quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Malês

Assisti Malês (2024) de Antônio Pitanga na Mostra Grande Otelo no Canal Brasil. Queria muito ver esse filme, tentei até ver nos cinemas, mas não consegui. Eu gosto demais de filmes de história, ainda mais História do Brasil. O roteiro é de Manuela Dias.

Sim, eu sabia da Revolta dos Malês (1835), mas não imaginava que foi organizada por muçulmanos. Malê vinha de Malik que significa muçulmano. Não tinha ideia que entre os negros sequestrados no Continente Africano, vieram muçulmanos. Eles sabiam ler e escrever, eram estudados e se organizaram pra construir uma mesquita. Um dono de terras autorizou que fizessem a mesquita nas terras dele, mas claro que iam mandar destruir. A colonização portuguesa era muito eficiente em proibir e reprimir religiões que não fossem católicas. Por serem informados eles insistiam que seus nomes de origem fossem usados. A colonização também mudava o nome dos negros.
Antonio Pitanga é Jacinto. Além de tomar Salvador, outro objetivo da Revolta dos Malês era libertar Jacinto, um de seus líderes. Ele foi preso por ser propriedade de seu "dono" que estava endividado. O governo confiscou seus bens, entre eles o Jacinto, que ia ser leiloado para pagar dívidas de seu "dono".

Camila Pitanga é Sabina, ela que entregou os Malês para a polícia, acreditando que sua família seria poupada. Eu não tinha ideia que após a revolta muitos negros foram deportados para a África. Nunca tinha ouvido falar em deportação de negros.
O filme começa no Continente Africano, em um casamento. O local é atacado e os noivos são sequestrados e trazidos ao Brasil. Ele é Rocco Pitanga que procura sua noiva. Ela foi para um convento. Ela é a belíssima Samira Carvalho.
O elenco todo é inacreditável, só grandes atores. Um outro líder dos Malês foi interpretado por Rodrigo dos Santos que agora assina Rodrigo de Odé. Eu gosto muito desse ator e tem várias postagens com ele. Outros que gosto muito são Bukassa Kabengele, Wilson Rabelo, Heraldo de
Deus, Thiago Justino, Edvana Carvalho, Indira Nascimento, Nelson Baskerville, Patrícia Pillar, Eron Cordeiro
e Ítala Nandi.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Vida Privada

Assisti Vida Privada (2025) de Rebecca Zlotwski na HBOMax. Adoro a Jodie Foster e queria muito ver esse filme. É interessante, irregular, mas gostei! E tem um dos atores que mais amo na vida, o Daniel Auteuil, não tinha ideia que ele estava no elenco, foi uma grata surpresa. O filme é francês, Jodie Foster atua em francês.

O filme tem muitos momentos questionáveis, mas funciona e com esse elenco, fica saboroso. Jodie Foster é uma psiquiatra que pratica a psicanálise. Não sei com é na França, mas no Brasil em geral psiquiatras atendem pra receitar a medicação e a terapia é feita por outro profissional. A maioria no Brasil é psicólogo, com várias linhas, mas a grande maioria conversa muito, não tem mais divã, os psicólogos orientam, esse formato rígido já caiu bem em desuso. Tanto que um paciente reclama os 8 anos de terapia. Em terapias atuais às vezes em 3 sessões a pessoa já tem melhora na qualidade de vida, resolve outras questões em 3 meses. E sim, pode levar 8 anos ou mais se desejar ir mais fundo nas questões, mas como é algo que se conversa, se o paciente está disposto a mudança, tudo acontece de modo mais dinâmico e em menor tempo. A psiquiatra faz uma ligação a uma paciente que faltou três sessões, deixa um recado bastante grosseiro que vai cobrar, enfim, esse formato em terapia já mudou bastante. Sim, é cobrada a consulta que o paciente faltou porque faz parte do comprometimento, mas deixar recado, enfim, achei tudo muito deselegante. As terapias atuais são mais acolhedoras. A filha da paciente entra em contato e diz que a mãe morreu, que cometeu suicídio. A atriz é outra belíssima atriz, a Virginia Efira, a filha é Luana Bajrami. A psiquiatra vai no velório na casa da paciente, é hostilizada pelo marido, Mathieu Amalric, que diz que foram as pílulas receitadas pela psiquiatra que mataram a esposa, porque ela tomou muitas. A psiquiatra duvida do suicídio pelo perfil da paciente, começa a investigar e irritar uma infinidade de pessoas. A psiquiatra é uma pessoa muito irritante. Acho que foi o que mais gostei do filme, a personalidade controversa da psiquiatra. Ah, a psiquiatra gravava as sessões, eu jamais faria terapia com alguém que gravasse meus segredos, acho uma bomba relógio.
Daniel Auteuil é o ex-marido, ele é oftalmologista e acaba ajudando a ex nas investigações. Amo a Irene Jàcob mas não consegui descobrir quando aparece.
O pior do filme é a parte da hipnose. É altamente condenada na psicologia, mas existem psicólogos que praticam a hipnose. E no filme vão para vidas passadas. A psiquiatra descobre que amava a paciente e que as duas eram musicistas de uma orquestra na época da Segunda Guerra Mundial. Essa parte viaja muito.

 
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Altemar Dutra Jr canta Frank Sinatra

Fui ao show Altemar Dutra Jr canta Frank Sinatra no Teatro B32. Eu adoro esse cantor, o repertório foi belíssimo, que apresentação especial! Altemar se apresentou com a SP Pops Jazz Band, adoro Big Bands, cada vez mais difícil de encontrar.

O programa foi muito bem coordenado. Começou com canções que foram ícones na voz de Frank Sinatra. Depois Altemar cantou músicas de seu repertório e fez homenagem a seu pai, já que era dia dos pais. A família dele estava lá para comemorar a data e ainda ver o show. O teatro estava lotado! Me emocionei várias vezes, foi lindo demais! Eu estava perto de pessoas animadas. O que ficou ao meu lado conhecia todas as músicas, foi contagiante! No bis Altemar cantou Gill of Ipanema para lembrar a ligação que Frank Sinatra teve com a música brasileira. Foi uma noite mágica e inesquecível!
Beijos,
Pedrita

sábado, 8 de agosto de 2026

Perfect Sense

Assisti Perfect Sense (2011) de David Mackenzie na PrimeVideo. O roteiro é de Kim Fuqz Aakeson. Esse filme estreou no canal agora, é estranho ver esse filme agora e como será que os envolvidos encararam a pandemia quando foram percebendo as semelhanças com seu filme. Sim, os estudiosos das mudanças climáticas falam que várias pandemias irão acontecer, após a que vivemos, falam que virão outras, mas foi estranho ver o filme após a pandemia que vivemos. Imagino que o filme impacte muito mais hoje do que na época que foi lançado. E também foi estranho ver esse filme nesses dias de fenômenos climáticos adversos por aqui. O filme é uma coprodução com imagens realizadas no mundo todo. Cheguei a achar que eram imagens compradas, algumas eram, mas a produção usou equipes de vários países pra fazer as imagens.

O casal de protagonistas tem os maravilhosos Eva Green e Ewan McGregor. Ela uma epidemiologista que estuda esses fenônomenos e o que acontece no mundo e ele um chefe de cozinha. Os dois machucados pelo amor, tem dificuldade de lidar com os sentimentos que passam a ter um pelo outro. Eles se evitam inicialmente, até passar a ter um relacionamento. Os sentidos vão desaparecendo e só desaparecem após sentimentos explodirem. O primeiro é exatamente a perda do olfato que tivemos na pandemia e que conhecemos bem. O sentimento anterior a perda do olfato era uma tristeza profunda. A pessoa chorava muito e quanto parava não tinha mais olfato. Ela perde primeiro. Ninguém sabe como é feita a contaminação e o mundo todo vai passando pelos mesmos efeitos. Depois perdem o paladar. A audição é a perda mais violenta porque a pessoa fica muito perigosa e violenta.
Há uma narração e imagens do que acontece no mundo a cada evento da perda dos sentidos. E sim, termina com a perda da visão, é muito impactante. Antes da perda da visão, o sentimento que explode é o amor e as pessoas começam a se reencontrar, reconciliar, é muito bonito. É um filme muito impactante!

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Eu Vou te Encontrar

Assisti a série Eu Vou Te Encontrar (2026) de Harlan Coben´s na Netflix. Apesar dos muitos furos, eu gostei bastante. O streaming vem me mostrando outra baseada no texto desse autor que quero ver. Mas dá saudade de Agatha Christie que fazia que duvidássemos de todos sem ser incoerente.

A dupla é ótima. Desde Ruptura passei a amar a Britt Lower. Ele é Sam Worthington. Ele foi preso, acusado de matar o próprio filho. Ela é a cunhada. Anos depois dele estar preso e recusar visitas, recebe a dela que mostra uma foto de umas amigas e o filho dele ao fundo. O filho tinha uma mancha muito incomum de nascença e eles tem a certeza que é o filho dele. Bem conveniente uma mancha específica. São 5 anos depois, o filho mudou bastante. Ele consegue fugir do presídio com a ajuda de amigos policiais e passa a procurar o filho com a cunhada. Ela é uma grande jornalista que foi demitida.
Os personagens são ótimos. Gostei muito da dupla de policiais de Chic McBride e Logan Browning. Ele consegue perceber detalhes que passam despercebido e ela é ótima em tecnologia.
Um furo engraçado é da mãe da criança (Erin Richards). Ela casou novamente e está grávida. A dupla descobre que o atual marido mentiu pra esposa e torna-se um suspeito. Ele ligou para a esposa e disse que um ônibus tinha batido e muitos acidentados estavam indo para o hospital e precisava da colaboração de todos. Ela segue ao hospital, imagino a aflição que ela sentir, que ia encontrar uma infinidade de pessoas machucadas. Chegando lá ele avisa que foram enviados para outro hospital. Pra que ele fez isso? Porque queria se declarar pra médica. Nossa, muito romântico. Inventar um acidente, nossa, que homem bacana.
Eu comecei a desconfiar de tráfico de crianças já que uma equipe europeia acha incoerências em um orfanato. Mas é outra bobagem pra despistar. Sim, o orfanato era de uma americana que mandou buscar uma criança doente, pra matá-la e enterrá-la no lugar da que desapareceu. Fácil não? Arrumar vistos pra uma orfão para morrer nos Estados Unidos. Não era mais fácil desaparecer com uma criança americana? Enfim, a criança estava ali mesmo, na própria cidade que desapareceu. Bem furado. Sem falar em outras pistas falsas sem pé nem cabeça só pra confundir. Mas funciona, fiquei ligada, querendo ver, me diverti.
Beijos,
Pedrita