sábado, 24 de janeiro de 2026

A Grande Inundação

Assisti A Grande Inundação (2025) de Byung-woo Kim na Netflix. Tinha tempo que queria ver, adoro ficção científica e os cartazes são incríveis. Imaginei que não seria fácil e que precisava criar coragem. Nossa, que filme! Absurdamente impactada!

Começa com uma criança acordando a mãe dizendo que quer nadar lá fora. A mãe está ainda meio dormindo, reclama com o fofo filho e vai fazer café, até que ela sente água nos pés e vai olhar lá fora. Kim Da-mi arrasa e Kwon Eun-sung é muito foto. Aparece ainda no elenco Park Hae-Soo.

Ela percebe que a piscina que o filho queria nada estava ali ao lado do apartamento. Ela começa a arrumar a mala, mas uma ligação diz pra ela largar tudo e subir. A primeira escada de emergência está parada, inúmeros moradores. Ela vai para a outra e depois de alguns andares está tudo obstruído com móveis, plantas. É uma briga quem mora em apartamento fazer as pessoas entenderem que as áreas comuns precisam ficar livres, não pode nada, planta, cadeira, sapato, que dirá fazer a escada de quartinho da bagunça como está no filme. Que agonia!
Na metade do filme há uma reviravolta inacreditável. É melhor descobrir assistindo. E que impressionante! Que filme inteligente! Várias questões são sutis, tem que se prestar muita a atenção. Há críticas sobre o final, realmente é difícil encontrar uma solução para o filme, mas é o de menos, é tão incrível, fala de tantas questões, é tão profundo, que a solução final nem tem tanto peso, mas eu gostei até do final. Que filme inesquecível!
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Quiprocó de Cocó

Assisti a peça Quiprocó de Cocó da Duo Dégua na 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras no Teatro Commune.

Eu tinha ficado encantada com as fotos então quis muito ver. E que graça de espetáculo! Eu adoro histórias que lembrem de rádio e ainda lembraram de programas de rádio, que graça.

Foto de Amanda Areias

Nós entramos no teatro e eu não levei um susto que tinha uma pessoa embaixo dessa coberta? Muito divertido.

Uma graça a casa da protagonista. Os detalhes, e tudo é milimétrico, nada é ao acaso. E telefone com fio que muita gente não deve mais saber o que é. Bom, rádio também não.

E tem música. Os dois cantam muito. Atuam e cantam Tereza Gontijo e Anderson Spada. Anderson faz vários personagens. O simpático vizinho, o cozinheiro da rádio, o entregador das compras. E a galinha? E não é que ela vem com lencinho ao final? Muito fofo. Vou colocar os nomes de todos porque tudo é impecável.
Direção cênica: Ronaldo Aguiar
Trilha Sonora Original: Fernando Escrich e Alexandre Maldonado
Cenografia: Estevão Machado
Cenotécnico: Evas Carretero
Figurino: Cleuber Gonçalves
Iluminação: Giuliana Cerchiari 

São os últimos dias da Mostra Gargalhão que vai até domingo, um espetáculo diferente de um grupo diverso por dia. Sábado tem dois espetáculos. Sempre no Teatro Commune.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Uma Batalha Após a Outra

Assisti Uma Batalha Após a Outra (2025) de Paul Thomas Anderson na HBOMax. Eu só soube desse filme no Globo de Ouro. Muito estranho porque adoro esse diretor e costumo acompanhar produções. O filme ganhou Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia e o diretor ganhou Melhor Direção e Roteiro em Filme, confesso que não achei engraçado e bem dramático. Mas é incrível e urgente! O roteiro é baseado no livro de Thomas Pynchon que quero ler.

Teyana Taylor ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme, que interpretação e que personagem. Tecnicamente são quatro protagonistas com pano de fundo na violação dos Direitos Humanos. Leonardo di Caprio e Teyana são revolucionários e ficam juntos. Começam os dois em um grupo indo libertar imigrantes ilegais em acampamentos como campos de concentração.

Sean Penn é o militar dessa ação e enlouquece pela Perfídia. Ela engravida, não sabemos de qual dos dois. A família dela sempre foi de revolucionários que diz ao companheiro que é difícil que a filha pare as ações revolucionárias e é o que acontece. Ela é presa e consegue fugir para o México.

O tempo passa 16 anos. Pai e filha vivem no campo em uma cidade repleta de imigrantes. O militar é procurado para integrar um clube de pureza da raça, mas ele não pode ter nada que o desabone como relações inter-raciais. Ele resolve então usar a máquina do estado para caçar a suposta filha, para apagar essa mancha do seu passado e ingressar no clube. Chase Infiniti está muito bem. Ela é uma adolescente mala e rebelde, mas que foi muito bem treinada pelo pai, é fera no judô, sabe atirar.
Benicio Del Toro faz uma participação, ele é o professor de luta da jovem. Quando o exército invade a cidade, o pai vai pedir ajuda pra ele. Enquanto o ajuda, o professor avisa e ajuda os imigrantes ilegais a se esconderem, inúmeras mulheres e crianças pequenas. O filme o tempo todo mostra essa opressão. Eu só estranhei o final. Pai e filha voltam exatamente para a casa que viviam antes, que o exército já sabia onde ficavam.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Sangue do meu sangue

Assisti a peça Sangue do meu Sangue de Gabrielle Gabbe na 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras no Teatro Commune. Foi uma grata surpresa! Ótimo texto, ótimo tempo de comédia, excelente interpretação. Que talento! Fiquei encantada!

Gabrielle faz com maestria vários personagens. Com um texto ágil, conseguimos facilmente saber qual é o personagem do momento. A ótima direção é de Barbara Bha. A peça conta a história da protagonista desde bebê e seu pai ausente, cada vez mais ausente. O texto é muito bem dosado entre humor e drama. 

Hilário como o espetáculo começa. O teatro estava lotado e o pai da protagonista estava na plateia impaciente, ele vai embora antes mesmo de começar. Sim, o pai é a Gabrielle também. Tudo muito bem articulado e pensado.

A 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras segue até 25 de janeiro. São espetáculos diários, sempre no Teatro Commune.






 

Beijos,
Pedrita

sábado, 17 de janeiro de 2026

Pluribus - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada de Pluribus (2025) de Vince Gilligan na AppleTV+. Essa série vem ganhando muitos elogios e é incrível. Rhea Seehorn arrasa tanto que ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz de Série de Drama. Eu gosto muito do AppleTV+, principalmente das séries. É um acervo pequeno, mas volte e meia estão entre os melhores que vi. Esse canal está incluso no meu BoxTV da ClaroTV que me fez economizar R$ 100,00 e ainda me deu vários streamings badalados juntos, alguns com comerciais que não tem me incomodado.

É bom ir descobrindo aos poucos, eu não li nada antes e fui entendendo assistindo. Carol está em um bar com a companheira. Quando saem, Helen começa a passar mal. Carol vai procurar ajuda no bar e todos estão tendo a mesma crise esquisita. Ela pega Helen e leva para o hospital, e todos lá estão igualmente em crise ou esquisitos. A dor dela é dilacerante. Carol sofre demais com a morte da Helen e seus desdobramentos. Elas tem uma bela e confortável casa em uma espécie de vila que foi construída especificamente para a série.
Carol e nós demoramos pra entender o que acontece. Pelo telefone ela vai recebendo instruções. Descobrimos que só 12 pessoas não estão com o alienígena no corpo. Os alienígenas falam em conjunto pelas pessoas. Parecem sempre felizes, good vibes, até que Carol vai percebendo que não é bem assim. Carol se revolta muito com tudo, quer entender, não se conforma. Eu sou muito parecida com ela e a série mexeu muito comigo.

Carol resolve se reunir com os que permaneceram humanos. Um está no Paraguai incomunicável. Diabaté é o que está mais confortável com a situação e é compreensível. Ele pode viajar para onde quer, ter as mulheres que quiser, carros, jatos, hotéis de luxo, cassinos, restaurantes caros. Pra ele está ótimo como está. Os outros estão mais em negação e ilusão. Alguns parentes continuam com eles, mas não são mais seus parentes, são os alienígenas neles, até mesmo as crianças que não são mais crianças, mas eles preferem viver com seus parentes, mesmo não sendo mais eles do que reagindo ao que aconteceu.
Carol está muito revoltada, é de cortar o coração quando a isolam. Ela fica bem vários dias, até que não aguenta mais a solidão e pede que voltem. Gostei muito como a série fala da solidão. Eu me irrito muito como a Carol e me irrito como as pessoas elogiam e simplificam a solidão sem nunca terem vivido ela de fato. Me emocionei muito com o envolvimento dela com Zozia da maravilhosa Karolina Wydra.

O paraguaio resolve lutar com Carol, no momento em que Carol desistiu de lutar. Ele viaja do Paraguai de carro, a pé, com outros veículos. Carlos-Manuel Vesga está ótimo, como dá raiva dele. Essa temporada termina com Carol voltando a se revoltar e se unindo a ele. A segunda já está confirmada.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

CTRL

Assisti CTRL (2024) de Vikramaditya Motwane na Netflix. Vocês sabem o quanto gosto desse gênero de filme que passa todo em uma tela, seja de computador ou celular. O começo já fala de questões importantes, mas tem uma reviravolta e vai tão profundamente, que não lembro de um filme que fosse tão longe nas discussões sobre o tema. O roteiro tem o diretor e mais dois Avinash Sampath e Sumukhi Suresh.

O começo tem uma pegada mais adolescente, não se deixem enganar. Um casal se conecta nesse momento na foto. É uma apresentação, essa foto viraliza, eles começam a namorar e a vida deles passa a ser registrada compulsivamente. Ele é especialista em tecnologia, tem seu trabalho, mas o dela é a sua rede social. Nos 5 anos de namoro ela resolve fazer uma surpresa. Ele está em um bar comemorando uma conquista de trabalho e ela chega com a máscara do primeiro encontro, essa do peixinho. Ela está em live contando pra todo mundo a surpresa e quem se surpreende é ela, ele está beijando outra moça. Ananya Panday está muito bem. Ele é Vihaan Samat.

Ela está muito mal, pra piorar as pessoas ficaram contra ela, é hater que não acaba mais. Ela perdeu completamente os patrocinadores e as publicações pagas. Ela vivia disso e agora está sozinha. Ela resolve contratar um amigo virtual para apagar o companheiro das imagens. Imagina, são 5 anos de inúmeras postagens com os dois. O IA avisa que serão 90 dias apagando. Ela quer que todo aquele sofrimento acabe rápido, vai assinando contrato sem ler. E é uma tortura, a cada foto o IA quer uma gravação dela sobre aquele momento. Ela poderia ter feito só pra uma foto ou vídeo de cada ano, mas passa a fazer de tudo. Fica 3 dias sem dormir com o IA gravando e apagando. Olha a loucura. É bom um luto, fazer o luto, mas seria muito mais produtivo ela ter ido ver a família, ido trabalhar de garçonete em alguma praia, viver a vida real um pouco, mas está tão ligada nesse universo, que mergulha nesse mundo sombrio. São tantas discussões pra pensar, que é um filme urgente.

Na metade do filme tem uma reviravolta surpreendente. Sim, passa a ser suspense, mas não é só isso. É quando passa a discutir questões em uma profundidade assustadora. Fica necessário para profissionais das redes sociais, marketing, jornalismo, mas também para todos. Nesse momento passa a falar de controle de empresas por dados. Aplicativos gratuitos (nada é gratuito de fato) que facilitam a vida, resolvem problemas, e que passam a ter informações privilegiadas das pessoas. Isso já sabemos, mas como disse, o filme vai em uma profundidade impressionante. IA chegou para ficar, mas muitos ainda não entendem, não percebem as jogadas de marketing, os golpes, jogos de azar. Como um IA pode confundir pessoas e ter empresas colhendo nossas informações. Enfim, que filme. O final inclusive é muito irônico e realista.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Frankestein

Assisti Frankestein (2025) de Guillermo Del Toro na Netflix. Tem muito tempo que estou vendo esse filme, muito tempo mesmo. Gostei muito do livro de Mary Shelley, mas não estava com vontade de ver mais uma adaptação, mesmo adorando o diretor.


 

A direção de arte é maravilhosa, embora tenha me incomodado um pouco os truques. E achei desnecessárias, pra não dizer cansativas, as mais de 2 horas de duração. A parte que Victor fica construindo o monstro é enorme e arrastada. Oscar Isaac está bem como Victor Frankestein, embora muito caricato. O tom do filme é muito caricato.

Eu demorei demais pra passar do começo. Como é chato. Frankestein está apavorando as pessoas de um navio em uma geleira. Atiram muito nele e conseguem salvar o seu criador que passa a contar a sua história. No meio do filme é a criatura que começa a contar a sua. E sim, os dois passam horas contando as suas versões dentro de barco, que chatice. E a tripulação aguardando de pé do lado de fora, que forçado. O final inclusive é de uma pieguice insuportável.
O diretor tentou fazer um filme épico. Acho que o que mais incomoda é ele tentar justificar porque Victor Frankestein fica aquele monstro. Ele era um bom menino, mas tinha um pai violento, que o torturava. Tanta criança tem pais abomináveis e não ficam abomináveis. Sim, é uma possibilidade, como não ser também. Essas verdades prontas me incomodaram profundamente. Estranhamente o diretor fala muito de bíblia e religião no filme, o que me incomodou muito também. Uma graça o garoto que faz Victor criança, Christian Convery. Ele tem uma rivalidade pavorosa com o irmão. O pai é o Charles Dance. Mia Goth faz a mãe e a noiva do irmão. Isso achei interessante. Os dois irmãos ficam fascinados pela amada que é a cara da mãe. O pai dela que patrocina o Victor e é Christoph Waltz
Eu amo a Mia Goth, ela tem uma participação pequena mas muito marcante. O monstro é feito por Jacob Elordi.

David Bradley faz um velho cego. O monstro fica muito tempo, até demais, na casa desse senhor e sua família. Por um período ficam só os dois, é quanto o monstro passa a ler, ter informações. Ok, poderiam estar nas partes dos corpos dos outros homens que o construíram, mas achei tudo muito falso ele aprender a ler, fica fluente, enfim. E os animais dessa parte, além de insuportáveis as violências, eram muito, mas muito falsos.

Muita gente disse que esse foi o melhor filme do ano de 2025. Sim, a direção de arte é belíssima, fotografia, figurinos, mas o filme é arrastado e forçado. Tanto que não levou prêmio algum no Globo de Ouro.
Beijos,
Pedrita