quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Três Pratos De Trigo Para Três Palhaces Tristes

Assisti a peça Três Pratos de Trigo para Três Palhaces Tristes da Trupe Tópatu no Teatro Commune. Foi a abertura do projeto Escola em Cena que leva alunos de vários bairros de São Paulo para ver os espetáculos e conversar com equipe e atores ao final sobre as impressões da peça. 

Tinham duas turmas de duas escolas diferentes. Eu estava perto de uma turma muito animada e interativa. Uma graça como participaram. E eu amei o espetáculo. São palhaços melancólicos, com uma vida pra lá de difícil. O engraçado é que o espetáculo não tem diálogos e nos esquecemos rapidamente disso. A criançada ama porque eles são muito engraçados, mas eu fiquei impactada pela precarização do trabalho deles.

Fotos de Gustavo Zanetti

Nós acompanhamos os bastidores desses artistas, a coxia, o dia a dia. Muito engraçado uma criança pequena entender rapidamente que o palco nós não vemos, é como se esperássemos na coxia o final do espetáculo do grupo. E eles sempre voltam cada vez mais destruídos, tem pouco o que comer. Achei genial essa questão do trabalho, um tema tão atual. Vive-se com muito pouco, trabalha-se muito, é desrespeitado enquanto atua, que espetáculo inteligente.
A direção impecável é de Gabriel Bodstein. No elenco os incríveis Bruno Garbuio, Dani Busatto e Marcel Fatibello.
O projeto Escola em Cena vai apresentar 14 espetáculos diferentes e levar escolas pra assistir. A programação é intensa e variada. Sempre grátis e tem ingressos ao público.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O Homem que Sussurra

Assisti O Homem que Sussurra (2026) de James Aschcrof na Netflix. Mesmo com as críticas negativas queria ver porque gosto muito do elenco. Gostei muito do filme. Foi uma grata surpresa! É um bom filme do gênero de serial killer. O filme é baseado no best-seller de Alex North. E não é que tem fantasminha? Porque sábado é dia de fantasminha.

Uma criança desapareceu em uma cidade e outra surge morta com características iguais a uma do passado, sendo que o serial killer está preso. Nesse período se muda para a cidade, sem saber de nada, um pai e um filho. Eles voltam para morar em uma casa do passado deles. Descobrimos que a mãe morreu, o pai é escritor e eles vão tentar recomeçar em outro lugar. O pai é o excelente Adam Scott. O garoto é uma graça e muito talentoso, Acston Luca Porto.
A investigadora é a ótima Michelle Monaghan e ela resolve procurar o investigador do caso anterior e é o incrível Robert De Niro que está aposentado e não quer participar da investigação. O filho do escritor desaparece e a investigadora descobre que ele é neto do outro investigador. Que o pai e o filho não se falam mais há muitos anos e que o investigador nem conheceu a nora e o neto. Achei muito interessante essa não relação. Foi algo que me agradou muito no filme. Um grande investigador ser um péssimo pai e avô. Os diálogos dos dois são muito tensos. Acho que foi o que mais gostei no filme.
Mas tem outras questões muito interessantes. Um colecionador de objetos macabros de crimes (Hamish Linklater) é cínico com a investigadora, se acha superior. Até que se descobre que ele conseguiu falar com o serial killer na prisão na busca por objetos daqueles crimes e aceita o pedido do serial killer em troca da informação dos objetos e com isso desencadeia a retomada dos crimes. Ele assustado disse que nunca imaginava que os crimes poderiam voltar. É a irresponsabilidade de pessoas que para atender seus desejos pessoais e mesquinhos, ultrapassam fronteiras que jamais deveriam ser ultrapassadas. E é algo que acontece muito nos dias de hoje. Como se a responsabilidade não fosse da pessoa e sim do outro. 
Michael Keaton é o serial killer do passado. O final é bem chocante.
Beijos,
Pedrita

domingo, 13 de setembro de 2026

Ruína y leveza de Julia Dantas

Terminei de ler Ruína y leveza (2015) de Julia Dantas da Dublinense. Tinha tempo que queria conhecer o texto dessa autora rio-grandense. Gostei muito! É um mochila movie ou um backpack movie. Os personagens são ficcionais, mas a autora se inspirou em suas experiências de viagem.

O marcador de livros tem um livro marca texto, sempre importante em viagens.


 

Mercado de Cusco de Jesus Sedamanos

O livro começa do fim para o começo. A personagem está conhecendo uma mina. Depois o livro se entrecorta com a viagem dela ao Peru e o seu passado no Rio Grande do Sul. Ela conta pra nós que antes dela ir viver a "vida de verdade", ela queria viver outras experiências. Também tinha o objetivo de aprender espanhol com uma imersão em outro país. 

Obra de Luz Letts

Após algumas decepções amorosas e a perda de um emprego, a protagonista resolve viajar. No percursso, ela conhece o viajante Lucho que acaba sendo o contraponto sem seus pensamentos. Ele desmonta o olhar estereotipado de um viajante que ainda carrega seus pré-conceitos e uma visão de turista sobre os ambientes.

O Mito do Guerreiro Vermelho de Tilsa Tsuchyia

Em Cuzco, a jovem fica mais tempo e faz amigos. Com Carmem, ela viaja para a Amazônia Peruana, uma região que seria inundada por uma hidrelétrica, para conhecer a avó da jovem. Quando ela volta para Cuzco, ela acha que o tempo ali acabou e segue viagem com Lucho e depois segue sozinha. O livro termina quando ela se afasta de Lucho e vai sozinha seguir viagem.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Isabela Boscov

Eu gosto demais dos vídeos da Isabela Boscov sobre o cinema no YouTube. Em geral são críticas. Como toda cinéfila, eu só assisto o vídeo depois de ver o filme ou série e comentar no meu blog. Também só leio críticas depois de ver e escrever no blog.

O canal tem também uns quadros como o Café com a Boscov, sempre com um convidado. Foi nesse que vi a entrevista com a maravilhosa Gabriela Amaral e corri pra ver o Quarto do Pânico. Tem também vídeos de listas.
 
Eu gosto muito do olhar dela, acompanho desde a revista Veja, mas nem sempre concordo. Gosto que ela dá dicas de outros filmes do diretor, fala do estilo. Gosto muito. Desde que o YouTube passou a ter na minha TV passei a assistir muito mais. Gosto tanto que achei que já tinha falado sobre ela aqui.

Ah, Isabela Boscov ama filmes de terror como eu, só que de vertentes diferentes. Acho que concordamos com Nós. Eu gosto mais de filmes de terror psicológico, que algo muito trágico levou a aqueles momentos sobrenaturais. Isabela gosta de Brinquedo Assassino, a Hora do Pesadelo e ama a Hora do Mal (Weapons) e Corra!, que não gostei muito.







Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Estou Pensando em Acabar com Tudo

Assisti Estou Pensando em Acabar com Tudo (2020) de Charlie Kaufman na Netflix. Um instagram de cinema colocou entre vários filmes malucos, esse, que é bem maluco, um pouco arrastado, mas é bem curioso. Tem momentos muito interessantes, sem falar no grande elenco. 

 

Uma jovem está no carro com o namorado em viagem e está nevando muito. As conversas são meio malucas e também acompanhamos os pensamentos dela. Adoro os dois atores Jessie Buckley e Jesse Plemons. Ele é muito esquisito e está levando a namorada pra conhecer os pais dele. Ela pensa que não deveria ter aceito porque não gosta tanto assim dele, não é alguém que ela pense em ter algo mais sério e acha precipitada a viagem. E é esse o sentido do filme, que ela está pensando em acabar com o relacionamento. E pelas conversas achamos mesmo que ela devia correr pra bem longe dali. Ele é muito, mas muito esquisito, as conversas são estranhíssimas. Enquanto eles viajam e ela pensa, de vez em quanto tem umas passagens em uma escola com um empregado (Guy Boyd), é tudo bem surreal e esquisito. O filme passa tempo demais no carro. Cheguei a achar que seria o filme inteiro no carro, quase desisti, mas descobri que eles chegam na casa dos pais e coisas estranhas ainda acontecem. Depois eles voltam a viajar e ficam de novo muito tempo no carro novamente.
Os pais são os maravilhosos Toni Collette e David Thewlis. É tudo muito maluco. A sensação que ela devia sair correndo se intensifica na casa dos pais, é tudo muito assustador.
As cenas na sorveteria são muito engraçadas. E naquele frio mais surreal ainda. Mesmo um pouco longo demais, me diverti bastante porque adoro filmes surreais.
Beijos,
Pedrita