segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Desaparecida

Assisti Desaparecida (2023) de Nicholas D. Johnson e Will Merrick na Netflix. Eu gosto muito desse estilo de filme. Uma pessoa desaparece e quem procura fica investigando virtualmente e o filme é praticamente todo na tela de um computador. Até mesmo a protagonista só aparece em vídeos de ligações. Eu tinha visto Buscando... que é assim e gostei muito.

A mãe de uma jovem de 18 anos vai viajar com o namorado para a Colômbia. A mãe deixa tudo organizado, a filha claro que se incomoda com os excessos, já que ela tem 18 anos. Há uma mulher que vai levar comida e ver como ela está. A jovem faz uma festa de arromba na casa. Se diverte muito e vai com sono buscar a mãe no aeroporto que não aparece. Dá muita agonia ela tentar entender o que aconteceu. Não fala espanhol. Tem que falar no hotel simples da cidade onde ninguém fala inglês. Ficamos agoniados tentando entender com ela o que pode ter acontecido. Storm Reid está ótima. A mãe é Nia Long e o namorado Ken Leung. O policial é Daniel Henney.
A polícia vai demorar para catalogar e investigar. E as câmeras do hotel ficam só 48 horas com as imagens porque tudo é gravado em cima. É quando entra o personagem do português Joaquim de Almeida. Ela acha a empresa de limpeza na Colômbia, procura um funcionário que fale inglês e o contrata para ir ver as câmeras. Ele até reluta se envolver, mas fica com pena da moça e ele começa a ajudá-la. A relação dos dois é muito bonita. Na foto dá pra ver como é a maior parte do tempo do filme.
Eu acho que faria a mesma coisa. A polícia está investigando, mas ela não para quieta. Ela consegue entrar no email do namorado da mãe que é crime, mas é por lá que consegue informações importantes. O filme tem uma reviravolta impressionante na metade que muda o rumo de tudo, gostei muito.

Beijos,
Pedrita

domingo, 4 de janeiro de 2026

Maria e o Cangaço


Assisti a série Maria e o Cangaço (2025) de Sérgio Machado da Hulu na Disney+. Assim que o canal abriu o sinal para assinantes Claro comecei a ver. Demorei muito porque é muito pesada. É livremente inspirada no livro Maria Bonita de Adriana Negreiros que comentei aqui. São só 6 episódios.
 

Assim que Ísis Valverde foi escolhida para o personagem, o público e eu questionamos, mas ela está impressionante! Que atriz! No começo a série foca exatamente onde não era costume olharmos. No bando, que Lampião sempre chamava de grupo, tinha várias mulheres. Começa com uma em trabalho de parto, naquelas condições, com muito sangramento. É no século 19, e mesmo que elas pudessem ir ao hospital, este igualmente não teria muitos recursos, mas passar ao relento, tendo logo que cavalgar, é desesperador.
Júlio Andrade está excelente como Lampião. Maria Bonita desconfia que está grávida. 

Ela tem a única filha assumida Expedita Ferreira, ainda viva. Maria Bonita tem netos, bisnetos. Expedita e a família que mantém o legado dos cangaceiros atualmente. Após o parto, Maria Bonita deixou a menina com a família pra ser criada. Em geral as cangaceiras deixavam os filhos com pessoas que os adotavam e perdiam contato. Era uma época de muita violência entre cangaceiros e policiais. Após as fotos e matérias no mundo todo sobre o cangaço quando Lampião e Maria Bonita ficaram famosos, Getúlio Vargas envia soldados para caçá-los. A série termina com o conflito armado entre os soldados e os cangaceiros, exceto Corisco e Dadá que depois formam um novo grupo.

As locações são belíssimas. A série foi filmada principalmente em Cabaceiras na Paraíba e ainda em Piranhas, no Alagoas. A fotografia é de tirar o fôlego. Ainda no elenco estão Rômulo Braga como Silvério Batista, Chandelly Braz como irmã de Maria Bonita, Jorge Paz como Corisco, Mohana Uchôa como Dadá, Ana Paula Bouzas como Dona Déa, entre tantos outros. E Laila Garín, Dan Ferreira e Thainá Duarte. A trilha sonora é belíssima com canções interpretadas por Karina Buhr. Tem outras com Siba e Mestre Nico.
Beijos,
Pedrita

sábado, 3 de janeiro de 2026

Deadtectives

Assisti Deadtectives (2018) de Tony West na HBOMax. O nome é tão ruim quanto o filme. Dá pra ver? Dá. Gosto de fantasminhas, de terror, esse é meio comédia sem graça, meio tosco. No Brasil o nome consegue ser pior que o original, Caçadores de Almas Perdidas. 

Um grupo pra lá de picareta tem um programa de TV onde eles fingem caçar fantasmas. O pior é que as pessoas que chamam o grupo acreditam neles e quem assiste também. É a melhor discussão no filme, o quanto na TV tudo cabe e o quanto temos que desconfiar de sua veracidade. No elenco Chris Geerem Tina Ivlev, David Newman, José María de Tavira e Martha Higareda. O programa vai acabar, está mal de audiência, um fato raro porque porcarias assim costumam ter muito ibope. O editor envia o grupo para uma casa mal assombrada no México, e finalmente, junto com um especialista em efeitos especiais. Que melhora bem a qualidade do programa.
E sim, lá tem fantasminhas de verdade e são lindinhos.


 

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Squid Game 3

Assisti o 3ª Temporada de Squid Game de Hwang  Dong-Hyug na Netflix. Eu demorei pra ver porque o 456 é devolvido ao jogo. A temporada anterior termina com um grupo se rebelando. O 456 está quase no lugar onde fica o líder, os jogadores estão morrendo e perdendo.

A série ficou bastante tempo no continue assistindo sem ser vista. Quando recomecei de novo não queria parar. Que série! O 456 está desiludido, tudo deu errado e ele está de volta. Lee Jung-Jae está majestoso! Que ator! Que personagem! Virei por dentro!

Os jogos assustadores retomam e em um deles a grávida, Kim Jun-hee, tem o bebê. A série fica cada vez mais sombria e dolorosa. A personatem de Geum Ja que faz o parto. A atriz está inacreditável, outro personagem dificílimo!

Antes do próximo jogo o líder, Lee Byung-hun, chama o 456 que finalmente descobre quem é ele. O líder dá uma faca e sugere o que o 456 poderia fazer para ganhar junto com o bebê o jogo, ah, o bebê passa a ser um participante. Acho que as mães vão sonhar com esse bebê que não chora, que só mama quando as pessoas querem, fica a noite toda dormindo. Recém-nascido. É um bebê mágico. Muito interessante que quando o 456 pensa em fazer o que foi sugerido, a série volta ao passado e fiquei em choque. É inacreditável que essa série depois de tanto tempo ainda tenha tantos segredos e surpresas. Em paralelo continuam a trama do irmão, Hwang Jun-ho, tentando achar a ilha com um grupo no barco e a guarda 11, Kang No-eul, vestida de cor-de-rosa tentando interferir em resultados.

E sim, a bonequinha assustadora volta, mais assustadora ainda. Os sons dessa série são incríveis. 

O último jogo então é de arrepiar. E não temos a mínima ideia do que irá acontecer. Muito assustador! O jogo termina e passa a ter momentos fora. Muito surpreendente!

A série segue para os Estados Unidos e Cate Blanchett passa a ser uma recrutadora. Sim, pode ter mais continuação. Não adiantou nada o 456 se rebelar, sempre haverá milionários querendo se divertir com jogos humanos considerados menos humanos por serem miseráveis. Mais atual que nunca.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

A Chefe

Assisti A Chefe (2022) de Fran Torres na Netflix. O roteiro é de Laura Sarmiento Pallarés. Eu procurava por filmes espanhóis, apareceu esse. É bem mais ou menos.

Uma jovem bastante ambiciosa consegue um emprego de estagiária em uma empresa de moda e marketing. As duas são muito lindas Cumélen Sanz e Aitana Sanchéz-Gijón. A jovem é imigrante argentina e mora com um namorado corretor de imóveis, ele é colombiano. Ela engravida, não conta pra ninguém e fica pensando o que fazer. Ela quer investir na carreira, um filho não estava em seus planos. Religiosa, ela desiste de abortar após conselho moralista do padre.
A jovem passa mal no trabalho, a chefe desconfia e propõe a ela ficar com o filho dela já que ninguém sabe. Elas assinam um contrato. Para que ninguém saiba, nem na empresa, nem o namorado, a chefe leva a jovem para uma belíssima casa no campo para ficar o tempo da gravidez. A fotografia do filme é muito bonita. E as cenas na piscina são belíssimas. Para a segurança da jovem ela coloca segurança na casa, a jovem vai ficar só com uma empregada. Mas começamos a estranhar os excessos de controle da chefe. A jovem demora bem mais para perceber. O final é esquisito, é o que mais odeiam nos comentários e resenhas, eu achei coerente. Eu pensava onde o filme iria dar, gostei da solução em aberto. Como ela tinha dinheiro eu imaginei que ela conseguiria ter o filho e voltar para a Argentina sem ser presa. Mas podia ter sido presa, ou morrido na estrada após o parto, enfim, muitas possibilidades. Achei coerente. O aborto teria sido uma solução bem mais simples, mesmo tendo que lidar com a dor e a culpa por um tempo.
Muita cultura em 2026

Beijos,
Pedrita