domingo, 1 de março de 2026

A Cabeça do Santo de Socorro Acioli

Terminei de ler A Cabeça do Santo (2014) de Socorro Acioli da Companhia das Letras. Eu queria muito ler esse livro. Uma amiga resolveu enfrentar a fila de duas horas da Companhia das Letras na Festa do Livro da USP, então incluí dois que queria na lista dela. Esse livro figura entre os melhores livros de tudo quanto é leitor. Desde o leitor que ama livros de fácil assimilação, quanto intelectuais e críticos renomados. E estou absurdamente impactada! O livro marcou minha pele, meus pensamentos! Que obra. Acioli começou a escrever esse livro em um curso com Gabriel García Màrquez e é a ele que ela dedica o livro. E sim, é realismo fantástico que amo! A leitura é breve, mas é tão genial que fiquei economizando, degustando cada breve capítulo. Foram dias inesquecíveis! Daqueles livros que queremos que todos leiam. E já vou atrás do outro livro dela.

O marcador de livro um amigo que me deu.

É uma belíssima edição com duas capas. Eu amo essa capa amarela de Elisa von Randow, depois há uma capa brilhante com foto do sertão de Márcio Vasconcelos.

A mãe de Samuel vai morrer e pede pra ele acender três velas para três santos e vá até Candeia procurar o pai. Começa uma trama mágica, cheia de mistérios, tradições, lendas e muita, mas muita fantasia.
Obra Deus não vende a terra que ele criou de Descartes Gadelha

Candeia está quase uma cidade fantasma. Samuel conhece a sua avó que manda ele ir de abrigar na cabeça do santo. Uma enorme cabeça de santo tombada no chão, com o corpo em cima. Dentro da cabeça Samuel começa a ouvir as rezas das mulheres da cidade. É um livro todo mágico, nada previsível, com várias vidas e histórias entrelaçadas. O melhor mesmo é ir desvendando lendo. 
Beijos,
Pedrita

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Os Malditos

Assisti Os Malditos (2024) de Thordur Palsson na HBOMax. Esse filme é catalogado como terror, mas o tempo todo temos dúvida se é mesmo algo sobrenatural ou delírio do grupo. É um filme bem interessante!
 

Um grupo vive em uma região inóspita muito fria. A mulher acabou de voltar. Ela e seu marido viviam nesse região e ele morreu, mas ela volta mesmo assim e diz que ele investiu tudo o que tinha ali, principalmente no barco que é uma pequena embarcação. Eu gosto de filmes em regiões inabitadas. Fico imaginando o que faz pessoas irem a esses lugares. Hoje até é mais fácil manter alguma comunicação, mas no filme, que é no tempo antigo, tudo era muito mais difícil. No filme eles dizem que o vilarejo mais próximo leva 3 dias a pé e naquele frio extremo. Volte e meia ela lembra ao grupo que o barco é dela e que é ela que lidera o grupo, porque volte e meia alguém resolve ficar como líder. Odessa Young está ótima.
Eles visualizam uma embarcação ao longe afundando e decidem não ir socorrer. Não há comida pra todos, vão por a pequena embarcação em risco, mas no dia seguinte, quando descobrem que tem baús de alimentos daquela embarcação, o receio desaparece. O filme aborda inúmeras questões.

Muitas das cenas são no escuro nas pequenas casas. Com a morte dos tripulantes do outro barco surge uma lenda de um ser perigoso que vai matar todos. E todo o misticismo. Naquela escuridão, sombras não faltam. É bem interessante o filme não deixar claro se é ilusão deles ou de fato há algo sobrenatural acontecendo. Eles estão sem comida, imagino que as alucinações fiquem mais fáceis de acontecer. E gostei do desfecho! 
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Jay Kelly

Assisti Jay Kelly (2025) de Noah Baumbach na Netflix. Que filme chato! Tem umas questões interessantes, então dá pra empurrar. Levei um tempão pra terminar. Eu quis ver esse filme porque o George Clooney concorria por esse filme a Melhor Ator de Drama no Globo de Ouro, ao lado de Wagner Moura que ganhou.

George Clooney interpreta Jay Kelly um ator tão famoso quanto ele e que tem um ego absurdo. Em um encontro com um colega da juventude, ele começa a repensar a sua carreira e suas relações. O filme está como drama, tem horas que tenta ser cômico, mas não é nada disso na verdade.

 

Jay Kelly tem um séquito de funcionários. Essa questão que achei importante mostrar. Não sei se muitos atores tem tantos funcionários, mesmo os mais famosos como o próprio Clooney, mas mostra o quanto esses atores são mimados e tudo é feito pelos outros. O chato do Adam Sandler é o seu maior capacho. Eu detesto esse ator que é péssimo e está péssimo. Ele abandona sua família, tudo, para viver na sombra do Clooney.

Há também a produtora, Laura Dern, e outros profissionais que andam sempre junto com o ator. Todos sempre no entorno. Aos poucos os profissionais vão se irritando e abandonando-o, exceto seu empresário.

Um pouco dá pra entender porque o ator ficou distante da família. São muitos filmes, vários realizados em outras cidades, países, então é compreensível estar mais distante. O mesmo para o seu empresário que parecia mais um faz tudo. Mas esse exagero precisa ser repensado. Quem vai ficando famoso vai se acostumando a ter uma infinidade de pessoas que resolvem tudo pra ele, é muito egocêntrico. Fiquei curiosa em saber quem são os famosos que exageram nesse séquito de profissionais.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

#salverosa

Assisti #salverosa (2025) de Susanna Lira na Netflix. Não tinha ideia desse filme, como Klara Castanho faz vários filmes juvenis e de comédias, não devo ter prestado atenção. Só depois que vi que é dessa diretora que amo e que tem trabalhos incríveis. Como passou despercebido? Eu acompanho tudo o que a diretora faz pelas redes sociais dela. #salverosa é um thriller inacreditável, atual, necessário e desconfortável. O roteiro incrível é de Ângela Hirata Fabri

Uma mãe e uma filha que se amam muito chegam em uma cidade. Elas vão viver em um condomínio de luxo, em uma casa maravilhosa. A mãe é professora e a filha é influencer. As duas atrizes maravilhosas são Karine Teles e Klara Castanho. O belo cenário dos vídeos, o patrocinador que pagou. Parece normal a mãe ter o controle do celular da filha afinal é uma menina de 13 anos.
Os vizinhos vão dar as boas vindas. É outra família, mãe, pai e filha. Ela é a ótima Indira Nascimento. Ele é Ricardo Teodoro.

A filha é a talentosa Alana Cabral. Ela fica deslumbrada em ter uma amiga famosa, mas aos poucos ficam amigas mesmo. Vamos percebendo o inferno dessa menina que sempre tem que gravar vídeos. A mãe é muito tóxica, ela aceita a filha não querer algo de um jeito que faz a filha sentir culpa e acabar aceitando. Tudo é para a internet. No aniversário dela a mãe que manobra o bolo que vai ficar melhor no vídeo, o vestido que vai filmar melhor, ela vai invalidando tudo o que a menina quer. No colégio é outro inferno, todos os olhos são para menina. Ela não tem paz. É selfie, abraços, invasões.
Como disse, o filme é um thriller, então é melhor não saber muito e ir descobrindo. É assustador. É incrível um filme falar de questões tão sérias como trabalho infantil, mas ao mesmo tempo ser um filme de tirar o fôlego. O filme estreou na Netflix no sábado e já é muito, mas muito comentado. Tanto que Klara Castanho gravou uns vídeos de como o filme foi feito. Ela comentou que a maioria está odiando o final. É triste demais mesmo! Mas achei muito coerente em um país com tantos feminicídios. Esse filme é mais atual que nunca. Que com esse filme muitas Rosas consigam ser salvas.
Beijos,
Pedrita

domingo, 22 de fevereiro de 2026

O Aviso

Assisti O Aviso (2018) de Daniel Calparsoro na Netflix. O filme se vende como policial mas é místico. Como vou explicar que não gostei se eu gosto de filmes fantasiosos? O que eu mais odiei no filme é que ele tenta ser verdadeiro na fantasia. O filme todo é pra tentar provar que de fato aquele misticismo todo é real. Isso que estraga, porque é um bom filme irreal.

Um homem (Raúl Arévalo) vai a um posto com seu amigo que é seriamente baleado e entra em coma. O que sobreviveu vê uma matéria de jornal falando do mistério daquele lugar que de tempos em tempos tem assassinatos por lá e sempre tem uma criança de 10 anos no local. Eu passei o filme achando que era alguma organização que usava o lugar como forma de vingança ou protesto. O dono do posto é Antonio Dechent. Eu achei também que podia ser delírio do rapaz já que ele tomava remédio controlado, parou de tomar e passou a ter alucinações.
Outro núcleo é uma mãe e um filho. Que mãe pavorosa. Ela é daquelas ultrapassadas que acha que temos que nos colocar em perigo para perder o medo. O filho recebe um bilhete para não ir ao posto no dia do seu aniversário porque será morto. A mãe o obriga ir lá pra ele perder o medo, morto vai perder mesmo o medo rapidinho. Ele é Hubo Arbues e ela é Aura Garrido. Eu demorei um tempo para entender que os tempos dos personagens era diferentes. Não sei se foi de propósito, acho que sim, porque esse filme é cheio de ideias ruins. O final é até interessante, mas o filme é bem mal desenvolvido.
Beijos,
Pedrita