segunda-feira, 29 de maio de 2017

O Pequeno Príncipe

Assisti O Pequeno Príncipe (2015) de Mark Osborne no Telecine Pipoca. No Now esse filme só está dublado, como só vejo no som original, assisti no Pipoca. É muito lindinho. Não chega a ser a história do Pequeno Príncipe. Na verdade é a história de uma menininha que tem uma mãe alta executiva e que deseja o mesmo para a filha.

A mãe leva a menina ao bairro ao lado da melhor escola, uma instituição que cria máquinas, não seres humanos. Cria um quadro absurdo de tarefas a serem cumpridas, a menina nem comeu a maçã do café da manhã e o despertador já exige outra tarefa. Muito inteligente, muito atual, o quanto pais estão esquecendo que as crianças precisam brincar, de ter atividades culturais e liberdade para inventar. O bairro é quadrado, tudo é quadrado, as casas são iguais. 

Há um vizinho fora do padrão, com uma casa anárquica que todos fingem ignorar. Inclusive é o único idoso da região. Há várias críticas a essa sociedade consumista que ignora a criatividade, a cultura e os mais velhos. A menina fica encantada com a quantidade de objetos na casa do vizinho e ele diz que é acumulador. Sem culpa, sem exagero, mostrando que não há mal algum em gostar de objetos e ser feliz vivendo entre eles. Que a vida pode ser mágica, sem ser exageradamente arrumadinha. A menina, escondida, começa a ler o Pequeno Príncipe. Uma graça quando entra a história do livro. Muito bem feita a animação. Quando é no mundo da menina tudo parece real.

Quando entra no mundo do Pequeno Príncipe tudo parece animação. Muito lindo e bem feito. É nesse momento que aparece a história de Antoine Saint-Exupéry.

Me emocionei muitas vezes. A solidão dessa menina dói. A mãe já definiu os presentes que a menina vai ganhar de aniversário que ela passa sozinha. Que objeto é importante para cada idade e que função terá no seu aprendizado. Mas acho que o pior presente é o do pai. Eu não entendi porque ela tinha tantos globos de neve com prédios. Bom, esse é o presente anual do pai. A menina passa a festa sozinha. Tem bolo, os dois presentes, mas é totalmente ausente de afeto. 

Beijos,
Pedrita

domingo, 28 de maio de 2017

A Biografia Íntima de Leopoldina

Terminei de ler A Biografia Íntima de Leopoldina (2015) de Marsilio Cassotti da Planeta. Eu fui na feira do livro da USP comprar uma encomenda de uma amiga. Fui determinada a levar só dois livros, já estava indo embora e me deparei com essa capa. Foi antes de eu saber que a TV Globo ia fazer a novela Novo Mundo e comprei. Marsilio Cassotti é um biógrafo e escreveu sobre outras personalidades. Confesso que me surpreendi dele ser argentino. Claro, qualquer escritor pode construir biografias, mas é interessante que mesmo Leopoldina sendo austríaca, casada com um português e vivido no Brasil tenho uma biografia de um argentino. Há outras biografias sobre Leopoldina.

Obra Dona Leopoldina de Luis Schlappriz

Quando a novela começou, senti urgência em ler. Que história incrível! Fiquei me perguntando que parte das aulas de história que eu perdi. Eu tive péssimos professores de história, descobri isso na própria escola quando tive contato com um professor de outra turma e vi que as aulas podiam ser bem mais completas e instigantes. Há uns anos venho tentando minimizar essa deficiência histórica nas artes. Qual não foi a minha surpresa de saber que Maria Antonieta era tia-avó de Leopoldina e que uma irmã de Leopoldina foi casada com Napoleão. Austríaca, muito católica, veio feliz ao Brasil para se casar com Dom Pedro que achou lindo na pintura do camafeu que recebeu.

Obra Dom Pedro I (1830) de Simplício Rodrigues de Sá

Leopoldina chegou no Brasil com 20 anos, apaixonou-se por Dom Pedro e tiveram um casamento feliz mesmo o príncipe tendo vários relacionamentos extra conjugais. Assim que Leopoldina chegou, Dom Pedro envolvia-se com uma dançarina. Leopoldina viveu poucos anos no Brasil, somente 9 anos, onde teve um filho atrás do outro e muitos dissabores. Leopoldina tinha um pai muito diplomático, acompanhou todos os conflitos da guerra de Napoleão, o sofrimento de sua irmã, as negociações de países em épocas de guerra. Teve ótimas preceptoras. Sua madrasta disse que precisavam domar o gênio de Leopoldina que conseguiu conter seus ímpetos, mas continuou uma mulher de personalidade forte e decidida. Dom Pedro começou seus estudos em Portugal, mas no Brasil não se entendeu com os seus professores. Seus pais, alheios a formação de seu filho, deixaram que Pedro fosse criado solto, cheio de vontades. Foi Leopoldina que tanto ajudou o príncipe a lidar com o período conturbado após a volta de Dom João VI a Portugal. Foi ela que influenciou a Dom Pedro a ficar no Brasil quando Portugal exigiu que a família voltasse a Portugal. Foi Leopoldina também que influenciou o grito de independência junto com José Bonifácio.

Leopoldina foi uma máquina de fazer filhos, tiveram sete filhos em 9 anos. Apesar dos casos extra conjugais de Dom Pedro, a vida íntima do casal parecia intensa. Mal o filho nascia ela já se via grávida novamente. Estava grávida quando Dom João VI voltou a Portugal, na época do Fico, novamente na época da Independência. Muito triste a morte do primogênito. Foi no seu último parto que sofreu profundamente e morreu. Sua primeira filha Maria da Gloria tornou-se Rainha de Portugal. Leopoldina sofreu muito com a separação da filha. Antes da viagem a imperatriz empenhou-se muito na educação da menina e conseguiu uma professora inglesa.


Eu acho que Dom Pedro amou profundamente Domitila, acho que foi uma tórrida paixão. Os dois eram sedutores, e em geral sedutores estão o tempo todo deixando seus parceiros inseguros para que eles não os esqueçam. Provavelmente esse ambiente de insegurança fez com que eles tivessem um tórrido amor. Leopoldina sofreu muito com esse relacionamento até porque no final de sua curta vida Dom Pedro vivia só com Domitila há umas quadras do palácio. Domitila já tinha três filhos e era casada quando conheceu Dom Pedro. Ela o procurou para que ele tentasse resolver judicialmente o fim de seu casamento. Era comum as pessoas procurarem os líderes para questões judiciais. Como Leopoldina foi outra máquina de fazer filhos, só com Dom Pedro teve cinco filhos, já tinha três do primeiro casamento, somam-se então 8 filhos. Igualmente vivia grávida. Domitila teve 14 filhos em sua vida. É monstruoso o que Dom Pedro fez com Leopoldina. Colocou nomes iguais em seus filhos com Domitila. Quando nascia Isabel, Domitila tinha uma Isabel de Alcântara Brasileira. Os filhos então tinham o mesmo nome dos oficiais, na mesma época, com de Alcântara Brasileiro. O livro para na morte de Leopoldina, mas com curiosidade, fui ver o que acontecia. Dom Pedro sentiu-se muito culpado com a morte de Leopoldina, então seu relacionamento com Domitila degringolou. Tanto que ele casa-se novamente, em outro casamento arranjado com Amélia de Leuchtenberg


Beijos,
Pedrita

sábado, 27 de maio de 2017

Depois da Terra

Assisti Depois da Terra (2003) de M. Night Shyamalan na ClaroTV. Eu tinha muita vontade de ver esse filme porque gosto de ficção científica e porque tinha lido que o pai e o filho contracenavam juntos, Jaden Smith e Will Smith. Eu só vi que é desse diretor que não gosto depois que comecei a assistir e estava interessante, continuei. Gostei do roteiro e é do Will Smith. E gostei muito desse pôster.

O filho não consegue ser um Ranger. A relação dele com o pai é tensa. A mãe insiste que o filho precisa ir em missão com o pai, que precisa estar com o pai, mesmo ainda não sendo um Ranger. Por pressão e a contragosto o pai aceita. Um acidente faz os dois serem os únicos sobreviventes da nave que cai na terra. Tudo na terra agora é para atacar e expulsar os humanos. É nesse momento que o filme fica belíssimo, que locações. Amei a Terra nesse momento. Inúmeros animais, mata fechada. fizeram muito bem de expulsar os humanos que continuam destruindo a terra. Essa nave leva um monstro alienígena para lá. 

O pai fica muito ferido. Uma parte da nave caiu dias de distância da outra parte e o garoto precisa buscar um simulador. A parte tecnológica é muito interessante. O ar é impuro para humanos. Ele leva umas cápsulas para respirar diariamente. E tem contato por um visor com o pai que o ajuda, claro que até certo ponto. Muito bacana a roupa que muda de cor, camaleônica, e pode com isso avisar de perigos conforme a cor que fica. Acho que o que é mais bobo é o monstro alienígena, mas só aparece no final. E tem uma piadinha no final de um mal gosto insuportável. Lindo o filho do Will Smith. Eu já tinha visto os dois atuando juntos no filme À Procura da Felicidade, com o filho criança, e muito fofo. As locações foram na Costa Rica, Pensilvânia e Califórnia. Ainda aparece no filme as belíssimas Sophie Okonedo e Zöe Kravitz.



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sanfonemas

Ouvi o CD Sanfonemas (1998) de Toninho Ferragutti. O músico toca músicas próprias no acordeão com outros músicos incríveis. Toninho Ferragutti é desses músicos que vai adicionando amigos ao longo de sua carreira, carismático e talentoso está sempre rodeados de grandes artistas.

Nesse CD Sanfonemas estão com ele o grande Naylor Proveta no clarinete, o ótimo Rodolfo Stroeter no baixo acústico, inclusive esse músico produz o CD. Edmilson Capelupi no violão de sete cordas e cavaquinho. O mágico Toninho Carrasqueira na flauta na belíssima Sanfonema que dá nome ao CD. Lelo Nazário no teclado. Dominguinhos no acordeão na faixa Dominguinhos no Parque. Na percussão está Guello. Zezinho Pitoco na cabumba e caixa e Bré nos pandeiros. Vinícius Dorin e Cacá Malaquias no sax tenor e Paulo Oliveira no sax alto. Jarbas Barbosa na guitarra. Zino Brito no violão e Marlui Miranda na voz na faixa Merceditas. Só feras! Esse CD foi indicado ao Grammy Latino em 2000. Belo CD!

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 23 de maio de 2017

Trumbo

Assisti Trumbo (2015) de Jay Roach no TelecinePlay. Esse filme é da série "porque não quis ver antes?". Fala de vários temas de meu interesse. Trumbo foi um grande roteirista de Hollywood. Como muitos intelectuais da época, se filiou ao Partido Comunista. Só que ele vivia bem, a larga, tinha até um lago particular em sua casa. Era amigo, ajudava os amigos, mas não era militante de quebra quebra, mesmo que fosse ninguém pode ser censurado por seu pensamento. Pelo menos o filme não mostra nada de piquetes.

Era uma época em que as pessoas perseguiam livres pensadores e faziam mal as pessoas só porque elas pensavam diferente. Nenhum filme de Trumbo era comunista. Seus filmes faziam muito sucesso e eram filmes comuns de Hollywood. Trumbo integrou então o grupo dos 10 que passou a ser perseguido e preso. Quando soltos ninguém os dava trabalho porque estão na Lista Negra.

Trumbo busca então essas produtoras de filmes de baixíssima qualidade. Consegue convencer que paguem o mesmo que para os outros roteiristas, pouquíssimo e começa a escrever roteiros para aqueles filmes como Monstro do Lago. Obviamente adoram o roteiro dele e ele começa a receber inúmeros roteiros para arrumar e outros para escrever. Chama seus amigos desempregados e todos passam a escrever sob pseudônimo. Trumbo, junto com sua família, criam uma verdadeira indústria de roteiros a baciada. E tira o grupo dos 10 da miséria. Continuam em dificuldade, mas conseguem sobreviver.
Ele dá um roteiro a Ian McLellan Hunter, o roteirista quer pagar quase tudo ao Trumbo. E ganham o Oscar de Melhor Filme por A Princesa e o Plebeu. Obviamente Trumbo não pode receber, mas o boato se espalha. Trumbo escreve sob pseudônimo Areias Escaldantes e também não pode receber o Oscar de Melhor Filme.

Então Kirk Douglas o procura Trumbo para que ele adapte Spartacus e Otto Premimger para que Trumbo seja roteirista de Êxodus. O filme Trumbo é muito bem realizado, há um livro que foi baseado de Bruce Cok. Bryan Craston está incrível como Trumbo. O elenco é enorme e excelente, seguem alguns: Michael Stuhlbarg, David Maldonado, John Getz, Diane Lane, Helen Mirren, Louis C. K., Alan Tudyc, Dean O´Gorman, John Goodman. David James Elliot e Elle Fanning.
Beijos,
Pedrita