quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A Residência

Assisti a série A Residência (2025) de Paul William Davies na Netflix. São só 8 episódios, gostei bastante. A série é a Uzo Aduba, o charme está todo em seu personagem, a divertidíssima e brilhante detetive Cordelia Cupp. No Brasil está como Assassinato na Casa Branca, sempre títulos sem graça, com spoilers e óbvios demais.


 

Um homem é morto na Casa Branca enquanto acontecia um jantar. A Casa Branca é um personagem e é uma delícia a infinidade de cômodos. São portas secretas que não acabam mais, cômodos secretos, Uma delícia! Me lembrou o jogo de tabuleiro Detetive. Quem morre é o chefe dos empregados (Giancarlo Esposito) e é dado como suicídio. Cordelia discorda. Ele morre no quarto azul. Será mesmo?

Cordelia é doida por pássaros, é a parte mais chata, mas não tem como dissociar a série sem a análises dos pássaros. É noite e ela fica procurando pássaros à noite, quando eles dormem, nem parece que entende mesmo de pássaros. Cordelia faz um paralelo do comportamento de espécies de pássaros com pessoas. É uma engenharia de raciocínio, o que mais gosto desses filmes e séries policiais, ficar pensando junto com a detetive as possibilidades. A edição é excelente e nos ajuda a montar e remontar o quebra-cabeça.
É gente que não acaba mais. A série começa mostrando a engrenagem gigantesca de funcionários pra fazer tudo ficar perfeito tanto na Casa Branca, como no jantar. É delicioso! Fascinante a Casa Branca de biscoito, enfim, tudo é incrível.  Acompanha a detetive na investigação o policial do ótimo Isiah Whitlock Jr. e o do FBI por Randall Park.
O presidente aparece pouco, é um presidente aleatório. Seus familiares que moram na Casa Branca aparecem muito mais.
A série é muito bem coordenada, cheia de surpresas deliciosas. Ao final tem aquele clássico número policial de juntar um grupo e andar por cômodos até se revelar o assassino.

Beijos,
Pedrita

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