sexta-feira, 26 de junho de 2026

O Esquema Fenício

Assisti O Esquema Fenício (2025) de Wes Anderson na PrimeVideo. Como eu amo esse diretor. Fiquei eufórica de achar mais um filme dele. Durante essa cena aparecem os créditos. Nesse banheiro escritório sala de estar jantar, funcionárias dão injeção, refeição, atendem telefone. Inúmeras mulheres em inúmeras funções e nós acompanhando de cima. O roteiro é assinado junto com Roman Coppola.

Esse é o trio de protagonistas e como em todos os filmes desse diretor é ator famoso que não acaba mais. Benício Del Toro é o magnata Zsa-Zsa que criou o Esquema Fenício. Ele resolve eleger como sua herdeira inclusive do esquema sua filha que é noviça. Ela não quer nada disso, só quer ser noviça. Amei Mia Threapleton. Só agora que vi que ela é filha da Kate Winstlet. Ela é ótima. É dificílimo atuar em filmes do Wes Anderson, bom, eu acho. Porque precisa de muita concentração, mudar as feições muito rapidamente. E eu teria enorme dificuldade de não cair na risada. Completa o trio Michael Cera. Ele vai ser tutor dos filhos do protagonista, são muitos filhos, biológicos e adotados. O rapaz é louco por biologia, insetos, como seu patrão.
Zsa-Zsa apresenta a sua herdeira o Esquema Fenício. Inúmeras caixas de papelão e sapatos, cada uma com uma missão mais maluca que a outra. Com isso eles vivem viajando. As cenas no avião são divertidíssimas. Como eles viajam muito, são personagens que não acabam mais. O filme é uma delícia, com um roteiro muito rocambólico. Não entendi boa parte. O protagonista é um homem de negócios com vários projetos enormes em vários países e muitas questões burocráticas em cada um deles. Amei!
Sim, Scarlett Johansson é uma delas e Zsa-Zsa pede ela em casamento. 
São inúmeras cenas de ação sem ação. Wes Anderson é sempre genial. Todos vivem tentando matar o protagonista. Ele vive sobrevivendo por muito pouco. Richard Ayoade é o revolucionário.
Tom Hanks é um dos primeiros que aparece, com Bryan Cranston. Eles cuidam do trem que passa nas minas e precisam negociar.

Há cenas em pxb que seriam do céu e Bill Murray é deus.
Ainda aparecem Jeffrey Wright, Willem Dafoe, Riz Ahmed, Steve Park, Rupert Friend, Benedict Cumberbatch Charlotte Gainsbourg, Mathieu Amalric e Donald Sumpter.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A Passagem do Cometa

Assisti ao curta A Passagem do Cometa (2017) de Juliana Rojas no Canal Brasil. O canal fez uma Maratona Juliana Rojas com alguns de seus filmes, esse abriu a mostra. Coloquei dois que não vi pra gravar.

A Maratona foi um pouco depois da entrevista de Gilda Nomacce para o Persona da TV Cultura onde ela contou sobre esse curta, que foi selecionado em Berlim. Eu gostei demais. Gilda faz uma médica que faz abortos em seu consultório. O curta é uma tarde desse consultório.
Ivy Souza faz a paciente. Mariza Junqueira é a atendente. A amiga é Helena Albergaria. Em um momento aparece uma jovem mal e sangrando e a médica a atende e depois informa que o sangramento foi controlado e ela está fora de perigo. Mais tarde elas visualizam o Cometa Halley que passou em 1986, período que o curta é ambientado.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Motherless Brooklyn

Assisti Motherless Brooklyn (2019) de Edward Norton na HBOMax. O filme é baseado no livro de Jonathan Lethen. Achei até que tinha visto esse filme. É difícil eu não ver um filme com tantas estrelas, mas não, nunca tinha visto. Norton adaptou o roteiro, dirigiu e protagonizou o filme.

Bruce Willis faz uma participação. Começa ele em uma ação e pedindo que dois homens ficassem de olho. Um é Edward Norton, que é o narrador também, e ele tem um tique nervoso. O personagem de Bruce é morto e o de Norton passa a investigar o que aconteceu. O grupo com Bobby Cannavalle e Ethan Supplee era de detetives particulares. Eles contam que Bruce os encontrou em um orfanato e os preparou para o ofício. O de Norton deve muito a ele e ele é um gênio em guardar tudo o que houve, é uma verdadeira biblioteca.
O filme fala muito sobre especulação imobiliária e eu tive muita identificação. As construtoras compram os políticos, juízes, a sociedade, para derrubar e construir prédios. Para ganhar o apoio popular constroem parques, aqui estão transformando parques em shoppings. Alec Baldwin é o líder das construtoras.
Uma jovem de Gugu Mbatha-Raw está no meio de tudo e o personagem do Norton se apaixona por ela e é correspondido. 

Willem Dafoe também está  no elenco em um papel importante. O final é péssimo. Fica subentendido, mas eu acho que tentaram esconder que não conseguiram nada e as construtoras destruíram tudo, porque o filme muda o foco e não toca mais no assunto. A música principal é belíssima! E o gigante Wynton Marsallis está na banda. O filme tem muita música ao vivo.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Cyclone

Assisti Cyclone (2026) de Flávia Castro no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, coloquei pra gravar. 

É livremente inspirado na vida de Maria de Lourdes de Castro Pontes (1900-1919), conhecida como Daisy, a única mulher a integrar O Perfeito Cozinheiro de Almas de Outro Mundo, diário coletivo organizado por Oswald de Andrade que se apaixonou por Daisy que engravidou. Oswald negou que era dele, ela fez um aborto clandestino, teve complicações, fez histerectomia, que não resolveu e morreu um pouco depois, aos 19 anos. 

 

No filme Luiza Mariani é uma mulher de 35 anos, escritora, que trabalha em uma gráfica e escreve o texto de uma peça. Ela tem um relacionamento com o diretor da peça de Eduardo Moscovis, que não dá o crédito do texto a ela. Ela conseguiu uma bolsa para Paris, está levantando a documentação. Mostra a dificuldade de mulheres poderem viajar sozinhas na época. Ela é separada em uma época que a mulher continuava casada, então tinha que ter autorização do marido para viajar, se fosse solteira, a autorização seria do pai. Ela é órfã. Nos exames preparatórios que se descobre grávida. O diretor é o pai, é casado, diz querer o filho que ela está esperando, mas teria que ser tudo clandestino. Ela resolve tirar a criança para não perder a bolsa para Paris. O desfecho é igual ao de Daisy.

O elenco todo é incrível. A melhor amiga é interpretada por Karine Teles. Luciana Paes é uma colega da gráfica. Rogério Brito é funcionário público.
Magali Biff integra o grupo de teatro.

Beijos,
Pedrita

domingo, 21 de junho de 2026

O Caminho de Casa

Assisti O Caminho de Casa (2024) de Adolfo J. Kolmerer na PrimeVideo. É baseado no livro do jornalista alemão Sebastian Fitzeks. É um filme fortíssimo, vem inclusive um aviso antes de começar. É um filme policial que aborda muito violência doméstica.

Um jovem de Sabin Tambrea trabalha recebendo ligações de mulheres em situação de risco no caminho pra casa à noite. Ele ajuda uma jovem que está sozinha em um ponto de ônibus e vê jovens se aproximarem. Ele é brilhante em encontrar uma solução pra ela assustar os jovens e dá certo. Ok, pode ser que nem sempre dê certo, mas desse vez funcionou.

Até que ele recebe uma ligação de uma jovem andando ofegante. Nessa época mulheres tem sido mortas pelo assassino do calendário, nome que está no filme no Brasil. Ela diz que recebeu ameaças escritas desse homem, mas também sofre violência de seu marido de Friedrich Mücke e tem uma filha pequena. 

Nessa noite do telefonema, ela e o marido foram comemorar o aniversário de casamento e depois ele a levou em um clube de sexo com perversão, sem consultá-la. Ele a dopa lá e ela sofre uma infinidade de violências coletivas. Ela consegue fugir e é quando ela liga para esse sistema de socorro. É desesperador o que esse marido faz com essa mulher. Luise Heyer está muito bem.
A parte policial é muito assustadora, mesmo com alguns furos. O quanto uma mulher é julgada por ter dificuldade de sair de uma relação de violência. O quanto o ser humano é cruel em violentar mais ainda uma mulher em vulnerabilidade, julgando-a e condenando-a. Fiquei muito impactada!
Beijos,
Pedrita