O filme é inspirado em um momento dramático da vida de Natália Cohen, uma artista plástica, mecenas e escritora argentina. Muito bem de vida ela gostava de dar festas, ter uma vida ativa. As interesseiras das filhas, preocupadas com o patrimônio e não com a mãe, na época com 83 anos, internam a mãe compulsoriamente em uma clínica, um cárcere privado. Onde ela passa a ficar trancada, com autorização de só receber visitas das filhas, que eram muito ausentes. Mas o patrimônio não podia se perder.
Marilu Marini está maravilhosa. Lindíssima, a personagem consegue sair da clínica com a ajuda dos amigos. O estado designa um perito para dar o laudo da idosa. É quando Daniel Hendler aparece. Sim, ele também é o diretor do filme. A idosa está novamente em cárcere privado, mas ao menos em seu luxuoso apartamento. Guardas ficam na porta. Ela diz que tem escutas e ele duvida, afinal pessoas mais velhas costumam ter mais paranoias, teorias da conspiração. Ele não tinha o mesmo conhecimento cultural da protagonista. Ele vê uma mulher alegre, vivaz, brilhante, que queria viver a vida como queria e estava sendo privada de sua liberdade. Eu me incomodo muito com pessoas que querem impedir idosos de terem sua própria autonomia.É muito bonita a relação que vai se formando entre os dois, que são tão diferentes. O filme é muito delicado e bonito. Ele acaba comentando que o melhor para ela era se entender com as filhas e é o que ela faz. O acordo me enojou bastante já que define o que ela pode ou não fazer e boa parte desse pode ou não pode tem a ver com bens. Não com a felicidade e saúde da mãe. Com isso ela pode voltar a ser livre. Natália Cohen continuou ativa até os 104 anos. Fiquei feliz que as filhas demoraram muito tempo para por a mão nos pertences da mãe.
Beijos,
Pedrita






A forma como muitos filhos tratam os pais, especialmente no que concerne às posses deles, é revoltante. Não consigo ter respeito por pessoas que agem assim. Fiquei com vontade de ver esse filme.
ResponderExcluirBeijo e bom fim de semana
marly, sou igual. elas só estavam preocupadas com os bens que poderiam ser vendidos, dados de presente. mas os bens eram da mãe. ela que fizesse o q fizesse, até queimar em uma fogueira.
ExcluirNão gostei.
ResponderExcluirEla é "louca" demais para meu gosto.
Beijo,
liliane, a questão não é a natureza dela e sim a ganância das filhas que não estavam preocupadas com a saúde dela e sim com os bens que poderiam desaparecer. bens da mãe q podia fazer o q quisesse com eles.
ExcluirEu gostei demais desse filme e fiquei encantada com a relação dela com o perito, primeiro ri muito depois me encantei e me surpreendi com o final.
ResponderExcluirDivertidíssimo quando ele procura e encontra no galpão onde os amigos artistas vivem.
Tbm fiquei chocada com quem "estava" a obra de arte e o motivo.
Amei que ela viveu bastante 😃
luli, eu tb, foi uma grata surpresa. sim, é lindo como ela e o perito vão criando laços, mesmo sendo tão diferentes. sim, ela gostava de festas, reunir amigos. sim, a hipocrisia. tb, e q as filhas ficaram longe dos bens por muitos anos.
ExcluirJá me interessei!
ResponderExcluirsergio, é lindo.
ExcluirOi, Pedrita, gostei bastante desse filme. Só não gostei dela ter sido levada a fazer um acordo, mas parece que era realmente a única forma dela viver com mais tranquilidade.
ResponderExcluirheloisa, então vc se incomodou como eu. ela ter q fazer um acordo sobre o que era dela. absurdo. mas se era a forma de sair do cárcere em formato de cuidado, infelizmente é o que tinha que acontecer.
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