Assisti Mother Mary (2026) de David Lowery no HBOMax. Eu fiquei com vontade de ver esse filme porque gosto muito da Michaela Coel. É um filme ruim e pretencioso, mas esteticamente lindo!
Anne Hathaway é uma mega star. O filme começa com o início de um show dela. Li que a atriz fez questão de ser ela mesma nos números de canto e dança. Tem uma dança que ela faz no ateliê que é deslumbrante!
A artista está em crise e resolve procurar sua antiga estilista que hoje assina como Sam Anselm. A identidade de gênero nunca fica clara. A estilista fala de vez em quando no masculino, outras vezes no feminino. Elas foram muito próximas no início da carreira da mega star. Praticamente todos os figurinos de shows no passado, foi ela que confeccionou. A artista não está bem, ela quer então um vestido que retrate esse momento e sua música. A estilista não quer ouvir a música, porque ela percebe que é o sentimento da artista que importa mais nesse momento. Essa premissa toda é muito boa. Essas conversas iniciais. Me incomodou profundamente que a artista fala chorando o tempo todo, desnecessário.
O filme é longo demais, teatral demais e desanda completamente na metade. Foi difícil chegar até o final, mas eu queria ver o que acontecia, não precisava, termina tão perdido como começou. Na metade fica muito sobrenatural. A artista diz ter participado de uma sessão com espíritos e dali em diante algo entrou nela. A estilista faz um ritual pra tirar essa entidade. Como o filme é sobre uma pop star, com um perfil jovem, achei leviano demais as cenas de auto mutilação, irresponsável demais. O filme faz como metáfora, mas é subjetivo demais e a parte física é objetiva demais, perigosa demais. Eu me irrito muito quando filmes usam o sobrenatural como algo real. Soa falso e ruim. Gosto do sobrenatural pra contar uma história, mas que sabemos que é irreal. Nesse querem dar realidade a uma infinidade de baboseiras. Outra questão que não gostei é que a pop star se vitimiza o tempo todo. Ela ficou milionária, é privilegiada, pode ter o chilique que quiser, pagar a terapia que quiser, mas acha que é a única sofredora do universo. Ela não tem um único pensamento coletivo sobre o bem estar da humanidade, só vive para o próprio umbigo.
O filme é esteticamente lindo, as cenas são muito bonitas, a fotografia, cenários. Quem consegue pular as cenas chatas terá uma experiência bem melhor.
Assisti a 1ª Temporada da série Matéria Escura (2024) de Blake Crouch na AppleTV+. O filme é baseado no livro homônimo. Não entendi porque demorei tanto pra ver. Vários blogueiros por aqui também adoram a temática. O filme se baseia em física quântica, que há vários mundos semelhantes superpostos simultâneos.
O elenco é incrível. O personagem de Joel Edgerton é feliz no casamento. Sua esposa é interpretada pela maravilhosa Jennifer Connelly. Ele vai em um bar, é sequestrado, colocado em uma caixa e quando sai, está em um laboratório e é preso. A série é sobre multiverso. Quem o sequestrou é ele mesmo de outra dimensão. O ele de outra dimensão que criou a caixa preta, por isso ele abdicou pela ciência do amor por sua esposa e não teve filhos. Viajando pela caixa, ele começa a invejar o Jason casado, feliz e com filho adolescente. E tem a brilhante ideia de roubar a vida do outro e se passar pelo outro.
O Jason sequestrado consegue fugir do laboratório e leva junto a namorada do Jason que criou a caixa. Ela é a incrível Alice Braga. Eles tem muito dificuldade de entender como a caixa funciona e são interessantíssimos os mundos que eles encontram. É fascinante.
Os dois últimos episódios são de enlouquecer. Inúmeros Jasons vão em busca da família ideal do Jason. Tem hora que ficamos confusos sobre quem será o Jason de verdade. É muito inteligente. Ansiosa pela segunda temporada que já está disponível.
Assisti Soulm8te (2026) de Kate Dolan da Hulu na Disney+. O filme está na coleção Huluween do streaming. Só agora que vi que esse filme é da franquia M3gan. É mais um filme dividido em duas partes. A primeira mais filosófica e científica e da metade para o final um thriller muito violento.
Um rapaz se candidata a receber uma android em casa para testes. Ele é David Rysdahl. Oque mais gostei é que ele faz parte do grupo de pesquisa da fábrica de androides que ainda não estão prontos. Ele entende muito de programação. Claro que ele teve um grande trauma, é muito carente, então é o alvo perfeito para aceitar um androide imperfeito. A empresa de pesquisa não parece ter ética alguma, inclusive o coaching, que estimula a equipe, parece ser um androide também.
E é óbvio que ela é o protótipo de beleza frágil tão desejada por homens. Ela é a bela Lily Sullivan. Ele se incomoda porque ela deixa ele ganhar no jogo, é perfeita e cordial demais. Ele vai então na programação e vai mudando seus comportamentos, deixando-a mais realista, menos cordial, mais impulsiva, com sentimentos humanos como raiva, competitividade. E claro que dá muito ruim. Eu gostei dessa parte dele mexer nos comandos, de entender a programação dela. Cada vez ele vai mexendo mais e tendo uma mulher mais realista e tudo vai saindo completamente do controle.
E claro que ele vai se interessar por uma colega do grupo de estudos das androides e deixar a androide morta de ciúmes. Ela é Claudia Domit. Do meio pro final são eles tentando desativar a androide e o filme fica muito, mas muito violento.
Assisti ao concerto de Mateusz Krzyzowski no Festival Chopin no Teatro Cultura Artística. Mais uma noite mágica! Na apresentação só obras de Chopin, foi tudo lindo demais!
Mateusz Krzyzowski é polonês e vencedor de vários concursos como Warsaw
Piano Grand Prix (1º Prêmio, 2023), o Concurso Internacional de Piano
Ignacy Jan Paderewski em Bydgoszcz (1º Prêmio e prêmios de melhor interpretação
de um concerto de Wolfgang Amadeus Mozart e de melhor performance por um
polonês, 2022), e o 12º Concurso Internacional para Jovens Pianistas "Arthur
Rubinstein in memoriam" em Bydgoszcz (1º Prêmio e prêmios especiais
de melhor interpretação de uma obra de Karol Szymanowski e melhor interpretação
de um concerto, 2021).
Programa piano solo
F. Chopin - 1810/1849
Polonaise em Fá sustenido
menor, Op. 44,
Noturno em Dó menor, Op. 48 nº
1,
Noturno em Fá sustenido menor,
Op. 48 nº 2,
Mazurca em Si maior, Op. 56 nº
1,
Mazurca em Dó maior, Op. 56 nº
2,
Mazurca em Dó menor, Op. 56 nº
3,
Polonaise em Lá bemol maior,
Op. 53
Fotos de Denise Andrade
Na segunda parte, Mateusz Krzyzowski tocou com o ótimo Quinteto São Paulo Chamber Soloists. Eles tocaram Concerto para piano e
orquestra em Fá menor, Op. 21 (Versão para quinteto de cordas) de Chopin. Eu adoro grupos de câmara e foi um belíssimo concerto!
Assisti É Tempo de Amoras (2025) de Anahí Borges no Canal Brasil. Eu queria muito, mas muito ver esse filme desde que ouvi falar da estreia nos cinemas. Não imaginam a alegria que fiquei quando avisaram que ia passar no canal! E é lindo demais! Poesia pura!
Eu adoro a Rosamaria Murtinho, amei o nome do filme. Ela vive em uma instituição de longa permanência muito agradável, mas quer ir rever um antigo namorado então foge. As instituições como essas no Brasil são muito atrasadas, verdadeiros cárceres. Essa ainda é mais leve, não impõe aos idosos em ficar parados em frente a televisão o dia inteiro. Nessa elas tem atividades manuais, jardim, uma vida mais confortável e livre, mesmo que sejam impedidas de sair. Nesse núcleo estão Bárbara Bruno, Vanessa Goulartt e Agnes Zuliani.
Ela resolve fugir para rever um antigo namorado que é interpretado pelo Antonio Pitanga. Ele vive em uma linda casa. As locações são lindas, me deu saudade de ruas arborizadas, cheias de casas com jardins, a própria instituição fica em uma linda casa. Ele vive com a esposa de Zezé Motta. E lá está um neto. É de cortar o coração quando ele pergunta se ela tem netos e ela diz que sim mentindo. Ela é totalmente sozinha, sem filhos, netos. Só tem um sobrinho que vive fora do país e que não parece ter proximidade.
Ela fica muito abalada com o encontro, senta em uma loja onde conhece as crianças de Analu Reis e Rafael Pereira, amei as crianças. E se estabelece uma amizade entre eles. Analú é Pety e tem uma atividade na escola para levar fotos e histórias dos avós, mas ela não tem. Ela pede pra Pasqualina ser a avó dela. É tudo muito delicado e bonito. A professora é Luci Pereira. O elenco todo é incrível. Para levantar o material dos avós para a aula, a menina tem contato com os objetos e histórias da "avó". Eu amo objetos e mexeram muito comigo. Sou fascinada em revisitar a vida das pessoas e os objetos que trazem suas histórias e memórias.
A mãe se assusta um pouco com a aproximação repentina das crianças com essa idosa, mas aos poucos vai entendendo a solidão da filha. Eu adoro essa atriz, a Jessica Córes. E os figurinos são lindos. A mãe trabalha muito, se separou, então a menina fica muito sozinha. A menina quer adotar a avó. A mãe permite aos poucos a aproximação, elas passam a visitar a avó na instituição, é tudo lindo demais! É muito bonito como a história toda é costurada, gradativamente, afetivamente, tudo a seu tempo e muito realista.
A avó adotada tinha estudado ballet e piano, então a música do filme é sempre ao piano e interpretado pela ótima Karin Fernandes.