quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Um para Morrer

Assisti Um Para Morrer (2023) de Manolo Cardona na DisneyPlus. Não tinha ideia desse filme. Gosto muito de filmes mexicanos e da Maribel Verdú. É um bom filme que fala bastante sobre ética ou falta de ética. 

Um grupo acorda em uma casa. A fotografia do filme é belíssima! Eles estariam em uma casa encrustada em uma pedra em um precipício. Depois o filme segue todo para cenários internos de uma mansão. Tudo é muito bonito, cores bonitas, belos objetos, ótima iluminação. Eles não sabem porque estão ali. Todos, exceto um, foram dopados, amarrados e levados para essa casa sem saber porquê. O filme se inspira nos de jogos, ou o personagem se inspira nesses filmes. Em uma hora eles precisam decidir em consenso quem dali irá morrer, para que possam ser libertos. Alguns filmes mexicanos costumam ser muito violentos e esse é um deles.
Aos poucos eles vão mudando de ambiente, portas vão se abrindo, e eles vão começando a compreender o que fazem ali. Eles achavam que não tinham nada a ver uns com os outros. Uma aeromoça, um policial, um rico empresário, um médico e tudo vai se costurando e sendo descoberto. É tudo muito inteligente! Que pessoas sórdidas!
Ah, o diretor interpreta o policial. Ainda no elenco estão Dagoberto Gama, Carla Adell, Adriana Paz, Juan Carlos Remolina e Fernando Becerril.

 
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Mother Mary

Assisti Mother Mary (2026) de David Lowery no HBOMax. Eu fiquei com vontade de ver esse filme porque gosto muito da Michaela Coel. É um filme ruim e pretencioso, mas esteticamente lindo!

Anne Hathaway é uma mega star. O filme começa com o início de um show dela. Li que a atriz fez questão de ser ela mesma nos números de canto e dança. Tem uma dança que ela faz no ateliê que é deslumbrante!

A artista está em crise e resolve procurar sua antiga estilista que hoje assina como Sam Anselm. A identidade de gênero nunca fica clara. A estilista fala de vez em quando no masculino, outras vezes no feminino. Elas foram muito próximas no início da carreira da mega star. Praticamente todos os figurinos de shows no passado, foi ela que confeccionou. A artista não está bem, ela quer então um vestido que retrate esse momento e sua música. A estilista não quer ouvir a música, porque ela percebe que é o sentimento da artista que importa mais nesse momento. Essa premissa toda é muito boa. Essas conversas iniciais. Me incomodou profundamente que a artista fala chorando o tempo todo, desnecessário.
O filme é longo demais, teatral demais e desanda completamente na metade. Foi difícil chegar até o final, mas eu queria ver o que acontecia, não precisava, termina tão perdido como começou. Na metade fica muito sobrenatural. A artista diz ter participado de uma sessão com espíritos e dali em diante algo entrou nela. A estilista faz um ritual pra tirar essa entidade. Como o filme é sobre uma pop star, com um perfil jovem, achei leviano demais as cenas de auto mutilação, irresponsável demais. O filme faz como metáfora, mas é subjetivo demais e a parte física é objetiva demais, perigosa demais. Eu me irrito muito quando filmes usam o sobrenatural como algo real. Soa falso e ruim. Gosto do sobrenatural pra contar uma história, mas que sabemos que é irreal. Nesse querem dar realidade a uma infinidade de baboseiras. Outra questão que não gostei é que a pop star se vitimiza o tempo todo. Ela ficou milionária, é privilegiada, pode ter o chilique que quiser, pagar a terapia que quiser, mas acha que é a única sofredora do universo. Ela não tem um único pensamento coletivo sobre o bem estar da humanidade, só vive para o próprio umbigo.
O filme é esteticamente lindo, as cenas são muito bonitas, a fotografia, cenários. Quem consegue pular as cenas chatas terá uma experiência bem melhor.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Matéria Escura - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada da série Matéria Escura (2024) de Blake Crouch na AppleTV+. O filme é baseado no livro homônimo. Não entendi porque demorei tanto pra ver. Vários blogueiros por aqui também adoram a temática. O filme se baseia em física quântica, que há vários mundos semelhantes superpostos simultâneos.

O elenco é incrível. O personagem de Joel Edgerton é feliz no casamento. Sua esposa é interpretada pela maravilhosa Jennifer Connelly. Ele vai em um bar, é sequestrado, colocado em uma caixa e quando sai, está em um laboratório e é preso. A série é sobre multiverso. Quem o sequestrou é ele mesmo de outra dimensão. O ele de outra dimensão que criou a caixa preta, por isso ele abdicou pela ciência do amor por sua esposa e não teve filhos. Viajando pela caixa, ele começa a invejar o Jason casado, feliz e com filho adolescente. E tem a brilhante ideia de roubar a vida do outro e se passar pelo outro.
O Jason sequestrado consegue fugir do laboratório e leva junto a namorada do Jason que criou a caixa. Ela é a incrível Alice Braga. Eles tem muito dificuldade de entender como a caixa funciona e são interessantíssimos os mundos que eles encontram. É fascinante.
Os dois últimos episódios são de enlouquecer. Inúmeros Jasons vão em busca da família ideal do Jason. Tem hora que ficamos confusos sobre quem será o Jason de verdade. É muito inteligente. Ansiosa pela segunda temporada que já está disponível.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Soulm8te

Assisti Soulm8te (2026) de Kate Dolan da Hulu na Disney+. O filme está na coleção Huluween do streaming. Só agora que vi que esse filme é da franquia M3gan. É mais um filme dividido em duas partes. A primeira mais filosófica e científica e da metade para o final um thriller muito violento.

Um rapaz se candidata a receber uma android em casa para testes. Ele é David Rysdahl. O que mais gostei é que ele faz parte do grupo de pesquisa da fábrica de androides que ainda não estão prontos. Ele entende muito de programação. Claro que ele teve um grande trauma, é muito carente, então é o alvo perfeito para aceitar um androide imperfeito. A empresa de pesquisa não parece ter ética alguma, inclusive o coaching, que estimula a equipe, parece ser um androide também.
E é óbvio que ela é o protótipo de beleza frágil tão desejada por homens. Ela é a bela Lily Sullivan. Ele se incomoda porque ela deixa ele ganhar no jogo, é perfeita e cordial demais. Ele vai então na programação e vai mudando seus comportamentos, deixando-a mais realista, menos cordial, mais impulsiva, com sentimentos humanos como raiva, competitividade. E claro que dá muito ruim. Eu gostei dessa parte dele mexer nos comandos, de entender a programação dela. Cada vez ele vai mexendo mais e tendo uma mulher mais realista e tudo vai saindo completamente do controle.
E claro que ele vai se interessar por uma colega do grupo de estudos das androides e deixar a androide morta de ciúmes. Ela é Claudia Domit. Do meio pro final são eles tentando desativar a androide e o filme fica muito, mas muito violento.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Mateusz Krzyzowski no Festival Chopin

Assisti ao concerto de Mateusz Krzyzowski no Festival Chopin no Teatro Cultura Artística. Mais uma noite mágica! Na apresentação só obras de Chopin, foi tudo lindo demais!

Mateusz Krzyzowski é polonês e vencedor de vários concursos como Warsaw Piano Grand Prix (1º Prêmio, 2023), o Concurso Internacional de Piano Ignacy Jan Paderewski em Bydgoszcz (1º Prêmio e prêmios de melhor interpretação de um concerto de Wolfgang Amadeus Mozart e de melhor performance por um polonês, 2022), e o 12º Concurso Internacional para Jovens Pianistas "Arthur Rubinstein in memoriam" em Bydgoszcz (1º Prêmio e prêmios especiais de melhor interpretação de uma obra de Karol Szymanowski e melhor interpretação de um concerto, 2021). 

Programa piano solo

F. Chopin - 1810/1849

Polonaise em Fá sustenido menor, Op. 44,

Noturno em Dó menor, Op. 48 nº 1,

Noturno em Fá sustenido menor, Op. 48 nº 2,

Mazurca em Si maior, Op. 56 nº 1,

Mazurca em Dó maior, Op. 56 nº 2,

Mazurca em Dó menor, Op. 56 nº 3,

Polonaise em Lá bemol maior, Op. 53

Fotos de Denise Andrade

Na segunda parte, Mateusz Krzyzowski tocou com o ótimo Quinteto São Paulo Chamber Soloists. Eles tocaram Concerto para piano e orquestra em Fá menor, Op. 21 (Versão para quinteto de cordas) de Chopin. Eu adoro grupos de câmara e foi um belíssimo concerto!


Beijos,
Pedrita