A Casa do Patrão tinha características muito peculiares. Com baixo orçamento, Boninho criou um programa popular. Uma casa era a dos encontros ao vivo. Uma era dos parças e a outra do trampo. Eu e muito do público achou que seria arriscado dividir a casa em serviçais e moradores, uns seriam servidos por outros. Uma prova definia o Patrão que escolhia quem ia pro trampo e para os parças. No trampo dividiam as atividades de cozinhar, lavar louça, roupa, limpar a casa dos parças, servir. Mas não é que funcionou? Ser do trampo tinha muitas vantagens. Só o trampo participava de provas com alguns parças. Sheila logo percebeu e começou a articular com o grupo para que pudessem permanecer no trampo e estar sempre nas provas. A Casa do Patrão sofreu inúmeras críticas, mas eu gostava como os macacões cinza do trampo. Quem era do trampo tinha uniforme, mas era tão completo que tinha maiô, shorts pra piscina, tudo cinza, como reclamaram muito, surgiram camisetas coloridas para cada função e calça jeans, também gostei.
Massacraram os estagiários que eu adorava, até descobrir que muita gente gostava. Boninho voltou com os ninjas, mas os pedidos foram tantos que os estagiários voltaram. Eu adorava o lado tosco do programa. Como os recursos eram baixos, Boninho avisou que as provas seriam simples. O público da Record está habituado as provas de A Fazenda, que eu não gosto, e chiou muito. Mas eu me divertia, Sheila também, mas Sheila nunca ganhou a Prova do Patrão.Boninho anunciou o Hassum como apresentador antes do programa começar. Achei péssimo, critiquei e no primeiro dia do programa eu já adorava a apresentação do Hassum, que foi muito massacrado pelo público, mas eu gostei. Sim, ele exagerou algumas vezes, mas por decisões da edição, ele fez o que o script decidiu, não dá pra culpá-lo. Quem acompanhou Boninho no BBB sabe como é ele quem decide. Boninho cismou com as estratégias da Sheila, resolveu interferir. Até uma data todos votavam no aberto, Boninho criou uma cabine de votação, Hassum era rígido demais com os participantes, tentaram forçar outra trajetória. E misteriosamente JP saiu, que não sairia em nenhuma enquete com ampla vantagem. Sim, pode ser que as torcidas se dividiram, mas todos duvidaram. Como nesse momento o reality ficou pesado, perseguiam a Sheila, Bianca era sempre a doce e Sheila sempre a malvada, abandonei. Só votava pra Sheila ficar e vi a final.
Mas o outro grupo também tinham ótimos personagens. A ambulante Nataly, casada, de Recife, ela e Vivão quando começavam a falar não paravam mais. Vivão é estilista da Bahia e também é casado, só em uma dinâmica que vimos seu companheiro em um vídeo. Nataly provocava muito como Sheila, um dia bateu panela no quarto do trampo, Sheila acordou assustada e passou mal, me emocionei com Nataly cuidando dela, mesmo sendo rivais e brigando tanto. Jackson era um participante a parte em todos os sentidos. Ele resolveu jogar sozinho e eram divertidas as brincadeiras com o spa do Jackson. Ele só comia e ficava na academia. Jackson é de Curitiba e Policial Civil. Por todos serem batalhadores, eles não tinham frescuras, Tanto que nem queriam pegar todos os ovos nas compras, comiam muitas verduras, legumes, amavam frutas. Como eles mesmo que cozinhavam, eram pratos caseiros, parecia mesmo que estávamos em casa com amigos e familiares. Eu gostava muito desse clima caseiro. E os do trampo escolhiam marmitas. E todos comiam com gosto macarrão com salsinha, arroz, feijão. Não tinhau frescura nas atividades do trampo. Sim, brigavam muito por isso, irritavam demorando pra fazer as tarefas, mas não como frescura, e sim como arma de jogo.
Beijos,
Pedrita































