sexta-feira, 17 de julho de 2026

A Casa do Patrão

Assisti A Casa do Patrão (2026) de Boninho na TV Record e Disney+. Eu quis olhar o primeiro episódio para ver como seria por ser do grande Boninho e para ver os participantes. Passava ao vivo na Record, e dava pra acompanhar 24 horas pela Disney+. Eu via um pouco o dia a dia, assistia mais os dias de provas e acompanhava as redes sociais. Logo me encantei com a Sheila e não larguei mais. Minto, larguei quando JP saiu e vi a final. Sheila foi professora de matemática, é formada em Psicologia e Capitã da Polícia Militar da Bahia, onde faz trabalhos sociais nas comunidades. Fã de realities, ela criou estratégias para ela e seu grupo chegarem na final. Foi emocionante de ver!


A Casa do Patrão tinha características muito peculiares. Com baixo orçamento, Boninho criou um programa popular. Uma casa era a dos encontros ao vivo. Uma era dos parças e a outra do trampo. Eu e muito do público achou que seria arriscado dividir a casa em serviçais e moradores, uns seriam servidos por outros. Uma prova definia o Patrão que escolhia quem ia pro trampo e para os parças. No trampo dividiam as atividades de cozinhar, lavar louça, roupa, limpar a casa dos parças, servir. Mas não é que funcionou? Ser do trampo tinha muitas vantagens. Só o trampo participava de provas com alguns parças. Sheila logo percebeu e começou a articular com o grupo para que pudessem permanecer no trampo e estar sempre nas provas. A Casa do Patrão sofreu inúmeras críticas, mas eu gostava como os macacões cinza do trampo. Quem era do trampo tinha uniforme, mas era tão completo que tinha maiô, shorts pra piscina, tudo cinza, como reclamaram muito, surgiram camisetas coloridas para cada função e calça jeans, também gostei.
Massacraram os estagiários que eu adorava, até descobrir que muita gente gostava. Boninho voltou com os ninjas, mas os pedidos foram tantos que os estagiários voltaram. Eu adorava o lado tosco do programa. Como os recursos eram baixos, Boninho avisou que as provas seriam simples. O público da Record está habituado as provas de A Fazenda, que eu não gosto, e chiou muito. Mas eu me divertia, Sheila também, mas Sheila nunca ganhou a Prova do Patrão.
Boninho anunciou o Hassum como apresentador antes do programa começar. Achei péssimo, critiquei e no primeiro dia do programa eu já adorava a apresentação do Hassum, que foi muito massacrado pelo público, mas eu gostei. Sim, ele exagerou algumas vezes, mas por decisões da edição, ele fez o que o script decidiu, não dá pra culpá-lo. Quem acompanhou Boninho no BBB sabe como é ele quem decide. Boninho cismou com as estratégias da Sheila, resolveu interferir. Até uma data todos votavam no aberto, Boninho criou uma cabine de votação, Hassum era rígido demais com os participantes, tentaram forçar outra trajetória. E misteriosamente JP saiu, que não sairia em nenhuma enquete com ampla vantagem. Sim, pode ser que as torcidas se dividiram, mas todos duvidaram. Como nesse momento o reality ficou pesado, perseguiam a Sheila, Bianca era sempre a doce e Sheila sempre a malvada, abandonei. Só votava pra Sheila ficar e vi a final.

O grupo que se uniu com a Sheila era muito especial. Gostei que o tom popular também chegava nos participantes. Mari, carioca, é trancista e ficou como filha da Sheila, a amizade delas era tocante. Bianca, de São Marinho no Rio Grande do Sul, foi Miss, é massoterapeuta e modelo. Matheus, de Campo Grande, é marido de aluguel e lutador de MMA. Interessante ele ser lutador já que é bastante calmo e doce. Luiza é de Ouro Preto do Oeste, é revendedora de cosméticos. JP é carioca e entrou de sopetão após uma desistência, ele é gerente de loja.
Mas o outro grupo também tinham ótimos personagens. A ambulante Nataly, casada, de Recife, ela e Vivão quando começavam a falar não paravam mais. Vivão é estilista da Bahia e também é casado, só em uma dinâmica que vimos seu companheiro em um vídeo. Nataly provocava muito como Sheila, um dia bateu panela no quarto do trampo, Sheila acordou assustada e passou mal, me emocionei com Nataly cuidando dela, mesmo sendo rivais e brigando tanto. Jackson era um participante a parte em todos os sentidos. Ele resolveu jogar sozinho e eram divertidas as brincadeiras com o spa do Jackson. Ele só comia e ficava na academia. Jackson é de Curitiba e Policial Civil. Por todos serem batalhadores, eles não tinham frescuras, Tanto que nem queriam pegar todos os ovos nas compras, comiam muitas verduras, legumes, amavam frutas. Como eles mesmo que cozinhavam, eram pratos caseiros, parecia mesmo que estávamos em casa com amigos e familiares. Eu gostava muito desse clima caseiro. E os do trampo escolhiam marmitas. E todos comiam com gosto macarrão com salsinha, arroz, feijão. Não tinhau frescura nas atividades do trampo. Sim, brigavam muito por isso, irritavam demorando pra fazer as tarefas, mas não como frescura, e sim como arma de jogo.

Foi lindo o vídeo de Sheila ao final, lá mesmo nos estúdios ainda, e diz que há 26 anos queria entrar em um reality e que finalmente tinha conseguido no reality do pai dos realities, foi uma linda homenagem ao Boninho que precisa mesmo agradecer a Sheila que carregou o reality nas costas, sim, eu adorava boa parte dos participantes, mas as análises, estratégias e provocações da Sheila deram um tom todo especial A Casa do Patrão. Espero que A Casa do Patrão continue, que o Hassum continue, os estagiários engraçados e com esse clima quintal da minha casa, com pessoas comuns e batalhadoras.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 16 de julho de 2026

A História da Máscara Teatral Cômica e da Commedia Dell´Arte

Assisti a palestra A História da Máscara Teatral Cômica e da Commedia Dell´Arte do Seminário sobre a Commedia Dell´ Arte, a Máscara e o Teatro de Dario Fo no Teatro Commune. Queria muito ver esse encontro com Helô Cardoso e Wanderley Martins, o currículo dos dois impressionam. E foi tanta informação incrível! Fique encantada!

Eles começaram a falar das máscaras romanas e gregas. Não há exemplares de máscaras dessa época porque imagina-se que eram feitas em tecidos, materiais leves. O que se tem são desenhos em vasos, objetos. e apesar dessas épocas serem tão distantes, muitas vezes as técnicas se misturam. Muito interessante que nessa época as máscaras tinham sentimentos, mostravam o estado de alma como disse Helô. Triste, assustados, cômicos. tinham cabelos. Atualmente utiliza-se somente a parte de cima, o resto fica livre. Helô comentou que uma máscara triste, ficaria triste em todo o espetáculo. Sem o estado de alma impresso na máscara, o ator pode expressar várias emoções. Aí que lembrei na palestra que o símbolo do teatro que são duas máscaras. Helô chegou viajar 7 vezes para a Itália para realizar cursos de máscaras. Ela disse que atualmente se faz o modelo em madeira, que seria o molde, e as máscaras depois são feitas em couro. Nessa foto está Dario Fo, um grande mascareiro.
Helô Cardoso que foi a responsável pelas maravilhosas máscaras de O Diabo com Tetas.

Foto de Carlos Garcia

Eu adoro essa foto dela.

A última palestra do seminário será A Commedia Dell´ Arte e a Arte do Ator, dia 20 de julho, com Fred Hunzicker. Os encontros são gratuitos.

Beijos, 
Pedrita

terça-feira, 14 de julho de 2026

Irmãs da Chuva de Gabriela Romeu e Anabella López

 

Terminei de ler Irmãs da Chuva (2021) de Gabriela Romeu e ilustrações de Anabella López da Editora Peirópolis na MEC Livros. Eu queria muito conhecer um livro dessa autora que sempre acompanhei seus excelentes textos jornalísticos. Tem tempo que o MEC Livros tem dado defeito, bug. Faz tempo que terminei o anterior, mas o sistema continuava dizendo que o livro estava começado. Com esse não foi muito diferente. No sistema estou na metade desse, mas já terminei. Esse livro é uma verdadeira obra de arte e deve ser degustado em papel. A edição é belíssima! E não funciona muito bem no MEC Livros, as imagens demoram demais pra baixar e dá bastante erro. Mas o livro é tão perfeito, mas tão perfeito que vai ficar comigo pra sempre.

É um livro mágico, repleto de magia. Duas irmãs gêmeas benzedeiras de Tururu do Sul, cidade fictícia atribuída a lugar mágico, evocam a chuva. Só que vem chuva demais, então elas seguem para desfazer o mal feito e passam a viver incríveis aventuras. Me emocionei demais inúmeras vezes! Elas lembram rezas, cantorias, participam de repentes, evocam santos, é de uma beleza inacreditável!
E que impacto ao final. Esse é daqueles livros pra ficar na sala e ser folheado constantemente e ficar ao acesso das visitas pra que possam desfrutar dessa magia.

Irmãs da Chuva foi o vencedor do Prêmio FNLIJ 2023 na categoria O Melhor Livro para Criança do Ano concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Apesar da categoria, eu vejo o livro como de realismo mágico, magia e encantador como literatura.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Uma Garota de Muita Sorte

Assisti Uma Garota de Muita Sorte (2022) de Mike Barker Netflix. Achei esse filme por um acaso em uma busca que não tinha nada a ver. Como vi que era drama, não curto romances melosos, comecei a ver e não parei mais. É um filme forte, profundo e complexo. Gostei muito! 
 
O melhor desse filme é ir descobrindo aos poucos. Vou falar detalhes: Inicialmente parece que a jovem é uma carreirista, um pouco é sim, ela quer fazer parte da alta sociedade, está noiva de um rico, talentoso e belo homem. Ela é uma jornalista talentosa. Exatamente como faz com ele, as matérias que escreve é sobre o que as pessoas querem ouvir. Ela escreve matérias sensacionalistas picantes e é muito respeitada na redação porque impulsiona as vendas da revista. Para o noivo e para a família dele, ela fala o que eles gostam de ouvir. Ela conta em narração para o público como é hábil em dizer o que as pessoas querem ouvir. Mila Kunis está muito bem. Ele é Finn Wittrock.
Até que nós vamos entendendo que nada é bem assim. Ela tenta na verdade camuflar tudo para ser aceita na alta sociedade e ascender profissionalmente. E porque não quer que o seu passado venha a tona. O filme é baseado no livro de Jessica Knoll, inspirado em um estupro coletivo que ela sofreu na adolescência. A autora conta que por ter estado bêbada e os estupradores também, sempre tinha dúvida se de fato ela era vítima. E é esse o tom do filme. A autora desacredita tanto no que sofreu, que escolheu pesar mais ainda as tragédias da jovem no livro que resulta no filme. A garota é bolsista. Orientada pela mãe carreirista, ela tem que se infiltrar e participar do grupo poderoso e rico da escola. Mas por ela ser bolsista, todos acham que podem fazer o que quer com ela e zoar como quiserem com ela. Sendo bolsista, ela não vai fazer nada contra eles porque não quer correr o risco de perder a vaga. O filme fala muito de perversidade. E apesar da garota achar que tudo acontece casualmente, no fundo tudo é sempre muito bem planejado para usar e abusar de uma bolsista. Chiara Aurelia interpreta a adolescente.

O grande medo da jornalista é essa história do passado vazar. E descobrimos que após esse incidente, a escola teve um massacre e que ela foi acusada e inocentada de estar envolvida com os jovens que entraram atirando. É aí que a autora resolveu pesar um pouco a mão. Mas gostei de todas as abordagens, porque mostrou o quanto essas relações são complexas. Não entendemos muito bem como um documentário começou a ser realizado. O que sabemos é que está sendo feito um documentário exatamente sobre esse massacre na escola e ela é uma das entrevistadas.
Pra piorar um pouco mais, um dos estupradores foi baleado no ataque a escola e vive de coaching motivacional, fica mais rico ainda com livro e palestras. Ele é Alex Barone. Muito interessante como a jornalista resolve finalmente expor tudo o que passou e virar sua história. Gostei muito do filme!
Beijos,
Pedrita

domingo, 12 de julho de 2026

Hedda

Assisti Hedda (2025) de Nia DaCosta na PrimeVídeo. Eu descobri esse filme em um instagram de indicações. Eu sigo instagram que são mais parecidos comigo, mas de vez em quando arrisco indicações de desconhecidos. Esse é baseado na peça Hedda Gabler (1890) de Henrik Ibsen. Eu quis ver porque adoro a Tessa Thompson que está majestosa como Hedda.

A direção de arte é inacreditável. Os figurinos são belíssimos! A mansão é Flintham Hall, em Notthingham, na Inglaterra. Enorme, cheia de cômodos, jardim, lago. Quero rever muitas vezes porque fiquei atenta a trama instigante e perdi detalhes da casa. A festa tem música ao vivo, as faixas são maravilhosas, e tem na Spotify. É um filme completo.

Hedda casou há pouco e quer uma festa para apresentar os seus amigos e os de seu marido de Tom Bateman. Ela contrata um séquito de empregados e prepara uma festa suntuosa. Ele está prestes a alcançar uma bela posição no meio acadêmico e a ostentação da festa pode ajudar. Hedda é muito ambiciosa, tanto que entendemos que ela está investindo e depois vai pagar tudo o q investiu na festa com a promoção do marido.
Uma ex de Hedda vem a festa. É uma escritora de sucesso e concorre ao mesmo cargo do marido de Hedda. A tensão se instala. Ela é a incrível Nina Hoss. Antes chega sua companheira tentando evitar o desastre, de Imoogen Poots.

Hedda é uma mulher livre e ambiciosa, que não mede esforços para conseguir o que quer. O juiz de Nicholas Pinnock é outro que ela seduz para conseguir o que quer. O filme é tenso, belo, incrível, inesquecível!
Beijos,

Pedrita