A trama circulou com as três Marias da Graça, mães solteiras, como boa parte das mulheres brasileiras. Dira Paes faz a mãe de Sophie Charlotte que faz a mãe de Alana Cabral que logo no início se descobre grávida aos 15 anos como aconteceu com sua mãe e avó. A novela trabalhou inúmeros segredos como o pai de Joelly que escondeu o pai da criança da família. E mexeu com várias questões complexas. Gerluce é cuidadora que ficou no lugar de sua mãe que ficou doente. Hábito pavoroso no Brasil, filhos tomarem o lugar de outros profissionais, como se a família fosse uma propriedade dos patrões.
Arminda e Ferretti eram os grandes vilões. Ela está viúva. Os dois sempre traíram seus cônjuges e sempre estiveram juntos. Ferretti criou a fábrica de farinha pra fazer remédios falsos. Ele é o grande benfeitor, doando remédios para a população. O que ganhava de doações para fazer os remédios, ele e Arminda embolsavam. Grazi Massafera e Murilo Benício estavam majestosos. E o casal tinha uma química absurda e flertavam com o absurdo, bem ao estilo de Aguinaldo, o que faz tudo ficar tão genial. A mãe de Gerluce é uma das vítimas dos remédios falsos. Ela só vai piorando. E outros personagens vão morrendo pelos falsos tratamentos. Gerluce lidera e une um grupo para "expropriar" a estátua Três Graças da Arminda pra comprar remédios verdadeiros. Eles são da Chacrinha que é praticamente um personagem. No grupo estão duas vítimas dos remédios falsos, Júnior que perdeu o pai do ótimo Guthierry Sotero e Misael de Belo que perdeu a esposa. Marcos Palmeira é o pai que nunca assumiu a paternidade de Gerluce.
Viviane é a farmacêutica que não aguentava ver os doentes piorando, com a maravilhosa Gabriela Loran, que personagem. Melhor amiga da Gerluce, a fidelidade delas é tocante. Começam os boatos dos remédios falsos. Há muitas tramas e subtramas incríveis. Viviane se apaixona pelo filho do Ferretti que trabalhava na fundação dos remédios falsos. Pedro Novaes estava ótimo como o mimado Léo. O público ficou revoltado com a absolvição dos homens tóxicos. A trama mostrava a solidão das mulheres, realmente sair perdoando as violências deles foi revoltante. Mas no caso da Viviane eu consegui entender. Léo parecia mesmo que mudava. E gostei que Joaquim parecia que seria perdoado, até que Lígia percebia que ele não tinha mudado muito. Também gostei que Lígia não ficou com o pastor de Enrique Diaz, um homem humano, mas conservador. Lígia era uma mulher livre, ia ter que se moldar muito pra ser esposa de um homem tão religioso. Lígia era religiosa também, católica, mas não cheia de regras e condenações evangélicas da igreja dele.Os casais eram maravilhosos. Lorena e Juquinha foram a sensação. O sucesso foi tanto que a emissora criou uma novela vertical só pra elas. Acabei não vendo. Alanis Guillen e Gabriela Medevedovsky arrasaram. Juquinha era policial. A construção das personagens foi muito linda. Juquinha sempre amou mulheres, pra Lorena foi uma descoberta. Sim, concordo, estragaram o final. No último capítulo fizeram Juquinha ser barriga solidária do cunhado. E pior, junto com a gravidez de sua amada. Concordo que uma não conseguiria ajudar a outra na amamentação dupla. Além de ser grosseiro transformar Juquinha em uma barriga solidária.
A delegacia fez sucesso. O trio formado por Juquinha, Delegado Jairo e Paulinho arrasaram. André Mattos e Rômulo Estrela estavam ótimos. Paulinho se apaixonou e tinha um belo romance com Gerluce. Gostava das inúmeras contradições da novela. Gerluce precisou esconder a expropriação do amado, eram ótimos conflitos. Foi muito engraçado praticamente todo o elenco se mudando para a delegacia. E muito boa a crítica que a justiça não é igual pra todos. Enquanto os mocinhos começam a ser presos, Ferretti continua se livrando de seus crimes comprando a tudo e a todos na justiça.Lindo o amor da doce Kellen com Zé Maria. Ela filha do pastor, ele o médico que fazia trabalho voluntário na Chacrinha. Adoro os dois atores Luíza Rosa e Túlio Starling.
Gostava demais de Zenilda que foi defendida bravamente por Andréia Horta. Enganada uma vida toda por Ferretti, vê seus filhos amados serem expulsos de casa pela escolha amorosa deles. Dona de casa dedicada, tinhaa abandonado tudo para cuidar dos filhos e da família. Advogada, resolve reassumir a profissão e passa a ajudar os injustiçados da trama. Deixa que a Zenilda resolve. Rogério de Du Moskovis tinha sido dado como morto e reaparece. A novela teve vários clichês deliciosos, mas o personagem não serviu pra grande coisa. Ele jurou que ia ajudar o filho que ignorou. O filho conseguiu apoio e moradia na casa da mãe do seu filho.
O penúltimo capítulo foi maravilhoso! Inacreditável a cena da Arminda tentando fugir com o dinheiro na Chacrinha, que se espalhou e levou a população atrás. Que realização! Tudo impecável. A novela fez muitas referências a grandes sucessos de Aguinaldo, delicioso. O elenco e tramas primorosas continuam, vou parar por aqui. Que novela! Que saudade!
Beijos,
Pedrita











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