domingo, 26 de julho de 2026

Meu Deus

Assisti a peça Meu Deus (2026) de Anat Gov no Teatro das Artes. A direção é de Elias Andreato. Eu tinha visto exatamente essa montagem com outros atores em 2015, a última peça que vi com minha mãe. Interessante como cada elenco dá o seu tom, o seu colorido. O texto é o mesmo, mas a entoação, o que cada um entrega ao personagem é único. Foi um bonito espetáculo que só pode ser realizado pelo patrocínio do Laboratório Cristália através da Lei Rouanet.
 

Gosto muito de Bianca Bin e Sérgio Guizé. Ele é Deus e ela a psicóloga. Ele a procura no consultório, está desgostoso. Ela não sabe que ele é Deus e quando sabe, não acredita. Como eu, ela é ateia, mas tem uma Bíblia em casa. Ela atende na sala de casa. Eu não tenho bíblia em casa. Na outra peça, o fato de tratarem a bíblia como algo real, como fatos, me incomodou, o mesmo aconteceu nessa. É tudo alegoria, mas dá pra ser transformado em análise. Deus se mostra então impiedoso, ele se incomoda profundamente com o livre arbítrio de suas criações. A ateia sabe passagens de cor da bíblia, aquele monte de lenda sendo transformado em verdade é muito desconfortável. Talvez quem é religioso vai gostar, mas não sei analisar o pensamento religioso, porque podem achar que é desacato.

Foto de Caio Oviedo
Enzo Morente faz o filho autista da psicóloga que não fala. Fui na estreia, evento badalado, lotado, dia de festa. Meu Deus fica em cartaz até 1 de novembro. É preciso comprar os ingressos com antecedência porque está lotando.
Beijos,
Pedrita

10 comentários:

  1. Gostaria de ver, deve ser muito interessante. Eu tenho umas seis Bíblias, sendo duas delas de estudo (Thompson e King James). Também tenho umas três chaves bíblicas. Dediquei anos de minha vida ao estudo da Bíblia. Sei muito bem que a religião é usada para manipular pessoas e as manter num nível de questionamento pré-escolar. E sei também do uso político da fé das pessoas. No entanto, em minha opinião, nada é simples. Uma das provas disso é que, por exemplo, as sociedades secretas do mundo, que são as organizações que congregam as elites (majoritariamente ateias), usam demais o livro 'O Paraíso Perdido', de John Milton (lançado em 1667). Eles acreditam que os segredos mais profundos do universo estão registrados nesse poema. E o poema fala de que? Do Paraíso bíblico (Éden), que até eu considero metafórico. Eles também consideram, mas, aparentemente, extraem informações cósmicas dele, que julgam muito importantes. Enfim...rsrs.

    Beijo

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    1. marly, então acho q vc ia gostar. eu que acho tudo lenda dá preguiça.

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  2. Olá. Pedrita, eu acho essa peça muito boa, realmente cada elenco dá o seu tom, seguindo as orientações do seu diretor... que bom que você teve a oportunidade da comparação bjs

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  3. Bom dia minha querida amiga Pedrita. Você sabe, que eu nem preciso, fazer comentários sobre a Bíblia. Obrigado pela dica de peça, pois o tema parece ser bem interessante. Uma excelente manhã de segunda-feira em São Paulo e um grande abraço do seu amigo carioca. Concordo plenamente com, nossa amiga Marly. Usam a fé, de vários evangélicos, para manipulação, para fins eleitorais. Te digo, com todo certeza, nunca votarei no Flávio Bolsonaro e ninguém do PL.

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    1. luiz, sim, misturar religião e política é péssimo.

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  4. Parece ser uma diversão e tanto. Gosto muito desses atores também. Eles são casados na vida real né?

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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  5. Sinto falta de ir a teatro.
    E descobri que no Shopping RioMar aqui perto, tem sala de teatros.
    Beijo,

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    1. liliane, q ótimo, tente acompanhar a programação, quem sabe surge alguma peça q vc se interesse.

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