Susanna segue para o Equador para tentar localizar o seu pai que esteve no Rio de Janeiro em 1970. Ele ficou em um apartamento com outros rapazes por dois meses. Sua mãe engravidou e eles decidiram pelo aborto. Ele foi embora, a mãe de Susanna não abortou, mas ele nunca ficou sabendo. O nome que sua mãe tinha dele era o pseudônimo. Nessa época, por segurança, as pessoas não usavam os seus nomes. Em uma entrevista, Susanna conta que sua filha foi convidada na escola para fazer a árvore genealógica e elas não sabiam nada do avô e que isso motivou a busca.
Susanna é muito bem recebida em Quito, no Equador, dá entrevistas, cola cartazes, procurando homens que tenham vindo ao Brasil na época e tenham entre 69 e 70 anos. Acompanhamos algumas entrevistas, alguns possíveis pais. Como no Brasil, Equador vivia uma ditadura, então alguns equatorianos viajaram ao Brasil, ou se refugiaram no Brasil, também uma ditadura.
Mata Hari
A vida cultural da Pedrita.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Nada Sobre Meu Pai
Assisti ao documentário Nada Sobre Meu Pai (2023) de Susanna Lira no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme desde que acompanhei as entrevistas. O filme passou no dia dos pais, eu gravei e vi depois. Adoro o trabalho da cineasta que acaba de ganhar Kikito no Festival de Gramado pelo documentário do Gonzaguinha.
sábado, 22 de agosto de 2026
Argylle
Assisti Argylle (2024) de Matthew Vaughn na AppleTV. Eu procurava um filme pra ver e me deparei com esse pôster, os oficiais são azuis. E foi exatamente esse que me fez querer ver. A mochila, o gatinho e a protagonista, Bryce Dallas Howard. É baseado nos livros de Elly Conway.
A protagonista é a escritora do livro Elly Conway. Ela está no quarto livro do Argylle, um herói tipo 007, em missões secretas. O filme é irregular, muito longo, mas diverte. Começa com uma ação mirabolante do agente de Henry Cavill. Aí vemos que Elly está lendo o livro pra uma plateia no lançamento do 4º livro da série e já promete o quinto. Esse começo por ser muito idealizado é esquisito, quase larguei, insistam que fica engraçado.
Elly agora está em sua belíssima mansão com seu gato Alfie escrevendo o 5º volume. Sua mãe (Catherine O´Hara) lê e comenta com a filha que está ótimo mas o final precisa ser alterado e sugere que ela vá até a casa deles.É quando ela conhece o personagem de Sam Rockwell. Ele começa a ser atacado no trem até ela descobrir que o alvo é ela. Achei que ela tinha dormido e o filme ia acabar com ela acordando, mas não, estava acontecendo mesmo. Ela volte e meia vê no lugar do agente, o agente do seu livro. É engraçado ver os personagens se alternando. Os agentes são padrões, belíssimos, magros, os reais são mais imperfeitos.
Ela passa a viver o que escrevia nos livros, sempre com seu gato. Fiquei pensando se em algum momento se o gato existiu de fato. Acho que fizeram imagens do gato pra ele ser projetado nas cenas, então o gato efetivamente não sofre nada porque não atua de fato. É uma graça ver ele sempre dentro da mochila, mas sabemos que não é um gato. É bem feito, mas dá pra imaginar que não é um gato de fato. O elenco é enorme e estrelar: Samuel L. Jackson, Bryan Cranston, Dua Lipa, Ariana De Bose e John Cena. São inúmeras locações.
As cenas de dança são uma delícia. Alternando entre românticas e engraçadas. São momentos muito divertidos!Beijos,
Pedrita
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
A Residência
Assisti a série A Residência (2025) de Paul William Davies na Netflix. São só 8 episódios, gostei bastante. A série é a Uzo Aduba, o charme está todo em seu personagem, a divertidíssima e brilhante detetive Cordelia Cupp. No Brasil está como Assassinato na Casa Branca, sempre títulos sem graça, com spoilers e óbvios demais.
Um homem é morto na Casa Branca enquanto acontecia um jantar. A Casa Branca é um personagem e é uma delícia a infinidade de cômodos. São portas secretas que não acabam mais, cômodos secretos, Uma delícia! Me lembrou o jogo de tabuleiro Detetive. Quem morre é o chefe dos empregados (Giancarlo Esposito) e é dado como suicídio. Cordelia discorda. Ele morre no quarto azul. Será mesmo?
Cordelia é doida por pássaros, é a parte mais chata, mas não tem como dissociar a série sem a análises dos pássaros. É noite e ela fica procurando pássaros à noite, quando eles dormem, nem parece que entende mesmo de pássaros. Cordelia faz um paralelo do comportamento de espécies de pássaros com pessoas. É uma engenharia de raciocínio, o que mais gosto desses filmes e séries policiais, ficar pensando junto com a detetive as possibilidades. A edição é excelente e nos ajuda a montar e remontar o quebra-cabeça.É gente que não acaba mais. A série começa mostrando a engrenagem gigantesca de funcionários pra fazer tudo ficar perfeito tanto na Casa Branca, como no jantar. É delicioso! Fascinante a Casa Branca de biscoito, enfim, tudo é incrível. Acompanha a detetive na investigação o policial do ótimo Isiah Whitlock Jr. e o do FBI por Randall Park.
O presidente aparece pouco, é um presidente aleatório. Seus familiares que moram na Casa Branca aparecem muito mais.A série é muito bem coordenada, cheia de surpresas deliciosas. Ao final tem aquele clássico número policial de juntar um grupo e andar por cômodos até se revelar o assassino.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Republikkk ou Encruzilhada não é Beco
Assisti a peça Republikkk ou Encruzilhada não é Beco do REC Instituto na abertura da Mostra de Teatro Heliópolis na Casa de Teatro MariaJosé de Carvalho.
A Casa de Teatro MariaJosé de Carvalho, tem um belíssimo quintal onde o REC Instituto foi cantar e nos preparar ao espetáculo. Tudo muito mágico!
Que espetáculo bonito! Dirigido por Hercules Moraes. Na peça, um homem questiona Deus, sua vida e se podia ter evitado uma tragédia. A peça tem uma lindíssima iluminação de Docini.
Fotos de Angela Macário
Belíssimos figurinos de Sandra Machado. A técnica corporal de Paulo Victor Gandra é muito marcante. O elenco dança, interpreta, toca e canta: Hercules Morais, Emmanuelle Barcelos, Paulo Victor Gandra, Marcelo Villas Boas, Magno Argolo e Thiago Machado. Em um tablado no chão, eles provocam muitos sons.Muito impactante a cena de Emmanuelle quando se enterra. A peça aborda muitos temas, com repentes, cantos e menciona a pandemia quando é criado um cemitério no palco. Tudo é milimétrico e bonito.
Foto de Wes Barba
A Mostra de Teatro Heliópolis é gratuita e vai até 22 de agosto. Inclusive no dia 21, vai ter a peça Nitrido ou a Dramaturgia do Cavalo que eu amei e comentei aqui.
Beijos,
Pedrita
domingo, 16 de agosto de 2026
A Última Casa
Assisti A Última Casa (2026) de Louis Letterier na Netflix. O roteiro é de Matthew Robinson. Eu queria ver pelo Wagner Moura. Engraçado que li pessoas reclamando que o Wagner era dublado, até descobrir que o Wagner é dublado na dublagem, confesso que não entendo quem assista filme dublado, tenho pavor e acho que perde muito do som ambiente. No filme original com som em inglês é a voz do Wagner Moura em inglês. A Última Casa é um filme esquisito, longo demais, dá pra ver.
Depois por Emma Ho e Gabriel Barbosa.
A família é de quatro pessoas, os personagens de Wagner Moura e Greta Lee e dois filhos inicialmente pequenos por Riley Chung e Noah Alexander Sosnoviski.
Os quatro ficam presos na casa, nada abre, o pai desesperado e ele fica assim em muitos momentos do filme, tenta furar paredes, chão, mas algo os une de volta. Tem umas coisas esquisitas. A chaminé tem uma abertura e esse troço que fecha tudo não fecha a chaminé. Eles descobrem que os vizinhos também estão presos e depois que é no mundo todo. Eles tentam viver com o que tem como podem, racionam os alimentos, fazem ginástica, plantam com o pouco de luz que aparece e fecham as janelas quando chove, é quanto os monstros aparecem e querem pegá-los.
Repararam que anos se passam. A questão com os animais me fez quase largar o filme logo que começou, detesto filmes com animais e seus sofrimentos. E achei o filme muito pesado para as crianças menores, mesmo que as cenas piores eles estejam longe, tem muita cena que não os poupam. O filme cria inúmeras metáforas, não querer fazer tudo sozinho, que juntos somos mais fortes, pra cuidarmos do planeta, enfim, mas dá preguiça ficar procurando. Parece que tenta justificar profundidade em mais um filme de ataque alienígena.
Beijos,
Pedrita
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