Como muito de seus textos a trama é muito forte. Dois amigos estão indo procurar trabalho em outra fazenda. Um deles parece uma criança, ama ratos, mas quando faz carinho, os mata. A relação com os bichos é desconfortável, mesmo os animais sendo de pelúcia, causa desconforto. E acho que essa é a sensação que permeia o espetáculo. As relações são desumanas na maior parte do tempo, só a amizade dos dois que é imbatível.
Não há possibilidade de melhorar de vida, de não ser explorado, humilhado, de ser melhor pago. Todos vivem em más condições. A amizade é o único alento naquela vida miserável. Ando Camargo está incrível como o rapaz infantil. Seu amigo inseparável também está muito bem, interpretado por Ricardo Monastero. Essa peça tem voltado constantemente em cartaz, então mudam alguns atores do elenco. Eu vi com: Erika Altimeyer, Tom Nunes, Cássio Inácio Bignardi, Roberto Borenstein, Pedro Paulo Eva e Daniel Kronenberg. Todos estão ótimos. Adorei também os cenários de Marcio Vinicius. Sobre Homens e Ratos fica em cartaz até 27 de maio.
Beijos,
Pedrita
























