domingo, 31 de julho de 2016

Mrs. Soffel

Assisti Mrs. Soffel (1984) de Gilliam Armstrong no Max. Eu vi que esse filme de época estava no canal, avisei a Liliane do Paulamar e coloquei para gravar. Ela logo assistiu e eu, indelicadamente, levei muito tempo a ver. Só fui mesmo saber do que se tratava quando comecei a ver. A diretora é australiana e mulher e realmente ela capta muito bem a angústia de nossa protagonista. O roteiro é de Ron Nyswaner que já tinha escrito roteiro para outro filme com uma personagem feminina complexa. O roteiro é baseado em uma história real.

Diane Keaton interpreta a esposa de um diretor de um presídio. Eles moram no presídio. São dependências separadas, mas no quintal, só uma grade separa do banho de sol dos presos. Eles precisam conviver com as pessoas que vão visitar os presos, com jornalistas. E pior, ela tem vários filhos, só uma moça, os outros crianças. Dois irmãos bandidos jovens e lindos estão presos e aguardando a pena de morte. Eu acho um horror a pena de morte e nossa protagonista parece se incomodar muito também. Eu não suportaria viver em um presídio que ferisse tanto os meus princípios. Ela tem um trabalho social e cristão no presídio, leva bíblias aos presos. Aquela mania de forçar a sua religião aos outros.

Ela acaba se apaixonando por um dos irmãos, interpretado por Mel Gibson e os ajuda na fuga. O outro irmão é interpretado por Matthew Modine. Mas nada é fácil, ela sofre muito. O marido diz a ela que não pode fazer nada, ele é só diretor do presídio, quem decide é o juiz. Ele não pode mudar a sentença. Mas claro que ela se incomoda. Pena que o marido não mude de emprego. Ele dizia que o emprego era ótimo. Mas com tanta  criança? Poderia ter um bom salário, em geral presídios pagam muito bem pela dificuldade de achar funcionários, ele dizia que o ajudava socialmente. Mas acho o preço alto demais expor filhos a esse ambiente. Eu tive muita dificuldade de ver o filme, parei e voltei várias vezes e me compadecia do sofrimento dessa mulher. Se fossem só presos, mas iam morrer assassinados. Difícil concordar com isso. E ela estava presa aquela vida que ela não concordava, vendo os filhos expostos. Em uma época que a mulher tinha pouca decisão sobre a vida de todos. Muito bem feita as cenas finais, quando homens de uma cidade caçam os irmãos baleados se arrastando na neve. Não precisavam mais atirar, era só prender, mas inúmeros homens atiram violentamente, e esses homens são os considerados bons, achei que todos se igualaram nesse momento.

O marido é interpretado por Edward Hermann. A filha moça por Trini Alvarado.


Beijos,
Pedrita

9 comentários:

  1. Verdade que gravei e vi esse filme por indicação sua. Mas já apaguei. Não foi daqueles filmes que quero rever.
    O bonito do filme é Matthew Modine e Mel Gibson que era lindíssimo.
    Achei a personagem corajosa em largar uma vida estável por uma provável vida de aventura. Mas "o coração tem razões que a própria razão desconhece"
    Sou totalmente a favor da pena de morte e de prisão perpétua.
    Mas eu jamais trocaria(nem entendo como se troca).
    Sou totalmente a favor da pena de morte e de prisão perpétua.

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    1. liliane, tb apaguei, é angustiante demais. estão lindos novinhos. é um belo filme, mas não dará saudades de ver. eu achei que ela largou a vida mais por desespero do que por amor. ela não suportava a ideia de ver a morte de quem conhecia. que bom que a anatel forçou a solução da sua conexão.

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  2. Acabei de ler todas as suas postagens de antes.
    Está sem conexão me deixa, fora de rítmo.
    Mas ontem, eles passaram a manhã toda aqui, resolvendo o problema.
    Até na TV da cozinha que tem HD e é da Vivo/GVT, eles consertaram. Na TV os canais em HD eram ruins.
    Nos quartos temos a Sky. Mas só a Sky do nosso quarto, grava.

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  3. Ui! não gosto deste tipo de filmes! não gosto do mel gibson! da atriz gosto muito.

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    1. fatima, a atriz está incrível. o personagem do mel gibson não solicita muito.

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  4. O elenco é de primeira hein?
    Adoro Mel Gibson.
    Big Beijos,
    Lulu
    www.luluonthesky.com

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    1. lulu, impressionante o elenco lulu, melhor q o filme.

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  5. Olá Pedrita
    Caraca como o Mel Gibson era lindo rsrs
    Estou lendo(tentandooooo ler)um livro chamado "Quando finalmente voltar a ser como nunca foi" curiosamente pensei nele qd li sua resenha. Não tem nada a ver, mas fala de uma família que "mora" no hospício pq o pai é diretor de lá. Eles (con)vivem com os internos.
    Voltando ao filme, deve ser melancólico, dá até agonia pensar numa situação assim, e a situação além de difícil piora com a mulher se apaixonando por um dos detentos :/
    Esse vou passar rsrs
    Bjs e excelente semana pra ti
    Luli-
    Café com Leitura na Rede

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    1. luli, lindo não? e antes daquelas pirações filosóficas que tanto o afundaram. o livro tem a ver sim. morar em lugares insalubres e desumanos deve ser insuportável. nunca entendi os oficiais que moravam ao lado dos campos de concentração. como conseguiam? precisam ser muito desumanos, alienados ou maus. o filme é difícil de ver. faz bem em passar. mas fiquei curiosa pelo livro.

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Bons comentários!