sábado, 19 de setembro de 2026

Apenas um Olhar

Assisti a série Apenas um Olhar (2025) na Netflix. Desde que vi uma série baseada no livro de Harlan Coben, a Netflix me indica outras regularmente. Resolvi ver essa polonesa. É boa! 
 
A série começa com um casal lindo, na praia, com filhos mais lindos ainda. Harmoniosos, felizes, parceiros, dá gosto de ver o amor da família toda. Ela é a incrível Maria Debska. Ela vai buscar as fotos reveladas e junto vem uma foto antiga. O marido vê, pega a foto e desaparece.

A protagonista tem uma amnésia muito providencial. Ela seria a única sobrevivente de um incêndio em uma casa de shows na juventude. E ela não lembra de nada. É comum amnésia temporária após um trauma, um acidente, mas não dura décadas. E claro que oportunistamente ela vai lembrando um pouco durante a trama. É isso que não gosto desse autor, ele ajusta a trama falsamente segundo os seus interesses, mas eu gostei da série. O incêndio na boate, as inúmeras mortes, me lembrou o horror da Boate Kiss.
Nós acompanhamos o que aconteceu com o marido de Cesary Lukaszewicz. Ele foi sequestrado por um homem violentíssimo, interpretado por um ator muito conhecido, Miroslaw Haniszewisk. A cena do marido na plantação, fugindo, é bem sofrível também, não dá pra conceber alguém tão burro. Novamente a trama se ajeitando pra favorecer a continuidade.
Os dois policiais são atores conhecidos também Magdalena Osinska e Miroslaw Kropielnick. Um fator interessante tem a ver com a foto que colocam pra aquela família ver. Um pai desesperado pra saber da morte da filha, coloca muitas pessoas em risco e provoca muitos assassinatos. Em vez de procurar autoridades pra investigar.

O final também foi bem providencial. O marido estava muito envolvido no crime na juventude e continuava com os benefícios dos crimes. Não sei se o livro escolheu esse resultado, mas na série simplifica bem as questões éticas. Com a morte dele, a família feliz que continuaria, não precisaria o desconforto de fingir que nada tinha acontecido no passado e seguir adiante como se nada tivesse acontecido.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O Alecrim e o Sonho

Assisti O Alecrim e o Sonho (2022) de Valério Fonseca na PrimeVideo. Desconhecia por completo esse filme. Achei por um acaso. Amei esse pôster, é lindo, mesmo eu não sendo fã de passarinho na gaiola. É lindo e poético demais! Daqueles que quero indicar pra todo mundo!
 
Vicente é um professor aposentado e mora sozinho em um apartamento confortável, mas simples, no bairro de Alecrim, em Natal. Fernando Teixeira arrasa, que ator. O filme é ele, fiquei muito impactada. A filha e a neta mal o veem. Ele vai visitar a filha, uma vez ela não está, na segunda vemos ele sozinho em uma sala moderna, em um apartamento de dois andares. E depois no Natal elas o visitam. Mal convivem com ele. É de cortar o coração.
São as pessoas próximas que convivem com ele. A diarista que vem a cada 15 dias com a maravilhosa Vadinéia Soriano. A trama dela é muito impactante e triste. O porteiro de Zé Maria e sua família.

O animador de uma loja. É nessa loja que vemos a passagem do tempo. Alguns sonhos são com a maravilhosa Zezita Matos e compreendemos que é a esposa falecida.
E um senhor que vende algo em uma embalagem prateada que eu não sei do que se trata. Eles tomam café juntos, jogam dominó, é uma graça. Ele foi interpretado pelo Baixinho do Pandeiro. O protagonista é um homem muito generoso e afetivo. Stepan Nercessian faz uma participação.

Um funcionário do mercadinho e padaria é muito violento com o Vicente. Os abusos são frequentes e revoltantes.  O ator é Enio Cavalcante.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Três Pratos De Trigo Para Três Palhaces Tristes

Assisti a peça Três Pratos de Trigo para Três Palhaces Tristes da Trupe Tópatu no Teatro Commune. Foi a abertura do projeto Escola em Cena que leva alunos de vários bairros de São Paulo para ver os espetáculos e conversar com equipe e atores ao final sobre as impressões da peça. 

Tinham duas turmas de duas escolas diferentes. Eu estava perto de uma turma muito animada e interativa. Uma graça como participaram. E eu amei o espetáculo. São palhaços melancólicos, com uma vida pra lá de difícil. O engraçado é que o espetáculo não tem diálogos e nos esquecemos rapidamente disso. A criançada ama porque eles são muito engraçados, mas eu fiquei impactada pela precarização do trabalho deles.

Fotos de Gustavo Zanetti

Nós acompanhamos os bastidores desses artistas, a coxia, o dia a dia. Muito engraçado uma criança pequena entender rapidamente que o palco nós não vemos, é como se esperássemos na coxia o final do espetáculo do grupo. E eles sempre voltam cada vez mais destruídos, tem pouco o que comer. Achei genial essa questão do trabalho, um tema tão atual. Vive-se com muito pouco, trabalha-se muito, é desrespeitado enquanto atua, que espetáculo inteligente.
A direção impecável é de Gabriel Bodstein. No elenco os incríveis Bruno Garbuio, Dani Busatto e Marcel Fatibello.
O projeto Escola em Cena vai apresentar 14 espetáculos diferentes e levar escolas pra assistir. A programação é intensa e variada. Sempre grátis e tem ingressos ao público.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O Homem que Sussurra

Assisti O Homem que Sussurra (2026) de James Aschcrof na Netflix. Mesmo com as críticas negativas queria ver porque gosto muito do elenco. Gostei muito do filme. Foi uma grata surpresa! É um bom filme do gênero de serial killer. O filme é baseado no best-seller de Alex North. E não é que tem fantasminha? Porque sábado é dia de fantasminha.

Uma criança desapareceu em uma cidade e outra surge morta com características iguais a uma do passado, sendo que o serial killer está preso. Nesse período se muda para a cidade, sem saber de nada, um pai e um filho. Eles voltam para morar em uma casa do passado deles. Descobrimos que a mãe morreu, o pai é escritor e eles vão tentar recomeçar em outro lugar. O pai é o excelente Adam Scott. O garoto é uma graça e muito talentoso, Acston Luca Porto.
A investigadora é a ótima Michelle Monaghan e ela resolve procurar o investigador do caso anterior e é o incrível Robert De Niro que está aposentado e não quer participar da investigação. O filho do escritor desaparece e a investigadora descobre que ele é neto do outro investigador. Que o pai e o filho não se falam mais há muitos anos e que o investigador nem conheceu a nora e o neto. Achei muito interessante essa não relação. Foi algo que me agradou muito no filme. Um grande investigador ser um péssimo pai e avô. Os diálogos dos dois são muito tensos. Acho que foi o que mais gostei no filme.
Mas tem outras questões muito interessantes. Um colecionador de objetos macabros de crimes (Hamish Linklater) é cínico com a investigadora, se acha superior. Até que se descobre que ele conseguiu falar com o serial killer na prisão na busca por objetos daqueles crimes e aceita o pedido do serial killer em troca da informação dos objetos e com isso desencadeia a retomada dos crimes. Ele assustado disse que nunca imaginava que os crimes poderiam voltar. É a irresponsabilidade de pessoas que para atender seus desejos pessoais e mesquinhos, ultrapassam fronteiras que jamais deveriam ser ultrapassadas. E é algo que acontece muito nos dias de hoje. Como se a responsabilidade não fosse da pessoa e sim do outro. 
Michael Keaton é o serial killer do passado. O final é bem chocante.
Beijos,
Pedrita

domingo, 13 de setembro de 2026

Ruína y leveza de Julia Dantas

Terminei de ler Ruína y leveza (2015) de Julia Dantas da Dublinense. Tinha tempo que queria conhecer o texto dessa autora rio-grandense. Gostei muito! É um mochila movie ou um backpack movie. Os personagens são ficcionais, mas a autora se inspirou em suas experiências de viagem.

O marcador de livros tem um livro marca texto, sempre importante em viagens.


 

Mercado de Cusco de Jesus Sedamanos

O livro começa do fim para o começo. A personagem está conhecendo uma mina. Depois o livro se entrecorta com a viagem dela ao Peru e o seu passado no Rio Grande do Sul. Ela conta pra nós que antes dela ir viver a "vida de verdade", ela queria viver outras experiências. Também tinha o objetivo de aprender espanhol com uma imersão em outro país. 

Obra de Luz Letts

Após algumas decepções amorosas e a perda de um emprego, a protagonista resolve viajar. No percursso, ela conhece o viajante Lucho que acaba sendo o contraponto sem seus pensamentos. Ele desmonta o olhar estereotipado de um viajante que ainda carrega seus pré-conceitos e uma visão de turista sobre os ambientes.

O Mito do Guerreiro Vermelho de Tilsa Tsuchyia

Em Cuzco, a jovem fica mais tempo e faz amigos. Com Carmem, ela viaja para a Amazônia Peruana, uma região que seria inundada por uma hidrelétrica, para conhecer a avó da jovem. Quando ela volta para Cuzco, ela acha que o tempo ali acabou e segue viagem com Lucho e depois segue sozinha. O livro termina quando ela se afasta de Lucho e vai sozinha seguir viagem.

Beijos,
Pedrita