terça-feira, 15 de maio de 2018

A Amiga Genial

Terminei de ler A Amiga Genial (2011) de Elena Ferrante da Editora Globo. Eu tinha muita vontade de ler essa autora tão comentada. Inclusive até hoje não sabem quem é que escreve os livros. Só a autora e a editora na Itália. Eu comprei na feira da USP que vendem os livros pela metade do preço, mas depois li que poderia ser um homem o autor, e desanimei, o livro ficou ali aguardando. Mas foi só especulação. Sim, pode ser, como pode também não ser. Eu tinha vindo de leituras densas, impactantes e profundas, esse livro foi uma profunda decepção. Achei raso, não senti credibilidade, não gostei. O livro me lembrou aqueles livros melosos e mal escritos, de fácil assimilação, que se vendiam em bancas antigamente. Uma amiga também disse que não gostou nem um pouco, mas que o marido dela gostou tanto que logo comprou todos os outros e devorou. Geocrusoé também leu vários livros da autora, logo vou ver o que ele disse. E o post dele sobre esse livro está aqui.

Obra de Salvatore Garau

A protagonista conta a história da Amiga Genial. Na verdade a protagonista morre de inveja da amiga que é absolutamente desprezível. A inveja é tanta que ela abre mão de vários anseios, amores, só porque não estão a altura do que a amiga conquista. E a Amiga Genial é uma tremenda chata e pouco conquista. O livro vai até o casamento da Amiga Genial. Interessante mesmo é a vida da amiga que inveja a outra. Ela é estudiosa, inteligente, ela sim tem uma história  um pouco mais interessante. Mas as duas histórias são superficiais e não trazem credibilidade, muito mal inventadas ou mal contadas. Os outros devem seguir a narrativa, mas não quero continuar.


Beijos,
Pedrita

11 comentários:

  1. Eu gostei, apesar do primeiro volume ter muito de história de infância o que infantiliza o volume, mas já se perspetiva uma história de vida até à quase velhice densa.
    A obra estilisticamente pretende ter uma escrita fácil de romance de cordel, mas é muito mais do isso, não é acidental é intencional, não conheço a tradução no Brasil, mas ou o tradutor português melhorou a escrita ou o tradutor brasileiro falhou, porque simples na forma de escrever, não é mal escrito, a obra por cá estava muito bem escrita, cheia de vida e para quem tinha estado em Nápoles poucos meses antes, como eu a ver a realidade social, ver retratar aquela cidade com toda a sua miséria latina, camorra e corrupção transformada em estilo cultural património da humanidade e saber transpor isto para o papel é arte literária.

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    1. carlos, sim, carlos, vc gostou, eu não. concordo, infantil demais o texto. e vejo como inveja e não admiração. ela sempre achava a amiga melhor que ela e melhor sucedida que ela. as duas são desprezíveis. o livro é com um texto pobre. não gostei mesmo. mas como disse, algumas pessoas gostaram e a autora é elogiada. eu não vou ler mais nada.

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  2. Hello, Pedrita!
    Esse tipo de amiga invejosa, chata e desprezível tô fora.
    Tem gente que é inteligente, mas tem tanta inveja do ouro que acaba não tendo vida própria.
    Esse livro desse ser bom, alguma lição a gente tira dele.

    Beijinhos ♥

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    1. andréa, eu vi assim, o carlos ficou indignado da forma como eu li as duas protagonistas. ele via como admiração. eu tive exatamente essa sensação. a protagonista não continua os seus sonhos e projetos só pq acha q são inferiores aos da amiga. deixa de lado bons momentos. as duas são umas chatas. ai, a lição é que perdi o meu tempo.

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  3. Há algo de estranho, inveja não é o sentimento da protagonista, mas sim de admiração, esta admiração é tanta que ela classifica aquela de quem quer ser amiga como genial, um adjetivo que nunca se qualifica a pessoa invejada pela negativa, mas sim uma pessoa admirada pela positiva.
    A admiração é tanta que ela tentará ser como a amiga, imita-a, só quem será no fim a pessoa que terá sucesso? a admirada ou a que se torna uma escritora de sucesso vindo de um bairro pobre? como a própria autora do livro e é este o desenrolar da obra que narra mais de meio século da vida de Nápoles e dos seus problemas sociais e é isto que dá uma visão totalmente diferente da forma como a Pedrita leu o livro. No primeiro dia que pisei Nápoles fiquei chocado... depois descobri a vida da cidade no seio das suas contradições e é por isso Património da Humanidade e não é pela sua riqueza monumental, mas pela sua vida cheia de emoções como o livro, podem ouvir a canção popular Santa Lucia e verão o livro de forma diferente.
    Contudo é possível não gostar do livro... mas inveja não é o sentimento da obra e isso altera toda a leitura do mesmo

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  4. Oi, Pedrita,

    Como disse na resenha que fiz, eu gostei dessa obra. Acho que a Elena Ferrante (sim, trata-se de uma mulher, uma tradutora; as lendas criadas em torno da autoria desse livro já foram todas desfeitas, embora - aparentemente - a editora dos livros continue a cultuar o mistério, rsrs).
    Acho que a grandeza dessa obra está justamente no fato de ela ser despretensiosa, eu a senti quase como uma conversa, era como se a autora estivesse me contando coisas da vida dela. Também vi semelhanças no meio em que as personagens nasceram e na situação econômica/social de suas famílias com o meu próprio meio e os de pessoas que conheci. O desenvolvimento delas descreveu uma curva que a mim me pareceu muito familiar. Isso talvez tenha aumentado a minha afinidade com a estória. E eu não achei que a inveja tenha sido o sentimento predominante entre as duas, ou de uma para outra, acho que houve sim um pouco de inveja, mas isso não era o principal. O principal da obra, a grande qualidade dela é - na minha opinião - o ter mostrado as complexidades humanas de forma franca. Alguém que fosse contar as nossas vidas, com honestidade, também haveria de expor detalhes pouco lisonjeiros de nossas personalidades, já que neunhum de nós é perfeito, rsrs.

    Beijoca

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    1. marly, eu achei pobre, não despretensiosa. lembrou aqueles livros de fácil assimilação e muito clichê que saem aos montes.

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  5. Ainda nem terminei de ler esse livro pois estou lendo no Ipad.
    Mas até onde li estou gostando.
    Acho a leitura fácil, fluida e bem escrita.
    Achava que ia me decepcionar porque Elena Ferrante está na crista da onde em leitores de faixa etária bem nova.
    Ler no Ipad não é muito legal para mim.
    Gosto mesmo de livros físicos.

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    1. liliane, isso que me incomodou. leitura fácil e medíocre.

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  6. Não tenho nada contra clichês, muitooo pelo contrário, mas aqui o que me incomodou foi a relação de amizade destrutiva entre as duas personagens, é como se elas só conseguissem evoluir se uma fosse melhor que a outra :(
    A autora é Anita Raja uma tradutora.
    Descobriu-se seguindo a conta bancária da editora e do marido dela que é escritor e tb chegou-se a suspeitar que fosse o nome por trás do pseudônimo Elena Ferrante.
    Bjs Luli
    https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

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    1. luli, ufa, alguém que se incomodou como eu. eu acho que ainda não há certeza de quem é o autor. achei o livro superficial e medíocre.

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Bons comentários!