segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

De Amor e Trevas

Assisti De Amor e Trevas (2015) de Natalie Portman no Telecine Play. É baseado em um livro do Amos Oz sobre suas memórias. É inacreditável mas nunca li nenhum livro desse autor. Meus amigos já leram, mas eu ainda não. Nesse livro Amos Oz conta a trágica história de sua família. A sinopse conta o final do filme.
Quem relata a história é o garoto.  Tudo é visto pelo olhar do garoto. Ele começa contando a história da mãe quando criança, ela vinha de uma família de posses e viviam confortáveis. A mãe se casa e tem seu único filho. Judeus, eles inicialmente fogem da Ucrânia, depois na Segunda Guerra Mundial fogem para o Mandato Britânico na Palestina. É época de muita tristeza, fome e miséria. O pai é escritor, fiquei curiosa para conhecer o livro do pai de Amos e trabalha em uma livraria. A mãe adora contar histórias para o filho, interessante que não são histórias infantis, algumas são bem trágicas. Histórias de tradição oral. O menino é louco pela mãe.
Os ingleses tiram a posse da terra, é criado o Estado de Israel, o pai fica eufórico, a mãe nem tanto e é quando o casal começa a se descompassar. Os palestinos são segregados e começam a se confrontar com os israelenses. Há muita sutileza em falar dos confrontos. Na narração falam que palestinos e israelenses passaram a se atacar quando na verdade quem sempre atacou os judeus e os palestinos foram a Europa e em vez deles lutarem com quem os massacrou, eles passaram a brigar entre si. O pai vai a luta armada, o garoto passa a colaborar procurando objetos, tudo com muito risco, bombas e violência. 

Pela casa deles ser mais segura, eles abrigam várias famílias separadas por lençóis. Uma amiga da mãe é morta. A mãe vai se silenciando em uma dor sem fim. É lindo demais como o garoto cuida da mãe, de cortar o coração. Gostei demais do filme, da delicadeza como é retratado. O garoto cuida muito da mãe, com uma dedicação que emociona. É no garoto que a mãe se ampara. Lindinho quando o garoto imagina várias formas de salvar a mãe como se fosse um super herói. Com a desilusão, o garoto vai viver no Kibbutz Hulda e muda de nome. Gostei da direção, da delicadeza em mostrar o universo feminino e suas sensibilidades, pouco visualizadas pelo perfil masculino. Natalie Portman está maravilhosa e como é fofo o ator que faz o garoto, Amir Tessler, é o único filme que ele atuou. O marido foi interpretado por Gilad Kahana. O filme é falado em hebraico, não sabia que Natalie Portman fala em hebraico, nem que ela é judia, nem que nasceu em Jerusalém. A família dela se mudou para os Estados Unidos quando ela era bebê. Minha admiração por essa atriz aumentou mais ainda após esse filme.

Beijos,
Pedrita

16 comentários:

  1. Eu já quero muito ver esse filme!
    Parece maravilhoso <33

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  2. Eu já li Judas do Amos Oz, muito bom. Gostei muito dele. Quero ver se leio esse do filme antes de assistir. Amei saber que é todo em hebraico. Não sabia.
    Beijos
    Adriana

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    1. adriana, eu quero ler ao menos uma obra dele.

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  3. Só li de Amos Oz a obra que dá origem a este filme, confesso que gostei muito do livro e recomendo.
    http://geocrusoe.blogspot.pt/2013/08/uma-historia-de-amor-e-trevas-amos-oz.html

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    1. carlos, fiquei com vontade de ler algum livro. não esse especificamente.

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  4. Adoro o autor e esse é o meu livro preferido. O filme mostra uma parte bem pequena do livro, porém importante e muito bem adaptado. Gostei muito!

    Hebraico é um idioma lindo! Vou querer aprender no futuro.

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    1. bruxa, q bacana q souberem escolher só uma parte do livro e adaptá-la bem.

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  5. Natalie Portman é excelente atriz.
    big beijos

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    1. lulu, e mostrou-se uma diretora delicada.

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  6. Pedrita,
    Fiquei curiosa pra ver esse filme, gostei da resenha!

    Beijos ♥

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  7. Me arrepiei lendo a resenha, fiquei louca de vontade de ver esse filme. Deve ser daqueles que a gente chora rios, fica dias pensando e carrega para a vida. Arte em tudo aquilo que importa.

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    1. não cheguei a chorar rios, mas fiquei bem triste.

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  8. Olá Pedrita
    Teve uma época que li seguidamente Amós Oz, "Entre amigos", "Sumri", "Judas" que foi o meu favorito, e "De amor e trevas", mas ainda não assisti o filme.
    A delicadeza com que vc diz que a narrativa foi tratada deve ter sido muito emocionante e de uma tristeza reflexiva.
    Adoro a atriz Natalie!!!!
    Bjs Luli
    Café com Leitura na Rede

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    1. luli, tb adoro a natalie. o filme é muito delicado.

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Bons comentários!