Luanda, Lisboa, Paraíso de Djaimilia Pereira de Almeida
Terminei de ler Luanda, Lisboa, Paraíso (2018) de Djaimilia Pereira de Almeida da Todavia pela MECLivros. Queria muito experimentar esse sistema. Li pelo celular. É preciso entrar pelo cadastro do gov br e "emprestar" o livro por 14 dias, podendo pedir ampliação de mais 14 dias, o que não precisou. Eu li muito em bibliotecas por São Paulo. Teve uma época em que era sócia de 6, eu preferia a da Fiesp que tinha livros novos, bibliotecas tem mais livros antigos. E na Fiesp era possível pedir mais tempo. Eu escolhia sempre livros pouco procurados, porque se quisesse aumentar o tempo, mas teria fila de espera, não seria possível. Não sei como funciona na MECLivros. Gostei, mas eu prefiro imensamente mais o livro em papel, por inúmeros motivos. Agora mesmo não pude devolver o livro porque vim escrever aqui. E não sei se me agrada voltar ao passado em ter tempo de leitura. A liberdade de poder ler no meu tempo, ter o livro pra consultar quantas vezes quiser, é muito mais prazeroso. A obra (2022) da capa é de Lucas Almeida. Esse livro foi vencedor do Prêmio Oceanos 2019.
Obra de Fineza Teta
Um garoto nasce coxo. Sua família é de Luanda. Antes dos 15 anos ele precisa ser operado pra corrigir o defeito. Seu pai vai com ele a Lisboa. O tempo de recuperação é muito lento. Com isso seu pai vai se ambientando em Lisboa e começa a pensar em não voltar mais, mesmo nunca verbalizando.
Obra Kizua (2021) de Cláudio Feliciano.
Em Lisboa o livro passa a trazer de vez em quando cartas dos pais do garoto. Cartas que vão escasseando com o tempo. Apesar de pai e filho ficarem em Lisboa a vida fica sempre pior, cada vez mais miserável. Pai e filho trabalham como pedreiros e vão morando cada vez mais longe. Até que a casa queima e perdem o pouco que tinham. É um livro triste, desesperançoso. Vidas que nos atropela, não deixa escolha e se finda na mais profunda miséria. Me emocionei muitas vezes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Cultura é vida!