quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A Religiosa

Assisti A Religiosa (2013) de Guillaume Nicloux no Telecine Cult. É baseado no livro de Denis Diderot que li faz muito tempo, acho que de alguma biblioteca. É sobre uma jovem e a impossibilidade de escolher o seu destino. Enquanto ela tocava piano ela é cortejada por um rapaz. Pelo rigor e medo da época, ela mente a mãe o possível interesse e diz que sempre pensou em ser religiosa. Ela se vê então nessa arapuca. Quando ela tenta se desvencilhar do fardo de fazer os votos, é persuadida pela mãe que conta a sua real história.

Só um convento a aceita de volta, ela tinha desistido dos votos na cerimônia. Essa jovem é bem religiosa, ela não conseguiu fazer os votos porque não conseguia mentir a deus. Ela retorna ao convento de onde saiu e onde adorava a madre superiora, mas a madre morre, outra madre é eleita e começa toda a sorte de infernos a essa jovem. A madre, sádica, adora provocar o sofrimento as pessoas, torturas. A protagonista consegue então que alguém leve fora do convento o pedido de anulação de votos por um advogado que não consegue, mas consegue que ela seja transferida.

Ela passa a ter uma vida melhor, não passa mais frio e fome, mas começa a ser assediada sexualmente pela madre superiora. Ela, em confissão, conta ao padre. Depois de um tempo ela consegue ajuda para fugir. Mais uma trama que mostra a sordidez de muitos religiosos. Sobre a quantidade de religiosos por falta de opção, por extrema pobreza, preferem o convento a miséria, mesmo sem nenhuma vocação religiosa. A maldade das religiosas, do poder. E a coragem dessa personagem que não se curva mesmo sendo o tempo todo torturada. Essa obra mostra a hipocrisia das instituições religiosas. A mãe fala que a filha não conheceu a miséria e acha sinceramente que a filha estará protegida no convento, mas ela não tem ideia da crueldade que existe atrás daquelas paredes onde o silêncio é a principal regra.

Incrível a interpretação da jovem atriz belga Pauline Etienne. Impressionante a entrega da Isabelle Huppert na madre superiora lésbica. A madre superiora que a religiosa adorava é interpretada por Françoise Lebrun. A sádica por Louise Bourgoin. O padre que a ajuda por Fabrizio Rongione. O bispo por Marc Barbé. Há um outro filme na década de 60 sobre essa obra. Diariamente eu olho os filmes que vão passar, se algum me interessa coloco para gravar como fiz com esse. 

Beijos,
Pedrita

10 comentários:

  1. Este eu vi. É sempre triste constatar que muitos seres humanos se aproveitam de privilégios que lhes são dados,
    para oprimir ou abusar de outros, que eles julgam mais fracos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. marly, eu adoro qd algum blogueiro amigo viu o q eu vi. é muito bom trocar experiências. me incomoda demais o abuso de poder. concordo.

      Excluir
  2. Mais uma boa dica de outro filme que eu não conhecia.

    Bjos

    ResponderExcluir
  3. Sempre arrasando nas dicas de ótimos filme amei
    Vídeo Novo: https://www.youtube.com/watch?v=0r34Wc33xns
    Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  4. Li e tenho esse livro Pedrita. Comprado em Banca de Revistas, de capa dura, uma edição chic.
    O que mais me marcou foi o assédio da superiora.
    O filme, nem sabia que existia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. há outro filme desse livro. quero ver o outro tb. a situação das mulheres pobres nessa época era insustentável.

      Excluir

Bons comentários!