Fui na abertura da exposição De Mim para Nós de Jaume Plensa na Galeria Leme. Eu fiquei atônita de descobrir que essa bola já estava nesse lugar e que eu não tinha visto quando passei. É muito interessante porque é completamente diferente de ver pessoalmente. Há outra obra dentro da bola, mas só é perceptível na movimentação. É fascinante. O nome é Self Portrait (2029) e é feita de aço inoxidável. O artista é espanhol e já exibiu suas obras no mundo todo, várias em áreas externas, tem as fotos no instagram dele.
Obra Blue Ermite (2024)
A mostra tem três obras impactantes. Elas geram uma infinidade de sensações. Fiquei abismada com a força delas.
É definitivamente uma mostra para ser ver presencialmente. A mostra De Mim para Nós fica até 10 de maio e é gratuita.
O vídeo acho que dá uma melhor dimensão do trabalho do artista.
Assisti Camponeses (2023) de DK Welchman no Max. Não tinha ideia desse filme, fui até pesquisar antes. É literalmente uma obra de arte. As cenas do casamento são deslumbrantes! Há muita dança e música belíssimas que tem inclusive no Spotify.
O filme foi realizado, depois mais de 100 pintores fizeram a animação. Nos créditos vi que eram pintores da Sérvia, Ucrânia, Lituânia e Polônia. O efeito é inacreditável!
Fiquei atônita também em ver que o filme extremamente transgressor é baseado no livro homônimo (1904-1909) de Wladyslaw Reymont que ganhou Prêmio Nobel por esse livro que não tem no Brasil e é em vários volumes. Eu fiquei bem chocada do livro ser de 1900 e tão transgressor. Uma jovem é cobiçada por toda uma aldeia e tem má reputação. Um homem mais velho acaba de ficar viúvo e ela é obrigada a se casar com ele.
Mas ela está apaixonada pelo filho dele. Eles tem um romance, mas ele é casado e com filhos. A aldeia maltrata demais essa mulher, é um absurdo o que fazem com ela, mas os homens, esses não, a culpa é sempre dela. Como o filme é pintado posteriormente, há um ótimo elenco, ela é a belíssima Kamila Urzedowska, pai e filho são Miroslaw Baka e Robert Gulacyzyk.
Assisti a apresentação do Duo Vibrapiano na abertura da temporada do Centro de Música Brasileira no Mackenzie. Eu gosto muito de vibrafone. Ótimos músicos, Gustavo Surian no vibrafone e Mariana Rodrigues ao piano. Os músicos tocaram um bonito repertório com obras próprias e de outros compositores.
Gostei muito da obra de Ricardo Tacuchian, Transparências para Vibrafone e piano. A de Osvaldo Lacerda foi composta para o Xilofone. Surian falou que é um instrumento irmão do Vibrafone e que a obra foi adaptada para o vibrafone. Foi um bonito programa:
Edmundo Villani-Côrtes: Concerto para Vibrafone e Orquestra (Desafio, Intermezzo e Tocatta)
Ricardo Tacuchian: Transparências para Vibrafone e Piano (Moderato, Transparente e Allegro)
Osvaldo Lacerda – Suíte para Xilofone e Piano (adaptação para vibrafone) – Arrasta pé
Carmo Bartoloni – Valsa para vibrafone e piano
Villa-Lobos – Ária (Cantilena) das Bachianas nº 5 (arranjo de Nei Rosauro)
Mariana Rodrigues – Anunciação 2020 e Bons Tempos 2018
Jacob do Bandolim – Doce de coco e Pixinguinha – 1×0
Assisti Avenida Beira-Mar (2024) de Maju de Paiva e Bernardo Florin no Telecine Premium. Não sabia da existência desse filme e que grata surpresa, de uma delicadeza tocante. Me emocionei muitas vezes.
Mãe e filha mudam-se para uma casa perto do mar. Fui ver e é foi filmado na praia de Piratininga em Niterói. Conheço pouco Niterói e nenhuma praia. A mãe é a maravilhosa Andréa Beltrão.
Logo que chegam, a filha faz uma amiga. Como a mãe trabalha muito, a relação fica mais só delas. A amizade é tocante, as duas atuam divinamente e se chamam Milena, Gerassi e Pinheiro. Com o tempo a jovem descobre que sua amiga é um menino para a família dele, que é muito violenta com ele, é de cortar o coração.
A cena de violência da mãe, Isabel Teixeira, com a filha é assustadora, fiquei muito mal. A jovem acaba fugindo de casa.
Grandes atores fazem pequenas participações. Analu Prestes faz a vizinha preconceituosa. Tanto que quando ela fala de um menino perigoso achei que era um que praticava violência nelas várias vezes, mas não, o preconceito dela era de gênero. Emiliano Queiroz faz uma linda participação. Ele tem uma linda conversa com a menina.
Gostei muito da condução do filme e do final. Fica entreaberto, quando as três se encontram na praia, mãe, filha e amiga. É um filme muito delicado.
Assisti Chaos Walking (2021) de Doug Liman na Universal. Esse canal foi incorporado ao Telecine sem custo adicional. Quem assinar Telecine vai ter esse canal junto. Eu gostei porque tem uns bons filmes. Em geral de ação, mas tem uns bons títulos. Esse é um bom filme de ficção científica. Termina com muitos furos, meio bobo, mas o desenvolvimento é muito bom. O filme é baseado no livro The Knife of Never Letting Go de Patrick Ness. Fiquei curiosa pra ler e ver se tem um final melhor.
Uma nave cai em um lugar lindo. As locações são em Quebec, Escócia e na Islândia. Lá há uma comunidade de homens. Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. O mais legal é que os homens tem os ruídos, as mulheres não, tudo o que pensam os outros ouvem. Deve ser torturante todo mundo saber o que pensamos. Eles criam mecanismos para esconder os pensamentos, mas nem sempre com sucesso. Tom Holland e Daisy Ridley são lindos e talentosos. Ele vai levar a jovem a outro lugar. Eles tem que atravessar uma linda floresta. Ele nunca tinha visto uma mulher, nem saído de onde mora.
Mads Mikkelsen é o vilão e prefeito do vilarejo que é dominado por um fanático religioso, David Oyelowo.
Cynthia Erivo é prefeita de outra comunidade mais equilibrada. Há animais, famílias, respeito. Muito interessante essa abordagem sobre tolerância, poder, ódio e a utilização da religião para dominar e fazer o mal.