O melhor desse filme é ir descobrindo aos poucos. Vou falar detalhes: Inicialmente parece que a jovem é uma carreirista, um pouco é sim, ela quer fazer parte da alta sociedade, está noiva de um rico, talentoso e belo homem. Ela é uma jornalista talentosa. Exatamente como faz com ele, as matérias que escreve é sobre o que as pessoas querem ouvir. Ela escreve matérias sensacionalistas picantes e é muito respeitada na redação porque impulsiona as vendas da revista. Para o noivo e para a família dele, ela fala o que eles gostam de ouvir. Ela conta em narração para o público como é hábil em dizer o que as pessoas querem ouvir. Mila Kunis está muito bem. Ele é Finn Wittrock.
Até que nós vamos entendendo que nada é bem assim. Ela tenta na verdade camuflar tudo para ser aceita na alta sociedade e ascender profissionalmente. E porque não quer que o seu passado venha a tona. O filme é baseado no livro de Jessica Knoll, inspirado em um estupro coletivo que ela sofreu na adolescência. A autora conta que por ter estado bêbada e os estupradores também, sempre tinha dúvida se de fato ela era vítima. E é esse o tom do filme. A autora desacredita tanto no que sofreu, que escolheu pesar mais ainda as tragédias da jovem no livro que resulta no filme. A garota é bolsista. Orientada pela mãe carreirista, ela tem que se infiltrar e participar do grupo poderoso e rico da escola. Mas por ela ser bolsista, todos acham que podem fazer o que quer com ela e zoar como quiserem com ela. Sendo bolsista, ela não vai fazer nada contra eles porque não quer correr o risco de perder a vaga. O filme fala muito de perversidade. E apesar da garota achar que tudo acontece casualmente, no fundo tudo é sempre muito bem planejado para usar e abusar de uma bolsista. Chiara Aurelia interpreta a adolescente.O grande medo da jornalista é essa história do passado vazar. E descobrimos que após esse incidente, a escola teve um massacre e que ela foi acusada e inocentada de estar envolvida com os jovens que entraram atirando. É aí que a autora resolveu pesar um pouco a mão. Mas gostei de todas as abordagens, porque mostrou o quanto essas relações são complexas. Não entendemos muito bem como um documentário começou a ser realizado. O que sabemos é que está sendo feito um documentário exatamente sobre esse massacre na escola e ela é uma das entrevistadas.
Pra piorar um pouco mais, um dos estupradores foi baleado no ataque a escola e vive de coaching motivacional, fica mais rico ainda com livro e palestras. Ele é Alex Barone. Muito interessante como a jornalista resolve finalmente expor tudo o que passou e virar sua história. Gostei muito do filme!Beijos,
Pedrita






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