quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Homem da Capa Preta

Assisti O Homem da Capa Preta (1986) de Sérgio Rezende no Canal Brasil. Mais um filme da série "todo mundo viu menos eu". Sempre quis ver, é raro passar, quando vi coloquei pra gravar. É um dos mais expressivos trabalhos de José Wilker. Ele interpreta Teotônio Cavalcanti, influente político de Duque de Caxias. A interpretação dele é majestosa. Arrepia!

Começa naquela época de coronelismo. Homens poderosos mantinham seu domínio a bala. Teotônio era muito popular, adorado pelo povo. Vivia de colete a prova de balas, sua metralhadora e sua capa preta de fundo vermelho. Já tinha sofrido inúmeros atentados, mas revidava da mesma forma, matava quem lhe atravessava o caminho. Tinha aquele hábito clássico no Brasil de trazer os pobres para uma festa e lá tirar titulo de eleitor para cada um. Incrível a direção. A esposa interpretada por Marieta Severo mal fala no início, mas é possível perceber toda a tristeza em seu olhar e silêncio. Volte e meia os filhos tinha que ir para escolas distantes porque o pai estava sendo ameaçado e atacado. Com o tempo fica mais civilizado, se aproxima de um jornalista e se elege deputado federal. Não sabia que Teotônio Cavalcanti tinha disputado Governador da Guanabara com Carlos Lacerda e perdido. No golpe de 64 consegue levar o jornalista para o Consulado da Suíça, mas se recusa a deixar o Brasil. O jornalista foi interpretado por Jonas Bloch. O operário que está sempre ao seu lado por Chico Diaz. Guilherme Karan interpreta Flávio Cavalcanti. Quando o filme foi lançado ainda era vivo e morava em Duque de Caxias. O elenco é impressionante: Tonico Pereira, Carlos Gregório e Paulo Villaça. Assustador como o texto é atual, parece que estamos vendo a política de hoje. A única diferença é que na época do filme a violência era explícita, bang bang mesmo. Hoje é mais sutil.

Beijos,
Pedrita

16 comentários:

  1. Pedrita eu nunca assisti esse filme...rsrs

    Beijinhosss ;*
    Blog Resenhas da Pâm

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  2. Nossa Pedrita, eu vi esse filme faz muito tempo. O José Wilker arrasa como Tenório Cavalcante.

    Big Beijos,
    Lulu
    BLOG | YOU TUBE

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    1. lulu, viu, só eu não vi. arrasa mesmo.

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  3. Estou ficando velho. Assisti este filme no cinema.

    É uma interessante biografia sobre um personagem folclórico e complexo.

    Grande atuação de José Wilker.

    Bjos

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    1. hugo, tá vendo? só eu não vi. realmente parte histórica importante do país. mostra bem como é feita a política. incrível mesmo a atuação do wilker.

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    2. Ele era pernambucano Pedrita!

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    3. fatima, sim, o filme fala isso. depois q segue para o rio de janeiro.

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  4. Hello, querida Pedrita!
    Eu assisti e amei, José Wilker faz falta.

    Beijos

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    1. andréa, pelo jeito só eu mesma não vi. faz muita falta mesmo o wilker. é incrível o filme mesmo.

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  5. Olá Pedrita
    Assisti esse filme para trabalho na escola, impressiona mesmo como o tema é atual, mesmo se passando 30 anos!
    O deputado pistoleiro e seus métodos pouco ortodoxos, anti éticos e não democráticos, mas populista e a trajetória dos retirantes é retratada de forma impactante e a atuação de José Wilker é perfeita.
    Gostei também da forma como a película é apresentada: uma aventura policial mesclada a um drama político.
    Excelente sua resenha.
    Bjs Luli

    Café com Leitura na Rede

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    1. luli, impressiona mesmo. wilker está arrasando. foi bem realista a forma que mostraram.

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  6. A história desse homem deveria mesmo ser conhecida por todos os brasileiros, pois ela é uma aula sobre pessoas e métodos -
    digamos - clássicos da política brasileira. Você bateu no ponto exato: hoje a coisa continua igual, só a forma da enganação ou agressão é que é mais disfarçada (e, por isso mesmo, mais perigosa).

    Beijoca e bom dia

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    1. marly, é um filme muito importante para entender como ainda fazem política no brasil. menos a bala em duelos, mas ainda muito violenta.

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  7. Adoro Jose Wilker.
    E lembro de papai falando desse personagem (político)porque eu não me interessava por política.
    Vou atrás de vê. Ou de gravar.

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    1. liliane, acho que vai gostar. a interpretação do wilker é espantosa. e se tem memória afetiva com seu pai, acho que vai gostar mais ainda.

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Bons comentários!