Assisti O Palhaço do Milharal (2025) de Eli Craig na HBOMax. Porque sábado é dia de fantasminhas! Só que não! Comecei a ver e não tinha legendas em português, a única forma que assisto qualquer filme é com som original e legendas em português. Fui no instagram da HBOMax, não tinha postagem do filme, escrevi na última postagem que esse filme não tinha legendas em português. Uma hora depois me responderam que tinham enviado para o responsável do segmento de legendas. E não é que consertaram? Fui até lá agradecer. Nem sempre há sintonia entre redes sociais e empresas, fiquei muito satisfeita. Então não vi no sábado, e sim uns dias depois quando arrumaram, uns dois dias depois, foram muito rápidos.
Eu achei que ia ser uma grande bobagem, ri muito do começo, mas tive uma grata surpresa. O roteiro é redondo e bem inteligente. Gostei bastante. É bem clássico, começa com uma cena no passado de um palhaço massacrando um casal. E eu ri, me desculpem, mas é que foi de fato engraçado.
O filme corta para os "dias de hoje" e pai (Aaron Abrams) e filha (Katie Douglas) chegam em uma cidade muito interiorana que vive do milho e uma família enriqueceu com o xarope do palhaço feito com milho. Ela logo se enturma com a garotada da cidade conhecidos como rebeldes. Eu amei a turma. A cidade é muito repressiva. Eu amei que essa garotada é famosa no youtube com milhares de seguidores porque fazem filmes de terror com os palhaços, é divertidíssimo! Queria fazer os vídeos com eles. O filme brinca bastante com passado e futuro. Com as mudanças tecnológicas. É bem inteligente. As locações são no Canadá.
E claro que eles se enganam achando que é filme quando é de verdade. Eu ficava o tempo todo tentando descobrir quem estava se vestindo de palhaço e matando as pessoas. Foi uma surpresa e tanto. Gostei bastante! O final é esquisito, tem um corte estranho pro futuro. O pai da jovem é candidato. Ela está com 18 anos e continua com os amigos. E sim, deu cara que pode ter continuação. Mas nunca dá pra saber, porque vai depender como foi de bilheteria. Eu queria uma continuação.
Assisti Noites Alienígenas (2022) de Sérgio de Carvalho na Netflix. Um amigo indicou filmes realizados na Amazônia, eu tinha visto alguns e ele insistiu que eu visse esse. É filmado no Acre, na periferia da capital Rio Branco, e fala do avanço das drogas em cidades sem oportunidades. É baseado no romance homônimo do diretor.
Gleice Damasceno, ex-bbb e do Acre, faz um personagem. Ela tem um filho e o pai da criança se enfiou nas drogas e não mora mais com ela. Adalino está incrível. Ela está ficando com um rapaz de 17 anos, Gabriel Knoxx, que vive de pequenos serviços em drogas. Ele canta e é o que salva um pouco esses jovens, eles participam de batalhas de rimas. Mas como disse, é uma região sem oportunidades e o tráfico e o dinheiro da venda de drogas é mais vantajosa que os poucos empregos. A jovem é garçonete de um pequeno bar restaurante. A comercialização e consumo de drogas tem invadido as cidades, inclusive as pequenas.
Chico Diaz faz um dos traficantes. Joana Gatis faz a mãe do adolescente. Chica Arara faz a avó paterna da criança.
Assisti a peça Herolino, o Faxineiro do Circo Herolino na 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras no Teatro Commune. Queria muito ver esse espetáculo, tinha amado as fotos. E amei mais ainda a peça, que graça. Adoro espetáculos sem fala. Acho fascinante prender e agradar o público sem um único texto. Erickson Almeida arrasa, que controle corporal. E que difíceis as cenas.
Herolino chega no circo para limpar o espaço. Ele tem o maior orgulho de seu trabalho, mas como é atrapalhado, se enrosca em vassouras, baldes, objetos. E para se desvencilhar são inúmeras acrobacias, impressionante. E incrível a equipe que ajuda a realizar o espetáculo: Cenário: Maria Zuquim
Figurinos: Cleuber Gonçalves
Trilha sonora: Erickson Almeida
Iluminação e operação de luz: Giuliana Cerchiari
Técnico de som: Venâncio Ramos
Contrarregra: Fernando Castillo
Coordenação de produção: Cristiani Zonzini
Erickson contou que o espetáculo é uma homenagem a todos os profissionais do teatro, principalmente os invisíveis.
Assisti A Grande Inundação (2025) de Byung-woo Kim na Netflix. Tinha tempo que queria ver, adoro ficção científica e os cartazes são incríveis. Imaginei que não seria fácil e que precisava criar coragem. Nossa, que filme! Absurdamente impactada!
Começa com uma criança acordando a mãe dizendo que quer nadar lá fora. A mãe está ainda meio dormindo, reclama com o fofo filho e vai fazer café, até que ela sente água nos pés e vai olhar lá fora. Kim Da-mi arrasa e Kwon Eun-sung é muito foto. Aparece ainda no elenco Park Hae-Soo.
Ela percebe que a piscina que o filho queria nada estava ali ao lado do apartamento. Ela começa a arrumar a mala, mas uma ligação diz pra ela largar tudo e subir. A primeira escada de emergência está parada, inúmeros moradores. Ela vai para a outra e depois de alguns andares está tudo obstruído com móveis, plantas. É uma briga quem mora em apartamento fazer as pessoas entenderem que as áreas comuns precisam ficar livres, não pode nada, planta, cadeira, sapato, que dirá fazer a escada de quartinho da bagunça como está no filme. Que agonia!
Na metade do filme há uma reviravolta inacreditável. É melhor descobrir assistindo. E que impressionante! Que filme inteligente! Várias questões são sutis, tem que se prestar muita a atenção. Há críticas sobre o final, realmente é difícil encontrar uma solução para o filme, mas é o de menos, é tão incrível, fala de tantas questões, é tão profundo, que a solução final nem tem tanto peso, mas eu gostei até do final. Que filme inesquecível!
Assisti a peça Quiprocó de Cocó da Duo Dégua na 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras no Teatro Commune.
Eu tinha ficado encantada com as fotos então quis muito ver. E que graça de espetáculo! Eu adoro histórias que lembrem de rádio e ainda lembraram de programas de rádio, que graça.
Foto de Amanda Areias
Nós entramos no teatro e eu não levei um susto que tinha uma pessoa embaixo dessa coberta? Muito divertido.
Uma graça a casa da protagonista. Os detalhes, e tudo é milimétrico, nada é ao acaso. E telefone com fio que muita gente não deve mais saber o que é. Bom, rádio também não.
E tem música. Os dois cantam muito. Atuam e cantamTereza Gontijo e Anderson Spada. Anderson faz vários personagens. O simpático vizinho, o cozinheiro da rádio, o entregador das compras. E a galinha? E não é que ela vem com lencinho ao final? Muito fofo. Vou colocar os nomes de todos porque tudo é impecável.
Direção cênica: Ronaldo Aguiar Trilha Sonora Original: Fernando Escrich e Alexandre Maldonado Cenografia: Estevão Machado Cenotécnico: Evas Carretero Figurino: Cleuber Gonçalves Iluminação: Giuliana Cerchiari
São os últimos dias da Mostra Gargalhão que vai até domingo, um espetáculo diferente de um grupo diverso por dia. Sábado tem dois espetáculos. Sempre no Teatro Commune.