terça-feira, 5 de maio de 2026

Anora

Assisti Anora (2024) de Sean Parker na PrimeVideo. Tinha curiosidade de ver esse filme, sem muita empolgação, porque ganhou o Oscar de 2025. É um bom filme, excessivamente estereotipado e machista. Nada a ver levar o prêmio de Melhor Filme.

Anora é uma profissional do sexo bem do jeito que homem acha que é. Ela trabalha em um inferninho. Em geral homens que pagam por sexo quando querem algo diferente, mas no filme não é isso o que acontece. Elas são todas jovens mulheres, pequenas, sorridentes e parecidas. Homens gostam de fetiches nesses lugares, sempre há mulheres diversas de idade, nacionalidade, corpos diferentes. Mas no do filme é só mulheres gostosinhas, pequenininhas  e bonitinhas, no diminutivo mesmo. Esse olhar machista do filme foi o que mais me incomodou. Mikey Madison está muito bem, a interpretação dela é o melhor do filme.
Ela conhece um mimadinho russo de Mark Eydelshteyn, mais caricato que nunca. Eles se divertem muito e ele começa a contratá-la por mais tempo. Tudo vai muito bem, porque ela aproveita muito, vai em festas, conhece os amigos. Eles bebem muito, usam drogas, todos inconsequentes, mas ela se diverte e ainda ganha bem por isso. Como alguns filmes recentes do gênero, nenhum amigo tenta pagar a jovem pra se divertir também, eles não se divertem junto no sexo, tudo falso, não tentam abusar dela. São todos legaiszinhos com ela, no diminutivo também. Até que eles resolvem casar em Las Vegas. Pra ela é péssimo, porque até então ela ganhava bem pra se divertir com ele e com o mundo dele, ficava na belíssima mansão. Com o casamento tudo fica enfadonho e ainda sem ganhar um tostão.
O casamento chama a atenção da família na Rússia que manda seus capangas malvados resolverem a questão. É um show de clichês, como pode um filme desse ganhar um Oscar? O rapaz foge, a jovem é torturada, maltratada, mas tudo até certo ponto, esquisitíssimo, falso, enfim. Aí vem o pior do filme. Esse grupo infeliz passam a noite procurando o foragido pra anular o casamento e levam ela junto. Como o filme fica chato e caricato. A família do rapaz é outro clichê, tudo ruim. Como disse, dá pra ver. O final é tão machista, mas tão machista que me deu enjoo. Mulheres precisam de homens salvadores, mesmo que sejam os seus torturadores, enfim, dá pra ver, mas não dá pra ganhar prêmio. É um filme machista pra colocar jovens mulheres nuas ou quase pra seus próprios fetiches.

Beijos,
Pedrita

domingo, 3 de maio de 2026

A Mão que Balança o Berço

Assisti A Mão que Balança o Berço (2025) de Michelle Garza Cervera da Hulu na Disney. O roteiro de Amanda Silver é muito bom. Já teve uma adaptação dessa história em 1992.

Uma jovem vai aparecendo sorrateiramente perto de uma mulher grávida. Depois se reencontram e a mulher já é mãe. A jovem diz que é babá e se oferece pra cuidar dos filhos. Dá uma referência que confirma que está tudo certo. Mary Elizabeth Winstead e Maika Monroe estão muito bem. Logo a jovem vai suprindo tudo o que a mãe e a família precisa. Torna-se indispensável e conquistando todos, a filha de 10 anos, o marido, a esposa. Eu logo percebi as manipulações. A jovem, que agora é indispensável, diz que terá que se mudar de Los Angeles que é muito cara, deixando a mãe insegura de perder a babá tão imprescindível. Pena que a mãe entenda pouco de táticas de manipulação. Ela então convida a jovem a viver na casa. A jovem vai se infiltrando em tudo e manipulando todos contra a mãe. Pra piorar a mãe toma remédios controlados, não sabemos o motivo, algo no passado. A jovem troca os remédios e a mãe vai ficando cada vez mais instável, mais fácil de ser manipulada e ser vista como um risco aos filhos.
O marido é uma besta. Ok, a jovem manipula todos, mas ele é um pavor, nunca acredita na mulher e sempre joga na cara dela o passado. Ele é Raùl Castillo. Por sorte um amigo da esposa (Martin Starr) é o único que acha estranho a jovem pelo relato da mãe e resolve investigar. O marido só via defeitos na esposa que começa a duvidar das suas desconfianças.
A filha mais velha parece ser a única que começa a entender o que está acontecendo, mas ficamos na dúvida, já que ela fica amiga irmã da jovem, então pode ter sido manipulada. E a jovem pode ter contado muita mentira. Mileiah Vega está ótima. Gostei que ao final vem muita revelações, muito bom.

Beijos,
Pedrita

sábado, 2 de maio de 2026

Chico Bento e a Goiabeira Marviósa

Assisti Chico Bento e a Goiabeira Marviósa (2024) de Fernando Fraiha na PrimeVideo. Queria muito ver esse filme que recebeu muitos elogios. É uma graça mesmo! Isaac Amendoim arrasa!

O que mais gostei foi o ambiente rural. Bom demais ver um filme com paisagens em sítios, a vila é linda. As crianças todas são uma graça e crianças sendo crianças. Todos estão demais Pedro Dantas, Anna Júlia Dias, Guilherme Tavares, Davi Okabe e Lorena Oliveira

Elaboradíssima a história pra contar porque a goiabeira fica no sítio vizinho. Divertidíssima história! Excelente Luís Lobianco. Ele faz de tudo e mais um pouco para as crianças não irem no terreno dele pegar as goiabas e claro que nada dá certo.
Débora Falabella é a professora e dá aula de mapas e é essa aula que consegue mudar a história, muito bom. Adorei eles fazendo o mapa com lápis de colorir, linhas, tachinhas, tudo manual.

Augusto Madeira é o vilão e seu filho de Enzo Henrique. Ele quer asfaltar as estradas que unem os sítios e com isso irá acabar com a goiabeira. Chico Bento luta para salvar a árvore.

Adorei que tem uma parte em animação criativa, linda e inteligente. Taís Araújo aparece nesse momento. Alguns outros no elenco são Thaís Garayp, Guga Coelho e Livia La Gatto.

Maurício de Sousa faz uma participação afetiva.
O filme fez tanto sucesso que já está prometido o segundo.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 30 de abril de 2026

A Música de Câmara Brasileira- Paisagens Sonoras

Assisti ao recital  A Música de Câmara Brasileira- Paisagens Sonoras do Centro de Música Brasileira na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Quem se apresentou foi o Trio Le Donne com as ótimas musicistas Ana Lucia Benedetti (mezzo-soprano), Gretchen Miller (violoncelo) e Nancy Bueno (piano)

O repertório era muito bonito, belas canções:

Melodia Sentimental das Quatro Canções da Floresta Amazônica de Heitor Villa-Lobos – Letra de Dora A. Vasconcellos e arranjo de Alexandre F. Travassos

Sob o Céu Tão Azul de Helza Camêu – Letra de Onestaldo de Pennafort

Minha Mãe para canto e piano de Osvaldo Lacerda – Letra de Guilherme de Almeida

Guarda-Noturno da Suíte Cantante para Seis Trabalhos de Amor de Kilza Setti – Letra de Luís Milanesi

Eclipse para canto e piano de Renée Fonna Sizudo

Soneto para canto e violoncelo de Nilcéia Baroncelli – Letra de Beatriz Brandão

Noturno n° 2 de Emília de Benedictis – Letra e arranjo para trio de Nilcéia Baroncelli

Papagaio Azul de Edmundo Villani-Côrtes

Cantilena para violoncelo e piano de Fernando Cupertino

Vocalise para meio-soprano, violoncelo e piano de Fernando Cupertino

Saudade para canto e piano de Osvaldo Lacerda – Letra de diversos autores

Ária (Cantilena) das Bachianas Brasileiras n° 5 de Heitor Villa-Lobos – Letra de Ruth V. Corrêa

No bis tocaram

Lua Branca de Chiquinha Gonzaga – Arranjo para trio de Nilcéia Baroncelli


O vídeo não é do recital.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 29 de abril de 2026

2073

Assisti 2073 (2024) de Asif Kapadia na HBOMax. Só depois que estava vendo é que descobri que é um docudrama. Contundente, desconcertante mostra como o planeta chegou naquele estado.

Eu adoro Samantha Morton. Ela vive em 2073 nos escombros do que sobrou do planeta. Os poucos que restaram tentam sobreviver procurando alimentos, insetos, pra se alimentar. O filme passa então a mostrar como chegamos até ali e começa o documentário. Seres humanos matando seus semelhantes, guerras, destruição do meio ambiente, crise climática, especialistas de vários países falando de conflitos, desculpas absurdas para matar, tecnologia para controlar ou destruir. Filme urgente.
A música é de Antonio Pinto, entre os intérpretes estão Marcelo Jaffé, viola e Betina Stegmann, violino.

Beijos,
Pedrita