Assisti ao espetáculo Cândida de Bernard Shaw no Teatro Augusta. Desde o ano passado que eu queria ver essa peça. A direção, cenários e figurinos são de Zé Henrique de Paula e a realização é do Núcleo Experimental. Um reverendo, mestre da oratória é casado com uma linda mulher. Eles têm uma vida pacata até que se aproxima da família um jovem poeta de 18 anos. O texto é todo ambíguo, forte e contundente.Gostei da escolha da direção que fez os atores apresentarem os personagens no meio da peça com o texto rico e inteligente do Bernard Shaw. Normalmente nós assistimos a um espetáculo com a visão do diretor sob os personagens, dessa vez, nosso olhar se organiza conforme o olhar do autor. Eu não li esse texto, mas se tivesse lido, eu veria a escolha do diretor, mas já saberia a do autor, claro, se lembrasse, gostei da ideia do diretor nos lembrar do olhar do autor. Inclusive o texto é tão magnífico que quero ler agora. Outra questão é que raramente falam de amor, o realismo de Bernard Shaw incomoda, os sentimentos são bem mais reais e bem mais difíceis de aceitá-los.
Cândida é a bela e talentosa Bia Seidl, o reverendo é o ótimo Sergio Mastropasqua. Os outros do elenco são: Thiago Carreira, João Bourbonnais, Fernanda Maia e Thiago Ledier. Cândida fica em cartaz só mais esse mês. Fui em um sábado de carnaval e o teatro estava muito cheio. Meu pai tinha perguntado de manhã se ainda havia público para teatro já que hoje tem a televisão, e eu disse que sim. Ele vai ficar surpreso que mesmo em um sábado de carnaval o teatro estava quase lotado.
Assisti Charada (1963) de Stanley Donen no Telecine Cult. Soube desse filme pela programação no site. Quando vi que é com a Audrey Hepburn não pensei duas vezes em assistir. Gostei muito! É todo irônico, com um humor sutil e muitas cenas subliminares. É preciso ver mesmo antes dos textos. No início vemos um trem e um homem ser arremessado. Depois começa o filme e nossa protagonista está em um hotel na neve, ela quer se divorciar, acha que não é amada e não ama. Seu marido não a acompanhou na viagem. Quando ela retorna para Paris não há mais nada no apartamento, nem mesmo seus objetos e roupas. Um policial a procura e avisa que possivelmente seu marido é o homem morto encontrado perto da linha do trem.
Viúva, descobre que desconhecia o seu marido e começa a correr risco de morte. Um belo homem interpretado pelo Cary Grant a ajuda. Ainda no elenco: Walter Matthau, James Coburn e George Kennedy. Nos créditos informam que Audrey Hepburn veste Givenchy e são belíssimos os seus figurinos. Audrey Hepburn ganhou Bafta de Melhor Atriz. A belíssima trilha sonora é de Henry Mancini.
Assisti Amantes (1984) de John Cassavetes no Telecine Cult. Eu vi poucos filmes desse diretor, na verdade esse é o segundo. O título original é Love Streams. São dois irmãos diferentes, um ama todos, mas não ama ninguém e a outra ama demais. É um filme que incomoda, instiga. O que mais me incomodou foi a relação com as crianças e os animais. Os dois só bebem e fumam e piram. Ela parece mais perdida que ele.
Ele é o próprio John Cassavetes, ela, mais linda que nunca é a Gena Rowlands. Alguns outros do elenco são: Seymour Cassel, Margaret e Diahnne Abbott e Jakob Shaw.
Assisti Carmem em 3D (2011) da Royal Opera House no Cinemark. Há uns anos começaram a trazer gravações de óperas para o cinema, sempre tive curiosidade de ver, mas nunca tinha ido. Fui dessa vez no Shopping Cidade Jardim ver Carmem de Georges Bizet. Não chega a ser minha ópera preferida, mas essa montagem é tão impactante que foi difícil não adorar. Gostei de tudo, elenco, cenários, iluminação, figurinos, orquestra. Foi com a Orquestra doRoyal Opera House de Londres, sob regência do maestro Constantinos Carydis. A diretora foi Francesca Zambello. Carmem foi interpretada por Christine Rice, Dom José por Bryan Hymel, Micaela por Maija Kovalevska e Escamillo por Aris Argiris.
Gostei muito do realismo dos figurinos. As ciganas vinham com roupas aparentemente encardidas, mesmo a Carmem. De tom avermelhado só o corpete e a saia debaixo da saia suja. Só no final, quando Carmem é bancada pelo toreador é que seu figurino fica mais refinado. O Designer é Tanya McCallin e a iluminação é de Paula Constable. Mesmo não sendo o melhor 3D que já vi, era uma sensação muito boa parecer que eu estava sentada no palco vendo toda a encenação. Essa sensação parecia que eu via ao vivo e não no cinema. Ressalto que eu tenho pouca experiência nessa nova tecnologia, o 3D, afinal só vi o Avatar e sobre o que eu tinha lido, esse filme foi muito estudado e testado antes da cópia. final.
Carmem em 3D tem algumas exibições de 12 a 20 de março nos Cinemarks do Brasil todo, até mesmo em Manaus do meu amigo blogueiro Gammelo. As informações e as cidades em que serão exibidas estão no site do Cinemark.
Assisti A Máquina do Tempo (2002) de Simon Wells na HBO. Tinha vontade de ver esse filme, tinha amado o que resultou nesse, sabia que esse não tinha muitos elogios e como mal ouço falar nesse filme imaginei que não deveria ser uma maravilha. Mas a ideia de poder voltar no tempo ou se adiantar a ele sempre me soou fascinante e acho que muitos também sentem o mesmo. O filme é bem fraquinho, funciona, é bonitinho, mas quando os monstrinhos do futuro chegam fica bem sofrível. São lindas as cenas no passado, quando ele pede a sua amada em casamento. Depois ele segue para o futuro e as soluções são interessantes. A Máquina do Tempo de hoje já tem recursos modernos, portanto em um futuro próximo que nosso protagonista viaja, 2033, não é muito diferente de hoje.
Quando nosso protagonista viaja distante demais, aí o filme fica bem tosquinho. Lindas as duas mulheres que aparecem no filme: Samantha Mumba e Sienna Guillory. Nosso protagonista é o Guy Pearce. Simpático o personagem do Orlando Jones. O Jeremy Irons não deve ter ficado muito confortável em seu personagem, espero que ao menos tenha ganhado muito bem para fazer esse papel.