domingo, 14 de junho de 2026

Luanda, Lisboa, Paraíso de Djaimilia Pereira de Almeida

Terminei de ler Luanda, Lisboa, Paraíso (2018) de Djaimilia Pereira de Almeida da Todavia pela MECLivros. Queria muito experimentar esse sistema. Li pelo celular. É preciso entrar pelo cadastro do gov br e "emprestar" o livro por 14 dias, podendo pedir ampliação de mais 14 dias, o que não precisou. Eu li muito em bibliotecas por São Paulo. Teve uma época em que era sócia de 6, eu preferia a da Fiesp que tinha livros novos, bibliotecas tem mais livros antigos. E na Fiesp era possível pedir mais tempo. Eu escolhia sempre livros pouco procurados, porque se quisesse aumentar o tempo, mas teria fila de espera, não seria possível. Não sei como funciona na MECLivros. Gostei, mas eu prefiro imensamente mais o livro em papel, por inúmeros motivos. Agora mesmo não pude devolver o livro porque vim escrever aqui. E não sei se me agrada voltar ao passado em ter tempo de leitura. A liberdade de poder ler no meu tempo, ter o livro pra consultar quantas vezes quiser, é muito mais prazeroso. A obra (2022) da capa é de Lucas Almeida. Esse livro foi vencedor do Prêmio Oceanos 2019.
 
Obra de Fineza Teta

Um garoto nasce coxo. Sua família é de Luanda. Antes dos 15 anos ele precisa ser operado pra corrigir o defeito. Seu pai vai com ele a Lisboa. O tempo de recuperação é muito lento. Com isso seu pai vai se ambientando em Lisboa e começa a pensar em não voltar mais, mesmo nunca verbalizando.
Obra Kizua (2021) de Cláudio Feliciano.

Em Lisboa o livro passa a trazer de vez em quando cartas dos pais do garoto. Cartas que vão escasseando com o tempo. Apesar de pai e filho ficarem em Lisboa a vida fica sempre pior, cada vez mais miserável. Pai e filho trabalham como pedreiros e vão morando cada vez mais longe. Até que a casa queima e perdem o pouco que tinham. É um livro triste, desesperançoso. Vidas que nos atropela, não deixa escolha e se finda na mais profunda miséria. Me emocionei muitas vezes.

Beijos,
Pedrita

16 comentários:

  1. É a 3ª vez que escrevo um comentário e ele desaparece.
    Esse livro não tenho interesse.
    Nunca li nada dessa escritora.
    Sim, também prefiro livro físico.
    Porque posso grifar as coisas interessantes da leitura.

    Estou assistindo "A casa torta" e me achando perdida.
    São personagens demais.
    Agatha Christie escreve sempre com muitos personagens, eu acho.
    Beijo,

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    1. liliane, que chato, eu não tive problema pra comentar esses dias. acho q vc ia gostar desse livro. ela escreve muito bem. ah, livro físico é bem mais confortável. e sim, casa torta tem muitos personagens.

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  2. Confesso que a ler algum livro, prefiro físico
    -
    NÃO CONSIGO RECOMEÇAR....
    -
    Beijos e um bom Domingo.

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  3. Uma escritora Luso-angolana que tem recebido muitos prémios e que desenvolve temáticas de relacionamento entre os angolanos e a sua diáspora em Portugal, apesar de ser importante a divulgação desta realidade, tenho sentido que as temáticas apontam para o deprimente e a Pedrita pelos vistos sentiu esse peso.
    Também falei de livro. Para falar de Angola e das dores do seu povo tenho escolhido Ondjaki, pela sua capacidade de falar de pobreza e dificuldades sociais de uma forma suficientemente divertida que a verdade fica exposta sem dor.

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    1. carlos, acho que as questões da colonização e escravização são difíceis de serem leves. esse livro é deprimente na ilusão dos personagens com lisboa. eram bem mais felizes e realizados em luanda.

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  4. A independência de Angola (cuja capital é Luanda) é recente. E, certamente, o país ainda guarda forte memória dos sofrimentos vividos durante a colonização. Parece que essa escritora retrata um pouco disso, nesse livro, embora a maior parte da estória ocorra em Portugal.
    Essa foi a impressão que o post me passou.

    Beijo

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    1. marly, o pai do rapaz se ilude com lisboa. ele era bem mais feliz em luanda.

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  5. Que incrível. Sempre tive curiosidade de ler as obras dela.
    beijos

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  6. Parece ser uma leitura incrível e visceral.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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  7. Acho que vou desidratar de chorar, me emociono demais com essas narrativas desesperançosas 😢
    Amoooooo livros físicos (mas meu espaço físico é pequeno)
    Tenho super curiosidade com esse sistema de biblioteca digital.
    Amei o post .

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    1. luli, sim, chorei bastante tb. tb amo livros físicos e eles vão tomando conta da casa. o mec livros tem alguns bugs meio chatos, mas foi uma ótima experiência. volto para os físicos.

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  8. Tbm prefiro livro fisico.
    A leitura de livros de colonização etc são necessários mas nunca
    são tranquilos; tem livros que deveríam ser
    obrigatórios nas escolas.
    Bom final de semana.

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    1. sim, livros físicos me concentram mais, eu acabo ficando mais dispersa no virtual. sim, falar de colonização não é fácil, mesmo que já tenha passado, os reflexos continuam sempre.

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