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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Parasita

Assisti Parasita (2019) de Bong Joon Ho no TelecinePlay. Eu queria muito ver esse filme, mas sabia que não ia ser uma tarefa fácil, tinha ficado muito impactada com O Hospedeiro desse mesmo diretor e imaginei que esse seria um sofrimento igual. Que filme desconcertante!

Uma família vive de modo muito precário. O amigo do filho pede que ele dê aulas de inglês no lugar dele para a namorada dele. O amigo vai viajar, não confia em ninguém da faculdade. Eles forjam os documentos já que ele não cursava universidade.

Ele entra na casa e começa a armar planos para empregar toda a sua família. Eles vão enganando aqueles patrões ricos e levando a família toda para trabalhar lá. São inúmeras trapaças e maldades com os funcionários da casa para que sejam despedidos.

Sim, são inúmeros desdobramentos. Tudo vai ficando pior e mais maluco a cada momento. A divisão de classes, a alienação dos ricos, o oportunismo dos pobres. A miséria dos pobres e o descaso dos ricos. São tantas questões, tão complexo, tão difícil. Acho que esse filme vai se agarrar a minha pele como o cheiro desse família se impregnava neles. No elenco estão Kang-ho Song, Sun-kyun Lee, Yeo-jeong Jo, Woo-Sik choi, So-dam Park, Jeong-eun Lee, Hye-Jim Jang, Hyun-jun jung, Myeong-hoon Park e Ji-so Hung. A arquitetura da casa é belíssima! Parasita ganhou inúmeros prêmios como Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro. Globo de Ouro de Melhor Filme. Melhor Diretor no Festival de Cannes. E inúmeros outros prêmios.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O Hospedeiro

Assisti ao filme coreano O Hospedeiro (2006) de Joon-ho Bong no Telecine Action. Eu tinha lido no Estadão, o Merten dizer que ia passar esse filme e que ele tinha ficado impressionado quando assistiu. Anotei para ver e até estranhei o Merten mencionar esse filme, não lembrava dele gostar desse gênero de filme. Eu gosto bastante de filmes de terror, mas ele eu não lembrava. A questão é que O Hospedeiro é muito mais do que um filme de terror. Na verdade é muito bem explicado cientificamente. E a questão central do filme é política. O filme faz uma série de denúncias a governos, além do deles, o americano, e suas formas acachapantes de modificar os fatos para informar a população e abusar de sua autoridade.

Logo no início minha irmã já ia gostar da denúncia que o filme faz. Estamos em um laboratório e aqueles chefes medonhos, que só querem maltratar funcionários, fala do pó a um funcionário cientista, quando ele vê que o cientista retruca, se vinga, exigindo que ele jogue todo o conteúdo de mais de mil frascos na pia. O rapaz explica que não pode fazer isso porque é produto tóxico, que vai cair no rio, mas o chefe quer é ter poder sobre o rapaz, e exige que ele jogue tudo na pia. Bom, agora vocês já sabem como o monstro aparece. Por ter ingerido esse produto. Gostei inclusive que não é um ataque de inúmeros bichos, é só um que se modifica com o produto tóxico.
O monstro aparece, mata um número de pessoas e o governo da Coréia do Sul isola a área. E quem aparece para atrapalhar mais ainda? Os Estados Unidos. Uma família é isolada em um hospital e começam as mentiras nos noticiários. Falam que quem teve contato com o animal adquiriu um vírus, só que nós não vemos ninguém com o vírus, ninguém isolado com máscaras. É tudo uma farsa. É surpreendente como mostram os americanos uns retardados, um até é vesgo. Só preocupados com a ciência e sem raciocínio lógico. O Hospedeiro me virou por dentro. Simplesmente maravilhoso!
O elenco é excelente: Hie-bong Byeon, Kang-ho Song, Ah-sung Ko, Hae-il Park e Du-na Bae.
O Hospedeiro ganhou 18 prêmios como Asia-Pacific Film Festival (Melhor edição, melhor som, melhor suporte aos atores), Asia Film Award (Melhor Filme).
Música do post: Isang Tanong Isang Sagot







Beiijos,

Pedrita

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Mickey 17

Assisti Mickey 17 (2025) de Bong Joon Ho no Max. Eu queria muito ver esse filme, adoro esse diretor sul-coreano. Ver seus filmes nunca é uma tarefa fácil porque ele é muito ácido.
 

Mickey quer se inscrever para uma viagem espacial. Robert Pattinson está impressionante! Cada vez mais gosto desse ator! Por ele não ter qualificação nenhuma e descobrir que não seria escolhido, ele acha a única categoria que se encaixa, no Descartável. Todos os selecionadores ficam espantados, perguntam se ele leu todas as entrelinhas, se ele tem certeza, e ele continua insistindo. Ele quer ou precisa ir de qualquer jeito e sabe que só assim conseguiria.
O líder que criou essa maluquice é um coaching, amado por todos. Daqueles que falam uma montoeira de baboseiras de autoajuda, liderança, como se amasse todo mundo, mas só olha mesmo para o próprio umbigo e de sua esposa. Óbvio que ele é de ultradireita e pra completar ele esconde que tudo é uma seita. Mark Ruffalo está genial! Que ator! Como odiamos o personagem. Tony Collette não está diferente. Que ódio que temos do casal.
E o que é o Descartável? Mais um experimento. Ele faz tudo o que é perigoso. Respira o ar de onde vão ficar. Se morre, é impresso outro. E sim chega ao 17. Ele morre e é reimpresso 16 vezes. Eles guardam a memória e é passado a cada nova reimpressão. É muito perverso! A euforia do líder em encontrar quem aceitasse ser o Descartável é nojenta, bom, tudo é nojento. O diretor é um grande crítico social. Como o rapaz é o Descartável, o mais baixo da pirâmide, ele é desprezado pela maioria, todos acham que podem maltratá-lo, desprezá-lo porque é considerado inferior, um ser humano inferior. E como é linda a par romântico dele, Naomi Ackie.
Sofri com os animais locais. Eu sofro demais com filmes que tem animais, pelo jeito com os extraterrestres também. Parei e voltei várias vezes porque não aguentava o sofrimento que causavam no filhote.
O elenco é ótimo, deve ser uma disputa pra trabalhar com esse diretor renomado: Steve Yeun, Patsy Ferran, Anamaria Vartolomei e Cameron Britto. Fizeram uma coleção de cartazes, um mais legal que o outro.
Beijos,
Pedrita