sábado, 8 de agosto de 2026

Perfect Sense

Assisti Perfect Sense (2011) de David Mackenzie na PrimeVideo. O roteiro é de Kim Fuqz Aakeson. Esse filme estreou no canal agora, é estranho ver esse filme agora e como será que os envolvidos encararam a pandemia quando foram percebendo as semelhanças com seu filme. Sim, os estudiosos das mudanças climáticas falam que várias pandemias irão acontecer, após a que vivemos, falam que virão outras, mas foi estranho ver o filme após a pandemia que vivemos. Imagino que o filme impacte muito mais hoje do que na época que foi lançado. E também foi estranho ver esse filme nesses dias de fenômenos climáticos adversos por aqui. O filme é uma coprodução com imagens realizadas no mundo todo. Cheguei a achar que eram imagens compradas, algumas eram, mas a produção usou equipes de vários países pra fazer as imagens.

O casal de protagonistas tem os maravilhosos Eva Green e Ewan McGregor. Ela uma epidemiologista que estuda esses fenônomenos e o que acontece no mundo e ele um chefe de cozinha. Os dois machucados pelo amor, tem dificuldade de lidar com os sentimentos que passam a ter um pelo outro. Eles se evitam inicialmente, até passar a ter um relacionamento. Os sentidos vão desaparecendo e só desaparecem após sentimentos explodirem. O primeiro é exatamente a perda do olfato que tivemos na pandemia e que conhecemos bem. O sentimento anterior a perda do olfato era uma tristeza profunda. A pessoa chorava muito e quanto parava não tinha mais olfato. Ela perde primeiro. Ninguém sabe como é feita a contaminação e o mundo todo vai passando pelos mesmos efeitos. Depois perdem o paladar. A audição é a perda mais violenta porque a pessoa fica muito perigosa e violenta.
Há uma narração e imagens do que acontece no mundo a cada evento da perda dos sentidos. E sim, termina com a perda da visão, é muito impactante. Antes da perda da visão, o sentimento que explode é o amor e as pessoas começam a se reencontrar, reconciliar, é muito bonito. É um filme muito impactante!

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Eu Vou te Encontrar

Assisti a série Eu Vou Te Encontrar (2026) de Harlan Coben´s na Netflix. Apesar dos muitos furos, eu gostei bastante. O streaming vem me mostrando outra baseada no texto desse autor que quero ver. Mas dá saudade de Agatha Christie que fazia que duvidássemos de todos sem ser incoerente.

A dupla é ótima. Desde Ruptura passei a amar a Britt Lower. Ele é Sam Worthington. Ele foi preso, acusado de matar o próprio filho. Ela é a cunhada. Anos depois dele estar preso e recusar visitas, recebe a dela que mostra uma foto de umas amigas e o filho dele ao fundo. O filho tinha uma mancha muito incomum de nascença e eles tem a certeza que é o filho dele. Bem conveniente uma mancha específica. São 5 anos depois, o filho mudou bastante. Ele consegue fugir do presídio com a ajuda de amigos policiais e passa a procurar o filho com a cunhada. Ela é uma grande jornalista que foi demitida.
Os personagens são ótimos. Gostei muito da dupla de policiais de Chic McBride e Logan Browning. Ele consegue perceber detalhes que passam despercebido e ela é ótima em tecnologia.
Um furo engraçado é da mãe da criança (Erin Richards). Ela casou novamente e está grávida. A dupla descobre que o atual marido mentiu pra esposa e torna-se um suspeito. Ele ligou para a esposa e disse que um ônibus tinha batido e muitos acidentados estavam indo para o hospital e precisava da colaboração de todos. Ela segue ao hospital, imagino a aflição que ela sentir, que ia encontrar uma infinidade de pessoas machucadas. Chegando lá ele avisa que foram enviados para outro hospital. Pra que ele fez isso? Porque queria se declarar pra médica. Nossa, muito romântico. Inventar um acidente, nossa, que homem bacana.
Eu comecei a desconfiar de tráfico de crianças já que uma equipe europeia acha incoerências em um orfanato. Mas é outra bobagem pra despistar. Sim, o orfanato era de uma americana que mandou buscar uma criança doente, pra matá-la e enterrá-la no lugar da que desapareceu. Fácil não? Arrumar vistos pra uma orfão para morrer nos Estados Unidos. Não era mais fácil desaparecer com uma criança americana? Enfim, a criança estava ali mesmo, na própria cidade que desapareceu. Bem furado. Sem falar em outras pistas falsas sem pé nem cabeça só pra confundir. Mas funciona, fiquei ligada, querendo ver, me diverti.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Revelações

Assisti Revelações (2025) de Yeon Sang-Yo na Netflix. Eu procurava por filmes coreanos e escolhi esse porque sábado é dia de fantasminhas. Esse até tem uma fantasminha, mas pode ser alucinação da jovem, projeção da culpa, não fica claro. Esse filme é muito, mas muito violento, fiquei muito impactada, é preciso ver com cautela, mas é impressionante! Atual, genial e complexo!

Uma jovem de Shin Hyeon-bin começa a seguir um homem estranho de Shin Min-jae que está seguindo uma bela garota. Os dois entram em uma igreja.
O filme é tão necessário e com tantas camadas, pena que seja muito violento, não dá pra indicar pra qualquer pessoa. O pastor de Rye Jun-yeol é muito ambicioso. A igreja dele é pequena, cheia de goteiras, e ele sonha ser designado a uma igreja enorme, luxuosa do pastor que o ensinou o ofício.
Ficamos sabendo que o homem estranho está com uma tornozeleira eletrônica, foi liberado da justiça por uma falha do sistema, porque deveria continuar preso e que no passado ele tinha torturado uma jovem. No passado, no tribunal, um psiquiatra minimizou a violência desse homem, tratando-o como vítima de um sistema que o violentou e com isso diminuindo sua pena. O pastor não quer que nada manche a sua reputação. Que filme complexo e atual! E lotado de monstros, muitos amados e aceitos pela sociedade.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Mulheres Imperfeitas

Assisti a série Mulheres Imperfeitas (2026) de Annie Weisman na AppleTV+. Descobri por um acaso, gosto muito do elenco e foi uma grata surpresa. É um suspense curto de 8 episódios que fala muito da amizade de três mulheres pra lá de imperfeitas. A série é baseada no livro homônimo de Araminta Hall.


 

A série começa com um encontro das três amigas e são as ótimas Elisabeth Moss, Kerry Washington e Kate Mara. Nancy desabafa com uma só que está sendo importunada por um homem violento e ela aparece morta.
Os episódios começam então a contar um pouco mais a história de cada uma. A primeira é Eleanor da Kerry. Alta executiva, uma mulher livre, está em um relacionamento com um funcionário. Os segredos são muitos e vão se desdobrando, é muito interessante.

Nancy era casada com um marido rico de Joel Kinnaman porque a família é rica. E tem uma filha adolescente. Nancy de Kate era do subúrbio, mas por ter marido rico passou a dar festas, e participar da alta sociedade.

Mary de Elizabeth é a perfeita dona de casa. Tem 3 filhos, um adolescente e duas meninas. O marido está sempre com problemas financeiros e de emprego. Kate a apresenta para um grupo de dança e ele passa a trabalhar com eles em um evento específico. Ele é Corey Stoll. Os homens da série são bem tóxicos. Não só os dois maridos, mas sogro, irmão, é muita gente controladora, essas mulheres estão muito mal servidas. 
Elas também se atrapalham bastante entre si. Tem suas questões e dificuldades de relações e de amizade. Enfim, Mulheres Imperfeitas. E foi algo que gostei. Elas são muito diferentes entre si, com histórias diferentes, mas se amam, apesar dos atos e das traições.

Beijos,
Pedrita

domingo, 2 de agosto de 2026

Kasa Branca

Assisti Kasa Branca (2025) de Luciano Vidigal no Canal Brasil. Queria ver esse filme há muito tempo, não consegui ver nos cinemas e toda vez que abre o sinal do Telecine, esse filme não é disponibilizado. Não é que achei passando no Canal Brasil? É lindo demais! Me emocionei demais! Kasa Branca ganhou muitos prêmios: no Festival do Rio, Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Direção de Fotografia e Melhor Som. No Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, Grande Prêmio do Juri, Juri Popular, Melhor Atriz Coadjuvante pra Teca Pereira e Prêmio Abbracine.

O tempo todo eu lembrava um provérbio africano que tenho ouvido recentemente: "é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança". Porque o filme é isso, uma comunidade inteira para ajudar o neto a cuidar da avó com Alzheimer. A avó da maravilhosa Teca Pereira está com Alzheimer. O neto do incrível Big Jaum que cuida da avó. O tom já se dá no início. Ele dando banho na avó, com um cuidado e delicadeza contagiante. A médica passa em casa e sempre indica mais remédios caros pra atenuar os sintomas e desengana a avó. Apesar disso, o neto continua fazendo tudo o que a avó gosta. Leva ela pra ver os trens, pra andar de roda gigante. E quando vê uma foto da avó feliz em um morro, quer levar a avó lá. E ele tem a ajuda dos incansáveis amigos que dão um jeito de pagar alguns remédios, fraldas, dão carona e estão sempre com ele e a avó. Até carregar a avó carregam.
Sempre alguém aparece pra ajudar no processo. Inclusive desconfiamos que o dono da farmácia percebeu quem pegou os remédios, fraldas. Os garotos são tão honestos que deixam um bilhete que vão pagar depois. O garoto não pode trabalhar porque cuida da avó, então está devendo aluguel, está em uma situação muito precária. Aparece um amigo deles de infância de L7nnon, que se tornou um músico bem de vida e ele se oferece pra fazer um show na Kasa Branca pra arrecadar fundos pra ajudar os cuidados com a avó. Mas nada é explícito. O neto não pede nada, nunca implora nada, todos que vão vendo aquela situação e vão se solidarizando, ajudando, é lindo demais! Me emocionei demais!
Os amigos são Ramon Francisco e Diego Francisco, estão ótimos. A bela jovem, já mãe, é Gi Fernandes, linda e talentosa ela canta muito bem no show. Nem sabia que ela cantava.
Fazem participações Roberta Rodrigues e Babu Santana.

Beijos,
Pedrita