domingo, 22 de março de 2015

A Máquina de Fazer Espanhóis

Terminei de ler A Máquina de Fazer Espanhóis (2010) de Valter Hugo Mãe da Cosac Naify. Eu pensava em ler algum livro desse autor, em uma promoção incrível da editora, comprei. Gostei muito. Não sei se era a hora certa para ler esse livro, quase desisti no início. Em uma nota no final do livro, o autor conta que perdeu o pai muito cedo, então ele escreve um livro de um homem mais velho, na idade que seu pai nunca chegou.
Gostei muito dessa capa, é Pássaros Feridos de Lourenço Mutarelli.

Obra Cidade (1971) de Moita Macedo.

Nosso protagonista perde a esposa depois de um longo casamento. É largado com uma malinha pequena em uma casa para idosos. Deixaram um álbum de retratos, mas achando que isso o deprimia, levam embora. Ele fica então com poucas roupinhas. Os filhos mal o visitam. Só uma chora muito, mas não muda a situação do pai. Sempre penso o que faz as pessoas depositarem seus parentes em asilos. Volte e meia alguém defende que não havia outro jeito, mas sempre me pergunto se essa pessoa que defende os motivos iria imediatamente para um lugar desses, sozinha, só levando umas roupinhas e que achasse bom. Para justificar o ato talvez dissesse que não se importaria, fico pensando se na prática ia continuar pensando assim.

Obra de Mena Brito

A narrativa é muito inteligente, o texto muito ácido. Preciso ler outra obra do autor para ter uma opinião melhor.

Meu amigo blogueiro Geocrusoe escreveu um post sobre esse livro.

Tanto os pintores, bem como o compositor, são portugueses.


Beijos,
Pedrita

17 comentários:

  1. Tô com leituras em débito, mas não me sobra tempo.

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  2. Valter Hugo Mãe continua a ser um dos jovens escritores mais divulgados na atualidade em Portugal, sei que temas deprimentes e a ternura têm estado presentes em muitas das suas obras. Só li dois romances dele, este e "O filho de mil homens" que gostei mais. Tenho ouvido muitos elogios a "O remorso de baltazar serapião" mas ainda não li. A última obra dele muito publicitada por cá foi "Desumanização", mas pelo que sei, a depressão agora passada na Islândia volta a ser central no livro.

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    1. carlos, quero ler mais algum para ter uma opinião mais completa.

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  3. Olá Pedrita,
    Não conheço ainda esse autor, mas se vc indica é sinal de que é bom.
    Big Beijos
    Lulu on the Sky

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    1. lulu, é muito elogiado, por isso quis ler.

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  4. Olá Pedrita
    Só pelo título "A Maquina de fazer espanhois" deve ser interessante rs, mas leituras difíceis são bastante desafiadoras para gente, principalmente no início do livro, mas o bom da leitura é isso, não desistir e ver a boa surpresa que está reservada para a gente no final.
    Bjssss
    www.fernufala.com

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    1. fernando, gostei da obra, mas li na hora errada.

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  5. Eu sempre fiquei curiosa para ler esse autor.
    Acabo de ler um em que a familia não poe os pais num asilo, mas mal sabem o que eles pensam da vida....
    Quanto a por alguém num asilo existem muitos motivos. Cada qual com seu cada qual; existem pessoas que foram vivendo sem ter filhos, trabalho, assistência médica etc. Quem você acredita que fica com uma pessoa dessas na velhice?

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    1. fatima, tb acho que depende do caso, mas que muitas famílias falam que não há outra saída e há e não iriam nem por decreto, aí acho surreal.

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  6. Assim como a Ruby, também tenho lido pouco, mas agora quero conhecer o autor. O tema também me interessa, ainda mais por conviver com vários idosos da família e por pensar que cada vez mais, é possível chegar muito bem a uma idade avançada, mas claro que nem sempre é a realidade.

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    1. bruxa, às vezes os idosos têm problemas sérios. no que é abandonado em um asilo não. ele está bem saudável.

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  7. Pedrita, na postagem de hoje, cito vc.
    A entrevista é longa para mim, nesse momento.
    Mas vou voltar para rever.
    O resumo que vc faz do livro é muito interessante.
    E o desenho de Lourenço Mutarelli, é bonita(vi um documentário sobre ele.)

    Eu tenho uma visão diferente de Asilo. O nome Asimo, choca muito.

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    1. liliane, vou lá ver. tb achei que a explicação política do nome e do livro não tem muito a ver. o livro é muito mais sobre relacionamentos do que sobre política.

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  8. Voltei. Assisti agora a entrevista.
    Não entendi, pela entrevista, o porquê do nome de livro.
    Acho que sua descrição do livro foi melhor.

    No comentário anterior, digitei errado "o nome asilo,.....". Esse é o certo.

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  9. Oi Pedrita,
    Gostei muito das obras de arte, principalmente a última.
    Beijos

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    1. nina, são pintores portugueses, tb gostei muito. e combinam com a capa e com o livro.

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