segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Éden

Assisti Éden (2012) de Bruno Safaldi no Canal Brasil. Assisti no Now pelo controle remoto. Eu tinha uma certa curiosidade em ver esse filme, mas mais receio do que curiosidade. Éden é um filme claustrofóbico. Começa com nossa protagonista, a maravilhosa Leandra Leal, sofrendo, grávida e muito triste. Vamos sabendo aos poucos o que aconteceu.

Ficamos sabendo que o marido dela foi assassinado. Depois que estamos na Baixada Fluminense. O irmão dela é devoto de uma igreja evangélica e a leva para o culto. O irmão é interpretado pelo Júlio Andrade. João Miguel está excelente como o pastor sufocador. Ele vê que uma mulher grávida e viúva é uma ótima ferramenta de marketing e passa a manobrar essa mulher. A alegria desse pastor só aumenta quando ele conhece a esposa do traficante que matou o marido da outra e fica forçando o perdão e entendimento entre as duas, usando-as para uma campanha contra a violência e morte de jovens na Baixada Fluminense deixando mães sem maridos e filhos sem pais. A ideia até é boa, a questão é que ele quer se promover manobrando essas mulheres. A namorada do traficante é outra que deseja converter o namorado não porque ache que a fé seja a salvação, mas por motivos egoístas. O namorado tem várias namoradas e não quer nada sério com ninguém. Ela quer levá-lo pra igreja para forçar ele a ficar monogâmico e assumir a família, resumindo, ter ele só pra ela. A personagem da Leandra Leal parece desconfiar o tempo todo desse ambiente. Ela está só, triste, então se deixa levar, mas sempre tem dúvidas de tudo o que vê. Muito angustiantes as cenas feitas na passarela, são várias e insuportáveis. A cena final é simplesmente maravilhosa! Emocionante!

A trilha sonora e a direção de som são incríveis, igualmente sufocantes. Alguns outros do elenco são: Cristina Lago e André Ramiro. Éden é um filme de baixo orçamento e ganhou vários prêmios. Melhor longa metragem ibero-americano no Festival Internacional de Cinema do Uruguai. Leandra Leal ganhou prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio.

Beijos,
Pedrita

10 comentários:

  1. Oi, Pedrita,

    Eu até veria este filme, já que religiões têm sido usadas, ao longo da história, como justificativas para muitas barbáries. Sem vê-lo, no entanto, digo que me aborrece a visão demonizadora que certos segmentos sociais têm delas e até de Deus, rsrs.

    Beijoca e boa semana

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    1. marly, o filme é muito bem realizado.

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  2. Ainda quero assistir a esse filme.... em breve.

    bjus

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    1. marcelo, é muito bom, mas angustiante.

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  3. Ainda não tinha ouvido falar nesse filme, mas fiquei com vontade de assistir!

    Beijos, Pri
    vintage.blogspot.com

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  4. n consigo ver esse tipo de filme.... bjo http://anaherminiapaulino.blog.uol.com.br/

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    1. aninha, eu quase não consegui e abandonei. tive que fazer um esforço.

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Bons comentários!