quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A Queda da Baliverna

Terminei de ler A Queda da Baliverna (1957) de Dino Buzzati pela editora Nova Alexandria. Eu tinha amado O Deserto dos Tártaros desse autor. Tinha ficado encantada com o estilo surrealista e fantástico, que quando vi esse livro em um sebo na avenida Faria Lima não resisti. É uma edição bem recente, muito bem cuidada e fácil de encontrar em livrarias e sebos virtuais. A Queda da Baliverna traz 37 contos instigantes, ágeis e inteligentes. Só fui ler a apresentação, orelhas e contra capa depois de ler a obra porque esses textos falavam em detalhes desses contos e eu não queria perder as suas descobertas.

Obra de Mario Schifano

O primeiro conto é o A Queda da Baliverna. Lembra bastante O Deserto dos Tártaros. Depois seguem os outros. Eu fico fascinada com os contos fantásticos. Eu não desgrudo até descobrir o seu desfecho e o seu mistério. A questão é que Dino Buzzati não desvenda mistérios, só coloca outros. Me emocionei muito com O cão que viu Deus, com A menina esquecida, com O irmão trocado e com Encontro com Einstein. Todos os contos são fascinantes. A cada conto ficava atônita e pensativa.
Obra I ragazzi di S.Spirito (1954) de Nino Tirrinanzi
Anotei alguns trechos da obra A Queda da Baliverna, mas a mágica de Dino Buzzati está em desvendar todas as palavras dos contos:
A Queda da Baliverna

“Daqui a uma semana começa o processo pela queda da Baliverna.”

O Irmão Trocado

“Desde então não mudou. Depois de três meses, deixou o internato, passou para outra escola, depois saímos de férias juntos. Nunca mais tronou a ser o rapaz de antes. Cresceu quieto e sem vontade própria, dedicado aos estudos, cheio de elegância no falar, disciplinado de modo quase desprezível. Cresceu, tornou-se homem, e quando eu lhe perguntava o que lhe haviam feito nos primeiros dias de internato, dava respostas vagas, ou até mesmo mostrava não entender.”

O Músico Invejoso

“Não podia nem mesmo oferecer a Deus essa sua dor, como libertação. Porque Deus indigna-se com esse tipo de dor.”

A Máquina
"Mas o dia estava tão alegre e os campos tão cheios de sol que era desnecessário falar.”
Todos os pintores e a música são de italianos do mesmo período que a obra foi escrita.


Youtube: LUIGI DALLAPICCOLA - Tartiniana Seconda - 01 - Pastorale





Beijos,

Pedrita

5 comentários:

  1. Olá Pedrita!
    Do Dino Buzzati só conhecemos "O Deserto dos Tártaros", rimeiro vimos o filme do Valerio Zurlini e só depois lemos o livo.
    Beijinhos
    PS-Recomendamos o filme.
    Paula e Rui Lima

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  2. Olá Pedrita

    Ora aí está um autor que desconhecia e que vou ter de ler sem falta, fiquei curiosa.

    Um beijinho,
    Isabel

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  3. Oi pedrita, apesar do post ser sobre Dino Buzzati,
    fiquei surpreendido pela música de Luigi Dallapiccola,
    obrigado por esse lindo presente. bjs

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  4. Pedrita gostei do que vc escreveu. Me parece muito bom.

    Desculpa estar sumida, estou com todos aqui em casa doentes. A Vivi desde domingo e estou indo com ela ao médico porque a melhora dela foi pouca. O Daniel na quarta-feira tive que buscá-lo na escola e o marido chegou cedo do trabalho no mesmo dia. Todos na cama...

    Um beijo grande

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  5. paula e rui, anotado o filme.

    isabel, vc vai gostar.

    marcos, eu procurava no esnips compositores italianos do período que o livro foi lançado. mas eles não tinham nenhum. resolvi ir no youtube e escolhi esse. tb amei. e essa música foi composta em 1958, um ano depois que o livro foi lançado.

    georgia, espero que todos melhorem.

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Bons comentários!