domingo, 31 de maio de 2026

A Mulher no Jardim

Assisti A Mulher no Jardim (2025) de Jaume Collet-Serra na PrimeVideo. Porque sábado é dia de fantasminhas! Esse filme é muito forte, não pelo sobrenatural, mas pelo real. Tem questões importantíssimas colocadas em debate, mas é um filme para ver com cautela. Ao final tem um aviso, achei que deveria vir no começo. O roteiro é de Sam Stefanak.

Uma mãe e dois filhos estão vivendo em uma casa no campo. Ela está de muletas, com a perna machucada. Percebemos que eles estão sem gás, sem luz, sem internet e vemos muitas contas a pagar. O filho adolescente está revoltado e só piora a situação. Entendo que ele está com muita raiva da mãe, não sabemos porquê, mas ele deveria pensar na irmã pequena que sofre com a agressividade dele. Todos estão incríveis: Danielle Deadwyler, Peyton Jackson e Estella Kahiha.
Até que uma mulher aparece no jardim. É muito assustador, eu até desconfiei, mas como disse, o pior do filme não é a questão sobrenatural. As cenas são muito fortes, mas eu achei o filme muito urgente, mas tem que ter coragem. Fiquei e estou muito impactada.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Spotify 20 anos

Ouvi a seleção da Spotify 20 anos. Adoro essas surpresas desse streaming. Eu entrei em 2016.

Essa foi a primeira música, a Sinfonia nº 9 de Dvorak. Eu amo esse compositor. Quando comecei a ouvir músicas no Spotify era por trabalho. Ouvia um álbum ou outro, um CD ou outro, com os comerciais no meio. É difícil ouvir uma sinfonia e seus movimentos com comerciais ao meio, então ouvia muito pontualmente.

Na pandemia eu assinei o Spotify e continuo até hoje. Foi quando passei a ouvir regularmente. Eu criei uma playlist Dançar para fazer exercício em casa. Uma Suave para ouvir à noite para desacelerar daqueles dias difíceis. Nina Simone está entre os meus artistas preferidos E nessa época eu ouvia muito blues e jazz americanos principalmente por cantoras como Billie Holliday, Etta James e Ella Fitzgerald. A música mais ouvida é Elephant Gun do Beirut. Depois Flor da Noite com Nana Caymmi e She de Alice Phoebe Lou, conheci essa na pandemia, na trilha do filme Vou Nadar Até Você, não conhecia essa intérprete que é da África do Sul. Essas três canções marcaram 2020.

Foi ao final desse ano que comprei minha caixinha de som JBL. Uma amiga orientou que era melhor investir mais em uma caixinha melhor. Eu queria muito essa laranja e foi perfeito. Como ouço sozinha, tenho ambientes de madeira que ampliam o som, o tamanho é perfeito.







 

O Spotify informou que eu ouvi 8550 músicas. Tem uns 3 anos que comecei a criar playlists do ano. A primeira nem imaginei que viraria tradição. Criei para desvincular algumas histórias, criar novas. E passei a criar uma por ano, com características próprias de cada ano. A desse ano se chama Ventos. Continuo ouvindo as antigas, menos, porque as últimas que ouço mais porque refletem mais o que estou vivendo agora. 
Esse é o resumo desses anos.

O Spotify criou uma playlist com as músicas que mais ouvi desde 2016. Foi bom ouvir o passado, trouxe lembranças e recordações preciosas e achei interessante que algumas músicas mais recentes também apareceram como as mais ouvidas. Em cada faixa tem a quantidade de vezes que ouvi aquela música.

Vou colocar vídeos e vídeos com áudios de algumas das canções mais ouvidas desde 2016.








Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Firebrand

Assisti Firebrand (2023) de Karim Ainouz na PrimeVídeo. Eu sabia que esse diretor vinha atuando em produções internacionais, mas foi uma surpresa descobrir que um era esse. Eu já tinha começado a ver e levei um susto nos créditos. Esse filme é maravilhoso! Estou pensativa tem tempo. Vi uma entrevista que Karim dizia que não tem ligação com monarquias, reinados, mas que tinha ficado impressionado com essa história. Sou como ele. O filme é baseado no livro Queen's Gambit, escrito por Elizabeth Fremantle, que fiquei muito interessada em ler.

Alicia Vikander e Jude Law estão majestosos. O filme conta a história de Catarina Parr, última esposa de Henrique VIII. Ele tinha matado as duas anteriores. Catarina era doce e apaixonada pelo rei, eles tinham uma relação muito afetuosa. E ela era carinhosa com os filhos dele, o menor inclusive a tinha como mãe. Ela era muito querida pelos filhos dele. Catarina era odiada pela igreja católica por suas ligações com o protestantismo. Ela era católica e tinha suas próprias rezas, inclusive escreveu um livro de rezas. A igreja católica a condenava. O livro foi publicado por ela após a morte de Henrique VIII.
Henrique VIII chega com uma ferida pavorosa na perna, que purgava o tempo todo. Os tratamentos eram horrorosos na época, ele sofria horrores. Para atenuar a dor ele vivia alcoolizado. Os médicos o mantinham alcoolizado para sofrer menos com as dores. Para o filme criaram cheiros para as gravações, porque diziam que era um fedor pavoroso a perna. 

A produção é primorosa, a fotografia é linda, os figurinos são deslumbrantes. O filme foi realizado no castelo de Haddon Hall, na Inglaterra. Henrique VII é o segundo marido de Catarina Parr e Tomás Seymour foi o último, com esse ela teve um filho. Tomás foi interpretado por Sam Riley.
O elenco e as caracterizações são primorosas. Ainda estão Erin Doherty, Patsy Ferran, Simon Russell Bealy, Eddie Marsan e Junie Rees. É um belíssimo filme com uma história muito impactante. Fiquei fascinada pela força de Catarina Parr.


Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Silver e o Livro dos Sonhos

Assisti Silver e o Livro dos Sonhos (2023) de Helena Hufnagel na PrimeVideo. Duas irmãs se mudam pra a nova casa da mãe. Ela está de companheiro novo e logo entendemos que nos últimos anos que ela ficou viúva foram várias mudanças e vários companheiros. Esse atual tem dos filhos também adolescentes. O filme é inspirado na série de livros de Kerstin Gler.

A protagonista, defendida lindamente por Jana McKinnon, tem sonhos com o pai que morreu. Um grupo da escola vê as habilidades dela em sonhos e a insere em um grupo que viaja sonhando. É o mais legal do filme. Cada pessoa tem uma porta do sonho. E se a pessoa tem uma peça de roupa ou objeto de outra pode entrar no sonho da outra. O filme é alemão e é realizado na Inglaterra e na Irlanda.
Gosto muito de viagem no tempo, então viajar nos sonhos é fascinante. Muito bem realizado. Há muito mistério e ela tenta desvendar. O grupo é muito canalha e ela vai sendo manipulada pra eles realizarem o que desejam. Eu desconfiei do final, gostei que fica em aberto.

Beijos,
Pedrita

domingo, 24 de maio de 2026

Foi um Péssimo Dia de Natalia Borges Polesso

Terminei de ler Foi Um Péssimo Dia (2023) de Natalia Borges Polesso da Dublinense. Após muitas resenhas elogiosas, quis ler. Comprei na última Festa do Livro da USP. Gostei bastante!

O marcador de livros é magnético e de clipes.


 

Obra (1986) de Antonio Henrique Amaral 

O livro conta a história de uma menina entre a infância e a adolescência, na década de 80. A autora mostra esse universo onde não tinha cinto de segurança, as brincadeiras nas ruas, a bala Soft. Seu pai era mais sonhador e com isso eles viviam com poucos recursos. A vida melhora quando vão para uma casa afastada e onde ela pode plantar a árvore no quintal. O pai compra uma piscina de plástico onde ela e o irmão adoravam brincar.

Obra (1980) de Maria Lídia Magliani

Na adolescência, a personagem começa a descobrir seus sentimentos. E é quando os seus pais começam a se separar. Inicialmente sua mãe se muda e eles ficam com o pai. É uma bela obra.

Beijos,
Pedrita