domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Garota Canhota

Assisti A Garota Canhota (2025) de Shih-Ching Tsou na Netflix. Falavam muito desse filme que quis ver. É sobre uma família disfuncional, todos são pavorosos, inclusive os avós e agregados. A cultura do país é destruidora, machista e retrógada. O roteiro é de Sean Baker.

O núcleo principal é só de mulheres como aqui no Brasil. O pai da adolescente se mandou. Elas se mudaram para um apartamento pequeno, a mãe monta uma barraca de comida e é bem elogiada pelo seu tempero. É uma loja em uma feira repleta de barraquinhas de tudo o que puder imaginar. A adolescente trabalha bem longe em um estabelecimento duvidoso e tem um relacionamento bem tóxico com o dono. Ela está rebelde até demais. A garota canhota é a pequenininha. Ela adora as barracas coloridas do trabalho da mãe. Vai à escola. Ajuda na barraca e vive com sono porque a loja vai até tarde sempre. A menina está sempre dormindo pelas mesas. A menina é invisível, as outras duas mal a veem, a pequena vive sozinha em tudo quanto é lugar, some e ninguém percebe. Nina Ye é fofa demais. A irmã adolescente é Shia-Yun Ma e a mãe Janel Tsai.
A mãe tem baixa estima. O pai que desapareceu está muito doente e ela gasta o que tem e o que não tem no enterro dele sem contar pra ninguém e passa a ter risco de perder sua barraca e seu sustento. Os pais dela e irmãos tem uma vida confortável, podiam ajudar, mas é uma família que só saber apontar o dedo. Sim, ela jamais deveria ter pago o enterro do irresponsável do pai da adolescente, mas já foi, já fez e pode não ter como sustentar as duas filhas. Inacreditável como a família é tóxica, só sabe criticar. E isso se reflete no trio de mulheres que não tem diálogo. É uma família que só sabe punir, criticar. Não sabe acolher, amar, ser afetiva. Todos se sentem abandonados.
Beijos,
Pedrita

14 comentários:

  1. Um filme que deve ser engraçado! :)
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    R E C O M E Ç A R... .
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    Beijos e um Bom fim de semana

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  2. O pior é que esse tipo de família não é incomum, pelo contrário. E gente insensata, que compromete até mesmo a sobrevivência da família, devido a gastos irrefletidos (como foi o caso do enterro) também existe até demais.

    Beijo

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    1. marly, exato, senti muita semelhança em famílias brasileiras. a q se endividou achou que tinha que fazer. a cultura oriental gasta muito em cerimônias, enterros. e acha que é obrigação.

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  3. Olá Pedrita, mais uma ótima síntese, no entanto ando meio exigente ao buscar filmes com narrativas suaves...bjs e bom final de carnaval!

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  4. Existem histórias bem comum, Pedrita feliz segunda-feira bjs.

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  5. Já assisti e achei a menininha canhota uma gracinha.
    Beijo,

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  6. Olá! Não conhecia o filme, obrigada pela resenha. Beijinhos

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  7. Ainda não assisti, mas está na lista.
    São reflexões necessárias sobre famílias disfuncionais, cultura retrógrada, falta de empatia e de acolhimento, nenhum diálogo e as consequências nefastas em indivíduos, famílias e humanidade 🥺

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    1. luli, e são machistas como as brasileiras. a mulher acha que é obrigação se endividar por alguém que abandonou ela e os filhos.

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