Assisti Crimes de Autor (2007) de Claude Lelouch no Telecine Cult. Vi na programação no site do Telecine, comecei a ver e pensei em parar logo no início. Estava bastante cansada e fiquei com receio de ser um filme devagar. Os letreiros viam aos poucos no meio de algumas cenas. Começa com o casal protagonista e veio o suspense. Uma moça é largada em um posto de gasolina pelo namorado. Ele a abandona por lá, vai com o carro dela, as malas dela e não atende o celular. Um homem que está no posto oferece levá-la até mais para a frente. Em uma conversa ele diz ser uma pessoa, depois diz que é brincadeira e assim segue o filme. Todo mundo diz ser e nega o que era. Depois um filme entra em outro, um livro vira um filme, o filme vira o livro.
Em todo o momento achamos que agora desven-damos o mistério e logo depois acontece algo e nos pergun-tamos: mas será que foi aquilo mesmo? Quando nosso protagonista fala que finalmente teve uma ideia para um livro, ele relata o filme que vimos e ele diz que no final tudo será esclarecido.
Mas não é o que acontece em Crimes de Autor, estamos sempre na dúvida. O filme é de uma genialidade surpreendente! Fiquei intrigada, simplesmente adorei!
O elenco é muito bom. Adoro a Fanny Ardant. O casal protagonista é interpretado por Dominique Pinon e Audrey Dana. Youtube: Roman Gare
![]() |
| From Mata Hari e 007 |
Beijos,

Terminei de ler O Anjo Silencioso (1949) de Henrich Böll. Peguei esse livro emprestado da minha irmã. Nós começamos, há uns anos, a ler ao menos uma obra de ganhadores de Prêmio Nobel, Heinrich Böll é mais um autor. Amei! Esse livro foi publicado postumamente e no Brasil saiu pela editora Estação Liberdade, essa dessa foto maravilhosa! No início parece um livro de ficção. Em meio a escombros um homem acha um anjo, imagina que seja algo refinado, uma obra de arte, mas percebe tirando a poeira que não é nada menos que algo de muito mal gosto. Como o autor, nosso protagonista volta a sua cidade após o fim da guerra. Sua cidade está destruída. Ele não é um herói de guerra, muito pelo contrário. Passou o período do confronto trocando de identidade.



O garoto acaba tendo muita raiva e em um desses acessos morde a mãe e foge. É nesse momento que começa a fantasia, ele vai parar em uma ilha Onde Vivem os Monstros. Começam diálogos complexos sobre família, união, desunião, raiva, tristeza, abandono. São textos bem complexos. O garoto acaba sendo nomeado rei dos monstros e obviamente que comete equívocos. Apesar dele estimular brincadeiras, nem sempre trazem harmonia. Aborda ainda o ser criança, a alegria de se divertir, mas também as consequências de nossos atos. Onde Vivem os Monstros é baseado nos livros de Maurice Sendak. O garoto é uma graça, ele é interpretado por Max Records, inclusive o personagem se chama Max. O elenco continua com grandes estrelas: Forest Whitaker, James Gandolfini e Paul Dano. A mãe é interpretada por Catherine Keener e a irmã por Pepita Emmerichs. Mark Ruffalo faz uma participação. Gostei bastante da trilha sonora de Carter Burwell e Karem Orzolek.
Eu adorei vários momentos. Gostei da zebra ser confundida com seus iguais e as outras zebras se fingirem dele, fizeram tanta confusão, hilário. Amei o pinguim apaixonado pela boneca de madeira. O número musical do Toto Moto também é hilário. E todos aparecendo dentro da água no que parecia um encontro solitário e romântico muito engraçado.