Natalie Portman costuma participar de projetos complexos, muitas vezes que falem da condição da mulher. Essa série é ambientada nos anos 60, nos Estados Unidos. Conta a história de duas mulheres em momentos muito difíceis de suas vidas. A personagem de Natalie, Maddie, é judia, e é humilhada pelo marido que joga toda a comida que ela cozinhou com esmero no lixo. E faz isso na frente das visitas. Ela resolve sair de casa e vai viver em um minúsculo apartamento no bairro negro. Moses sempre teve uma vida difícil. Ela se desdobra pra sustentar a família, marido, dois filhos e a mãe. Nessa foto é quando as duas se cruzam. Cleo é manequim em uma loja de luxo, e Maddie precisa urgente de um vestido para aquele fatídico jantar. Ela comprou cordeiro casher que sujou de sangue sua roupa. Não tem outro vestido além do que está na modelo e ela insiste que quer aquele. A série o tempo todo mostra preconceitos. A gerente e as vendedoras tentam demover Maddie já que a modelo estava bastante tempo vestida com a roupa. E Maddie não liga a mínima. O filme tem vários momentos constrangedores. É incrível! Roteiro inteligente.
Maddie acaba descobrindo onde uma menina desaparecida estava. Ela estava morta no lago. A polícia não entende porque Maddie desconfiou que poderia estar ali. Com o tempo vemos na série porque Maddie achou o lugar e porque conhecia tão bem o local. Maddie é jornalista, consegue dados para uma matéria sobre o caso, escreve em parceria com um jornalista, mas seu nome não é creditado. Ela inclusive não consegue vender o seu carro porque na época precisava autorização do marido e não consegue penhorar a aliança pelo mesmo motivo. É a época inclusive que era proibido relações inter-raciais. Se a jornalista fosse pega romanticamente com um homem negro seria presa.Maddie fica muito doente e delira de febre, com isso ela tem sonhos incríveis. A direção de arte da série é belíssima! Maddie investigava obsessivamente o sumiço de Cleo, então tudo o que aparece no sonho é fruto do que estava em seu inconsciente, do que estudava, misturado a suas experiências. Achei genial a estrutura da série. A trilha sonora é incrível e alguns do elenco cantam na trama como Moses.
Cleo sempre teve uma vida muito difícil. Ela acaba trabalhando na contabilidade de uma casa clandestina de apostas. Seu filho tem anemia falsiforme e o outro a desobedece e também trabalha com apostas. É brilhante como a trama costura a relação das duas mulheres. E gostei muito do desfecho. Mesmo as duas sendo muito amadas pelos seus companheiros, elas resolvem seguir sozinhas.







Bom dia minha querida amiga Pedrita. Obrigado pela dica cinematográfica. Uma excelente manhã de sexta-feira e um grande abraço do seu amigo carioca.
ResponderExcluirluiz, bom domingo.
ExcluirDeve ser incrível essa série, agrega várias frentes e temáticas, um bom desenvolvimento e um bom final
ResponderExcluirConfesso que não conhecia, levo a indicação e vou passar na frente da listinha!
Excelente sua resenha, faz a gente querer conhecer Maddie e Cleo e acompanhar a narrativa.
luli, eu sempre estou vendo algumas séries. essa passou na frente rapidinho. gostei muito.
ExcluirDespertou demais a minha curiosidade! Dá pra ver que a série aborda vários temas, nos quais tenho interesse. Eu achava que o cordeiro 'kosher' (abatido e tratado segundo as leis alimentares judaicas), não ficava sangrando, como as nossas carnes, porque
ResponderExcluiro abatedor remove até as veias dos animais abatidos.
Outro ponto que me chama a atenção é essa tendência (já nem tão nova) que os povos de língua inglesa têm seguido, de colocar nomes masculinos em mulheres: Moses = Moisés, rsrs.
Beijo
marly, eu não tenho esse conhecimento. eu acho lindo o nome moses. acho q vc vai gostar da série.
ExcluirOlá Pedrita que maravilha de resenha...
ResponderExcluirRespondendo ao seu comentário, esse negócio de cimentar os
terrenos está acontecendo em todos os estados do Brasil.
O que acontece em um estado reflete em outro. Menos árvores mais ar-condicionado mais as industrias crescem mais acabam com a saude mais medicos, por conseguinte mais remédios mais a industria farmacêutica ganha e por aí vai... e o ciclo só aumenta....
Obrigada pela visita, bom final de semana.
janice.
janice, obrigada. sim, falam tanto na teoria das crises climáticos, mas impermeabilizam o solo. contrassenso.
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