quarta-feira, 15 de julho de 2020

A Família Addams

Assisti A Família Addams (2019) de Greg Tiernan e Conrad Vernon no Telecine Play. Eu tinha um certo receio de ver essa animação, tinha amado tanto os filmes que tinha medo que tudo ficasse muito irreal, já que com o animação os personagens podem fazer muitas ações impossíveis, mas o filme é uma graça. Amei!
Começa com o casal tendo problemas na cidade que vivem. Eles resolvem procurar um lugar onde não sejam hostilizados pelos moradores. Eles acham então a mansão que tinha sido um hospício e encontram o Frankenstein. A trilha sonora é demais e tem no spotify. O Frankestein é pianista e toca muitas músicas incríveis.

O tempo passa, os filhos nascem, crescem e a filha continua o personagem mais interessante. Ela insiste e vai a escola. A cidade tem uma maluca que ama reformas, tudo cor de rosa e florido que quer reformar o casarão dos Addams. A filha dela é rebelde e a  nova amiguinha Addams ajuda a menina a escandalizar a mãe e vice-versa. É uma delícia a adolescente Addams chegando em casa toda de cor-de-rosa. Amei o gatinho da família.

Gostei muito como a trama é construída. A insuportável gerente da cidade percebe que o que ela fazia era muito ruim, ela pede perdão aos moradores da cidade sobre o que fazia, fica amiga de um Addams e aceita que os familiares dos Addams também tenham casas na cidade. Gostei muito da aula de tolerância.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 14 de julho de 2020

Paula

Assisti a série Paula (2017) de Alex Holmes na ClaroTV. O roteiro é de Conor McPherson. É uma produção da BBC, quase um filme grande, porque são só 3 episódios. Não chega a ser incrível, mas tem suas qualidades e é interessante. Logo no início ficamos sabendo que uma professora teve um caso com outro professor casado, e que ela está recusando as insistentes investidas dele. A Paula é interpretada pela Denise Gough. A série fala bastante sobre machismo também.

A casa dela está com ratos no porão, ela chama um exterminador e acaba se envolvendo com ele que é interpretado por Tom Hughes. Na verdade a Paula se envolve com todos os homens da série. Esse homem descobre o caso dela com o professor. Ele está com inúmeros problemas financeiros, então resolve faturar fazendo chantagem ao professor. A tentativa não dá certo e o professor morre e ele aparece em um local como se fosse suicídio, parte da polícia aceita a suspeita de suicídio e encerra o caso.

Um policial acha estranha a versão, acha que o caso foi mal investigado. Ee é interpretado por Owen McDonnell. Depois a própria professora o procura falando de ameaças que vem sofrendo. A série fala muito de relações e pessoas disfuncionais.
Beijos,
Pedrita

domingo, 12 de julho de 2020

Em Guerra

Assisti Em Guerra (2018) de Stéphane Brizé  no Festival Varilux de Cinema no Looke. Eu queria ver esse filme porque é o mesmo diretor de Uma Vida que comentei aqui. Eu tinha gostado muito do estilo do diretor e ficado inquieta com o modo de filmagem.

Em Guerra é mais inquietante ainda. Um grupo faz greve porque querem fechar uma indústria em uma cidade na França. Os funcionários estão revoltados porque há dois anos fizeram um acordo com a fábrica, que trabalhariam mais 5 horas para ajudar a empresa a se reequilibrar. A indústria dá lucro, leva bilhões, os funcionários só ficam com os ônus, mas os acionistas acham melhor fechar. Todos os debates vão para o livre mercado, o direito de uma indústria de ser fechada, redução de concorrência, práticas predatórias empresariais, sobre ética, desrespeito a acordos. Os mais fracos são os únicos prejudicados.
Não é um filme fácil de assistir porque praticamente o tempo todo eles estão em reuniões, manifestações e tentando que alguém faça uma reunião com eles. Essa é a parte mais irritante desses empresários e dirigentes, eles se recusam a sentar para conversar. Exploraram o quanto puderam enquanto foi conveniente em ter de cada funcionário mais 5 horas de produtividade, mas não deram o direito nem de ouvir os funcionários falarem suas reivindicações.
O filme é feito como se fosse um documentário, filmado como dá em meio a manifestações e reuniões. No estilo bem realista que já tinha encontrado no outro filme. Vincent Lindon está impressionante! No meio do elenco estão trabalhadores. É um filme muito trágico.

Beijos,
Pedrita

sábado, 11 de julho de 2020

O País do Cinema

Assisti O País do Cinema (2020) de Mardello Ludwig Maia sobre o filme O Auto da Compadecida (2000) com Matheus Nachtergaele e Virgínia Cavendish. A apresentação é da Andréia Horta. Nessa nova temporada, o programa vai entrevistar participantes de filmes icônicos do cinema brasileiro. 20 anos se passaram depois da estreia desse filme. Ouvir as histórias foi fascinante. Matheus fala que encontrou com Ariano Suassuna em um evento e que o autor não falava nada com ele e a agonia que ele passou. No final, o escritor entregou um carta, queria muito ver essa carta. São muitas histórias, foi uma delícia de programa. No final, sempre pedem que os entrevistados escolham uma cena que mais gostam.

O segundo programa falou do filme Carandiru (2003) com Caio Blat e Luiz Carlos Vasconcelos.  Eu adoro esses atores que contaram bastante sobre o processo do filme. Luiz Carlos disse que chegou a acompanhar o Drauzio Varella nas consultas no Carandiru, que foi como um assistente. Esses episódios foram gravados antes da pandemia.
Agora O País do Cinema passa toda quinta-feira, após a exibição do filme. Gostei bem mais desse formato. Deixei de ver muitos episódios porque ainda não tinha visto os filmes.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 8 de julho de 2020

O Pintassilgo

Assisti O Pintassilgo (2019) de John Crowley na HBO. Eu queria muito ver esse filme, apesar das inúmeras críticas negativas, porque tinha amado o livro de Donna Tartt que comentei aqui. O filme daria uma série, talvez até mais temporadas. Colocar toda a trama num filme só não é uma tarefa fácil.

Eu gostei demais dos dois atores que fazem os garotos. Oakes Fegley interpreta bem demais o protagonista. Praticamente todo o filme é ele, mas boa parte da promoção do filme foca no ator que faz ele adulto, Ansel Elgort. Fofíssimo o garoto que interpreta o Andy, Ryan Foust. Bem como eu imaginava os dois, absurdamente inteligentes e introspectivos. Nicole Kidman interpreta a mãe que abriga o amigo do filho na casa dela por um tempo.
Jeffrey Wright interpreta o dono do antiquário, onde o protagonista realmente se sente bem. A sua amada Pippa é interpretada por Aimee Laurence e por Ashleigh Cummings. O pai é interpretado pelo Luke Wilson e a madrasta por Sarah Paulson.

Seu amigo Boris é interpretado por Finn Wolfhard e Aneurin Barnard. O filme se atropela um pouco porque é muita história pra tão pouco tempo. Até esticam um pouco a duração que tem mais de 2hs, mas é pouco ainda pra tanta complexidade e conteúdo. Eu fiquei na dúvida se quem não leu o livro irá entender a trama. Como eu li o livro em 2017, eu acabei entendendo bem o filme, mas não sei se alguém que não leu, consegue. 

Eu amei o livro e é uma ótima indicação para esse isolamento. Extenso, o livro prende muito a atenção.

Beijos,
Pedrita