quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Consciência de Ser Eunice Katunda

Fui ao recital Consciência de Ser Eunice Katunda no Centro Cultural São Paulo. Se apresentaram a soprano Adélia Issa e a pianista Rosana Civile em um evento do Núcleo Hespérides - Música das Américas. No final teve uma palestra com o pesquisador Carlos Kater que escreveu o livro Eunice Katunda, musicista brasileira. Kater contou que Eunice Katunda (1915-1990) nasceu Eunice de Monte Lima. Pelo casamento passou a assinar Eunice Catunda e após a separação adotou o K no lugar do C. A história de sua mãe também é curiosa, primeira funcionária pública passou a pintar após ter 70 anos. A música de Eunice Katunda tem vários momentos. Quando estuda com Koellreuter e adere as suas teorias viaja em um grupo para a Europa e tem uma carreira muito representativa por lá. Eunice Katunda era uma grande pianista. Ela volta ao Brasil, rompe com a estética do compositor e resolve estudar as influências da música tradicional brasileira ligando-se ao nacionalismo. Na Bahia conhece o antropólogo Pierre Verger e tem contato com as religiões africanas. A última música do recital é dessa influência.


Muito lindas as obras e incríveis interpretações. Foi lindo o recital que era gratuito.

Quatro Incelenças (Quatro Cantigas de Velório)
- Incelença dos Cravos e Rosas
- Incelença do Anjo Serafim
- Incelença do Anjo do Céu
- Incelença das Ave-Marias

Consciência de Ser (Eunice Katunda)

Quatro Epígrafes para piano solo
I Calmo
II Agitato Rubato
III Grave-Calmo
IV Agitato Molto

Líricas Brasileiras (Mário de Andrade)
- Moda do Corajoso
- Moda da Solidão-Solitude

Três Momentos em New York para piano solo
I Evocação de Jazz
II Branca Neve Invernal
III Modinha Singela (Velha Modinha)

Seresta do Maior Amor (Vinícius de Moraes)

Estro Africano nº 1 - Duas Cantigas das Águas
- Em Louvor de Oxum
- Em Louvor de Yemanjá


Beijos,
Pedrita

8 comentários:

  1. Deve ter sido um recital interessante, por cá nos saraus passa pouca música de compositores brasileiros, talvez aí seja semelhante em relação aos portugueses.

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  2. Oi, Pedrita,

    Não tinha ouvido falar desta musicista. Pareceu-me que ela foi realmente talentosa e bonita, vou procurar conhecê-la.

    Beijo

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    1. marly, gostei muito das obras que ouvi nesse dia.

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  3. Tudo desconhecido para mim. Bem longe do meu mundo.

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    1. liliane, infelizmente a música erudita brasileira aparece pouco na mídia. fica em nichos restritos. uma pena para quem não tem a oportunidade de descobrir esse mundo mágico e belo.

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Bons comentários!