terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Uma Viagem Utópica com SIGMA Project

Fui ao concerto Uma Viagem Utópica com o SIGMA Project na Estação Motiva Cultural. É um excelente grupo espanhol de saxofones formado por Alberto Chaves, Andrés Gomis, Ángel Soria e Josetxo Silguero. Eles tocaram um lindo repertório, eclético e diferente. Muito bonito, gratuito e con teatro quase lotado. Foi uma única apresentação.

Foto de Aitor Izaguirre

 

Uma das obras foi Tambor do compositor brasileiro Rodrigo Lima. Muito interessante os saxofones fazerem sons de tambores, deve ser uma obra de difícil execução. O compositor estava na apresentação.

Muito instigante a Cantes de viento y nieve: Espirales de llanto de Mauricio Sotelo, parecia mesmo que estava ventando. E muito bonita Chases anónimas – O Virgo splendens de Ars Nova. Saindo um pouco das obras atonais tocaram duas de Domenico Scarlatti que gosto muito:Sonata em lá menor, K. 532: Allegro e Sonata em Fá maior, K. 350: Allegro. O SIGMA Project finalizou com uma bela obra do Philip Glass que gosto tanto, Concerto para quarteto de saxofones. 

Foto de Aitor Izaguirre
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Faça ela voltar

Assisti Faça ela voltar (2025) de Danny e Michael Philippou na HBOMax. Esse filme é fortíssimo! Precisa estar preparado pra ver. O que mais assusta não é o sobrenatural e sim o que uma pessoa é capaz de fazer acreditando no sobrenatural. Sábado é dia de fantasminhas!

Sally Hawkins está impressionante! Que atriz. Dois irmãos ficam órfãos. A futura mãe só quer ficar com a menina. A assistente social convence ela a ficar com o rapaz também. E fala para o rapaz aguentar três meses até os 18 anos e depois pedir a guarda da irmã. Adoção é um processo sério, mas o filme fala daqueles erros que algumas pessoas fazem pra favorecer conhecidos. Ficamos sabendo que essa mulher perdeu a filha. Ela trabalhava mais de 20 anos como psicóloga no departamento de adoção, era muito respeitada. Então auxiliam ela adotar a jovem. A questão é que a jovem é muito, mas muito parecida com a filha que morreu. Claramente ela queria substituir a filha por outra e com isso tentar transforma a filha na semelhança da outra. Não por gostar da menina, mas pela semelhança com a que morreu. Dificilmente um processo tradicional de adoção aceitaria isso. Como ela era da equipe, muito respeitada, não fazem a tradicional visita a casa que vai receber os jovens. Mesmo que a psicóloga arrumasse, ia ser difícil não perceberem alguns detalhes estranhos como a piscina vazia e sem proteção para receber uma deficiente visual. E não convenceriam a mulher a aceitar o irmão. Claro que dá tudo errado.
Os dois jovens estão muito bem, Sora Wong e Billy Barratt. Torcemos muito para que ele consiga salvar a irmã.

O filme é muito assustador. Fanáticos sempre assustam e a mãe é fanática pelo sobrenatural, faz barbaridades acreditando em resultados. Jonah Wren Phillips é o que mais sofre no filme. Jamais eu deixaria esses jovens participarem do filme. Sim, muitas cenas podem ser ajustadas artificialmente, mas achei fortes demais para adultos, que dirá pra crianças.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

A Idade Dourada - 3ª Temporada

Assisti a 3ª Temporada de A Idade Dourada (2025) de Julian Fellows na HBOMax. Gosto dessa série. Tem bons personagens, bons atores, edição, fotografia e direção de arte impecáveis!

O mais chato dessa temporada é a parte western. O novo rico Russell de Morgan Spector resolve investir em ferrovias e viaja para aquelas regiões sem lei dos Estados Unidos. E as tramas de traições, negociações são bem maçantes. Também não gostei da fórmula mágica do filho, comprar terras com cobre, sem checar devidamente e dar certo, muito artificial para negociantes tão tarimbados. Eu andei bem devagar com essa temporada. Está longe de ser a minha preferida.
Mas os romances são bonitos e falam muito da dificuldade na época da aceitação na família de pessoas de ascensão social diferente. O pai da personagem de Denée Benton é um farmacêutico bem sucedido, mas o fato dele ser um ex-escravizado, faz a família do pretendente rejeitar a moça. O pai tem uma botica e a família vive bem. Ela se apaixona pela médico de Jordan Donica, mas a mãe dele acha que ela não é uma mulher ideal porque não tem a mesma nobreza da família deles.

Divertido que Jack de Ben Ahlers fica rico com sua invenção ajudado pelo vizinho novo rico. Ele tem dificuldade de aceitar a mudança de status e de abandonar a família que são os empregados e patrões da casa que trabalha. A casa dos ricos também tem um espião que vende histórias picantes para sair como fofocas em jornais.

A personagem da Taissa Farmiga é a que mais sofre nessa temporada. Ela amava um bobão que desaparece na menor pressão e rejeita o pretendente escolhido por sua mãe, o duque, Ben Lamb, muito mais digno dela que o outro bobão. Bonita a condução dessa trama. É com as divergências desse casamento que o casal principal se desentende e os dois terminam brigados ao final dessa temporada.

O final termina com um baile caprichadíssimo. E a Sra. Russell da maravilhosa Carrie Coon convida as divorciadas causando um alvoroço. A série fala muito da condição da mulher na sociedade, tem reuniões das sufragistas. Sempre impecável!
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

French Lover

Assisti French Lover (2025) de Lisa-Nina Rives na Netflix. Eu não sou muito fã de filmes românticos. Esse tem sido muito elogiado e é com o maravilhoso Omar Sy, resolvi ver. É uma versão invertida de Notting Hill. Nesse, ele é o famoso.

O casal protagonista é muito carismático. Sara Geraudeau é uma graça. Ela está de garçonete, se desentende com o ator e ele passa a desejá-la e ser rejeitado. Como no filme espelho, eles tem um belo romance. Tem o clássico almoço com a família dela. Tem o amigo esquisito. Até a corrida de carro ao final é igual ao outro filme. Um carro estranho tentando chegar a tempo. Tem algumas peculiaridades, mas no geral o filme é muito similar ao outro. Engraçado que elogiaram o roteiro original, não só não é original como é cópia do outro, com poucas variações.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Boca a Boca

Assisti a Primeira Temporada (2020) de Boca a Boca de Esmir Filho na Netflix. Quando assisti Homem com H, uma crítica falou desse outro trabalho do diretor. Eu adoro o Michel Joelsas (Chico). É uma série que fala de preconceitos, intolerância, gostei bastante. A série não terá uma segunda temporada, foi cancelada. A primeira tem 6 episódios.

Chico se muda com o pai (Flávio Tolezani) e o irmão (Kevin Vechiatto) para uma cidade rural pra lá de preconceituosa. O pai é fanático religioso. Nem percebe o quanto o seu filho é íntegro. A diretora da escola é outra pavorosa, da Denise Fraga, ela inventa um monte de baboseira pra tentar controlar os alunos e claro que não dá certo.

O elenco todo é incrível: Caio Horowicz, Iza Moreira, Grace Passô, Tomás Aquino, Bella Camero, Bruno Garcia, Bianca Byington, Augusto Trainotti, Júlia Feldens e César Mello.

Uma doença acomete os jovens que começam a morrer, não há tratamento. Eles acham que foi transmitida pelo beijo depois de uma festa. Não fica muito claro que não era isso. São lindas as cenas na piscina ao final. A série tem momentos muito bonitos.


 

Beijos,
Pedrita