quarta-feira, 14 de março de 2012

Madame Bovary

Assisti em DVD Madame Bovary (1991) de Claude Chabrol. Comprei esse DVD na banca, a Folha de S.Paulo lançou no ano passado vários filmes na Coleção Folha de Cine Europeu. Eu adoro esse diretor e tinha lido esse livro há muitos anos, peguei o livro emprestado de uma biblioteca, nem lembro qual, porque era sócia de várias gratuitas e sempre pegava livros de umas listas que anotei de jornais sobre livros que devemos ler. Lembro que gostei muito, mas lembrava pouco da trama. Sabia que nossa protagonista traía o marido, mas não lembrava detalhes, que são muitos.

Exatamente como nessa foto, nossa protagonista é uma mulher bela, mas simples. Ela até tem posses, o pai vive em uma fazenda isolado com ela. Eles conhecem um médico e ela casa. Ela acha que por ir morar na cidade, sua vida vai melhorar, mas ela descobre que continua muito sozinha e só com afazeres domésticos. Quando o marido a leva em um baile, a vida dela se torna um fardo. Ele faz tudo por essa mulher e eles se mudam para uma cidade maior. Lá ela vira alvo de pessoas más e oportunistas, um se aproveita da fragilidade afetiva dela e outro da financeira. O padre a ignora, não percebe os tormentos da alma dessa mulher. Só o marido parece perceber, mas não consegue ajudar. Flaubert é maravilhoso e compreende muito da alma feminina. Chabrol é um gêniio, Isabelle Huppert está esplendorosa, Jean-François Balmer interpreta o seu marido.

Essa mulher não suportava a vida pacata e solitária que levava, e eu não sei se suportaria viver longe dos teatros, não tinha cinema na época, de ter amigos, vida social. O amante é interpretado por Christophe Malavoy. Alguns outros do elenco são: Lucas Belvaux, Jean-Louis Maury, Jean Yanne, Sabeline Campo e Florent Gibassier. A Coleção Folha de Cine Europeu é possível agora de comprar pela Livraria da Folha, e comprar individualmente os DVDs. Esses DVDs são livros DVDs, com informações sobre o filme, diretor, elenco. Belíssima edição! Vou colocar o link.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 13 de março de 2012

Nancy Fabiola Herrera

Assisti ao concerto com a solista internacional Nancy Fabiola Herrera com a Orquestra do Theatro São Pedro no Theatro São Pedro. Essa mezzo-soprano nasceu na Venezuela, mas se mudou e estudou na Espanha. Belíssima em voz, além de bela, interpretou árias de ópera com precisão, elegância e um estilo impecável . A regência foi de Emiliano Patarra. No repertório Camille Saint Saens e Georges Bizet. Nancy Fabiola Herrera é bastante conhecida por sua interpretação de Carmem. Eu também presto atenção nos vestidos, adorei o segundo que ela apareceu, um lilás com flores aplicadas e com cristais no centro de cada flor, belíssimo. Pena que não achei fotos para mostrar a vocês. Esse belo concerto ainda foi bastante acessível, os ingressos custavam somente R$ 20,00, em São Paulo é o mesmo que o custo do ingresso de vários cinemas.



Programa:
Georges Bizet - L´Arlésienne

* Pastorale
* Farandole

Georges Bizet – Carmen

* Prelude
* Habanera "L´amour est un oiseau rebelle"
* Seguidilla "Près des remparts de Sèville"
* Entr`acte ato III
* Chanson Bohémienne


Camille Saint Saens – Danse Macabre, poema sinfônico
Aline Pascutti, violino

Camille Saint Saens – Sanson et Dalila

* Danse des Prètesses de Dagon
* Ária “Printemps qui commence”
* Prelude, ato II
* Ária “Amour! Viens aider ma faiblesse!”
* Bacchanale
* Ária “Mon coeur s´ouvre a ta voix”

Beijos,
Pedrita

sábado, 10 de março de 2012

Quarto 77

Assisti a peça Quarto 77 no Teatro Augusta. A direção é de Roberto Lage. O espetáculo é baseado no texto de Leonardo Alkmim. Gostei demais! Começa com o personagem do Paulo Goulart Filho chegando no Quarto 77, em um prédio caindo aos pedaços. Ele dorme e aparece uma mulher no quarto. Gostei demais que cada vez que a luz apaga parecem outros personagens desse casal. Ficamos pensando qual é o relato mais real desses dois, o que é sonho ou realidade. É um suspense psicológico bem interessante. Os dois atores estão ótimos. A mulher é interpretada pela Maria Laura Nogueira. Faz uma participação especial a Gisa Guttervil. Adorei o cenário do Heron Medeiros. Esse espetáculo é da companhia FAZ Centro de Criação e fica em cartaz até o dia 8 de abril.

Essa bela foto é de Demian Golovaty.

Achei um vídeo de outra montagem, com o mesmo diretor, mas com diferenças de cenários, elenco. 
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mary & Max

Assisti Mary & Max (2009) de Adam Elliot no Telecine Cult. Me emocionei demais! É lindo demais! Surpreendente. Esse diretor australiano fez um filme de uma sensibilidade maravilhosa! Uma menina solitária de 8 anos que vive na Austrália resolve perguntar a um americano se lá também as crianças nascem de um copo de cerveja. Escreve aleatoriamente a um homem, quarentão, que escreve uma carta imensa, afinal ele também queria ter amigos. Começa então essa linda correspondência e a dificuldade deles de lidar com as emoções.

A solidão desses dois amigos dói na alma. O pai da menina adora empalhar passarinhos mortos que encontra no caminho e nunca tem tempo para a filha. A mãe é alcoólatra e cleptomaníaca e nunca está lúcida para responder as perguntas da menina. Pelas cartas ela descobre que o seu amigo de Nova York tem uma história trágica na infância. Mary & Max fala de tantas questões vitais, como diferenças, preconceito, neuroses, insegurança, buylling, rótulos psiquiátricos, o que é ser normal, é incrível. A animação é feita de bonequinhos de massinha. Mary & Max ganhou muitos prêmios como no Festival de Berlim.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Sol do Meio Dia

Assisti O Sol do Meio Dia (2009) de Eliane Caffé no Canal Brasil. Eu gosto muito desse diretora, adoro os dois atores principais, Luiz Carlos Vasconcelos e Chico Diaz, resolvi ver. Começa com o personagem do Luiz Carlos Vasconcelos saindo da prisão no Pará. Ele retorna a sua casa que ficou abandonada. Depois vemos o personagem trapalhão do Chico Diaz, um trambiqueiro falastrão. Eles acabam indo juntos em um barco para Belém do Pará. É engraçada essa relação de contrastes. O ex-presidiário é mais culto, calado, com pouco humor. O outro é divertido, atrapalhado.

Em uma cidade eles conhecem a personagem da Camila Assunção. Ary Fontoura faz uma participação especial.  Os dois protagonistas ganharam prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio e o filme ganhou Prêmio da Crítica de Melhor Filme Brasileiro na Mostra Internacional de Cinema em 2009.

Beijos,
Pedrita