Assisti Jessabelle (2014) de Kevin Greutert no TelecinePlay. Vocês sabem como adoro esse gênero, há umas semanas eu tinha visto o trailer e ficado ansiosa. Amei esse pôster e o filme é muito bom, muito bem construído, eletrizante.
Vou falar detalhes do filme, é bom ir descobrindo porque são muitos mistérios. Nossa protagonista sofre um acidente, ela vai voltar a andar, mas precisa de alguém que cuide dela antes. O hospital diz que ela tem que achar alguém que possa cuidar dela. A mãe morreu, o pai deu ela a uma tia, mas ela tem que ligar ao pai e voltar a casa de sua infância. Linda e macabra a casa.
Lá ela descobre umas fitas da mãe falando para ela. Seu pai é alcoólatra e some direto. Ela tem muita dificuldade de lidar com o cotidiano na cadeira e sem ajuda. Um ex-namorado aparece e passa a ajudá-la. Linda a moça interpretada pela Sarah Snook. O ex-namorado por Mark Webber. A mãe por Joelle Carter. O pai por David Andrews. Me incomoda um pouco somente as feitiçarias serem feitas por negros, mas o filme é bom.
Assisti a peça infantil Splash ou a História da Gota que Sonhava Ser Rio da República Ativa de Teatro no Centro Cultural São Paulo. Adorei! A direção é de Rodrigo Palmieri e o texto de Vivi Gonçalves. Começa com um pano de boca com uma gota, logo sons estranhos e a tela em pane. Acordam no palco os personagens, o palco é o interior do videogame.
Só assistindo para entender mesmo, cada personagem é uma parte do videogame, mas como o jogo entrou em pane, eles mesmo não sabem quem são e o que aconteceu. Quando eles resolvem retomar as funções e tentar consertar o jogo começa uma nova etapa da peça. Sim, Splash é como o videogame, em etapas, fantástico! A República Ativa de Teatro é muito criativa e trabalha com várias linguagens. Nessa etapa começa o jogo nesse pano e a gotinha aparece, foi muita emoção. Cada peça do jogo se dispõe a jogar no gigante joystick para consertar o jogo. Muito engraçado. O que só ouve é muito hilário, eu e as crianças rimos muito pq a gotinha não sai do lugar. O filme é muito bem feito e a sincronia também, parece realmente que eles jogam e a gotinha anda porque eles acionam, gostei muito. Quando erram, game over e vem outra peça. Adorei!
No elenco estão:Fernanda Oliveira,
Leandro Ivo, Thelma Luz, Thiago Ubaldo e Vivi Gonçalves. A Direção de Vídeo, Jogos e Animações são de Pri Argoud. Splash ou a História da Gota que Sonhava Ser Rio fica em cartaz até 28 de fevereiro, os ingressos custam só R$ 10,00. Dia 7, no carnaval vão custar menos ainda, somente R$ 3,00.
Assisti Lore (2012) de Cate Shortland no Max. É baseado no livro The Dark Room de Rachel Seiffert que quero ler. O livro e o filme ganharam vários prêmios. É impressionante, difícil, doloroso e profundo. A diretora é australiana, a autora alemã. É fundamental serem mulheres a contar essa história pelo olhar feminino e pelas as questões de maternidade. Uma alemã na Segunda Guerra vê seu pai chegar com um caminhão. A mãe avisa que eles precisam levar o que der no caminhão. Percebemos que o pai é alemão, a família reverencia Hitler. A mãe chama o pai de covarde. Eles viviam em uma casa grande e confortável.
Eles vão viver em uma casa no campo, a mãe diz que precisa se entregar e parte. Fica então essa adolescente e seus 4 irmãos, sendo que um bebê. Nenhum vizinho quer dar alimentos para eles, expulsos saem a caminhar com pouco dinheiro e algumas joias. É muito desesperador. Imagine caminhar dias e dias com 4 crianças, com fome, sofrendo todo o tipo de privação. E tem gente que desdenha alimentos. O bebê chora muito de fome, ela paga uma mulher que amamenta para dar leite ao seu irmão e vão andando, cada vez com mais fome e mais miseráveis. Assustador! Incrível como esse filme é atual, com países fazendo cercas e impedindo que outras pessoas sejam acolhidas. Fazendo com que tantos passem fome, frio e com crianças também. Como o ser humano é mal.
Sim, o pai tinha sido um soldado nazista, sim, eles cantavam as músicas de Hitler, mas eram crianças, negar alimentos as crianças, é cruel demais. Embora a maioria não tinha alimento também para eles mesmos porque tudo estava devastado pela guerra. É o fim da guerra, os americanos tomam a Alemanha que passa a ser dividida. Lore é muito profundo porque mostra a perversidade do ser humano independente dos povos. Alemães, até mesmo crianças eram massacrados pelos americanos. Sim, os alemães tinham massacrados outros povos, inclusive inocentes judeus, mas massacrar crianças, é se igualar a eles.
Todos estão contra todos, por ideologia ou por fome. Lore mesmo, em alguns momentos, mostra seu ódio aos judeus e os chama de imundos, mesmo que esse judeu esteja ajudando eles. Não quer chegar perto de judeus. Todos se odeiam, todos foram criados para odiar. Os alemães porque o pai parece ter deserdado. Todos se odeiam. Incrível como esse filme é atual. O que importa é de que país você é e não se é um ser humano com fome e pedindo abrigo.
Saskia Rosendahl está impressionante. Que atriz! Imagino a dificuldade que tenha sido filmar com tantas crianças. A irmã é interpretada pela Nele Trebs. Os irmãos gêmeos por André Frid e Mika Seidel. O judeu por Kai-Peter Malina. A mãe é interpretada por Ursina Lardi. O final é muito bem realizado, são poucas cenas, mas muito impactantes. Eles chegam a casa da avó, mas a avó ainda está na rigidez dos alemães na educação. Incrível a Lore defendendo o irmão em um pequeno gesto de indisciplina, seguido por outro, resumindo claramente a ironia de uma restrição depois de todos os abusos que sofreram na caminhada. A falta de compaixão da avó, a frieza. E a leoa que essa adolescente se tornou para defender seus irmãos. Impressionante.
Assisti Cinderella (2015) de Kenneth Branagh no TelecinePlay. Fiquei com muita vontade de ver esse filme quando estreou nos canais Telecine, a Lilianedo Paulamar viu antes de mim e gostou. É lindo demais! Mesmo não sendo desenho, é mágico como se fosse. Adoro o Kenneth Branagh.
Começa com a Cinderella bebê e sua linda família. Linda as atrizes que fazem as várias fases da Cinderella até a fase a adulta, uma delas é interpretada por Eloise Webb. Na fase adulta pela linda Lilly James. E lindos os atores que fazem os seus pais. Sua mãe morre, seu pai casa novamente. Ele morre também e ela passa a ser maltratada pela madrasta e as filhas dela. Sua mãe foi interpretada por Hayley Atwell e seu pai por Ben Chaplin.
A madrasta é interpretada pela belíssima Cate Blanchett. Suas filhas são atrizes bonitas também, Sophia McShera e Holliday Grainger, elas são mais feias de comportamento do que de aparência.
Muito bonita a forma como Cinderella conhece o príncipe. Magoada com as maldades da madrasta vai cavalgar, ele está caçando e eles se conhecem sem saber quem são. O príncipe é interpretado pelo lindo Richard Madden. Ótimas as cenas com animais, parecem que falam realmente.
Adorei que a fada madrinha é a Helena Bonham Carter e ela está linda. Primeiro aparece uma pobre velha pedindo comida, depois vira uma linda princesa fada. Tudo é mágico e bonito. Achei linda a frase que a mãe fala pra ela e vira a frase do filme,"tenha coragem e seja gentil". O pai do príncipe é interpretado por Derek Jacob. Linda uma princesa interpretada por Jana Perez. O conselheiro do rei por Stellan Skargard. E o amigo e conselheiro do príncipe por Nonzo Anozie. Os figurinos são lindíssimos, os da Cate Blanchett maravilhosos, fiquei feliz que o filme concorre ao Oscar nessa categoria, merece. Preciso saber quem são os outros concorrentes.
Fui a exposição Mondrian e o Movimento de Stijl no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Eu conhecia algumas obras desse pintor, mas muito pouco sobre ele. A excelente montagem foi surpreendente porque conheci muitos fatores de Mondrian.
Obra A Fábrica de Velas de Cera (1895) de Piet Mondrian
Fiquei muito surpresa com o início das obras de Mondrian. Conhecia as suas obras de linhas retas e poucas cores, cores primárias, foi muito surpreendente ver obras em cores escuras. O estilo de Mondrian vai mudando completamente. São belíssimas também essas mais sombrias, mas muito diferentes. É interessante ver como o estilo de Mondrian vai se transformando até chegar ao que o tornou mais famoso.
Também não conhecia o Movimento de Sijl, que influenciava o design, a arquitetura e as artes. O movimento utilizava cores primárias e linhas retas. Na mostra há móveis, cartazes, maquetes de espaços arquitetônicos.
Obra Victory Boogie Woogie (1944) de Piet Mondrian
Um vídeo no subsolo fala dessa obra Victory Boogie Woogie que nunca fica pronta. São fitas adesivas e Mondrian mudava constantemente. Há fotos o ateliê do Mondrian que achei geniais, as cores primárias estão lá. A montagem do CCBB é linda também, um dos andares está pintado com as cores primárias. Há vários quadros com cronologias, histórias, belíssima montagem. Linda a instalação que fizeram no centro do CCBB com as cores, formas retas. A mostra é gratuita, dá pra agendar no site e vai até 4 de abril.