sábado, 17 de janeiro de 2026

Pluribus - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada de Pluribus (2025) de Vince Gilligan na AppleTV+. Essa série vem ganhando muitos elogios e é incrível. Rhea Seehorn arrasa tanto que ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz de Série de Drama. Eu gosto muito do AppleTV+, principalmente das séries. É um acervo pequeno, mas volte e meia estão entre os melhores que vi. Esse canal está incluso no meu BoxTV da ClaroTV que me fez economizar R$ 100,00 e ainda me deu vários streamings badalados juntos, alguns com comerciais que não tem me incomodado.

É bom ir descobrindo aos poucos, eu não li nada antes e fui entendendo assistindo. Carol está em um bar com a companheira. Quando saem, Helen começa a passar mal. Carol vai procurar ajuda no bar e todos estão tendo a mesma crise esquisita. Ela pega Helen e leva para o hospital, e todos lá estão igualmente em crise ou esquisitos. A dor dela é dilacerante. Carol sofre demais com a morte da Helen e seus desdobramentos. Elas tem uma bela e confortável casa em uma espécie de vila que foi construída especificamente para a série.
Carol e nós demoramos pra entender o que acontece. Pelo telefone ela vai recebendo instruções. Descobrimos que só 12 pessoas não estão com o alienígena no corpo. Os alienígenas falam em conjunto pelas pessoas. Parecem sempre felizes, good vibes, até que Carol vai percebendo que não é bem assim. Carol se revolta muito com tudo, quer entender, não se conforma. Eu sou muito parecida com ela e a série mexeu muito comigo.

Carol resolve se reunir com os que permaneceram humanos. Um está no Paraguai incomunicável. Diabaté é o que está mais confortável com a situação e é compreensível. Ele pode viajar para onde quer, ter as mulheres que quiser, carros, jatos, hotéis de luxo, cassinos, restaurantes caros. Pra ele está ótimo como está. Os outros estão mais em negação e ilusão. Alguns parentes continuam com eles, mas não são mais seus parentes, são os alienígenas neles, até mesmo as crianças que não são mais crianças, mas eles preferem viver com seus parentes, mesmo não sendo mais eles do que reagindo ao que aconteceu.
Carol está muito revoltada, é de cortar o coração quando a isolam. Ela fica bem vários dias, até que não aguenta mais a solidão e pede que voltem. Gostei muito como a série fala da solidão. Eu me irrito muito como a Carol e me irrito como as pessoas elogiam e simplificam a solidão sem nunca terem vivido ela de fato. Me emocionei muito com o envolvimento dela com Zozia da maravilhosa Karolina Wydra.

O paraguaio resolve lutar com Carol, no momento em que Carol desistiu de lutar. Ele viaja do Paraguai de carro, a pé, com outros veículos. Carlos-Manuel Vesga está ótimo, como dá raiva dele. Essa temporada termina com Carol voltando a se revoltar e se unindo a ele. A segunda já está confirmada.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

CTRL

Assisti CTRL (2024) de Vikramaditya Motwane na Netflix. Vocês sabem o quanto gosto desse gênero de filme que passa todo em uma tela, seja de computador ou celular. O começo já fala de questões importantes, mas tem uma reviravolta e vai tão profundamente, que não lembro de um filme que fosse tão longe nas discussões sobre o tema. O roteiro tem o diretor e mais dois Avinash Sampath e Sumukhi Suresh.

O começo tem uma pegada mais adolescente, não se deixem enganar. Um casal se conecta nesse momento na foto. É uma apresentação, essa foto viraliza, eles começam a namorar e a vida deles passa a ser registrada compulsivamente. Ele é especialista em tecnologia, tem seu trabalho, mas o dela é a sua rede social. Nos 5 anos de namoro ela resolve fazer uma surpresa. Ele está em um bar comemorando uma conquista de trabalho e ela chega com a máscara do primeiro encontro, essa do peixinho. Ela está em live contando pra todo mundo a surpresa e quem se surpreende é ela, ele está beijando outra moça. Ananya Panday está muito bem. Ele é Vihaan Samat.

Ela está muito mal, pra piorar as pessoas ficaram contra ela, é hater que não acaba mais. Ela perdeu completamente os patrocinadores e as publicações pagas. Ela vivia disso e agora está sozinha. Ela resolve contratar um amigo virtual para apagar o companheiro das imagens. Imagina, são 5 anos de inúmeras postagens com os dois. O IA avisa que serão 90 dias apagando. Ela quer que todo aquele sofrimento acabe rápido, vai assinando contrato sem ler. E é uma tortura, a cada foto o IA quer uma gravação dela sobre aquele momento. Ela poderia ter feito só pra uma foto ou vídeo de cada ano, mas passa a fazer de tudo. Fica 3 dias sem dormir com o IA gravando e apagando. Olha a loucura. É bom um luto, fazer o luto, mas seria muito mais produtivo ela ter ido ver a família, ido trabalhar de garçonete em alguma praia, viver a vida real um pouco, mas está tão ligada nesse universo, que mergulha nesse mundo sombrio. São tantas discussões pra pensar, que é um filme urgente.

Na metade do filme tem uma reviravolta surpreendente. Sim, passa a ser suspense, mas não é só isso. É quando passa a discutir questões em uma profundidade assustadora. Fica necessário para profissionais das redes sociais, marketing, jornalismo, mas também para todos. Nesse momento passa a falar de controle de empresas por dados. Aplicativos gratuitos (nada é gratuito de fato) que facilitam a vida, resolvem problemas, e que passam a ter informações privilegiadas das pessoas. Isso já sabemos, mas como disse, o filme vai em uma profundidade impressionante. IA chegou para ficar, mas muitos ainda não entendem, não percebem as jogadas de marketing, os golpes, jogos de azar. Como um IA pode confundir pessoas e ter empresas colhendo nossas informações. Enfim, que filme. O final inclusive é muito irônico e realista.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Frankestein

Assisti Frankestein (2025) de Guillermo Del Toro na Netflix. Tem muito tempo que estou vendo esse filme, muito tempo mesmo. Gostei muito do livro de Mary Shelley, mas não estava com vontade de ver mais uma adaptação, mesmo adorando o diretor.


 

A direção de arte é maravilhosa, embora tenha me incomodado um pouco os truques. E achei desnecessárias, pra não dizer cansativas, as mais de 2 horas de duração. A parte que Victor fica construindo o monstro é enorme e arrastada. Oscar Isaac está bem como Victor Frankestein, embora muito caricato. O tom do filme é muito caricato.

Eu demorei demais pra passar do começo. Como é chato. Frankestein está apavorando as pessoas de um navio em uma geleira. Atiram muito nele e conseguem salvar o seu criador que passa a contar a sua história. No meio do filme é a criatura que começa a contar a sua. E sim, os dois passam horas contando as suas versões dentro de barco, que chatice. E a tripulação aguardando de pé do lado de fora, que forçado. O final inclusive é de uma pieguice insuportável.
O diretor tentou fazer um filme épico. Acho que o que mais incomoda é ele tentar justificar porque Victor Frankestein fica aquele monstro. Ele era um bom menino, mas tinha um pai violento, que o torturava. Tanta criança tem pais abomináveis e não ficam abomináveis. Sim, é uma possibilidade, como não ser também. Essas verdades prontas me incomodaram profundamente. Estranhamente o diretor fala muito de bíblia e religião no filme, o que me incomodou muito também. Uma graça o garoto que faz Victor criança, Christian Convery. Ele tem uma rivalidade pavorosa com o irmão. O pai é o Charles Dance. Mia Goth faz a mãe e a noiva do irmão. Isso achei interessante. Os dois irmãos ficam fascinados pela amada que é a cara da mãe. O pai dela que patrocina o Victor e é Christoph Waltz
Eu amo a Mia Goth, ela tem uma participação pequena mas muito marcante. O monstro é feito por Jacob Elordi.

David Bradley faz um velho cego. O monstro fica muito tempo, até demais, na casa desse senhor e sua família. Por um período ficam só os dois, é quanto o monstro passa a ler, ter informações. Ok, poderiam estar nas partes dos corpos dos outros homens que o construíram, mas achei tudo muito falso ele aprender a ler, fica fluente, enfim. E os animais dessa parte, além de insuportáveis as violências, eram muito, mas muito falsos.

Muita gente disse que esse foi o melhor filme do ano de 2025. Sim, a direção de arte é belíssima, fotografia, figurinos, mas o filme é arrastado e forçado. Tanto que não levou prêmio algum no Globo de Ouro.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Globo de Ouro 2026

Assisti o Globo de Ouro na TNT. O canal exibia simultaneamente na HBOMax. Que emoção! O Agente Secreto, que vergonhosamente ainda não vi, ganhou Melhor Filme Estrangeiro.

E Wagner Moura ganhou Globo de Ouro de Melhor Ator de Drama. Vou por a foto com quem ele concorreu. Foi o primeiro brasileiro a ganhar nessa categoria.



Foi muito divertido que eles ganharam um santinho da sorte com a Fernanda Torres com o Globo de Ouro na mão.


Pecadores que gostei muito ganhei dois prêmios, Melhor Destaque em Bilheteria e Melhor Trilha Sonora, merecidíssima porque é belíssima. Tem na Spotify.

Também adoro olhar os vestidos no Tapete Vermelho e isso é possível pelo E! Kate Hudson estava com meu vestido preferido da noite, ela usou um Giorgi Armani.

Gosto que Golden Globes premia séries. As que mais amei não levaram prêmios esse ano, só no ano passado. White Lotus e Ruptura. Inclusive White Lotus está a caminho e dessa vez será em um hotel que fica em um castelo na França, ansiosa. Algumas séries e filmes que levaram prêmios estão a caminho. Estou assistindo.

E que venha o Oscar!!!



Beijos,
Pedrita

domingo, 11 de janeiro de 2026

O Amor é Fodido

Assisti O Amor é Fodido da Cia João Garcia Miguel no Teatro Commune. O espetáculo abriu a 1ª Mostra Gargalhão de Teatro Cômico e Máscaras. Sim, o amor é fodido nos avisa o ótimo ator português João Garcia Miguel. Muito chique a mostra começar com um espetáculo de Portugal. O excelente e afiado texto é de Miguel Esteves Cardoso.

E no palco ainda está Teresa, a presença dela é vista em desenhos. O protagonista conta que Teresa é morta, está nessa caixa da foto. É a versão do protagonista que ouvimos. Ele vai contando essa história de amor fodido. Segundo ele, todos os amores são fodidos. A foda dos dois era muito boa, mas no resto, a relação era muito conflituosa. O texto é irônico, sarcástico, rimos de nervoso muitas vezes, é realmente engraçado em outras, nos constrangemos pelo protagonista, momentos trágicos, enfim, um espetáculo e tanto. E foi um sucesso, o teatro estava praticamente lotado.

Beijos,
Pedrita