segunda-feira, 13 de julho de 2026

Uma Garota de Muita Sorte

Assisti Uma Garota de Muita Sorte (2022) de Mike Barker Netflix. Achei esse filme por um acaso em uma busca que não tinha nada a ver. Como vi que era drama, não curto romances melosos, comecei a ver e não parei mais. É um filme forte, profundo e complexo. Gostei muito! 
 
O melhor desse filme é ir descobrindo aos poucos. Vou falar detalhes: Inicialmente parece que a jovem é uma carreirista, um pouco é sim, ela quer fazer parte da alta sociedade, está noiva de um rico, talentoso e belo homem. Ela é uma jornalista talentosa. Exatamente como faz com ele, as matérias que escreve é sobre o que as pessoas querem ouvir. Ela escreve matérias sensacionalistas picantes e é muito respeitada na redação porque impulsiona as vendas da revista. Para o noivo e para a família dele, ela fala o que eles gostam de ouvir. Ela conta em narração para o público como é hábil em dizer o que as pessoas querem ouvir. Mila Kunis está muito bem. Ele é Finn Wittrock.
Até que nós vamos entendendo que nada é bem assim. Ela tenta na verdade camuflar tudo para ser aceita na alta sociedade e ascender profissionalmente. E porque não quer que o seu passado venha a tona. O filme é baseado no livro de Jessica Knoll, inspirado em um estupro coletivo que ela sofreu na adolescência. A autora conta que por ter estado bêbada e os estupradores também, sempre tinha dúvida se de fato ela era vítima. E é esse o tom do filme. A autora desacredita tanto no que sofreu, que escolheu pesar mais ainda as tragédias da jovem no livro que resulta no filme. A garota é bolsista. Orientada pela mãe carreirista, ela tem que se infiltrar e participar do grupo poderoso e rico da escola. Mas por ela ser bolsista, todos acham que podem fazer o que quer com ela e zoar como quiserem com ela. Sendo bolsista, ela não vai fazer nada contra eles porque não quer correr o risco de perder a vaga. O filme fala muito de perversidade. E apesar da garota achar que tudo acontece casualmente, no fundo tudo é sempre muito bem planejado para usar e abusar de uma bolsista. Chiara Aurelia interpreta a adolescente.

O grande medo da jornalista é essa história do passado vazar. E descobrimos que após esse incidente, a escola teve um massacre e que ela foi acusada e inocentada de estar envolvida com os jovens que entraram atirando. É aí que a autora resolveu pesar um pouco a mão. Mas gostei de todas as abordagens, porque mostrou o quanto essas relações são complexas. Não entendemos muito bem como um documentário começou a ser realizado. O que sabemos é que está sendo feito um documentário exatamente sobre esse massacre na escola e ela é uma das entrevistadas.
Pra piorar um pouco mais, um dos estupradores foi baleado no ataque a escola e vive de coaching motivacional, fica mais rico ainda com livro e palestras. Ele é Alex Barone. Muito interessante como a jornalista resolve finalmente expor tudo o que passou e virar sua história. Gostei muito do filme!
Beijos,
Pedrita

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Cultura é vida!