Assisti a Primeira Temporada de O Homem das Castanhas (2021) na Netflix. Queria muito ver essa série tanto que falavam. É uma boa e convencional série sobre serial killer. Decidiram que terá segunda temporada. O Homem das Castanhas é o serial killer, a próxima será outro crime, vai ser estranho se mantiverem o mesmo nome. A série é baseada no livro homônimo de Soren Sveistrup.
Uma mulher é morta com requintes de crueldade. Junto a ela uma castanha como boneco e com as digitais de uma menina desaparecida há um ano. A castanha foi comprada na feira antes da menina desaparecer? Ou a menina estaria viva? Homens de castanhas são uma tradição. As crianças brincam muito de fazer bonecos de castanhas. Há até uma música.
Uma policial pediu transferência de departamento, mas com esse caso pedem que ela espere. Danica Curcic está muito bem. Vem um investigador de outra cidade fazer dupla com ela, eles não se entendem muito bem. Mikel Folsgaard também está ótimo. A série é cheia de clichês, esse é um, parceiros de trabalho que não se entendem. Tem uma sucessão de clichês, no final então eles explodem. A policial tem uma filha, não sei se foi problema da tradução, mas a filha ficava muito com o avô porque ela trabalhava muito, por isso queria mudar de departamento. Em um momento a tradução diz que ele não é de fato avô da menina. Achei esquisito a mãe deixar a menina com uma pessoa que não era o avô da menina.
A mãe da menina desaparecida acaba de reassumir seu cargo de ministra. Tinha se afastado desde o desaparecimento da filha há um ano. Ela é a bela e talentosa Iben Dormen. Outro clichê é todos parecerem suspeitos. Bem mal feito o atordoamento do marido.
Todos acabam se separando ao final e vão todos meio que sozinhos para uma fazenda isolada. Então sem um proteger o outro todos vão se dando mal. É bem forçado. O incêndio então dá vergonha. O serial killer coloca combustível na cara do policial que mesmo o ambiente pegando fogo ele não colapsa junto e ainda tem tempo de serrar grades, ajudar a ministra. Outro clichê é deixar tudo para o final, naquele corre corre de temos que nos salvar e salvar os outros. Todos são péssimos nessa empreitada, muito incompetentes. E um show de furos.
Assisti O Palhaço do Milharal (2025) de Eli Craig na HBOMax. Porque sábado é dia de fantasminhas! Só que não! Comecei a ver e não tinha legendas em português, a única forma que assisto qualquer filme é com som original e legendas em português. Fui no instagram da HBOMax, não tinha postagem do filme, escrevi na última postagem que esse filme não tinha legendas em português. Uma hora depois me responderam que tinham enviado para o responsável do segmento de legendas. E não é que consertaram? Fui até lá agradecer. Nem sempre há sintonia entre redes sociais e empresas, fiquei muito satisfeita. Então não vi no sábado, e sim uns dias depois quando arrumaram, uns dois dias depois, foram muito rápidos.
Eu achei que ia ser uma grande bobagem, ri muito do começo, mas tive uma grata surpresa. O roteiro é redondo e bem inteligente. Gostei bastante. É bem clássico, começa com uma cena no passado de um palhaço massacrando um casal. E eu ri, me desculpem, mas é que foi de fato engraçado.
O filme corta para os "dias de hoje" e pai (Aaron Abrams) e filha (Katie Douglas) chegam em uma cidade muito interiorana que vive do milho e uma família enriqueceu com o xarope do palhaço feito com milho. Ela logo se enturma com a garotada da cidade conhecidos como rebeldes. Eu amei a turma. A cidade é muito repressiva. Eu amei que essa garotada é famosa no youtube com milhares de seguidores porque fazem filmes de terror com os palhaços, é divertidíssimo! Queria fazer os vídeos com eles. O filme brinca bastante com passado e futuro. Com as mudanças tecnológicas. É bem inteligente. As locações são no Canadá.
E claro que eles se enganam achando que é filme quando é de verdade. Eu ficava o tempo todo tentando descobrir quem estava se vestindo de palhaço e matando as pessoas. Foi uma surpresa e tanto. Gostei bastante! O final é esquisito, tem um corte estranho pro futuro. O pai da jovem é candidato. Ela está com 18 anos e continua com os amigos. E sim, deu cara que pode ter continuação. Mas nunca dá pra saber, porque vai depender como foi de bilheteria. Eu queria uma continuação.
Assisti Noites Alienígenas (2022) de Sérgio de Carvalho na Netflix. Um amigo indicou filmes realizados na Amazônia, eu tinha visto alguns e ele insistiu que eu visse esse. É filmado no Acre, na periferia da capital Rio Branco, e fala do avanço das drogas em cidades sem oportunidades. É baseado no romance homônimo do diretor.
Gleice Damasceno, ex-bbb e do Acre, faz um personagem. Ela tem um filho e o pai da criança se enfiou nas drogas e não mora mais com ela. Adalino está incrível. Ela está ficando com um rapaz de 17 anos, Gabriel Knoxx, que vive de pequenos serviços em drogas. Ele canta e é o que salva um pouco esses jovens, eles participam de batalhas de rimas. Mas como disse, é uma região sem oportunidades e o tráfico e o dinheiro da venda de drogas é mais vantajosa que os poucos empregos. A jovem é garçonete de um pequeno bar restaurante. A comercialização e consumo de drogas tem invadido as cidades, inclusive as pequenas.
Chico Diaz faz um dos traficantes. Joana Gatis faz a mãe do adolescente. Chica Arara faz a avó paterna da criança.
Assisti a peça Herolino, o Faxineiro do Circo Herolino na 1ª Mostra Gargalhão de Comicidade e Máscaras no Teatro Commune. Queria muito ver esse espetáculo, tinha amado as fotos. E amei mais ainda a peça, que graça. Adoro espetáculos sem fala. Acho fascinante prender e agradar o público sem um único texto. Erickson Almeida arrasa, que controle corporal. E que difíceis as cenas.
Herolino chega no circo para limpar o espaço. Ele tem o maior orgulho de seu trabalho, mas como é atrapalhado, se enrosca em vassouras, baldes, objetos. E para se desvencilhar são inúmeras acrobacias, impressionante. E incrível a equipe que ajuda a realizar o espetáculo: Cenário: Maria Zuquim
Figurinos: Cleuber Gonçalves
Trilha sonora: Erickson Almeida
Iluminação e operação de luz: Giuliana Cerchiari
Técnico de som: Venâncio Ramos
Contrarregra: Fernando Castillo
Coordenação de produção: Cristiani Zonzini
Erickson contou que o espetáculo é uma homenagem a todos os profissionais do teatro, principalmente os invisíveis.
Assisti A Grande Inundação (2025) de Byung-woo Kim na Netflix. Tinha tempo que queria ver, adoro ficção científica e os cartazes são incríveis. Imaginei que não seria fácil e que precisava criar coragem. Nossa, que filme! Absurdamente impactada!
Começa com uma criança acordando a mãe dizendo que quer nadar lá fora. A mãe está ainda meio dormindo, reclama com o fofo filho e vai fazer café, até que ela sente água nos pés e vai olhar lá fora. Kim Da-mi arrasa e Kwon Eun-sung é muito foto. Aparece ainda no elenco Park Hae-Soo.
Ela percebe que a piscina que o filho queria nada estava ali ao lado do apartamento. Ela começa a arrumar a mala, mas uma ligação diz pra ela largar tudo e subir. A primeira escada de emergência está parada, inúmeros moradores. Ela vai para a outra e depois de alguns andares está tudo obstruído com móveis, plantas. É uma briga quem mora em apartamento fazer as pessoas entenderem que as áreas comuns precisam ficar livres, não pode nada, planta, cadeira, sapato, que dirá fazer a escada de quartinho da bagunça como está no filme. Que agonia!
Na metade do filme há uma reviravolta inacreditável. É melhor descobrir assistindo. E que impressionante! Que filme inteligente! Várias questões são sutis, tem que se prestar muita a atenção. Há críticas sobre o final, realmente é difícil encontrar uma solução para o filme, mas é o de menos, é tão incrível, fala de tantas questões, é tão profundo, que a solução final nem tem tanto peso, mas eu gostei até do final. Que filme inesquecível!