quarta-feira, 23 de maio de 2018

Quaternaglia

Assisti ao concerto do Quaternaglia da Série Violão do Cultura Artística no MUBE - Museu Brasileiro de Cultura. O Quaternaglia é formado por Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina, Thiago Abdalla e Sidney Molina. Que apresentação! Primeiro o grupo tocou uma obra Quatro para Tango do Piazzolla, escrita para quarteto de cordas e adaptada para o de violões por Fabio Ramazzina. Gostei muito, bem diferente do que conheço do compositor. Fiquei muito impactada com a adaptação das Danças Sinfônicas de Leonard Bernstein de West Side Story. Que preciosidade, que arranjo de Thiago Tavares. Eu gosto demais da Suíte nº 3 de Ronaldo Miranda, não canso de ouvir, adoro esse compositor. Fiquei encantada com Um Anjo do Egberto Gismonti, que foi feita para o filme Quarup do Ruy Guerra, só li o livro há anos que amei. Quero muito ver o filme, mas é raro passar, mesmo no Canal Brasil. O quarteto terminou o concerto com a incrível Sobre um tema de Gismonti do Chrystian Dozza, outra obra que não canso de ouvir. No bis tocaram a deliciosa Frevo e Fuga do Paulo Bellinatti. Que concerto!
Foto de Gal Oppido
 
Beijos,
Pedrita

domingo, 20 de maio de 2018

The Handmaid´s Tale

Assisti a primeira temporada da série Handmaid´s Tale (2017) na Paramount. A direção é de Bruce Miller. Como queria ver esse produto. Tinha amado o livro da Margaret Atwood, essa série vem angariando inúmeros prêmios e comentada como a melhor série do ano, não queria perder. Demorou um ano para algum canal passar no Brasil. E a Paramount não colocou essa série em streaming. Só dava pra ver mesmo no canal. Como posso gravar, consegui ver quando quis se perdia.

Como em Alias Grace, Margaret Atwood deu consultoria pra série, mas diferente da outra, essa tem ampliações e modificações, e terá mais ainda na segunda temporada que está sendo gravada, como li em uma matéria. A série é tão maravilhosa como o livro. Um problema de infecção torna a maioria dos humanos inférteis. Um grupo cria um sistema perverso onde as poucas mulheres férteis se tornam aias para procriarem para famílias. A protagonista vai em uma família onde o casal foi o que escreveu parte das regras absurdas. Ela já teve uma filha que foi arrancada dela e está lá  na família para ter outra criança para ficar com o casal. Assim que o filho desmamar, se ainda for possível engravidar, a aia segue para outra família. Se não, ela irá para outra função nessa sociedade pavorosa, que pode ser infinitamente pior que essa, que pode ser cuidar de lixo tóxico. Para conseguir o controle elas não tem amigos, não podem conversar, são vigiadas constantemente e torturadas sempre que se rebelam. Ainda ganham outros nomes, o final do nome sempre é o da família que está inserida, quando muda de família o final do nome muda. Os que subvertem o sistema são enforcados e ficam em um muro como exemplo. A opressão a um povo é muito atual.
Interessante que em uma entrevista Margaret Atwood disse que o eixo era a religião, que o fanatismo tinha levado a essas atitudes extremas. Sei que foi ela que criou o livro e a estrutura, mas eu penso diferente, eu acho que o grupo utiliza os sistemas, inclusive a religião, para ter uma desculpa para a ditadura e o poder ao outro. Para torturar, tudo em nome de uma causa maior, nesse caso, a perpetuação da espécie.

Elisabeth Moss está incrível. Gosto muito do Joseph Fiennes e do Max Minghella. Insuportável a personagem da Ann Dowd que está incrível. Que triste a personagem da Madeline Brewer e que interpretação difícil, são os piores momentos da série. Muito irritante a personagem da bela Yvonne Strahovski. Há vários outros ótimos atores e bons personagens: Amanda Brugel, Samira Wiley, Alexis Bledel, O-T Fagbenle,  Nina Kiri, Jordana Blake e Ever Carrendane. Todos estão ótimos e gostei muito que o elenco traz várias etnias e descendências.
Entre os inúmeros prêmios de melhor série do ano estão Globo de Ouro de Melhor Série e Melhor Performance em Série Drama para Elisabeth Moss.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Nos Países de Nomes Impronunciáveis

Assisti a peça Nos Países de Nomes Impronunciáveis no Sesc Ipiranga. A direção foi de Magali Biff, sua estreia na direção. Que peça! Estou ainda impactada com ela, inesquecível! É baseado no texto da Paula Autran. Eu coloquei o banner da peça que vai começar agora no Teatro Arthur Azevedo. Eu vi o último dia da temporada no Sesc.

Eu sempre fico curiosa como a produção chegou nesse projeto, no texto do programa tirou essa minha dúvida. A atriz e produtora Stella Tobar dava aula em um CEU e se deparou com esse texto. Incrível como caminhos fazem a arte encontrar as pessoas. Às vezes há tanto malabarismo para chamar a atenção de um bom trabalho, e um encontro casual, faz essa obra se transformar nesse maravilhoso espetáculo. 

A peça Nos Países de Nomes Impronunciáveis traz a encenação de três cartas, com as três respostas. Minha amiga Liliane do blog Paulamar iria amar, ela ama obras de cartas. É genial! São três cartas de despedidas, os protagonistas foram para Países de Nomes Impronunciáveis. A carta da partida é cheia de adrenalina, esperança, empolgação com o que está por vir. As cartas dos que ficaram são cheias de sentimentos complexos como tristeza, raiva, rejeição, desprezo. Sentimentos tão controversos com a energia de quem parte. Fantástico!
As três cartas foram encenadas de modo original, seis cartas na verdade, e eu pensei: "o espetáculo vai acabar". Mas não, tem uma surpreendente reviravolta, que peça incrível, quanta genialidade. No palco estão os excelentes atores Stella Tobar e Antonio Salvador. Bruno Garcia é o músico que participa do espetáculo e em determinado momento o público também. Incrível! Gostei muito também de como a tecnologia está inserida no espetáculo, de modo fluido, quase uma extensão do elenco ou mais um personagem. Amei ainda os figurinos e cenários de Paula di Paoli, como o vestido da protagonista. Nos Países de Nomes Impronunciáveis fica em cartaz até 17 de junho. Os ingressos vão custar bem menos que o cinema, R$ 20,00 e meia entrada.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Minha Prima Raquel

Assisti Minha Prima Raquel (2017) de Roger Michell no TelecinePlay. Eu adoro a Rachel Weisz, é filme de época, resolvi ver. Não gostei. Algo não convence. O tio cuida sozinho do sobrinho órfão, vai se tratar, se casa e manda uma carta assustadora. O sobrinho vai visitar o tio e descobre que ele já morreu e era de problemas mentais. O filme é inspirado no livro de Daphne de Maurier. Há um filme preto e branco inspirado nesse livro que não vi. Quero ler o livro para ver se há também as lacunas que me incomodaram no filme.

O sobrinho passa a odiar a prima que não conhece, mas quando a vê se apaixona. É bem folhetim clássico. Eu estranhei a prima se hospedar na casa do rapaz sem uma dama de companhia. Mulheres não se hospedavam sozinhas onde homens viviam sozinhos. Logo no início já sabia o desfecho, o mistério, então o filme se arrastou. O desfecho deixaram na dúvida e em aberto. O sobrinho é interpretado por Sam Clafim. Alguns outros do elenco são: Holliday Grainger, Iain Glen, Pierfrancesco Favino e Simon Russell Beale. As locações são maravilhosas!

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 15 de maio de 2018

A Amiga Genial

Terminei de ler A Amiga Genial (2011) de Elena Ferrante da Editora Globo. Eu tinha muita vontade de ler essa autora tão comentada. Inclusive até hoje não sabem quem é que escreve os livros. Só a autora e a editora na Itália. Eu comprei na feira da USP que vendem os livros pela metade do preço, mas depois li que poderia ser um homem o autor, e desanimei, o livro ficou ali aguardando. Mas foi só especulação. Sim, pode ser, como pode também não ser. Eu tinha vindo de leituras densas, impactantes e profundas, esse livro foi uma profunda decepção. Achei raso, não senti credibilidade, não gostei. O livro me lembrou aqueles livros melosos e mal escritos, de fácil assimilação, que se vendiam em bancas antigamente. Uma amiga também disse que não gostou nem um pouco, mas que o marido dela gostou tanto que logo comprou todos os outros e devorou. Geocrusoé também leu vários livros da autora, logo vou ver o que ele disse. E o post dele sobre esse livro está aqui.

Obra de Salvatore Garau

A protagonista conta a história da Amiga Genial. Na verdade a protagonista morre de inveja da amiga que é absolutamente desprezível. A inveja é tanta que ela abre mão de vários anseios, amores, só porque não estão a altura do que a amiga conquista. E a Amiga Genial é uma tremenda chata e pouco conquista. O livro vai até o casamento da Amiga Genial. Interessante mesmo é a vida da amiga que inveja a outra. Ela é estudiosa, inteligente, ela sim tem uma história  um pouco mais interessante. Mas as duas histórias são superficiais e não trazem credibilidade, muito mal inventadas ou mal contadas. Os outros devem seguir a narrativa, mas não quero continuar.


Beijos,
Pedrita