terça-feira, 19 de maio de 2020

Destroyer

Assisti Destroyer (2018) de Karyn Kusama na HBOGo. No Brasil está com o péssimo nome O Peso do Passado já dando spoiler e juízo de valor no filme. Destruidora tem bem mais a ver.

É daqueles filmes que quer desconstruir o ídolo para mostrar que ele tem talento. A peruca da Nicole Kidman é de chorar, tanto que eu achei mesmo que a personagem usava peruca. 

Mas pra não assustar tanto, quando ela lembra do passado, ela aparece como a conhecemos. Não chega a ser um grande filme, mas é bem interessante. Meio longo e arrastado, mas fala muito das escolhas que fazemos. A protagonista é policial, ela se infiltra em um grupo criminoso para avisar de roubos e prendê-los. Ela vai junto com outro policial, eles são namorados. Ele é interpretado por Sebastian Stan. Há muitos segredos e o bom é ir descobrindo-os.

Ela tem uma relação muito conflituosa com a filha, menor de idade, que vive com o pai. Ela é interpretada por Jade Pettyjohn

Beijos,
Pedrita

domingo, 17 de maio de 2020

Annabelle Comes Home

Assisti Annabelle Comes Home (2019) de Gary Dauberman na HBO. Fiquei eufórica quando vi que estrearia na programação. Eu morri de vontade de ver nos cinemas, mas morro de medo de ver esse gênero no cinema. Foi uma longa espera, confesso que demorou muito pra entrar na programação, mas não decepcionou! Amo, amo, amo, Annabelle!

Esse tem uma pegada mais adolescente, mas as três atrizes são ótimas. A protagonista McKenna Grace vive no elenco desses filmes, vi recentemente Tara Maldita. Ela é linda e talentosa. Ela é a filha do casal que tem o quarto, fechado a inúmeras chaves, onde estão todos os objetos demoníacos, inclusive Annabelle. Gostei que ela é sensitiva como a mãe. Os pais vão viajar a trabalho e contratam uma babá adolescente interpretada por Madison Iseman. Os pais deveriam ver mais filmes de terror, costuma sempre dar muito errado deixar os filhos com babás adolescentes.

Uma amiga (Katie Sarife) chantageia a amiga babá para ir a casa da menina. Aos poucos ficamos sabendo que ela perdeu o pai e como leu que os pais da menina tem objetos que falam com o além, ela quer ver se consegue falar com o pai. Escondida entra no quarto, liberta Annabelle o inferno das três começa. Ainda no elenco estão os pais da menina: Vera Farmiga e Patrick Wilson. O apaixonado pela babá, Michael Cimino. Natalia Safran encarna a noiva.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 15 de maio de 2020

O Sol Também é Uma Estrela

Assisti O Sol Também é Uma Estrela (2019) de Ry Russo-Young no TelecinePlay. Relutei em ver esse filme porque achei que era um romance, é realmente, adocicado demais, mas tem suas qualidades.

É a história de dois adolescentes lindíssimos. A trama passa na verdade em um dia da vida deles. Ela é louca por ciência, então há teorias científicas pra explicar alguns fenômenos. Fala da relação de um dia na vida da pessoa com o universo, dos bilhões de anos do universo e da nossa existência curta e da premissa de aproveitarmos intensamente cada segundo. Ela é interpretada pela lindíssima Yara Shahidi e ele por Charles Melton. Ela interpreta uma jamaicana prestes a ser deportada de volta ao país de origem com a família. Ele é um sul-coreano que a família tem uma loja de cabeleireiros para cabelos afro.
É o último dia dela nos Estados Unidos. Ela tenta então reuniões com advogados e conselho para tentar continuar no país, sonha estudar ciência. Ele vai prestar uma bolsa para uma universidade. O tempo todo o personagem dele tenta mostrar que não há coincidência, que a vida é destino. O filme é baseado no livro de Nicola Yoon, que fez enorme sucesso entre adolescentes. A autora acredita nessa teoria sobre o amor, que nada é ao acaso e força bastante sua teoria. O filme se arrasta um pouco demais, chega a ser cansativo tanta melação e teoria forçada, mas é bonitinho. 

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 13 de maio de 2020

A Fera na Selva

Assisti A Fera na Selva (2019) de Paulo Betti e Eliane Giardini no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, tentei inclusive ver nos cinemas. É baseada em uma história do Henry James. Quando eu assisti a peça Autobiografia Autorizada com Paulo Betti, o ator comentou desse filme.

Eu tive uma dificuldade monumental de gostar do protagonista, mimado e egoísta, ele acredita piamente que algo mágico e extraordinário acontecerá em sua vida e passa a vida aguardando esse momento. Ele divide esse segredo com uma mulher que cumpre o papel de muita mulher que é abandonar a sua própria pra viver a vida do outro. Ela resolve acompanhá-lo nessa busca. Ela ao menos consegue se realizar mais, já que recebe uma herança e monta uma livraria simpática que recebe eventos culturais.
Ele tem uma enorme incapacidade de ser feliz com o que tem e de viver intensamente cada minuto. De ver que o fato mais extraordinário que aconteceu em sua vida foi conhecer essa mulher. Eles passam anos e anos compartilhando momentos inesquecíveis, indo a teatros, fazendo passeios. Os dois são professores universitários, então ainda dividem conhecimentos, livros, e um lindo cotidiano. Uma vida riquíssima. Ele ainda tem a sorte de viver bastante e saudável, podendo desfrutar cada minuto de sua rica vida, que ele é incapaz de perceber. Adoro esses atores Eliane Giardini e Paulo Betti. A filha deles, Juliana Betti canta em um espetáculo que eles vão assistir. A narração é de José Mayer. Participa a Orquestra Sinfônica de Sorocaba. As locações maravilhosas são em Sorocaba, cidade de nascença de Paulo Betti. O Prelúdio nº 1 de Villa-Lobos que aparece no filme é interpretado pelo maravilhoso Duo Assad.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 11 de maio de 2020

X-Men: Primeira Classe

Assisti X-Men: Primeira Classe (2011) de Matthew Vaughn na Megapix. Eu queria muito ver esse que tem o James McAvoy. A pressa foi tanta que até aceitei ver nesse canal que só passa dublado, som original só sem legendas e com comerciais. O 007 disse que são os filmes que ele mais gosta, quando entra esse elenco. Engraçado como gosto não se discute, vários amigos nas postagens dos filmes anteriores disseram preferem o elenco inicial.

Eu gostei muito! Amei os personagens, os mutantes e contar a história do início de tudo. Na Segunda Guerra Mundial, o Magneto, ainda sem esse nome, criança e judeu, é levado a um Campo de Concentração com sua família. O nazista torturador (Kevin Bacon) enlouquece com o poder do seu pupilo e faz de tudo para enfurecê-lo para ampliar os seus poderes. 
Em uma ação, a marinha americana conhece Magneto (Michael Fassbender) e Charles se junta a ele. A falta de sutileza é que estraga esse filme. Todos tem sentimentos muito estereotipados. Na tentativa de justificar o estilo de cada um no futuro, eles já são parte daquilo que serão. Não há nuances. O filme perde muito com isso. McAvoy inclusive interpreta um personagem tão arrogante que chega a ser chato. Acabamos até torcendo pelos vilões de tão mala que ele é. A personagem da Rose Byrne também é muito chata.

Talvez seja por essa direção sem sutilezas que a Jennifer Lawrence esteja tão canastrona, ou realmente ela era fraquinha, porque agora adoro essa atriz. Amei a personagem da Zoe Kravitz. Fiquei inconformada com a morte do personagem do Edi Gathegi. Amei o mutante mas ele aparece muito pouco. Os outros são bem mais chatinhos interpretados de modo caricato por Nicholas Hoult, Lucas Till e Caleb Laundry Jones. Eles são todos muito bobões e infantilizados, fica pouco crível que depois saibam lidar nos conflitos e confrontos.
Os vilões não aparecem muito: January Jones, Álex González e Jason Flemyng. A série, e imagino que venha dos HQs, fala da relação turbulenta na guerra fria entre Rússia e EUA. Esse filme até tenta atenuar o maniqueísmo na política, bons contra maus. São as influências dos mutantes que fazem o russo querer começar a Terceira Guerra Mundial, mas os cacoetes americanos contra comunistas estão lá, como tudo nesse filme, sem sutilezas. Não sei se é porque não sou fã do gênero, que a música para dar emoção, as cenas intermináveis de lutas me soam profundamente cansativas e artificiais, mas no geral eu gostei muito desse filme. Boa diversão!

Beijos,
Pedrita