.
E o filme começa dali em Missouri. Jovens desaparecem e um ex-policial resolve investigar. Ele conhece a filha de uma amiga que desaparece. Ele é James Badge Dale, ela é Marin Ireland e a jovem que some, Sasha Frolova.

O filme é baseado em uma lenda em ponte. Em cima da ponte é possível chamar seres obscuros. Uma instituição utiliza a lenda para manipular jovens. Claro, é filme de fantasminha, então passa bem do ponto, mas gostei de abordar instituições que utilizam o sobrenatural para atrair pessoas e manipulá-las.

Beijos,
Pedrita