quinta-feira, 4 de junho de 2026

Tremémbé - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada de Tremembé (2025) na PrimeVídeo. Tem um tempo que ando vendo essa série. Não sou muito fã de true crime, mas pelo sucesso dessa série resolvi assistir. São só 5 episódios curtos que mostram um pequeno período na prisão, alternado por trechos curtos do passado dos presidiários. É uma série muito bem realizada, com ótimo elenco e boa produção.

O Complexo Tremembé é conhecido como A Prisão dos Famosos, que é inclusive o subtítulo da série. E muitos desses presidiários ficaram famosos pela mídia, principalmente sensacionalista, que deu excesso de visibilidade a seus crimes e criminosos. Tremembé devia ser um modelo de prisão. Diferente da maioria tem melhor qualidade de vida, estimula estudo, os presos tem funções na terra, em costura, mecânica e não há superlotação. Não é tão romantizada como na série, mas é infinitamente superior as outras prisões O Complexo Tremembé fica na cidade de Tremembé, interior de São Paulo, cercada por mata.
A série foca em Suzane von Richthofen interpretada por Marina Ruy Barbosa. A presa convenceu os irmãos Cravinhos a matar os seus pais para ficar com a herança. No Complexo Tremembé há alas femininas e masculinas e os irmãos Cravinhos aparecem na masculina e são interpretados por Felipe Simas e Kelner Macêdo. A produção enfatiza que nenhum criminoso ganhou dinheiro com a série, mas voltaram ao foco e ao interesse da mídia, e isso pode gerar renda para eles. É um tema complexo. A série não poupa a mídia sensacionalista. Há um bom tempo com a entrevista criticadíssima de Gugu Liberato com Suzane e sua companheira de prisão na época. Ela recebeu um bom dinheiro pra aceitar a entrevista. Dinheiro e notoriedade. A série não poupa Gugu interpretado por Paulo Vilhena. No intervalo das gravações no presídio, Gugu comemora o ibope da entrevista.
Outras presidiárias famosas do período que Suzane estavam em Tremembé são Anna Carolina Jatobá de Bianca Comparato e Elize Matsunaga de Carol Garcia. Sandrão é interpretada por Letícia Rodrigues. Gostei que a série mostra a diferença de personalidade dos detentos. Suzane é muito inteligente, calculista, ela organiza da melhor forma que pode as suas questões. Seduz Sandrão pra ter sua proteção, com isso vira rival de Elize que era a companheira de Sandrão. E depois seduz um pastor para ter vantagens nas saidinhas. Carolina Jatobá é mais medrosa e está em crise com a família do marido de Lucas Oradovschi e seus filhos. Elize ama demais e tenta o direito de ver seu filho. Todos em Tremembé são assediados pela mídia e audiovisual que promete pagamentos vultuosos pra conseguir entrevistas, documentários, depoimentos. Presos famosos são altamente rentáveis comercialmente.
Na ala masculina tem ainda destaque Roger Abdelmassih de Anselmo Vasconcelos condenado por estuprar inúmeras de suas pacientes de fertilização. Ele passa a série tentando provar que está doente para conseguir prisão domiciliar, algo muito comum entre presos famosos. Forjar doenças pra obter benefícios, regime semiaberto, redução de pena ou prisão domiciliar. Na ala masculina ainda passa rapidamente Gil Rugai de Leôn Moreno que matou os pais, Lindemberg Alves de Edu Rosa que assassinou Eloá, Terremoto de Miguel Nader, um matador de aluguel e Antonio Pimenta que matou a namorada a queima roupa e conseguiu aguardar em liberdade por 10 anos até ser preso.
Fiquei feliz em ver que Débora Fernanda está no elenco. A personagem está presa porque matou o enteado. No final da temporada ela se casa novamente com o pai da criança que ela matou interpretado por Daniel de Almeida. Suzane é a madrinha. Até os presos querem os mais famosos para ser padrinhos. E a religião evangélica é muito forte nos presídios porque acredita que se o preso se arrepender firmemente e pedir perdão de coração está perdoado, quando não é bem assim. Inclusive muitos presos se aproximam da religião não por fé, mas para redução de pena, aceitação social ou oportunismo mesmo.
O elenco todo é muito bom. Vinícius de Oliveira faz o pastor. Ilana Kaplan a diretora do presídio. João Pedro Mariano como Luka. Pedro da Matta como o jornalista de TV. Marcos de Andrade é o Acir Filó, político e jornalista preso que escreve dentro da prisão os depoimentos que ouviu.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Velhos Bandidos

Assisti Velhos Bandidos (2026) de Claudio Torres na PrimeVideo. Eu queria muito ver esse filme desde que vi o trailer no cinema, tentei inclusive ver no cinema, mas estava em uma única sessão em horário ruim. Fiquei eufórica quando estreou na PrimeVideo, esse filme estreou bem recentemente, adorei que já está disponível. É uma deliciosa comédia e um ótimo filme de ação.

Inicialmente eu até não tinha embarcado, mas depois me deixei levar e que filme, nunca me diverti tanto. E o roteiro é ótimo, cheio de surpresas, bem coordenado e o elenco é estrelar e fora das suas zonas de confortos. Ary Fontoura e Fernanda Montenegro querem realizar um assalto a um banco.
Eles contratam dois assaltantes ruins para ajudar no processo com os ótimos Vladmir Britcha e Bruna Marquezine. Eles são muito, mas muito atrapalhados.
Quando eu achei que o elenco estrelar já era suficiente, apareciam mais. Os velhos bandidos juntam ao grupo amigos que vão ajudar na empreitada e são os maravilhosos Vera Fischer, Teca Pereira, Tony Tornado, Reginaldo Faria e Hamilton Vaz Pereira.

Lázaro Ramos é policial que começa a investigar o caso e chegar bem perto dos bandidos. Laila Garin está na agência de viagens e Mary Sheila no banco. Nathália Timberg faz uma participação especial.


Tem tudo o que faz um bom filme de ação, bombas, ambulâncias, assaltos, jatinho, avião, iate, genial. Tudo inteligente, rápido, bem editado. Me diverti demais!

Beijos,
Pedrita

domingo, 31 de maio de 2026

A Mulher no Jardim

Assisti A Mulher no Jardim (2025) de Jaume Collet-Serra na PrimeVideo. Porque sábado é dia de fantasminhas! Esse filme é muito forte, não pelo sobrenatural, mas pelo real. Tem questões importantíssimas colocadas em debate, mas é um filme para ver com cautela. Ao final tem um aviso, achei que deveria vir no começo. O roteiro é de Sam Stefanak.

Uma mãe e dois filhos estão vivendo em uma casa no campo. Ela está de muletas, com a perna machucada. Percebemos que eles estão sem gás, sem luz, sem internet e vemos muitas contas a pagar. O filho adolescente está revoltado e só piora a situação. Entendo que ele está com muita raiva da mãe, não sabemos porquê, mas ele deveria pensar na irmã pequena que sofre com a agressividade dele. Todos estão incríveis: Danielle Deadwyler, Peyton Jackson e Estella Kahiha.
Até que uma mulher aparece no jardim. É muito assustador, eu até desconfiei, mas como disse, o pior do filme não é a questão sobrenatural. As cenas são muito fortes, mas eu achei o filme muito urgente, mas tem que ter coragem. Fiquei e estou muito impactada.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Spotify 20 anos

Ouvi a seleção da Spotify 20 anos. Adoro essas surpresas desse streaming. Eu entrei em 2016.

Essa foi a primeira música, a Sinfonia nº 9 de Dvorak. Eu amo esse compositor. Quando comecei a ouvir músicas no Spotify era por trabalho. Ouvia um álbum ou outro, um CD ou outro, com os comerciais no meio. É difícil ouvir uma sinfonia e seus movimentos com comerciais ao meio, então ouvia muito pontualmente.

Na pandemia eu assinei o Spotify e continuo até hoje. Foi quando passei a ouvir regularmente. Eu criei uma playlist Dançar para fazer exercício em casa. Uma Suave para ouvir à noite para desacelerar daqueles dias difíceis. Nina Simone está entre os meus artistas preferidos E nessa época eu ouvia muito blues e jazz americanos principalmente por cantoras como Billie Holliday, Etta James e Ella Fitzgerald. A música mais ouvida é Elephant Gun do Beirut. Depois Flor da Noite com Nana Caymmi e She de Alice Phoebe Lou, conheci essa na pandemia, na trilha do filme Vou Nadar Até Você, não conhecia essa intérprete que é da África do Sul. Essas três canções marcaram 2020.

Foi ao final desse ano que comprei minha caixinha de som JBL. Uma amiga orientou que era melhor investir mais em uma caixinha melhor. Eu queria muito essa laranja e foi perfeito. Como ouço sozinha, tenho ambientes de madeira que ampliam o som, o tamanho é perfeito.







 

O Spotify informou que eu ouvi 8550 músicas. Tem uns 3 anos que comecei a criar playlists do ano. A primeira nem imaginei que viraria tradição. Criei para desvincular algumas histórias, criar novas. E passei a criar uma por ano, com características próprias de cada ano. A desse ano se chama Ventos. Continuo ouvindo as antigas, menos, porque as últimas que ouço mais porque refletem mais o que estou vivendo agora. 
Esse é o resumo desses anos.

O Spotify criou uma playlist com as músicas que mais ouvi desde 2016. Foi bom ouvir o passado, trouxe lembranças e recordações preciosas e achei interessante que algumas músicas mais recentes também apareceram como as mais ouvidas. Em cada faixa tem a quantidade de vezes que ouvi aquela música.

Vou colocar vídeos e vídeos com áudios de algumas das canções mais ouvidas desde 2016.








Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Firebrand

Assisti Firebrand (2023) de Karim Ainouz na PrimeVídeo. Eu sabia que esse diretor vinha atuando em produções internacionais, mas foi uma surpresa descobrir que um era esse. Eu já tinha começado a ver e levei um susto nos créditos. Esse filme é maravilhoso! Estou pensativa tem tempo. Vi uma entrevista que Karim dizia que não tem ligação com monarquias, reinados, mas que tinha ficado impressionado com essa história. Sou como ele. O filme é baseado no livro Queen's Gambit, escrito por Elizabeth Fremantle, que fiquei muito interessada em ler.

Alicia Vikander e Jude Law estão majestosos. O filme conta a história de Catarina Parr, última esposa de Henrique VIII. Ele tinha matado as duas anteriores. Catarina era doce e apaixonada pelo rei, eles tinham uma relação muito afetuosa. E ela era carinhosa com os filhos dele, o menor inclusive a tinha como mãe. Ela era muito querida pelos filhos dele. Catarina era odiada pela igreja católica por suas ligações com o protestantismo. Ela era católica e tinha suas próprias rezas, inclusive escreveu um livro de rezas. A igreja católica a condenava. O livro foi publicado por ela após a morte de Henrique VIII.
Henrique VIII chega com uma ferida pavorosa na perna, que purgava o tempo todo. Os tratamentos eram horrorosos na época, ele sofria horrores. Para atenuar a dor ele vivia alcoolizado. Os médicos o mantinham alcoolizado para sofrer menos com as dores. Para o filme criaram cheiros para as gravações, porque diziam que era um fedor pavoroso a perna. 

A produção é primorosa, a fotografia é linda, os figurinos são deslumbrantes. O filme foi realizado no castelo de Haddon Hall, na Inglaterra. Henrique VII é o segundo marido de Catarina Parr e Tomás Seymour foi o último, com esse ela teve um filho. Tomás foi interpretado por Sam Riley.
O elenco e as caracterizações são primorosas. Ainda estão Erin Doherty, Patsy Ferran, Simon Russell Bealy, Eddie Marsan e Junie Rees. É um belíssimo filme com uma história muito impactante. Fiquei fascinada pela força de Catarina Parr.


Beijos,

Pedrita