Assisti The Little Stranger (2018) de Lenny Abrahamson na Netflix. Eu procurava um filme pra distrair, não estão sendo dias fáceis e achei essa preciosidade. Achei que era filme de fantasminha e resolvi ver. Que filme psicológico e profundo. É todo nas entrelinhas. É baseado no livro de Sara Waters que quero muito ler.
Um médico começa a ajudar uma família decadente. Aos poucos ele conta que na infância esteve dentro daquela casa uma única vez, que ele era o filho da empregada. Ele é interpretado brilhantemente por Domhnall Gleeson. Charlotte Rampling faz a dona da casa. Sua filha é interpretada por Ruth Wilson.
Há ainda um outro irmão, que esteve na guerra, interpretado por Will Poulter. A empregada é interpretada por Liv Hill.
As duas crianças do passado são interpretadas por Oliver Zetterström e Tipper Seifert-Cleveland. A mansão também um importante personagem.
Dança tem outra retrospectiva esquisita. Só vi um único espetáculo, quando já não deveria mais sair, me arrisquei muito. Um pouco depois tudo foi fechado.
Já na proteção da minha casa, participei da incrível experiência de Amor de Quarentena. O projeto fez tanto sucesso que continua com outros participantes.
Assisti Emma (2020) de Autumn de Wilde no TelecinePlay. Esse filme foi muito elogiado e gostei muito do livro da Jane Austen que comentei aqui. Emma é uma moça arrogante, mimada, insuportável e muito, mas muito rica. A autora é sempre muito mordaz em mostrar as perversas regras sociais da época. Se você não gostou da Emma, lembrem-se, a autora fez a Emma pra nós a odiarmos, ela é insuportável e arrogante.
Sem ter o que fazer, já que tudo é feito por empregados, ela resolve se meter na vida afetiva das pessoas. Ela não faz nada, até se vestir fazem por ela. Acho que se na época dissessem que ricos não poderiam comer com as próprias mãos, os empregados dariam comida na boca. Diferente de muitas mulheres da época, ela pode dar-se ao luxo de ficar solteira. Riquíssima, com vida confortável, ela pode ficar solteira. Seu pai é interpretado por Bill Nighy.
O que ela faz com a suposta melhor amiga é abominável. Ela acha o partido da amiga mais pobre que ela, então tenta arrumar outro casamento e desestrutura mais ainda a amiga sem personalidade. Anya-Taylor Joy está excelente! A amiga é interpretada por Mia Goth. Alguns outros do elenco são: Josh O´Connor, Johnny Flynn, Gemma Whelan, Amber Anderson, Miranda Hart, Rupert Graves, Callum Turner, Connor Swindells e Tanya Reynolds.
A direção de arte é de tirar o fôlego. É um filme deslumbrante! Lindíssimas locações, belíssimos figurinos, e uma fotografia primorosa.
Assisti ao especial de Natal Juntos a Magia Acontece (2019) de Cleissa Regina Martins na TV Globo. A direção é de Maria de Médicis. É reprise do ano passado, da outra vez não vi mas ouvi os elogios. E como é lindo. É promocional da Coca-Cola, mas tão, tão lindo. É Natal, a personagem da Zezé Motta está arrumando a árvore e morre. É sutil e delicado!
O personagem do Milton Gonçalves fica viúvo e vai morar com a família da filha interpretada pela Camila Pitanga. O marido dela está desempregado, outro ator que adoro, Luciano Quirino. O casal tem uma filha, que atriz linda e talentosa, Gabriely Motta. Chega então para o Natal o filho que está afastado, Fabrício Boliveira. Todos tem pequenas desavenças. Até mesmo a menina está com desentendimentos com os amigos porque ela ainda acredita em Papai Noel.
O avô quer arrumar trabalho de Papai Noel pra ajudar a família, mas não consegue porque é negro. É uma história tão linda, tão cheia de significados e bem realista. A menina consegue cartinhas pro Papai Noel mas aparecem muito mais do que a família daria conta.
Uma loja ajuda bastante, os vizinhos ajudam como podem mais um tantinho, é muito lindo. E sim, juntos somos mais fortes. Em tempos tão difíceis, é bom entender que todos nós precisamos uns dos outros, que cada um pode dar o que pode. Também é bonito porque fala da compreensão pelo outro, pelas dificuldades do outro, entender que cada um tem um caminho, e que ficar brigando pelas escolhas dos outros só nos magoa e nos enfraquece. Uma aula de tolerância, amor e empatia.
Vários atores fazem participações: Tony Tornado, Alice Wegmann, Francisco Cuoco, Zezé Polessa e Aracy Balabanian.
Esse então fica a postagem de Natal. Em tempos difíceis, eu desejo mesmo é que vocês se protejam ao máximo e se possível só se encontrem virtualmente. Se cuidem.
Assisti Alita: Anjo de Combate (2019) de Robert Rodriguez no TelecinePlay. É baseado nos quadrinhos do japonês Yukito Kishiro, adoro quadrinhos e filmes baseados neles. Eu queria um filme com cara de fim de semana, estou vendo no modo arrastado vários filmes que continuo insistindo em terminar, mas não estava afim de ver no fim de semana e fiz essa boa escolha. O 007 disse que foi muito mal de bilheteria e que talvez não tivesse uma continuação, uma pena porque eu gostei muito.
Me apaixonei pela Alita e pelos personagens, só grandes atores. Alita é interpretada por Rosa Salazar. Christoph Waltz é um médico, ele pega peças nos ferros velhos e conserta robôs e humanos com as peças. Até que ele acha Alita. Bem pra frente do filme descobrimos que ela é um modelo em extinção. É mais um filme que mostra que a maioria vive um cidades insalubres e só alguns privilegiados vivem na cidade suspensa que nós não conhecemos. Exatamente como nós vivemos, embora falsamente na mesma cidade. Uns com direito a tudo e os outros no salve-se quem puder. O 007 disse que eu vou ter que esperar bastante pra ver a cidade, já que deve aparecer na continuação.
Outra médica que serve ao mal é interpretada pela maravilhosa Jennifer Connelly. O mal da cidade suspensa comanda o personagem de Mahershala Ali. Infelizmente esses dois personagens não estarão na continuação. Alguns outros do elenco são: Ed Skrein, Idara Victor, Kean Johnson, Jorge Lendeborgh Jr. e Jeff Fahey.
Eu fiquei muito preocupada que as cenas de Rollerball iam tomar o filme todo, mas são muito rápidas e bem feitas. Nem dá tempo de se irritar com elas.