terça-feira, 5 de abril de 2016

O Vendedor de Passados

Assisti O Vendedor de Passados (2015) de Lula Buarque de Holanda no TelecinePlay. Impressionante! Maravilhoso! Amei! O filme é livremente inspirado no livro do angolano José Eduardo Agualusa que agora quero muito ler. Devem ter muitas características diferentes, quero ver as vertentes do escritor. Sensacional! Eu queria muito ter visto nos cinemas, cheguei até ver onde passava e sessões, mas não consegui. O personagem do Lázaro Ramos vende passados. Ele vive confortavelmente do seu trabalho.

Vou falar detalhes do filme, é bom descobrir assistindo: Ele tem muito trabalho e muitas solicitações. Logo no começo entendemos o trabalho porque o protagonista mostra a uma interessada um CD fake e parece muito interessante. Uma mulher pede um passado, uma infância como menina. Ela nasceu menino, mas quer lembranças de menina. Outro cliente era obeso, fez cirurgia de redução estômago, várias cirurgias, quer um passado como magro. Ele é interpretado por Anderson Müller. Esse já começa a mostrar as distorções do trabalho do protagonista e os exageros, as invenções do passado para enganar as pessoas. Surge então a personagem da Alinne Moraes. Ela não fala quem é, pede um passado. O protagonista insiste que para fazer um passado precisa de informações concretas, não dá pra criar do nada. Ela volta várias vezes, insiste e diz que ela terá que ter no passado cometido um assassinato. Ele diz que isso é muito incomum, as pessoas querem um passado sem crimes, apagar um crime, não o contrário. Instigado por essa mulher começa a preparar o passado dela. São muitas reviravoltas, é incrível.

Quem circunda esse protagonista também não é muito ético. O médico vive indicando pacientes, o obeso foi ele inclusive, e ainda faz confissões para o protagonista de segredos de consultório. Ele é interpretado pelo Odilon Wagner. Ele vai casar com a personagem da linda Mayana Veiga.

Adorei a construção dos passados. O personagem vai em lojas de antiguidades, compra objetos para que sejam do passado de alguém. Fascinante a senhora que coleciona álbuns de fotografias antigos e foi interpretado pela maravilhosa Ruth de Souza, não achei nenhuma foto no filme para mostrar. O protagonista compra em uma loja de antiguidades cartas de amor entre um casal. Essa parte da garimpagem de objetos me fascinou demais.  O protagonista passou a imaginar passados começando pelo seu. Ele foi adotado por um casal. O pai era repórter de TV, interpretado por Marcello Escorel, e fazia matérias sensacionalistas, o filho tem as fitas de VHS do tempo que o pai era vivo. Volte e meia o filho atribuía a essas matérias a sua história. O filho aborrece a mãe para contar a verdade e ela pega uma outra fita e diz que aquela é a história dele, mas ficamos na dúvida se não é mais uma mentira. A mãe é interpretada pela Débora Olivieri. Gostei muito também do filme nos confundir o tempo todo.

Beijos,
Pedrita

14 comentários:

  1. Tenho curiosidade, mas ainda não assisti.

    Bjos

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  2. Hello querida!
    Esse eu ainda não assisti, gostei da resenha!

    Beijos ♥

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    1. andréa, ah, vc vai adorar. tem aquele tipo de suspense que amamos.

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  3. Acho que não ia gostar.
    Nem sei como seria inventar um passado.
    Para que se queria, esse passado?

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    1. liliane, eu acho fascinante, embora perigoso.

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  4. Já tinha ouvido falar desse filme, mas ainda não vi
    Big Beijos

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  5. O filme já ouvi falar mas não vi, o livro já o li há uns anos, gostei muito e recomendo mesmo.

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    1. carlos, quero ler. só li uma obra do agualusa e gostei muito.

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  6. Não sabia que tinham feito esse filme. O livro é ótimo!

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Bons comentários!