domingo, 25 de janeiro de 2009

Calígula

Assisti Calígula de Gabriel Vilela no Teatro Paulo Autran no Sesc Pinheiros. Essa peça foi adaptada sobre o texto de Albert Camus e transposta no Brasil por Dib Carneiro Neto. Eu tinha comentado no ano passado com o 007 que pensava em ver essa montagem, talvez isso que o tenha impulsionado me presentear com o filme. Essa adaptação começa quando o Senado aguarda ansiosamente a volta de Calígula que desapareceu após a morte de sua amada irmã Drusilla. É o momento em que Calígula parece estar louco, quando no fundo parece mais lúcido ainda com seus textos complexos.

Thiago Lacerda está excelente! Em vários momentos as falas de Calígula parecem mais um monólogo já que trazem seus pensamentos. É surpreendente quando um de seus maiores inimigos, Cipião, é quem mais o entende já que também viveu o horror de perder alguém querido, mesmo que sob as mãos de Calígula. A relação amor e ódio que se instala entre os dois é impressionante! O ator que faz esse inimigo é interpretado por Pedro Henrique Moutinho. Magali Biff interpreta a mulher de Calígula, Cesônia. Outros do elenco são: Pascoal da Conceição, Rodrigo Fregnan, Jorge Emil e Ando Camargo. Essa peça fica até fevereiro e os ingressos custam R$ 20,00, mas eu comprei com uma semana de antecedência e mesmo assim estava praticamente lotado. É preciso comprar bem antes os ingressos.
De Albert Camus: "Não se pode a tudo destruir, sem destruir a si próprio. Calígula arrasa com o mundo ao seu redor e, fiel à sua lógica de vida, faz o que pode para voltarem-se contra ele todos os que terminarão por assassiná-lo. Calígula, a peça, é a história desse suicídio superior. É uma história sobre a forma mais humana e mais trágica de errar. Infiel ao homem, por fidelidade a si mesmo, Calígula consente em morrer, por haver compreendido que nenhuma criatura pode se salvar sozinha e ainda, que não se pode ser livre à custa dos outros." Esse trecho é de um texto maravilhoso que está no programa do espetáculo e é do prefácio da edição americana do livro Théâtre (1958), antologia de suas peças pela editora Pléiade (tradução de Dib Carneiro Neto).

As fotos são de João Caldas.


Música do post: Antonis Remos & Marinella - San Anemos


Beijos,

Pedrita

7 comentários:

  1. O texto de Camus é muito bom; pelo menos assim me pareceu, quabndo o li por volta de 1965. Mas não vi a adaptação em pauta. Um beijo, minha cara.

    ResponderExcluir
  2. Eita homem lindo! Tenho vontade ver esta peça. Gosto muito do Thiago Lacerda.

    ResponderExcluir
  3. Olá!
    Se não me falha a memória, creio que o Celulari já encenou este texto, não é?Não que eu tenha visto, mas lembro de ter lido na época pois a crítica falava sobretudo de uma cena de nudez.Como sempre, da peça em si falou-se menos do que da nudez do ator.

    ResponderExcluir
  4. olá...Pedrita....
    eu preciso de uma orientação tua sobre o cenário cultural de SP....
    p/ o meu curso....
    no entanto (ñ tenho um relacionamento muito bom com internet) ñ consegui encontrar o teu e-mail...e nem entrar no bolg...
    só deixar comentários...
    por isso peço q vc me add ou envie um e-mail... qqr só p/ ficar armazenado
    urban-legion@hotmail.com
    Ah........e Calígula...tem suas versões brasileiras criticadas lá fora.....
    eles qrem tudo em ritimo de samba??? só pode!!!

    ResponderExcluir
  5. Mas vc está em todas, hen?!

    Conheco Pinheiros, gostava desse bairro quando visitava Saoa Paulo.

    beijao

    ResponderExcluir
  6. Olá, tudo bem? Thiago Lacerda... O eterno galã da sunga hehe... A imagem dele sempre ficará queimada para mim ... Abraços, Fabio www.fabiotv.zip.net

    ResponderExcluir
  7. Olá Pedrita!
    Pelo que lemos o livro de Camus deve ser fabuloso, na linha da sua escrita/obra... vamos procurar por aqui.
    Beijinhos
    Paula e Rui Lima

    ResponderExcluir

Bons comentários!