O marcador de livros é a imagem da obra Bailarina olhando a planta do seu pé direito de Edgar Degas do MASP
Tom é diferente da série. No livro, Tom tem a mesma altura de Dickie. Ele tem o cabelo preto e o outro quase loiro, mas os dois são bem parecidos. Na série, Tom é bem diferente de Dickie e mais baixo. É um livro pra ser degustado, apreciado com calma. Ao final acabei lendo mais avidamente. Achei fascinante como a autora escreve cinematograficamente, parece que sentimos e vemos as imagens pelos detalhes. Sentimos o calor da areia da praia, parece que conseguimos ver os anéis de Dickie, o cabelo esvoaçando. O que mais me fascina nessa obra é que acabamos torcendo pelo perigoso Tom, não queremos que ele seja pego. Incrível como a autora consegue criar um personagem que nos seduz e que torcemos por ele. Volte e meia me causa desconforto eu torcer por Tom escapar.
Personagens do livro fazem insinuações sutis sobre Dickie e Tom. Segundo Marge, que é apaixonada por Dickie, os dois estariam juntos. Um outro personagem acha que não, que Tom só gostaria dele mesmo e acho que essa é a melhor definição. Eu acho que Tom era fascinado pela vida do Dickie, pela altivez do Dickie e queria ser o Dickie, não só em seus movimentos, roupas, mas principalmente pela sua vida luxuosa e pela não ostentação, típica de uma pessoa rica. O livro insinua bastante a possibilidade de Tom gostar afetivamente de Dickie e de homens, mas como disse tudo é sutil e eu acho que Tom não gosta de ninguém a não ser dele mesmo.
Obra Paisagem (1970) de Mario BardiGostei demais da obra, quero continuar acompanhando Tom em suas desventuras.






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