terça-feira, 30 de novembro de 2010

Antonio Meneses arquitetura da emoção

Terminei de ler Antonio Meneses arquitetura da emoção (2010) por João Luiz Sampaio e Luciana Medeiros da Algol Editora. Eu gosto muito de biografia e de conhecer histórias. Infelizmente há poucas no Brasil e fiquei muito feliz que agora temos a do Antonio Meneses. Aos 11 anos Meneses ganhou um violoncelo do pai, não que tenha pedido, o pai, músico, tocava na Orquestra Sinfônica Municipal do Rio de Janeiro, desejava que algum dos seus filhos estudassem música. No início Meneses não gostou muito do curso, a professora só passava a parte teórica, mas assim que veio a primeira peça, se apaixonou pelo instrumento. Aos 17 anos veio a oportunidade de estudar no exterior e assim as dificuldades tradicionais dos músicos que vão para fora do país buscar o aperfeiçoamento. Até que Meneses não levou muito tempo para conseguir outro bom instrumento para se apresentar, só três anos, embora essa busca sempre continue a cada crescimento profissional, junto com os altos custos dos instrumentos. Nesse período de busca usou vários violoncelos emprestados ou alugados. A biografia relata ainda as participações do Meneses no Trio Beaux-Arts, os regentes que teve contato como Karajan. Com intensa carreira internacional, Antonio Meneses vive mais no exterior, vem ao Brasil esporadicamente para apresentações.

Além da biografia, o livro traz no final fotos da carreira do violoncelista e ainda um CD com um repertório escolhido pelo músico que retratasse o livro e que homenageasse aqueles que foram determinantes em sua vida e carreira. Há três músicas com o pianista Luiz Fernando Benedini e mais 5 solo com o violoncelista: Modinha de Francisco Mignone, O Cisne de Camille Saint-Saëns, Après um Rève de Gabriel Fauré, Bourrée I e II de Bach,  Estudo nº 8 em Ré Maior de Jean-Pierre Duport, Estudo opus 25 nº 7 em Dó Maior de  Alfredo Piatti, Estudo nº 9 de David Popper e Prelúdio Fantasma de Gaspar Cassadò.









Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Re-Sintos

Assisti ao espetáculo Re-Sintos da Muovere Cia de Dança na Caixa Cultural São Paulo. A apresentação mostra cenas do cotidiano com muito humor e ironia. Direção Geral de Jussara Miranda, Direção Cênica de Jezebel de Carli e Direção de Sonoridades e Visualidades de Diego Mac. Os ótimos bailarinos são Denis Gosch, Didi Pedone, Joana Amaral, Roberta Savian e William Freitas. Essa companhia é de Porto Alegre. As apresentações foram gratuitas.
Foto de Sérgio Martins







Beijos,

Pedrita

domingo, 28 de novembro de 2010

Thérèse Desqueyroux

Terminei de ler Thérèse Desqueyroux (1927) de François Mauriac da Cosac & Naify. Ganhei esse livro do Rodrigo Gurgel. Nós conversávamos de autores católicos, ele mencionou esse livro e me presenteou. Ele comprou pela Estante Virtual. Depois que viu o estado do livro ficou surpreso, novinho. Cheguei a mencionar que acho inclusive que não havia sido lido. Rodrigo Gurgel falou que esse autor é pouco traduzido no Brasil, infelizmente. Ele fez muitos elogios ao estilo do escritor e a qualidade de sua obra. Esse livro mesmo não tem mais na editora, só dá pra comprar pela Livraria Cultura, ainda há exemplares por lá. Há um filme francês de 1962 baseado nesse livro que quero ver. Deve ser outra raridade. François Mariac é ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Minha irmã vai gostar de saber que tenho mais uma obra de um autor Nobel. Nós duas estamos lendo ao menos uma obra de cada ganhador pra conhecer. A tradução é de Carlos Drummond de Andrade, inclusive há um prefácio escrito por ele.


Obra A Woman Reading (1871) de Claude Monet

A obra começa com nossa protagonista saindo de um tribunal. O livro tem a narrativa toda entrecortada, pouco sabemos dos fatos, mesmo o pouco que ficamos sabendo não temos certeza, há muitas lacunas e fragmentos. Interessante como ela pouco quer saber do que falam o advogado e seu pai. É sobre o destino dela que falam, mas ela quer ver a água do rio, caminhar sozinha, não quer saber de nada. Incrível como o autor consegue escrever com tão pouca informação e mesmo assim nos passar o eixo de toda trama. Ele escolheu muito bem as poucas pinceladas dos fatos e nos levar a trama. Mesmo que nós deduzamos muito do que acontece, muito realmente não ficamos sabendo, é tudo um grande mistério.

Obra Le Jour (1929) de Georges Braque

Nossa protagonista é de uma pequena cidade, seria bom que ela se casasse com um homem que ampliasse as suas terras, tradição que já parece acontecer na família. Ela gosta da ideia de aumentar o seu patrimônio e aceita com tranquilidade o casamento. É só depois de um tempo, ela nem sabe quando, que ela começa a pensar que poderia ter um destino diferente, mas ela não sabe como. A trama é toda embaralhada, como os seus pensamentos. Em um determinado momento ela diz que sabe o que ela não quer, mas não sabemos se em algum momento ela descobre o que quer.

Obra Natureza Morta de Jean Metzinger

Trechos de Thérèse Desqueyroux de François Mauriac:

“Teresa, muita gente dirá que não existes.”

“O advogado abriu a porta.”

“Mas que foi que lhe meteram na cabeça, no colégio? Aqui, ela só teve bons exemplos; vigiamos as suas leituras... Teresa diz que não há nada que faça virar a cabeça das moças como os romances de amor da Pastoral dos Bons Livros...”

Tanto as obras e o compositor são franceses do período que a obra foi publicada.






Beijos,








Pedrita

sábado, 27 de novembro de 2010

Exposição de telas e aquarelas de Paulo Mandarino

Fui na exposição de telas e aquarelas de Paulo Mandarino. Em quadro salas vi várias telas e aquarelas. Me identifiquei muito com a sala das telas em tons avermelhados e laranjas. Gostei muito das telas dos passarinhos que ficava na outra sala. Na sala do piano, já que o  Paulo Mandarino é tenor e lá estuda e dá aulas, haviam telas lindas em tons azuis. Gostei muito do trabalho.










Beijos,








Pedrita

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Remissão

Assisti Remissão (2004) de Silvio Coutinho no Canal Brasil. Vi no site que ia passar esse filme e fiquei curiosa. O texto é bem teatral e muito interessante. Há algumas cenas externas, mas o forte mesmo são os diálogos. Ambientado em 1910, Um médico recém-formado está voltando a cavalo pela estrada de terra para a sua fazenda. Encontra um casal, a mulher em trabalho de parto. Ele vai depois a fazenda que mora esse casal. Lá a família fica chocada porque esse médico é a cara de um jovem rapaz, filho da familia que se suicidou. Começa o mistério para descobrir o que aconteceu.

Muito bonito o ator que faz o médico, Alexandre Piccini. No início aparece o nome da Sthefany e do Kayky Brito, mas ele não aparecia no filme. Quase no final ele aparece fazendo um personagem jovem, novinho de tudo. Não lembrava que ele é bem mais novo que a Sthefany. No elenco estão duas atrizes que adoro Imara Reis e Léa Garcia. Ainda no elenco: Breno Maroni, Analu Silveira, Ana Verocai, Waldecir De Oliveira,  Luciano Mallmann e Marcelo Pacheco. A trilha sonora de Mário Makaiba é ótima, interpretada por ótimos músicos, vários que já falei por aqui. Remissão foi filmado em Cantagalo no Rio de Janeiro.










Beijos,









Pedrita