terça-feira, 3 de março de 2026

O Mundo vai Tremer

Assisti O Mundo Vai Tremer (2025) de Lior Geller na Netflix. Tinha tempo que eu via esse filme no streaming mas relutava por falar de guerra, da Segunda Guerra Mundial. Um pouco depois de começar a ver a guerra deflagrou outra novamente. Vi mesmo assim, mas sempre assusta. É inspirada na história real de dois poloneses que conseguiram fugir do campo de trabalhos para avisar os judeus que estavam sendo enganados e iam ser exterminados.

É o começo da guerra quando Hitler invadiu a Polônia. Inicialmente o extermínio era execução por bala. Como gastava muita munição e nem sempre uma só bala era eficaz, criaram os caminhões com gás carbônico. O gás do caminhão voltava pra dentro na carroceria e matava as pessoas. É nessa fase que o filme está. Quando exterminavam 700 pessoas por dia. Os homens judeus fortes não eram exterminados porque cavavam as covas, enterravam os mortos e faziam outros serviços extenuantes. É nesse grupo que estão Solomon Wiener e Michael Podchlebnik, os judeus que conseguiram fugir e levar os fatos do extermínio para outros países. Vários do grupo planejam fugir, mas era muito arriscado porque vários poloneses levavam de volta os prisioneiros por dinheiro, eles estavam debilitados, a vigilância era enorme e o frio intenso. Os homens fortes queriam avisar o gueto ali perto que era mentira que eles iriam trabalhar em uma fábrica. Eles são interpretados por Oliver Jackson-Cohen e Jeremy Neumark Jones.
O nazista que engana os judeus é interpretado por David Kross. O alemão diz que eles vão poder trabalhar em uma fábrica, ficar juntos, comer melhor que no gueto. Mas como tem informações de tifo e outras doenças nos guetos, eles precisam tirar as roupas para ir ao banho. É desolador. Fala sorrindo, carinhoso. Pedem que anotem os nomes nas malas, os soldados ajudam. Que pavor! O caminhão dava sempre problema, os judeus descobriam assim que iam pra trás do caminhão que não era tão eficiente e o filme mostra os nazistas já falando nos campos de concentração onde teriam métodos mais eficazes no extermínio em massa dos judeus. Os nazistas não estavam satisfeitos em matar "somente" 700 judeus por dia. Nos campos passaram a ser exterminados com gás desenvolvido por um químico. O local parecia mesmo com uma grande sala de banhos e a resistência era menor que nos caminhões.

Dois deles conseguem fugir, chegam ao gueto, tudo é passado pra frente e chega na rádio da BBC em Londres. Foi o primeiro relato do extermínio que os nazistas faziam com os judeus. 

No livro de Simone de Beauvoir ela comenta a invasão de Hitler na Polônia, eles achavam que o conflito ficaria por ali. E já começavam a ouvir os boatos dos campos, dos extermínios, mas duvidavam de algo tão sórdido. Beauvoir fala muito que ficava anestesiada e em negação.

O mundo só soube a dimensão dos extermínios e dos campos de concentração depois do fim da guerra quando as portas desses lugares foram abertas.
Beijos,
Pedrita

11 comentários:

  1. Ainda não terminei de assistir.
    É bom e triste.
    Beijo,

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    1. liliane, demais, tive dificuldade tb de continuar a ver.

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  2. Boa tarde Pedrita. Tenho vários livros na minha biblioteca. O livro que eu leio todos os, é a Bíblia. Fora outros livros, quando eu tenho tempo. Grande abraço carioca.

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  3. Vou ser sincera, depois dos acontecimentos deprimentes que vimos no Oriente médio, nos últimos tempos, especialmente no que diz respeito à faixa de Gaza e aos palestinos, me vi um tanto impaciente com os judeus. E, por isso, evitei ver esse filme.

    Beijo

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    1. marly, comigo foi o mesmo, não estava vendo exatamente por esses horríveis acontecimentos. embora ache q o problema são os líderes megalomaníacos, não um povo todo, mas tb não estava assistindo pelo mesmo motivo q vc. assim q comecei a ver estourou a guerra, quase parei de ver.

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  4. É impressionante como as atrocidades cometidas nas guerras não servem para evitar novos conflitos. Sempre existem os líderes malucos e seus sequelas, que continuam a provocar guerras. Esse tipo de filme me faz mal.

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    1. heloísa, eu vejo pra não esquecer. e sim, líderes que continuam em seus confortos decidindo quem vive ou não nas guerras.

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    2. Não tive como corrigir meu comentário, a não ser fazendo outro. Onde escrevi sequelas, leia-se asseclas.

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  5. É incrivelmente assustador como guerras se perpetuam e se reinventam.
    Tanta crueldade injustificável e os líderes nunca aprendem 😢😢
    Vou assistir sim, apesar de achar que deve ser desolador e muito triste, acho necessário para mostrar que em uma guerra nenhuma parte ganha.

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    1. luli, o filme foi elogiado por ser muito realista e com isso é dificílimo de ver. foi a primeira vez que vi a tentativa dos alemães em realizar o extermínio em caminhões. só soube lendo uma única vez.

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