domingo, 1 de novembro de 2026

David Khrikuli no Festival Chopin

Assisti ao encerramento do Festival Chopin com o pianista David Krhrikuli na Estação Motiva Cultural. No programa ele interpretou Brahms, Schumann e Chopin. Foi belíssimo! O pianista que é da Georgia foi o finalista do Concurso Chopin de Varsóvia, além de ter vários outros prêmios. Ele é excelente! Que recital!
 




Foi um belíssimo programa

J. Brahms
Quatro Klavierstücke, Op. 119

R. Schumann
Kreisleriana, Op. 16

F. Chopin
Balada nº 2 em Fá maior, Op. 38
4 Mazurkas, Op. 17
Sonata nº 3 em Si menor, Op. 58

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Bastardo

 

Assisti Bastardo (2019) de Mathieu Mortelmans na PrimeVideo. Eu procurava pelo filme homônimo que vem sendo muito elogiado, achei esse, resolvi ver. Muitos filmes europeus vem debatendo questões financeiras e de classes sociais em filmes. Esse é muito interessante por ser bastante complexo.

Uma família está devastada pelo luto. A mãe está depressiva e é o filho que cuida dela. O pai está sempre ausente. Ela é Tine Reymer. O filho que sobreviveu é Spencer Bogaert e o pai, Koen De Bouw.
Um rapaz órfão de Bjarne Devolder se aproxima da família. Ele vive na rua e é muito semelhante ao filho que morreu. A mãe sente empatia pela semelhança e começa a querer o rapaz na casa. É na verdade uma mansão, muito abandonada, e o rapaz passa a fazer pequenos serviços. 

O pai e o outro filho não querem o rapaz morando na casa, mas acabam cedendo. Em vez do outro filho investigar o bastardo, ele começa na verdade a rivalizar com o garoto. Os dois passam um a um a pregar peças um no outro, o que só torna mais complexa a trama. E parece que o filho passa a ter interesse sexual no bastardo.  Enquanto a mãe vê o rapaz como o filho que morreu, o bastardo vê ela como mulher. É uma trama bem complexa.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Um para Morrer

Assisti Um Para Morrer (2023) de Manolo Cardona na DisneyPlus. Não tinha ideia desse filme. Gosto muito de filmes mexicanos e da Maribel Verdú. É um bom filme que fala bastante sobre ética ou falta de ética. 

Um grupo acorda em uma casa. A fotografia do filme é belíssima! Eles estariam em uma casa encrustada em uma pedra em um precipício. Depois o filme segue todo para cenários internos de uma mansão. Tudo é muito bonito, cores bonitas, belos objetos, ótima iluminação. Eles não sabem porque estão ali. Todos, exceto um, foram dopados, amarrados e levados para essa casa sem saber porquê. O filme se inspira nos de jogos, ou o personagem se inspira nesses filmes. Em uma hora eles precisam decidir em consenso quem dali irá morrer, para que possam ser libertos. Alguns filmes mexicanos costumam ser muito violentos e esse é um deles.
Aos poucos eles vão mudando de ambiente, portas vão se abrindo, e eles vão começando a compreender o que fazem ali. Eles achavam que não tinham nada a ver uns com os outros. Uma aeromoça, um policial, um rico empresário, um médico e tudo vai se costurando e sendo descoberto. É tudo muito inteligente! Que pessoas sórdidas!
Ah, o diretor interpreta o policial. Ainda no elenco estão Dagoberto Gama, Carla Adell, Adriana Paz, Juan Carlos Remolina e Fernando Becerril.

 
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Mother Mary

Assisti Mother Mary (2026) de David Lowery no HBOMax. Eu fiquei com vontade de ver esse filme porque gosto muito da Michaela Coel. É um filme ruim e pretencioso, mas esteticamente lindo!

Anne Hathaway é uma mega star. O filme começa com o início de um show dela. Li que a atriz fez questão de ser ela mesma nos números de canto e dança. Tem uma dança que ela faz no ateliê que é deslumbrante!

A artista está em crise e resolve procurar sua antiga estilista que hoje assina como Sam Anselm. A identidade de gênero nunca fica clara. A estilista fala de vez em quando no masculino, outras vezes no feminino. Elas foram muito próximas no início da carreira da mega star. Praticamente todos os figurinos de shows no passado, foi ela que confeccionou. A artista não está bem, ela quer então um vestido que retrate esse momento e sua música. A estilista não quer ouvir a música, porque ela percebe que é o sentimento da artista que importa mais nesse momento. Essa premissa toda é muito boa. Essas conversas iniciais. Me incomodou profundamente que a artista fala chorando o tempo todo, desnecessário.
O filme é longo demais, teatral demais e desanda completamente na metade. Foi difícil chegar até o final, mas eu queria ver o que acontecia, não precisava, termina tão perdido como começou. Na metade fica muito sobrenatural. A artista diz ter participado de uma sessão com espíritos e dali em diante algo entrou nela. A estilista faz um ritual pra tirar essa entidade. Como o filme é sobre uma pop star, com um perfil jovem, achei leviano demais as cenas de auto mutilação, irresponsável demais. O filme faz como metáfora, mas é subjetivo demais e a parte física é objetiva demais, perigosa demais. Eu me irrito muito quando filmes usam o sobrenatural como algo real. Soa falso e ruim. Gosto do sobrenatural pra contar uma história, mas que sabemos que é irreal. Nesse querem dar realidade a uma infinidade de baboseiras. Outra questão que não gostei é que a pop star se vitimiza o tempo todo. Ela ficou milionária, é privilegiada, pode ter o chilique que quiser, pagar a terapia que quiser, mas acha que é a única sofredora do universo. Ela não tem um único pensamento coletivo sobre o bem estar da humanidade, só vive para o próprio umbigo.
O filme é esteticamente lindo, as cenas são muito bonitas, a fotografia, cenários. Quem consegue pular as cenas chatas terá uma experiência bem melhor.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Matéria Escura - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada da série Matéria Escura (2024) de Blake Crouch na AppleTV+. O filme é baseado no livro homônimo. Não entendi porque demorei tanto pra ver. Vários blogueiros por aqui também adoram a temática. O filme se baseia em física quântica, que há vários mundos semelhantes superpostos simultâneos.

O elenco é incrível. O personagem de Joel Edgerton é feliz no casamento. Sua esposa é interpretada pela maravilhosa Jennifer Connelly. Ele vai em um bar, é sequestrado, colocado em uma caixa e quando sai, está em um laboratório e é preso. A série é sobre multiverso. Quem o sequestrou é ele mesmo de outra dimensão. O ele de outra dimensão que criou a caixa preta, por isso ele abdicou pela ciência do amor por sua esposa e não teve filhos. Viajando pela caixa, ele começa a invejar o Jason casado, feliz e com filho adolescente. E tem a brilhante ideia de roubar a vida do outro e se passar pelo outro.
O Jason sequestrado consegue fugir do laboratório e leva junto a namorada do Jason que criou a caixa. Ela é a incrível Alice Braga. Eles tem muito dificuldade de entender como a caixa funciona e são interessantíssimos os mundos que eles encontram. É fascinante.
Os dois últimos episódios são de enlouquecer. Inúmeros Jasons vão em busca da família ideal do Jason. Tem hora que ficamos confusos sobre quem será o Jason de verdade. É muito inteligente. Ansiosa pela segunda temporada que já está disponível.

Beijos,
Pedrita