quinta-feira, 13 de maio de 2021

Sans Toit ni Loi

Assisti Sans Toit Ni Loi (1985) de Agnès Varda no Festival 125 Anos do Cinema no Telecine Cult. Para variar os filmes da Varda no festival não foram pro Now, Telecine. Eu tenho gravado quando quero ver algum pra não perder. Faz muito tempo que não vejo mais filmes na hora que passa. Quando eu assisti ao documentário Varda por Agnès fiquei muito instigada em ver esse filme que no Brasil está com o nome de Os Renegados, gosto do nome original Sem Abrigo, Sem Lei.

É sobre uma jovem mochileira. Começa do fim pro começo. Ela é encontrada morta em uma plantação. E começa a voltar na história. Como ela morreu, as pessoas por quem ela passa vão contando sobre ela. Ela dormia em uma barraca, pegava pequenos trabalhos pra comer, pedia também. Varda contou que as pessoas se incomodavam porque a jovem vivia suja. É inverno, um frio danado, ela vivendo de mochileira, não se lavava. Varda mistura atores e pessoas locais.

A jovem vai se virando como pode. Interessante como a diretora mostra vários comportamentos sociais aceitos como colocar uma avó em asilo pra ficar com tudo dela, mas o da jovem mochileira não é aceito. Nem todo trabalho que oferecem a jovem ela aceita e há quem a julgue por isso. O momento que ela se acha mais é vivendo em um local de imigrantes, a maioria viajou, só está um. Nada é arrumado demais, ela trabalha na plantação, mas quando os imigrantes homens chegam, não querem ela lá. Como vai ficando cada vez mais frio, ela vai ficando cada vez mais debilitada. Muito triste o filme.
Sandrine Bonnaire está incrível como a Mona. Ela se entregou de modo impressionante ao personagem tão pouco convencional e a todas as adversidades nas gravações. Pelo personagem a atriz ganhou César e o filme ganhou vários outros prêmios como Melhor Filme no Festival de Veneza. Ainda no elenco Macha Méril, Yolande Moreau e Stéphane Freiss.

Beijos,
Pedrita 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Vozes e Vultos

Assisti Vozes e Vultos (2021) de Shari Springer Berman e Robert Pulcini na Netflix. Eu amo esse gênero e ando querendo fugir da realidade por algumas horas, então vários desses filmes tem aparecido de modo mais recorrente aqui. O filme é baseado no livro de Elizabeth Brundage. Amei esse filme!

Um casal faz uma festa porque vão se mudar para uma cidade pequena. A amiga da esposa se incomoda que ela vai abandonar um emprego de restauradora para seguir o marido, que será professor de uma universidade. Eles tem uma linda menina. Claro que a casa é mal assombrada e chegam os fantasminhas! Amei! A esposa sofre bulimia!
São segredos atrás de segredos e muito bem coordenados. Amanda Seyfried está excelente, James Norton que faz seu marido também. A fofa filha é interpretada por Ana Sophia Heger. Alguns outros do elenco são: F. Murray Abraham, Natalia Dyer, Alex Neustaedter, Rhea Seehorn, Elliot Frances Flynn, Jack Gore e Karen Allen.

 Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Ilha da Fantasia

Assisti Ilha da Fantasia (2020) de Jeff Wadlow na HBO Go. Eu estava ansiosa por ver esse filme. Amava a série que passa em alguns canais de vez em quando. Tinha vagamente ouvido que era de terror, mas tinha esquecido. E não é que o filme é de fantasminhas!!! Adorei!!!

A ideia básica está lá. Pessoas chegam na ilha paradisíaca de aviãozinho fofo e lá terão escolhido uma fantasia. Só pode ser uma fantasia. E cada um vai viver a sua história. O lado bucólico da da série desaparece, mas eu amei. E tem muitos momentos surpreendentes. 
O anfitrião é interpretado por Michael Peña. A assistente é Pariza Fitz-Henley. Os participantes ganharam a viagem em sorteios. 

As histórias vão se entrecruzando e os mistérios vão aparecendo. Muito bacana! Participam desse primeiro grupo: Lucy Hale, Maggie G., Portia Doubleday, Austin Stowell, Jimmy O. Hang e Ryan Hansen. Como são várias histórias aparecem outros atores: Robbie Jones, Mike Vogel, Kim Coates, Michael Rooker, Jeriya Ben, Ian Roberts, Goran D. Keut e Evan Evagora. Meio infame a piada do Tatto no final, Tatto era o assistente na ilha, mas engraçado de qualquer jeito. E deixa claro que terá continuação, curiosa.

Beijos,
Pedrita

sábado, 8 de maio de 2021

A Bastarda

Terminei de ler A Bastarda (1964) de Violette LeDuc da Portugalia. Em 2015 eu vi o filme Violette sobre essa escritora e fui atrás de seus livros. Achei esse editado em Portugal no sebo e só li agora. Demorei bastante pra ler, uma porque a obra é extensa, outra porque a edição tem uma letra minúscula e tinha vezes que tinha preguiça de ler, já que não era uma leitura confortável ler letras tão pequenas e juntas. É o livro que mais vendeu da autora, quando ela finalmente pode viver da escrita.

O livro conta a história de Violette Leduc. A mãe casou-se, então colocou a filha em um colégio interno. Ela se apaixonou por uma jovem na igreja, mas era platônico. Depois teve um relacionamento longo com Hermine, viveram vários anos juntas. Quando veio a guerra foi viver no campo com um amigo e lá que começou a comercializar ilegalmente, na época da guerra, produtos das fazendas que conheceu. Às vezes o livro seguia para anos na frente. Violette Leduc tinha muita vergonha do seu nariz. É uma história pouco convencional na década de 20, até mesmo para os dias de hoje.
Beijos, 
Pedrita

sexta-feira, 7 de maio de 2021

I See You


Assisti I See You (2019) de Adam Randall na Netflix. Nossa, impressionante! O bom é ver ser nenhuma informação como eu fiz, vou falar do filme abaixo, mas quem quiser ver evite ler. O excelente roteiro é de Devon Graye. No Brasil o nome é sempre péssimo, À Espreita do Mal.

Helen Hunt é mãe de uma família que vive confortavelmente em uma casa enorme que é praticamente um personagem. O casamento está em crise, ficamos sabendo que a mãe traiu o pai. O pai e o filho são muito machistas, duvido que seriam tão duros se a traição fosse do pai. O pai dorme na sala e o filho acha que pode julgar a mãe. Coisas estranhas começam a acontecer na casa.

Que lugar lindo! Li que foi filmado em Cleveland, Ohio. A floresta, o rio. Começa com tomadas da cidade, um rapaz de bicicleta entra na floresta e desaparece. 

O marido dessa família protagonista é policial e está investigando o desaparecimento. Ele é interpretado por John Tenney, o filho por Judah Lewis. Alguns outros do elenco são Owen Teague, Libe Barer, Gregory Alan Williams e Erika Alexander.

É interessantíssimo como o filme é construído. Começa com as investigações e essa família com acontecimentos estranhos na casa. Aí o mistérios dos acontecimentos estranhos vão aparecendo e meio que o filme começa de novo, mas sob nova ótica. Achei que tinha sido resolvido o mistério, mas vai muito, muito mais além. Surpreendente!

Beijos,
Pedrita