segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Espelho: 20 Anos Depois

Assisti o primeiro episódio do Espelho: 20 Anos Depois de Lázaro Ramos no Canal Brasil. Eu adoro esse programa e fiquei surpresa que já tem 20 anos. Adoro que nos canais fechados há temporadas de programas, com começo meio e fim. Diferente da tv aberta que arrastam programas sempre iguais. Com temporadas, dá sempre pra refletir e modificar e é sempre o que acontece com o espelho.

Adorei que o primeiro foi com duas jornalistas. Sou fã da Zileide Silva, jornalista que me inspiro e tanto admiro. E Kenya Sade que é muito talentosa também. Zileide falou que no começo eram poucos negros no jornalismo, que ela se inspirava em Gloria Maria. O programa mostrou trechos da entrevista com Gloria Maria. Kenya lembrou que apesar de poucas negras no jornalismo já são mais que no passado. Zileide lembrou da importância de se checar notícias, ainda mais nos dias de hoje. Para procurarmos veículos que apuram as informações muitas vezes, até ser publicada. Para Zileide, Lázaro perguntou o que fazia 20 anos atrás. Zileide disse que estava em Brasília cobrindo política e economia e que na época nem imaginávamos que passaríamos pela pandemia. Kenya comentou que almeja a mesma diversificação do Lázaro, que quer voltar a cantar, que quer dirigir filmes, quer ampliar suas áreas. Lindo como os três se admiram!

Eu vi um entrevista do Lázaro Ramos para o Cinejornal onde ele dizia que seus figurinos agora terão frases icônicas faladas nesses 20 anos de programa pintadas em suas roupas.

Aqui eu comentei o primeiro episódio de 2010 com Wagner Moura.
 

O programa tem um quadro de literatura que adoro com Fernanda Felisberto. Ela começou no Espelho um ano depois de sua existência. Ela conheceu Lázaro em um evento. Ela falou que na época tinham menos publicações de autores negros e que agora não só existem muitos, como temos uma negra na Academia Brasileira de Letras. E falou de vários autores que ganharam evidência também no cenário internacional.
Beijos,
Pedrita

sábado, 31 de janeiro de 2026

O Homem das Castanhas - 1ª Temporada

Assisti a Primeira Temporada de O Homem das Castanhas (2021) na Netflix. Queria muito ver essa série tanto que falavam. É uma boa e convencional série sobre serial killer. Decidiram que terá segunda temporada. O Homem das Castanhas é o serial killer, a próxima será outro crime, vai ser estranho se mantiverem o mesmo nome. A série é baseada no livro homônimo de Soren Sveistrup.

Uma mulher é morta com requintes de crueldade. Junto a ela uma castanha como boneco e com as digitais de uma menina desaparecida há um ano. A castanha foi comprada na feira antes da menina desaparecer? Ou a menina estaria viva? Homens de castanhas são uma tradição. As crianças brincam muito de fazer bonecos de castanhas. Há até uma música.

Uma policial pediu transferência de departamento, mas com esse caso pedem que ela espere. Danica Curcic está muito bem. Vem um investigador de outra cidade fazer dupla com ela, eles não se entendem muito bem. Mikel Folsgaard também está ótimo. A série é cheia de clichês, esse é um, parceiros de trabalho que não se entendem. Tem uma sucessão de clichês, no final então eles explodem. A policial tem uma filha, não sei se foi problema da tradução, mas a filha ficava muito com o avô porque ela trabalhava muito, por isso queria mudar de departamento. Em um momento a tradução diz que ele não é de fato avô da menina. Achei esquisito a mãe deixar a menina com uma pessoa que não era o avô da menina.
A mãe da menina desaparecida acaba de reassumir seu cargo de ministra. Tinha se afastado desde o desaparecimento da filha há um ano. Ela é a bela e talentosa Iben Dormen. Outro clichê é todos parecerem suspeitos. Bem mal feito o atordoamento do marido.

Todos acabam se separando ao final e vão todos meio que sozinhos para uma fazenda isolada. Então sem um proteger o outro todos vão se dando mal. É bem forçado. O incêndio então dá vergonha. O serial killer coloca combustível na cara do policial que mesmo o ambiente pegando fogo ele não colapsa junto e ainda tem tempo de serrar grades, ajudar a ministra. Outro clichê é deixar tudo para o final, naquele corre corre de temos que nos salvar e salvar os outros. Todos são péssimos nessa empreitada, muito incompetentes. E um show de furos.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O Palhaço do Milharal

Assisti O Palhaço do Milharal (2025) de Eli Craig na HBOMax. Porque sábado é dia de fantasminhas! Só que não! Comecei a ver e não tinha legendas em português, a única forma que assisto qualquer filme é com som original e legendas em português. Fui no instagram da HBOMax, não tinha postagem do filme, escrevi na última postagem que esse filme não tinha legendas em português. Uma hora depois me responderam que tinham enviado para o responsável do segmento de legendas. E não é que consertaram? Fui até lá agradecer. Nem sempre há sintonia entre redes sociais e empresas, fiquei muito satisfeita. Então não vi no sábado, e sim uns dias depois quando arrumaram, uns dois dias depois, foram muito rápidos.

Eu achei que ia ser uma grande bobagem, ri muito do começo, mas tive uma grata surpresa. O roteiro é redondo e bem inteligente. Gostei bastante. É bem clássico, começa com uma cena no passado de um palhaço massacrando um casal. E eu ri, me desculpem, mas é que foi de fato engraçado.

O filme corta para os "dias de hoje" e pai (Aaron Abrams) e filha (Katie Douglas) chegam em uma cidade muito interiorana que vive do milho e uma família enriqueceu com o xarope do palhaço feito com milho. Ela logo se enturma com a garotada da cidade conhecidos como rebeldes. Eu amei a turma. A cidade é muito repressiva. Eu amei que essa garotada é famosa no youtube com milhares de seguidores porque fazem filmes de terror com os palhaços, é divertidíssimo! Queria fazer os vídeos com eles. O filme brinca bastante com passado e futuro. Com as mudanças tecnológicas. É bem inteligente. As locações são no Canadá.
E claro que eles se enganam achando que é filme quando é de verdade. Eu ficava o tempo todo tentando descobrir quem estava se vestindo de palhaço e matando as pessoas. Foi uma surpresa e tanto. Gostei bastante! O final é esquisito, tem um corte estranho pro futuro. O pai da jovem é candidato. Ela está com 18 anos e continua com os amigos. E sim, deu cara que pode ter continuação. Mas nunca dá pra saber, porque vai depender como foi de bilheteria. Eu queria uma continuação.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Noites Alienígenas

Assisti Noites Alienígenas (2022) de Sérgio de Carvalho na Netflix. Um amigo indicou filmes realizados na Amazônia, eu tinha visto alguns e ele insistiu que eu visse esse. É filmado no Acre, na periferia da capital Rio Branco, e fala do avanço das drogas em cidades sem oportunidades. É baseado no romance homônimo do diretor.

Gleice Damasceno, ex-bbb e do Acre, faz um personagem. Ela tem um filho e o pai da criança se enfiou nas drogas e não mora mais com ela. Adalino está incrível. Ela está ficando com um rapaz de 17 anos, Gabriel Knoxx, que vive de pequenos serviços em drogas. Ele canta e é o que salva um pouco esses jovens, eles participam de batalhas de rimas. Mas como disse, é uma região sem oportunidades e o tráfico e o dinheiro da venda de drogas é mais vantajosa que os poucos empregos. A jovem é garçonete de um pequeno bar restaurante. A comercialização e consumo de drogas tem invadido as cidades, inclusive as pequenas.
Chico Diaz faz um dos traficantes. Joana Gatis faz a mãe do adolescente. Chica Arara faz a avó paterna da criança.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Herolino, o Faxineiro

Assisti a peça Herolino, o Faxineiro do Circo Herolino na 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras no Teatro Commune. Queria muito ver esse espetáculo, tinha amado as fotos. E amei mais ainda a peça, que graça. Adoro espetáculos sem fala. Acho fascinante prender e agradar o público sem um único texto. Erickson Almeida arrasa, que controle corporal. E que difíceis as cenas.

Herolino chega no circo para limpar o espaço. Ele tem o maior orgulho de seu trabalho, mas como é atrapalhado, se enrosca em vassouras, baldes, objetos. E para se desvencilhar são inúmeras acrobacias, impressionante. E incrível a equipe que ajuda a realizar o espetáculo:
Cenário: Maria Zuquim
Figurinos:  Cleuber Gonçalves
Trilha sonora: Erickson Almeida
Iluminação e operação de luz: Giuliana Cerchiari
Técnico de som: Venâncio Ramos
Contrarregra: Fernando Castillo
Coordenação de produção: Cristiani Zonzini
Erickson contou que o espetáculo é uma homenagem a todos os profissionais do teatro, principalmente os invisíveis.


Beijos,
Pedrita