quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Duetto

Assisti Duetto (2022) de Vicente Amorim no Canal Brasil. Eu gosto muito desse diretor. O canal tem colocado filmes que quero muito ver. Esse eu pus pra gravar quando estava passando e vi um pouco depois. O roteiro é de Rita Buzzar e João Segall. Gostei bastante!

O elenco é incrível. O personagem de Rodrigo Lombardi morre logo no começo do filme de acidente de carro. O filme se passa na década de 60. Ele deixa a viúva, a filha e a mãe, as três são as maravilhosas Marieta Severo, Maeve Jinkins e Luisa Arraes. A avó decide ir com a neta para a Itália resolver uma questão de um terreno. A mãe da  jovem não gosta, mas a jovem vai.

É quando entra as paisagens e o elenco italiano. A avó tem uma irmã, Elisabetta de Palo, e seu marido, Giancarlo Giannini. A avó pede que a neta não conte que o pai morreu. Percebemos muitos segredos. Tem 40 anos que a avó não ia mais a Itália.

Na cidade vai acontecer um festival de música com o cantor Marcello Bianchini de Michele Morrone que a jovem é fã. Gostei que a personagem da Thuanny Parente aparece, é uma candidata ao festival e canta uma música.
O casal italiano tem um filho adotivo de Gabriel Leone. São lindos os figurinos.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Long Bright River

Assisti a série Long Bright River (2025) na HBOMax. Essa série figurava em várias listas de melhores séries do ano, resolvi ver. É baseado no livro de Liz  Moore. É policial e gostei bastante de falar de modo realista de dependentes químicos, sem idealizá-los ou condená-los. Só mostrando um pouco da realidade de quem convive com dependentes na família, como os dependentes mal sobrevivem e como tentar lidar com a questão.

Amanda Seyfried está ótima. Ela é uma policial e faz ronda em um ponto de dependentes químicos. Ela acaba de mudar de parceiro de trabalho, Dash Mihok.

Jovens dependentes químicas começam a desaparecer e aparecer mortas. Para conseguir sustentar o vício muitas se prostituem e alguém as está colocando em risco. Com o tempo descobrimos que a irmã da policial, Ashleigh Cummings, está desaparecida. A policial não conta a ninguém, mas é ela que percebe que as mortes não são por overdose. Fala pra legista, Britnet Oldford, que descobre que é verdade.
A policial procura seu antigo parceiro, agora afastado da polícia, para ajudá-la. Ele é o ótimo Nicholas Pinnock. Ele sabe um pouco da família disfuncional dela. O final desanda um pouco. É bom, bem realizado, mas fiquei com a sensação que tentaram soluções para garantir que Pinnock não estivesse em uma possível continuação. Isso acontece bastante. O ator não quer continuar no projeto, então encontram uma solução para afastá-lo. Na série, a solução é artificial. O nome da série cai meio de paraquedas ao final, bem forçado.
Muito bonitas as cenas finais com as dependentes químicas.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Desaparecida

Assisti Desaparecida (2023) de Nicholas D. Johnson e Will Merrick na Netflix. Eu gosto muito desse estilo de filme. Uma pessoa desaparece e quem procura fica investigando virtualmente e o filme é praticamente todo na tela de um computador. Até mesmo a protagonista só aparece em vídeos de ligações. Eu tinha visto Buscando... que é assim e gostei muito.

A mãe de uma jovem de 18 anos vai viajar com o namorado para a Colômbia. A mãe deixa tudo organizado, a filha claro que se incomoda com os excessos, já que ela tem 18 anos. Há uma mulher que vai levar comida e ver como ela está. A jovem faz uma festa de arromba na casa. Se diverte muito e vai com sono buscar a mãe no aeroporto que não aparece. Dá muita agonia ela tentar entender o que aconteceu. Não fala espanhol. Tem que falar no hotel simples da cidade onde ninguém fala inglês. Ficamos agoniados tentando entender com ela o que pode ter acontecido. Storm Reid está ótima. A mãe é Nia Long e o namorado Ken Leung. O policial é Daniel Henney.
A polícia vai demorar para catalogar e investigar. E as câmeras do hotel ficam só 48 horas com as imagens porque tudo é gravado em cima. É quando entra o personagem do português Joaquim de Almeida. Ela acha a empresa de limpeza na Colômbia, procura um funcionário que fale inglês e o contrata para ir ver as câmeras. Ele até reluta se envolver, mas fica com pena da moça e ele começa a ajudá-la. A relação dos dois é muito bonita. Na foto dá pra ver como é a maior parte do tempo do filme.
Eu acho que faria a mesma coisa. A polícia está investigando, mas ela não para quieta. Ela consegue entrar no email do namorado da mãe que é crime, mas é por lá que consegue informações importantes. O filme tem uma reviravolta impressionante na metade que muda o rumo de tudo, gostei muito.

Beijos,
Pedrita

domingo, 4 de janeiro de 2026

Maria e o Cangaço


Assisti a série Maria e o Cangaço (2025) de Sérgio Machado da Hulu na Disney+. Assim que o canal abriu o sinal para assinantes Claro comecei a ver. Demorei muito porque é muito pesada. É livremente inspirada no livro Maria Bonita de Adriana Negreiros que comentei aqui. São só 6 episódios.
 

Assim que Ísis Valverde foi escolhida para o personagem, o público e eu questionamos, mas ela está impressionante! Que atriz! No começo a série foca exatamente onde não era costume olharmos. No bando, que Lampião sempre chamava de grupo, tinha várias mulheres. Começa com uma em trabalho de parto, naquelas condições, com muito sangramento. É no século 19, e mesmo que elas pudessem ir ao hospital, este igualmente não teria muitos recursos, mas passar ao relento, tendo logo que cavalgar, é desesperador.
Júlio Andrade está excelente como Lampião. Maria Bonita desconfia que está grávida. 

Ela tem a única filha assumida Expedita Ferreira, ainda viva. Maria Bonita tem netos, bisnetos. Expedita e a família que mantém o legado dos cangaceiros atualmente. Após o parto, Maria Bonita deixou a menina com a família pra ser criada. Em geral as cangaceiras deixavam os filhos com pessoas que os adotavam e perdiam contato. Era uma época de muita violência entre cangaceiros e policiais. Após as fotos e matérias no mundo todo sobre o cangaço quando Lampião e Maria Bonita ficaram famosos, Getúlio Vargas envia soldados para caçá-los. A série termina com o conflito armado entre os soldados e os cangaceiros, exceto Corisco e Dadá que depois formam um novo grupo.

As locações são belíssimas. A série foi filmada principalmente em Cabaceiras na Paraíba e ainda em Piranhas, no Alagoas. A fotografia é de tirar o fôlego. Ainda no elenco estão Rômulo Braga como Silvério Batista, Chandelly Braz como irmã de Maria Bonita, Jorge Paz como Corisco, Mohana Uchôa como Dadá, Ana Paula Bouzas como Dona Déa, entre tantos outros. E Laila Garín, Dan Ferreira e Thainá Duarte. A trilha sonora é belíssima com canções interpretadas por Karina Buhr. Tem outras com Siba e Mestre Nico.
Beijos,
Pedrita

sábado, 3 de janeiro de 2026

Deadtectives

Assisti Deadtectives (2018) de Tony West na HBOMax. O nome é tão ruim quanto o filme. Dá pra ver? Dá. Gosto de fantasminhas, de terror, esse é meio comédia sem graça, meio tosco. No Brasil o nome consegue ser pior que o original, Caçadores de Almas Perdidas. 

Um grupo pra lá de picareta tem um programa de TV onde eles fingem caçar fantasmas. O pior é que as pessoas que chamam o grupo acreditam neles e quem assiste também. É a melhor discussão no filme, o quanto na TV tudo cabe e o quanto temos que desconfiar de sua veracidade. No elenco Chris Geerem Tina Ivlev, David Newman, José María de Tavira e Martha Higareda. O programa vai acabar, está mal de audiência, um fato raro porque porcarias assim costumam ter muito ibope. O editor envia o grupo para uma casa mal assombrada no México, e finalmente, junto com um especialista em efeitos especiais. Que melhora bem a qualidade do programa.
E sim, lá tem fantasminhas de verdade e são lindinhos.


 

Beijos,
Pedrita