Assisti A Vida Extraordinária de David Copperfield (2019) de Armando Ianucci no HBO Mundi. Eu coloquei pra gravar. É baseado no livro de Charles Dickens que não li.
Dev Patel faz o jovem e adulto David Copperfield. É um filme enorme de uma história enorme. O filme escolheu o tom da comédia.
David Copperfield era uma criança (Jairaj Varsani) feliz. Vivia com sua amada, doce, linda e jovem mãe (Morfydd Clark). Ela acaba casando novamente com um homem (Darren Boyd) pavoroso que tinha uma irmã (Gwendoline Christie) mais pavorosa ainda. Ele é enviado pra trabalhar na indústria da família do padrasto. São muitas reviravoltas.
Sua tia é interpretada por Tilda Swinton. O elenco é muito grande já que são muitas histórias: Peter Capaldi, Aneurin Barnard, Nikki Amuda-Bird, Hugh Laurie, Benedict Wrong e Ben Whishaw.
Assisti Security (2021) de Peter Chelbom na Netflix. O diretor é britânico, mas o filme é italiano. A ideia do roteiro é boa, a execução é bem confusa, o desfecho mais ainda.
Uma jovem (Beatrice Grannò) pede socorro em uma madrugada, machucada vai a cada casa tocar a campainha e mostrar seu rosto na câmera. Ninguém a ajuda, pode ser mesmo que ninguém a tenha visto, mas será? Essa é a máxima mais importante e interessante do filme, a omissão. A Itália é conservadora como o Brasil e muitos preferem não se envolver, tornando-se cúmplices. Ser cúmplice é uma premissa do filme, esses fingiram não ouvir ou ver o pedido de socorro da jovem, mas vários outros foram muito mais longe na omissão.
O filme tem uma infinidade de histórias que se misturam. Tudo fica mal resolvido, até o final. Termina mal resolvido. Há crimes demais naquela comunidade que parece nada ver. Políticos poderosos vão comprando a tudo e a todos, mas o filme deixa tudo por isso mesmo. O protagonista (Marco D´Amore) jura que vai provar, mas tudo o que ele mostra no final muito provavelmente não dará em nada.
A Cidália do blog Coisas da Vida comentou que essa mudança nos comentários tem levado vários ao spam. Eu tenho achado regularmente vários de vcs. Tem que ir em comentários, onde estiver todos ir na seta para achar spam e liberar os que estão lá. Na postagem dela ela explica direitinho em imagens como achar.
Assisti Kuntilanak (2018) de Rizal Mantonani na Netflix. Era dia de fugir da realidade, segui para um filme de fanstaminhas. E indonésio! Gosto muito dos filmes orientais sobre fantasminhas, com esse não foi diferente. O roteiro é de Alim Sudio.
As crianças são demais. Estava até um pouco receosa de funcionar, porque são muito pequenas, mas elas embarcaram lindamente. No elenco estãoSandrinna Michelle, Aurélie Moeremans, Fero Walandouw, Nena Rosier, Andryan Bima, Ciara Nadine Brosnan, Adlu Fahrezi, Ali Fikry e Naufal Ho. Começa em outra casa, um garoto acabou de perder a mãe e o pai continua com cheiro de álcool. Sozinho, ele é chamado por sua mãe que surge do espelho e ele é levado lá pra dentro. Kuntilanak é uma lenda onde pode se manifestar de várias formas, como essa mãe, para ter a sua presa.
Claro que por algum motivo o espelho vai parar na casa dessas crianças. É linda a história delas. A mãe se apaixonou por elas e adotou todas elas. Mas ela precisa viajar, uma sobrinha vai cuidar. Elas são lindas e talentosas. Gosto demais dos roteiros de fantasminhas que falam sobre família, afetividade e amor. Uma delas ainda não se sente da família. É a única que ainda não chama a mulher de mãe. Linda a transformação. Ela é uma das que tem o dom de ver e ouvir questões sobrenaturais, portanto é a única que pode salvar os seus irmãos. Muito lindo ela lutando por todos, de emocionar. Há continuações que estou curiosa, já que no final o espelho aparece à venda em uma loja de antiquários. E no IMDB já dá pra ver que tem até o 3, todos do mesmo diretor.
Assisti Loop (2020) de Bruno Bini no Canal Brasil. Não lembro onde eu vi a chamada desse filme que estaria nesse canal. Fui na grade de programação e comecei a ver um pouco depois que estreou voltando pelo controle remoto. Surpreendente! Que grata surpresa!
O começo estava indo e aos poucos o filme ganha uma proporção impressionante, angustiante! Ótimo roteiro! O personagem do Bruno Gagliasso estuda a viagem no tempo. Em uma festa ele conhece uma bela jovem, interpretada pela Bia Arantes, e eles vivem um lindo romance. Ela morre, ele resolve usar seus estudos de físico pra voltar no tempo e mudar sua história.
Branca Messina faz a irmã do protagonista. Excelente elenco que ainda tem: Roberto Birindelli, Nikolas Antunes e ZéCarlos Machado. O filme é bem sombrio e agoniante. E que trilha sonora!
Terminei de ler João Miguel (1932) de Rachel de Queiroz. Comprei em um sebo! Faz tempo que procuro um livro dessa autora sem sucesso e com isso acabo adquirindo outros. Eu fiquei fascinada que esse livro está cheio de anotações na primeira página. Até pesquisei o nome da antiga proprietária dele, mas há muitas mulheres com o mesmo nome e sobrenome. Há também vários nomes e telefones, com a quantidade de números antigos. Quanta curiosidade para saber quem são.
O marcador de livro é da Livraria Cultura.
Obra Bento Preso na Bahia de Guido Mondin
Eu fico fascinada o que faz um autor escolher os temas de seus livros. É mais comum falar do seu universo, daquilo que conhece. Rachel de Queiroz sempre me surpreendeu por ser diferente. Esse é o segundo livro da autora. Com 22 anos, ela criou um personagem que comete um crime. Começa o livro ele atônito após ter enfiado a faca em um homem. Ele não tem muita consciência do que fez e é preso. O livro é o tempo que esse homem fica preso. Nas prisões do passado e de uma cidade do interior. Poucos presos, cada um em uma cela. Após o julgamento os presos só precisavam ir pra dormir, não por lei, mas por hábito.
Obra Caipira (1893) de Almeida Júnior
O livro termina após o julgamento e o réu é absolvido. Não ficamos sabendo mais nada dali em diante. Que fascinante!