terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Mãe Só Há Uma

Assisti Mãe Só Há Uma (2016) de Anna Muylaert no Canal Brasil. Esse filme vem impressionando o mundo todo. É livremente inspirado no Caso Pedrinho. Aquele que um adolescente descobre que foi roubado na maternidade.

Começa com o rapaz com a mãe sequestradora. Ele tem uma irmã menor. São de classe média baixa, a mãe prepara o café, ele segue para a escola pública de bicicleta, está no despertar da sexualidade e na fase da experimentação. Os três são muito unidos. Fatos estranhos começam a acontecer até que a mãe e filho vão a delegacia. A mãe não falou nada ao filho. Lá a justiça exige um teste de DNA e eles tiram sangue na hora por ordem da justiça. E pronto, ele não é filho dela. Como na vida real, o filho não reconhece a mãe biológica e fica ao lado da sequestradora. A mãe sequestradora é presa. Depois descobrem que a irmã do rapaz também foi roubada. Com a sequestradora presa, o destino dos dois adolescentes precisa ser resolvido.

Ele vai viver com os pais biológicos e a menina com os pais biológicos dela. A separação dos irmãos dói. É difícil a relação do rapaz com os pais biológicos. Eles estão eufóricos, sempre sonharam encontrar o rapaz, vesti-lo, educá-lo, mas ele já um rapaz e muito diferente do que eles esperavam. Os pais biológicos tem uma situação financeira confortável, outro filho menor, são conservadores, se incomodam com o lado livre e rebelde do filho perdido. 

Na rebeldia o filho adotivo do filme da Anna Muylaert é diferente do Pedrinho. Mãe Só Há Uma acaba após um confronto em um boliche. Impressionante o desempenho do Naomi Nero que faz o filho sequestrado. Gosto muito da atriz que faz a tia Luciana Paes, tia que não é tia, mas sim uma prima distante. O pai é interpretado por Matheus Nachtergaele, As mães são interpretadas pela mesma atriz, Dani Nefussi. A irmã que também foi sequestrada por Laís Dias. O irmão biológico por Daniel Botelho. Mãe Só Há Uma ganhou Prêmio Teddy no Festival de Berlim.

Pedro hoje é advogado, casado e com filhos. Ele ainda visita a sequestradora. A história da irmã roubada é diferente do filme. No filme ela é mais jovem e vai viver com os pais biológicos. Na vida real ela é mais velha, quando descobriu que também tinha sido sequestrada, já é adulta, então nunca reconhece os pais biológicos, fica morando com a sequestradora que é solta após uns 5 anos de cadeia. Pedro vai visitar a mãe sequestradora. Eu fico imaginando o que o Pedro diz aos filhos sobre a sequestradora, já que ainda mantém contato. Difícil compreender que um pai consiga amar a sequestradora sabendo a dor que é perder um filho. Relações complexas. A sequestradora destruiu três famílias, inclusive a fake que ela mesma criou.
Beijos,
Pedrita

16 comentários:

  1. Ainda não assisti. Tô aqui no Google pesquisando mais sobre eles.

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    1. bruxa, é muito bom. muito bem realizado.

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  2. Parece aquela hist´ria do rapaz sequestrado ainda criança e que depois o caso foi desvendado. Roteiro bom, vou ficar ligada, talvez eu pegue uma reprise.

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    1. ruby, é livremente inspirada nessa história mesmo.

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  3. Olha ainda não conhecia esse filme, mas acompanhei o caso Pedrinho. Deve ser muito bom, como sempre ótima dica!
    Boa quarta-feira!
    Beijos!

    http://produtosacabados1.blogspot.com.br

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    1. mariana, esse filme vem sendo muito elogiado nos festivais internacionais. tem saído muitas matérias no brasil sobre ele.

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  4. Oi, Pedrita,

    Eu tive uma ligação especial com o caso Pedrinho, porque ele nasceu poucos dias depois de minha primeira filha e num hospital bem próximo ao que eu dei à luz. Quando eu via as matérias sobre o caso na TV ou outras mídias ficava com o coração pesado, pensando que poderia ter acontecido comigo, rsrs. Este caso foi realmente incrível, vou querer ver este filme!

    Beijo

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    1. marly, nossa, deve ter mexido muito com vc. eu fiquei bem chocada. o q me chocava muito na época foi o fato do menino gostar da sequestradora e rejeitar a mãe biológica. pesa muito essa história. e a da irmã achei até pior pq ela ignora a mãe biológica.

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  5. Pedrita,

    Eu como mãe não imagino a dor de outra mãe tendo o seu filho
    sequestrado e quando o encontra ser rejeitada deve ser ainda pior. Esse tipo de sequestrador abala e destrói muitas famílias. Quando passar novamente no Canal Brasil vou tentar assisti-lo.

    Bjos

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    1. andréa, muito assustador. a família acha que o filho vai abraçar os pais biológicos. é terrível descobrir q o filho prefere a sequestradora. dois roubos.

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  6. Oláááá Pedrita
    Não conhecia o filme, mas lembro do caso Pedrinho.
    Acho de uma tristeza sem fim, algo desumano, muito cruel.
    Não consigo imaginar a dor da verdadeira família, ao ver o filho continuar tendo contato com a sequestradora.
    Até entendo o rapaz visitar a criminosa, porque ele também foi uma vítima e seriam necessários muitos anos de terapia familiar.
    Mas essa criminosa não tem amor, posso ser muito radical, mas penso que quem conhece o significado da palavra amor jamais roubaria o filho de alguém só de pensar na dor dessa pessoa.
    Ela roubou uma criança e como vc disse roubou a vida de tantas pessoas, inclusive a da família fake dela própria.
    Quero assistir!

    Bjs Luli
    Café com Leitura na Rede

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    1. luli, esse filme chamou muito a atenção nos festivais internacionais. o caso pedrinho foi assustador, mas o desfecho não positivo não foi nada animador tb. tudo muito dolorido. é loucura demais.

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Bons comentários!